Tempo de leitura: < 1 minuto

Além de Ilhéus (ver nota abaixo), o serviço de transporte coletivo sofreu paralisação também em Itabuna nesta segunda-feira, 12. As empresas acusam o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Joselito Paulo dos Santos, o “Pé de Rato” de esvaziar pneus dos ônibus para evitar que os veículos saíssem da garagem.

Pé de Rato alega que as empresas do setor descumprem a regra legal que determina intervalo de 11 horas entre as jornadas de trabalho. As empresas, por sua vez, afirmam que o presidente da entidade que representa os trabalhadores utiliza essa situação como pretexto para gerar tumulto e capitalizar politicamente junto aos rodoviários, num período em que se aproxima a sucessão no sindicato.

Em nota, a Associação das Empresas de Transporte Urbano (Aetu) diz que em julho deste ano obteve, em dissídio coletivo, o direito de conceder os intervalos entre as jornadas de forma fracionada entre a primeira e a última hora de trabalho. Mas a entidade patronal admite que não conseguiu “êxito nos controles exigidos por lei, além do que, algumas poucas linhas não permitem que os intervalos sejam feito como previsto”.

9 respostas

  1. Aquí nós temos o verdadeiro “peleguismo”. Quando o PÉ de RATO (analisem o nome)assumiu o SIDROD, já existia este esquema criado pelo sr. PEZÃO e observem que se passou a negociação salarial por 04 anos e nada disso foi apresentado na mesa de negociação, como vai haver eleição, agora por determinação judicial, é preciso mostrar a cara para os mal esclarecidos motoristas.

  2. Esse povo é especialista em bagunçar a cidade e a vida das pessoas. Também, olha o nome das figuras: pé de rato, pezão, pelos nomes vcs queriam o que? que saísse alguma coisa que prestasse desses energumenos? o cidadão é que paga caro por isso.

  3. como sempre nos usuarios que somos prejudicados!o transporte ja e horrivel,ja tiraram o sistema de integração onde vc pega dois onibus no mesmo sentido e so paga uma passagem,agora essa greve afff!

  4. ESTAMOS DE OLHO NESSA SITUAÇÃO PARA QUE NÃO ACABE TUDO EM AUMENTO DE PASSAGEM! ESSA NOVELINHA DE EMPURRA-EMPURRA JÁ É MANJADA!(CACHORRO MORDIDO DE COBRA TEM MEDO DE LINGUIÇA…)
    MINISTÉRIO PÚBLICO : VAMOS ARREGAÇAR AS MANGAS E TRABALHAR!!

  5. Enquanto isso, a AETU fecha os olhos aos vendedores de vale-transporte nos pontos de ônibus. Um deles “trabalha” na praça Otávio Mangabeira (Camacã) há muitos anos. Não falta a colaboração dos motoristas que esperam eles terminarem as vendas, em troca de sucos e lanches.
    Nas mãos de um cidadão comum, honesto, um vale transporte não rende tantas passagens assim. O negócio é tão lucrativo que
    chega a ter dois a tres deles agindo no mesmo local.
    Para conseguir uma “mina” dessa será que precisa ter a colaboração de alguém da AETU ?

