Irmãs gêmeas aprovadas em mais de 30 cursos de medicina
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Ex-alunas do Centro Territorial Estadual de Educação Profissional (CETEP) do Extremo-Sul da Bahia,em Teixeira de Freitas, as irmãs Sarah e Samyra Aramuni acabam de realizar o grande sonho da família: cursar Medicina. Sem condições de arcar com os custos de uma faculdade particular, decidiram adotar uma rotina de 10 horas diárias de estudo.

Antes da jornada diária, Sarah e Samyra concluíram o ensino médio de maneira remota por causa das restrições do novo coronavírus. Elas concluíram o ensino médio na escola pública no passado e não obtiveram sucesso na primeira tentativa de conquistar suas vagas usando as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Mas não desistiram do sonho de ingressarem, juntas, no curso de Medicina e montaram uma rotina intensa de estudos em casa. ” Tinha que ser uma universidade pública. Porque, meu Deus, mesmo com 50% de desconto, a mensalidade em uma faculdade particular fica em torno de R$ 5 mil. Não tinha outra forma de cursar”, afirma Sarah.

As irmãs de 19 anos conseguiram, na última edição do Enem, média para que possibilitavam o ingresso em mais de 30 universidades espalhadas pelo país, entre estaduais e federais. Elas escolherem o Curso de Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde ficaram em segundo e terceiro lugares. Agora, preparam-se para os novos desafios.

VONTADE DE CONTRIBUIR COM A SOCIEDADE

A vontade de contribuir com a sociedade foi determinante para Samyra. “Fazer Medicina foi uma decisão que veio com a necessidade de cuidar de outras pessoas e poder ajudar, porque me incomoda o sentimento de impotência ao ver uma situação e não saber como proceder. Ser médica vai contribuir para que eu possa mudar não só a minha vida, mas as de outras pessoas”, relata.

Ela acrescenta que, por enquanto, a ficha ainda não caiu, porque não estava esperando a aprovação em tantas universidades. “Mas sei que eu e minha irmã vamos atuar no sentido de ter um olhar mais sensível aos problemas dos outros e vamos analisar de qual forma poderemos ajudar”, promete.

Ainda criança, Sarah e Samyra já começavam a sonhar com o curso. “Desde muito pequenas já falávamos que queríamos ser médicas, mas ainda era algo muito infantil”, recorda-se Sarah Aramuni.

Ela conta que no Ensino Médio começou a ler sobre a grade curricular e assistiam a vídeos de pessoas que cursaram. “Decidimos, então, que era isso mesmo que queríamos. Cada uma de nós confirmou a ideia de forma individual, mas existia um desejo de ambas. Hoje, sinto uma mistura de medo, alegria, ansiedade e surpresa. Nunca achei que passaríamos em uma faculdade tão concorrida. Estamos vivendo um momento excepcional”, conta Sarah Aramuni.

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O desejo de transformação também moveu os sonhos de Cássia Kelly da Silva Andrade. Após tentar por três anos, a jovem de 20 anos não pensou em desistir e passou em 4º lugar em Medicina, na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). “Quando fiz o Ensino Médio no Colégio Estadual de Ubatã, tive contato com os assuntos de anatomia e fisiologia humana em Biologia. Rapidamente, me interessei pelo estudo do corpo humano e tive vontade de ajudar o próximo e salvar vidas, conta a jovem.

Ela explica que quer ser uma médica não apenas para tratar uma doença, mas para cuidar do paciente com o respeito e a atenção que ele merece. “Além da minha realização pessoal, quero incentivar outros alunos a não desistirem dos seus sonhos”, acrescenta.

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