  6. Transporte coletivo municipal.
    Direito à qualidade do serviço
    Freqüentemente, aqueles que têm a necessidade de andar de ônibus para se locomover, deparam-se com problemas como superlotação, veículos sucateados, desconforto etc., e poucas vezes se perguntam se não têm o direito de exigir um transporte coletivo de qualidade.
    Poucos sabem que o transporte urbano que transita pelas ruas todos os dias é um Serviço Público delegado do Município ao particular, sendo que este possui a obrigação de o prestar de forma eficiente e adequada, cabendo ao Poder Público o dever de fiscalização e de intervenção para que este serviço seja prestado com qualidade.
    O inciso V do artigo 30 da atual Constituição da República Federativa do Brasil assim o prevê:
    ” Art. 30. Compete aos Municípios:
    (…)
    V – organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial”
    Cabe, inicialmente, para facilitar o desenvolvimento do estudo proposto, conceituar Serviço Público.
    Nas palavras do eminente professor Helly Lopes Meireles, “Serviço Público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados, sob normas e controles estatais, para satisfazer necessidades essenciais ou secundárias da coletividade ou simples conveniência do Estado” (DIREITO ADMINISTRATIVO BRASILEIRO, Ed. Malheiros, 2002, p. 320).
    O transporte coletivo, dentro do conceito latu sensu de Serviço Público, expendido acima, pode ser definido com um serviço de utilidade pública, pois visa a facilitar a vida da coletividade, colocando à disposição veículos para lhe proporcionar maior conforto, velocidade e modicidade na locomoção.
    Em face disso, a natureza deste serviço é uti siniguli, ou seja, direcionado apenas aos usuários que o remuneram por meio de tarifas.
    Embora a remuneração principal do concessionário não provenha do Poder Executivo, é dele a incumbência de fiscalizar e interceder para que este serviço de transporte seja prestado de forma eficiente à coletividade.
    Textos relacionados
     As fundações governamentais de direito privado e a criação da Funpresp-Exe
     Entre legitimidades rivais: tensões e potencialidades na relação de accountability vertical entre o Judiciário e as representações políticas no Estado Constitucional Brasileiro
     Expiração do prazo de publicação e a possibilidade de convalidação
     Adesão a ata de registro de preços (carona): Ministério do Planejamento versus Tribunal de Contas da União
     Desnecessidade de produção de prova pericial nas lides que pleiteiam fornecimento de medicamentos
    Helly Lopes Meireles, em sua Obra “Direito Administrativo Brasileiro”, traz, sinteticamente, as obrigações da entidade concessionária para com a coletividade, as quais devem ser objetos de controle pelo Poder Público:
    “Os requisitos do Serviço público ou de utilidade pública são sintetizados, modernamente, em cinco princípios que a Administração deve ter sempre presentes, para exigi-los de quem os preste: o princípio da permanência impõe a continuidade no serviço; o da generalidade impõe serviço igual para todos; o da eficiência exige a atualização do serviço; o da modicidade exige tarifas razoáveis; e o da cortesia traduz-se em bom tratamento para com o público. Faltando qualquer desses requisitos em um Serviço Público ou de utilidade pública, é dever da Administração intervir para restabelecer seu regular funcionamento ou retomar a sua prestação” – grifou-se (p. 321).
    O que verifica-se, atualmente, é uma Administração Pública displicente ao fiscalizar os concessionários e, ao mesmo tempo, acessível às suplicas das empresas no que diz respeito ao ajuste das tarifas.
    Assim, de um lado vê-se um concessionário preocupado apenas com o aumento de seus lucros e de outro um Executivo Municipal negligente, que acaba não se preocupando com os administrados, cedendo às pressões para o “restabelecimento do equilíbrio econômico”, freqüentemente postulado, e ignorando a modicidade da tarifa e a eficiência do serviço, que devem ser observados na prestação do serviço delegado, como bem acentuado pelo professor Helly L. Meireles.
    Ora, como o próprio nome já diz, os concessionários de Serviços Públicos ou de utilidade pública têm como fim precípuo servir o público, sendo, portanto, inadmissível que o serviços sejam prestados de forma dissiduosa, visando apenas o lucro gerado pela tarifa cobrada dos usuários.
    Dessa forma, inconcebível, no transporte coletivo, estarem até os corredores dos veículos lotados, fazendo com que, muitas vezes, trabalhadores se atrasem e coloquem em risco os empregos que os sustentam por não conseguir sequer entrar no ônibus.
    É de se exigir do Poder Público que use de suas prerrogativas típicas dos contratos administrativos, como o é o de concessão, e fazer com que os concessionários prestem um serviço de qualidade ou, então, revogar a delegação por interesse público, inclusive encampando o serviço, se necessário.
    Nesse sentido, Helly Lopes Meireles ensina que “é dever do concedente exigir sua prestação em caráter geral, permanente, regular, eficiente e com tarifas módicas”, salientando que “no poder de fiscalização está implícito o de intervenção para regular o serviço quando estiver sendo prestado deficientemente aos usuários” (Direito Administrativo Brasileiro, 2002, p. 373).
    A Lei [1] dá, ainda, a possibilidade para os próprios cidadãos exercerem este direito de fiscalização, pois “aquele a quem for negado o serviço adequado (art. 7º, I) ou que sofrer-lhe a interrupção pode, judicialmente, exigir em seu favor o cumprimento da obrigação do concessionário inadimplente, exercitando um direito subjetivo próprio” (MELLO, Celso A. B., in CURSO DE DIRETO ADMINISTRATIVO, Ed. Malheiros, 2000, p. 638).
    Contudo, há de se ter em vista que os usuários do transporte coletivo urbano são, em sua maioria, pessoas sem recursos financeiros e, em geral, de baixa escolaridade, que sequer imaginam estar fazendo uso de um Serviço Público delegado e que podem recorrer ao Poder Jurisdicional para vê-lo prestado de forma eficiente.
    Com efeito, não é crível que tais cidadãos vão, efetivamente, exercer tal direito trazido pela lei, não podendo, em face deste dispositivo legal, a Administração deixar o ônus da fiscalização ao administrado.
    Sublinhe-se, por derradeiro, que a necessidade de o Poder Executivo agir de forma responsável na fiscalização das concessões de transporte coletivo, bem como verificar se as condições estabelecidas no contrato estão sendo cumpridas pelo concessionário, decorre de lei, fazendo-se imperioso, portanto, que este tome as medidas cabíveis para a efetiva defesa dos interesses da coletividade, consoante determinam os Princípios da Legalidade e da Supremacia do Interesse Público, que regem a Administração Pública de um modo geral.
    Destarte, os cidadãos possuem o direito à qualidade do transporte coletivo, não devendo se submeter às verdadeiras torturas diárias dentro dos ônibus, causadas pela falta de fiscalização do Executivo Municipal. Devem, sim, exigir do Poder Público o cumprimento do disposto na atual Constituição da República Federativa do Brasil e que tome as medidas necessárias para a efetiva defesa dos interesses dos administrados.
    ________________________________________
    Pergunta: Se é concessão pública e, um dos princípios é o da permanência que impõe a continuidade dos serviços. Cadê a ação do prefeito municipal?

    Enviado por Antonio Filho

  7. É UM ABSURDO! TODOS OS TRABALHADORES TEM O DIREITO DE REINVIDICAR SEUS DIREITOS, COM TANTO QUE NÃO INFRIGAM OS DIREITOS DOS OUTROS.
    AS EMPRESAS DE TRANSPORTE COLETIVO DE ITABUNA, ALÉM DE TER UMA PASSAGEM CARA, COM SERVIÇOS PRECÁRIOS, AINDA REMUNERAM SEUS FUNCIONÁRIOS COM SÁLARIOS VERGONHOSOS.
    AGORA SE NÃO BASTASSE AINDA QUEREM AUMENTAR A CARGA HORÁRIA!
    AFINAL, VOLTAMOS AO TEMPO DA ESCRAVIDÃO?

  8. Há muito tempo deixei de levar a sério essas últimas paralisações e greves da categoria. Elas só atrapalham os usuários e, no fim das contas, o serviço continua sendo prestado do mesmo jeito de sempre. Não desmereço as reivindicações, mas acho que os rodoviários deveriam encontrar outro meio de lutar por seus direitos sem penalizar a população.

  9. O “Rato” e “a Vaca” estão promovendo essa paralisação ilegal, apenas para enganar os trabalhadores rodoviários e assim se perpetuarem no comando do Sindirod, pois haverá eleição no próximo mês e eles tentam dar uma demonstração de que não estão mortos.
    Para tanto, eles pouco estão preocupados com o prejuízo que esta greve está causando aos demais trabalhadores.

Deixe aqui seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *