Bernardo e a mamãe, Lilian: registro histórico no HMIJS || Foto Maurício Maron/Fesf-SUS
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Uma gestação tranquila permitiu a Lilian Santos Alves, de 27 anos, sentir melhor o corpo e perceber a hora de partir para a maternidade, na sexta-feira (19). “Nem dor eu sentia”, diz a mamãe de Bernardo, o bebê número 8 mil nascido no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), em Ilhéus. Ele veio ao mundo quando o relógio marcava 14h45min, no último sábado (20), em um parto que evoluiu para cesariana.

Moradora de um dos bairros mais populosos de Ilhéus, o Teotônio Vilela, localizado na zona oeste do município, Lílian é mãe solo. A chegada de Bernardo, seu primeiro filho, traz um sentimento de esperança e de profundas transformações na sua vida. “Agora somos uma família”, externou.

Bernardo nasceu com 3.195 kg e 51 centímetros e deve receber alta ainda nesta segunda-feira (22). “Estou feliz por representar este momento do hospital porque ele representa a felicidade de muita gente também. Fui recebida com carinho e respeito. Foi tudo muito lindo”, narra Lílian.

100% SUS

O HMIJS é a única maternidade 100% SUS da região e conta com 105 leitos, destinados à obstetrícia, à gestação de alto risco, pediatria clínica, UTI pediátrica, UTI neonatal e centro de parto normal, integrados à Rede Cegonha e atenção às urgências e emergências, com funcionamento 24 horas e acesso por demanda espontânea e referenciada de parte significativa da região sul da Bahia. O investimento do estado foi de aproximadamente 40 milhões de reais, entre obras e equipamentos. É a única unidade no estado habilitada a prestar atendimento especializado aos Povos Indígenas de toda a Bahia.

O nascimento do bebê de número 8 mil ocorre dois dias após o hospital registrar o 300º parto de indígenas na unidade. Para além de partos, neste período o HMIJS realizou mais de 16 mil internações e 126 mil exames clínicos, laboratoriais e de imagem. Inaugurado em dezembro de 2021, o Hospital Materno-Infantil é uma obra do Governo da Bahia, administrado desde a sua inauguração pela Fundação Estatal de Saúde da Família (FESF SUS).

Eloína Machado, ao centro, durante visita à Unidade de Radioterapia em Itabuna || Foto Divulgação
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Considerada essencial para a construção do bunker da Unidade de Radioterapia da Santa Casa de Itabuna, a desembargadora Eloína Machado, do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA) visitou o setor, nesta terça-feira (16). “É gratificante ver como nossos esforços estão fazendo a diferença na vida de tantas pessoas”, afirmou Eloína Machado.

Por meio de seu empenho em causas trabalhistas, a então juíza do Trabalho em Itabuna direcionou recursos significativos para a instituição, contribuindo diretamente para a implementação da infraestrutura necessária para instalação da máquina. A Unidade de Radioterapia faz mais de 100 sessões diárias radioterápicas, atendendo pacientes do sul e baixo-sul da Bahia em tratamento contra o câncer.

EMBAIXADORA DA ONCOLOGIA

A desembargadora, que já recebeu a honraria máxima da instituição, a Comenda Monsenhor Moisés, foi condecorada pela provedoria como Embaixadora da Oncologia da Santa Casa. “O empenho da desembargadora Eloína Machado foi crucial para a construção deste espaço. Graças a essa parceria, conseguimos oferecer um tratamento digno e de qualidade para nossos pacientes”, afirmou o provedor da Santa Casa, Francisco Valdece.

A visita da desembargadora foi acompanhada, ainda, pela secretária de Saúde de Itabuna, Lívia Mendes, e pela subsecretária Lânia Peixoto, além de membros da provedoria da Santa Casa e diretores e médicos da instituição.

Campanha tem como meta imunizar 37 mil cães e gatos em Itabuna || Foto Pedro Augusto/PMI
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Itabuna já imunizou cerca de 3 mil cães e gatos contra a raiva animal desde o dia 8, informa o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Secretaria Municipal de Saúde. Estão sendo vacinados todos os animais com idade igual ou superior a três meses.

A ação começou por unidades fixas, ONGs e se estendeu a bairros da região da Califórnia. De acordo com o calendário liberado pelo CCZ, hoje (16), a ação ocorre no Parque Boa Vista e na praça do Antique.

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA

DIA 17 – João Soares e Vila das Dores
Dia 18 – Parque Verde e Loteamento Paraíso
Dia 19 – Pedro Fontes 1 e 2 e Praça do São Roque
Dia 20 – São Caetano, Sarinha, Pedro Jerônimo e Ribeirão Seco
Dia 21 – Cerrado
Dia 22 – Praças do Daniel Gomes e Maria Pinheiro
Dia 23 – Praças do São Pedro e Zizo
Dia 24 – Praças do Fonseca e Nova Fonseca
Dia 25 – Praças do São Caetano e Vila Anália
Dia 26 – Núcleo Habitacional da Ceplac
Dia 27 – Santo Antônio, Conceição, Pontalzinho e Roça do Povo
Dia 28 – Fazenda Boa Sentença
Dia 29 – Praças do Novo Horizonte e Corbiniano Freire
Dia 30 – Praça do São Lourenço e Loteamento N. Senhora das Graças
Dia 31 – Praça do Manoel Leão e Taverolândia

Além dos pontos de vacinação previamente divulgados, a Secretaria de Saúde poderá aplicar a dose nos animais na residência em caso de impossibilidade de descolamento. “Também fazemos a busca ativa domiciliar. Basta o tutor nos acionar que nossa equipe vai ao local solicitado para fazer a vacinação do animal doméstico”, afirma Lucimar  Ribeiro, coordenadora de Combate às Endemias.

Programa leva serviços de saúde ao Iguape || Foto PMI
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A Secretaria de Saúde de Ilhéus promove, nesta sexta-feira (12), das 8h às 16h, edição do Programa Saúde na Comunidade, no Iguape, na zona norte da cidade. Os serviços serão ofertados na Unidade Básica de Saúde e na escola municipal do bairro.

Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) terão acesso a consultas médicas, atendimento de enfermagem, nutricionista, exames, vacinação e outros serviços.

Conforme a Secretaria, para participar, é necessário ir aos locais informados e apresentar documento de identificação, Cartão do SUS, caderneta de vacina e comprovante de residência. Para procedimentos como a pesagem de crianças no âmbito do Bolsa Família, é necessário apresentar o cartão do programa federal.

Laís Tupinambá, Roberta Santana e Domilene Borges durante visita técnica ao HMJS
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A secretária da Saúde da Bahia (Sesab), Roberta Santana, anunciou que o Governo do Estado vai investir mais de R$ 4,9 milhões para ampliar o centro cirúrgico e construir o centro de ensino e pesquisa do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus. O anúncio foi feito durante visita técnica à unidade, no último final de semana.

A titular da Sesab também antecipou que a Pasta iniciou estudos para a ampliação dos ambulatórios do Hospital, com a perspectiva de atender a um número maior de pessoas das comunidades trans, indígenas e todos os sul-baianos que precisem ter acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS).

POPULAÇÃO INDÍGENA

Foi a primeira visita da secretária Roberta Santana após o Ministério da Saúde habilitar o Materno-Infantil como única unidade no estado especializada no atendimento à população indígena. Na atividade, a gestora conheceu a professora Laís Eduarda Tupinambá, que está na sexta semana de gestação e esteve no Hospital para fazer exames de ultrassonografia.

“Ter uma maternidade com esse olhar para o nosso povo é de grande importância”, afirmou Laís. “A gente sabe a dificuldade que é chegar até aqui: transporte, distâncias. Então, chegar aqui e ter esse atendimento tão afetuoso, especializado, com um olhar diferente, a gente se sente bem acolhido mesmo”, acrescentou.

Diretora-geral do Hospital, Domilene Borges declarou que a atenção permanente da Sesab às necessidades de crescimento do Hospital precisa ser destacada, considerando, inclusive, o apoio que vem sendo dado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) para que o Materno-Infantil avance na construção de um SUS que propicie agilidade e segurança para gestores, usuários e trabalhadores.

Credenciamento de leitos intensivos foi publicado nesta semana
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A Secretaria da Saúde da Bahia decidiu habilitar serviços hospitalares de terapia intensiva no Hospital São Lucas, em Itabuna. Vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), os leitos de UTI vão atender a adultos, crianças e recém-nascidos, como retaguarda para a Rede de Atenção às Urgências da Bahia. A decisão foi publicada na terça-feira (2), no Diário Oficial do Estado.

O Hospital São Lucas é mantido pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna e foi reaberto no último aniversário do município, em julho passado, totalmente dedicada ao SUS. A reabertura envolveu esforços da Sesab e a Secretaria Municipal de Saúde, além da SCMI.

Na semana passada, o Governo do Estado e a Santa Casa também iniciaram a segunda etapa da ampliação do Hospital São Lucas, que vai abrigar um novo centro de hemodiálise, com 54 cadeiras para o tratamento de pacientes renais crônicos. Amanhã (5), a unidade receberá visita técnica do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Alta complexidade em Neurocirurgia do HRCC é habilitada pelo MS
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A Alta Complexidade em Neurocirurgia do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, recebeu habilitação do Ministério da Saúde. A medida permite o aporte de recursos federais para a oferta dos serviços na unidade hospitalar, que pertence à Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab).

Publicada no último mês, no Diário Oficial da União, a Portaria GM/MS n° 4.144/2024 consolida a atuação do Hospital em Neurocirurgia, afirma o médico Egídio Feitosa, diretor técnico do HRCC. Ele ressalta que o Ministério já havia habilitado, em 2023, a Unidade de Alta Complexidade em Traumatologia e Ortopedia.

“Temos equipes e estruturas adequadas na Neurocirurgia, Traumatologia e Ortopedia. Com os recursos estabelecidos pelas portarias, poderemos manter a qualidade da nossa referência em alta complexidade, com a possibilidade de ampliar nossa capacidade e atendimento aos usuários do SUS”, acrescentou.

O médico associou a consolidação dos serviços do Hospital inaugurado em 2017 à dedicação de suas equipes de trabalho e à integração dos governos estadual e federal nas ações do Sistema Único de Saúde. “Quero agradecer ao empenho dos nossos colegas do HRCC, ao Governo do Estado da Bahia, governador Jerônimo Rodrigues, à Sesab, secretária Roberta Santana. Também, ao Ministério da Saúde, ministra Nísia Trindade, e ao Governo Federal, presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, concluiu.

Morte de paciente gerou reação da Anvisa || Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, fabricação, manipulação, comercialização, propaganda e o uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde em geral ou estéticos. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União.

No início deste mês, um jovem de 27 anos morreu em São Paulo após complicações geradas por um peeling de fenol. O rapaz fez o procedimento em uma clínica estética. A dona do local não tinha especialidade ou autorização para fazer esse tipo de peeling. A polícia investiga o caso como homicídio. A clínica foi interditada e multada.

Em nota, a Anvisa informou que a proibição tem como objetivo zelar pela saúde e pela integridade física da população, “uma vez que, até a presente data, não foram apresentados à agência estudos que comprovem a eficácia e segurança do produto fenol para uso em tais procedimentos”.

“A determinação ficará vigente enquanto são conduzidas as investigações sobre os potenciais danos associados ao uso desta substância química, que vem sendo utilizada em diversos procedimentos invasivos”, completou a Anvisa.

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Florisvaldo e a neta Ana Cláudia em visita à Santa Casa de Itabuna
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Era 8 de novembro de 2002 quando o então servidor da Ceplac Florisvaldo Gomes de Oliveira foi submetido a uma cirurgia de urgência para remoção de um câncer de laringe, no Hospital Calixto Midlej Filho. Considerado complexo, o procedimento foi concretizado, com sucesso, pelo médico Lincoln Warley Ferreira, cirurgião e especialista em câncer de cabeça e pescoço.

Depois da cirurgia, Florisvaldo Gomes foi submetido a sessões de radioterapia no Serviço de Oncologia da Santa Casa de Itabuna, onde há mais de 20 anos ele estabeleceu uma relação de amizade com os profissionais, principalmente, com o médico Lincoln Warley, a quem considerava um membro da família. “Ele não era somente meu médico, a quem confiei minha vida. Era um amigo, um pai, um irmão. Um profissional espetacular. Um ser humano que gostava de cuidar das pessoas”, conta.

Florisvaldo Gomes relata que passou a valorizar ainda mais a vida e o trabalho dos profissionais do Serviço de Oncologia da Santa Casa. “Foram mais de duas décadas sendo sempre muito cuidado. Doutor Lincoln Warley fazia de tudo para que eu ficasse bem, fisica e psicologicamente”, recorda-se, emocionado.

ROTINA QUEBRADA

Lincoln Warley: morte do médico interrompeu amizade de 20 anos

A rotina de visitas à Unidade de Quimioterapia só foi quebrada pelo paciente, em 2023, com a morte do médico Lincoln Warley. “Com a perda de doutor Lincoln, meu pai ficou abatido, debilitado e triste. Parecia que o mundo havia acabado para ele. Veio reagir recentemente, quando procurou o doutor Jader Mesquita (cirurgião de cabeça e pescoço) e voltou a ter acompanhamento médico periódico, conta a filha, a técnica de enfermagem Ana Cláudia de Souza.

Florisvaldo Gomes, que, segundo Ana Cláudia, esteve entre a vida e a morte, há muito tempo é um paciente com remissão da doença (a presença do câncer não é mais detectada). Na verdade, seria como se fosse a cura da doença, mas, por cautela, os especialistas evitam o uso do termo. O paciente é acompanhado durante toda a vida.

CARNE SECA E FEIJÃO

Hoje, aos 88 anos, o servidor público federal aposentado tem uma vida considerada normal e é independente. “Meu pai tem limitação somente da voz. Ele adora um feijão com carne seca e uma farinha de mandioca bem torrada. Tem uma vida muito ativa. Faz compras em supermercados, passeia pelo centro de Itabuna e não deixa de visitar a Santa Casa”.

RELAÇÃO ESTREITA

Morador do Núcleo Habitacional da Ceplac, bairro escolhido por boa parte dos ceplaqueanos para criar seus filhos, Florisvaldo Gomes aparece, quase todos os anos, para entregar uma carta de reconhecimento e gratidão pelo atendimento recebido. “Tem outro detalhe: quando havia qualquer problema de saúde com um membro da família, ele queria levar logo para doutor Lincoln Warley. Tínhamos de explicar que o caso era para outro especialista, mas ele não se conformava”, recorda-se Ana Cláudia.

Ela afirma que o pai só não seguiu a recomendação do médico para ser acompanhado por um fonoaudiólogo. “Ficou sem voz, mas não deixou de ser um tagarela. Hoje, ele se comunica por meio de mímica e ou ainda leitura labial. A ida ao fonoaudiólogo foi uma das poucas orientações de doutor Lincoln que ele não seguiu”, reforça a técnica de enfermagem Ana Cláudia. Vaidoso, Florisvaldo Gomes apareceu para esta reportagem trajando terno e gravata.

Vacina contra dengue encalha em Itabuna e Ilhéus || Foto Sesab
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A Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que reúne gestores municipais e estadual de saúde, decidiu ampliar temporariamente a faixa etária para a vacinação contra a dengue. Desde sexta-feira (14), pessoas de 4 a 59 anos podem se vacinar com os imunizantes que têm vencimento marcado para o dia 30 deste mês. Anteriormente, o público-alvo era de 10 a 14 anos.

A decisão foi tomada em resposta ao estoque remanescente de 6.727 doses, que estão concentradas principalmente em Itabuna, Jequié e Ilhéus, municípios que, juntos, somam 55% desse total. Ao todo, 36 municípios da Bahia sinalizaram a existência de doses com o mesmo vencimento. Na semana passada, reportagem do PIMENTA mostrava preocupação de autoridades em saúde com a baixa procura pela vacinação e a possibilidade de perda de doses do imunizante por causa do prazo de validade (relembre aqui)

A secretária da Saúde do Estado da Bahia, Roberta Santana, faz um apelo à sociedade para que compareça a unidade de saúde para se vacinar. Ela pede ainda que os municípios aumentem a mobilização. “Mesmo no período junino, vamos fazer um esforço adicional para zerar os estoques. O público-alvo foi ampliado e ainda temos nove dias”, destaca.

Roberta acrescenta que o Estado está incentivando os municípios a manterem postos em locais de grande fluxo, como rodoviárias, centros comerciais ou mesmo façam a busca ativa. “São ações já realizadas anteriormente com resultados positivos”, ressalta. Ao todo, 125 municípios receberam 237.607 doses da vacina contra a Dengue, já tendo sido aplicadas 163.834 doses.

Em 2024, a Bahia registra 222.189 casos de dengue, tendo 109 municípios em epidemia e 278 localidades em risco ou alerta. O Governo do Estado já investiu mais de R$ 21 milhões em ações relacionadas à assistência, aquisição de medicamentos e insumos, bem como equipamentos para agentes de endemias, capacitação de profissionais e uso do Ultra Baixo Volume (UBV) – também conhecido como “fumacê”, além de ações de conscientização da população. Atualizado às 22h15min.

Pessoas de 4 a 59 anos podem receber a Qdenga || Foto Fabio Rodrigo-Pozzebom/AB
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A Secretaria de Saúde de Itabuna ampliou, nesta quarta-feira (19), a faixa etária da vacinação contra a dengue para pessoas de 4 a 59 anos. A medida segue orientação do Ministério da Saúde e é restrita às doses da vacina Qdenga com prazo de validade até 30 de junho. A mesma medida foi adotada pelo município de Ilhéus. O imunizante está disponíveis nos postos de saúde dos dois municípios.

Até a semana passada, Itabuna ainda tinha mais de 2.000 doses do lote com vencimento no final deste mês, e Ilhéus, 1.277, como informado em matéria do PIMENTA. Os lotes com data de vencimento posterior continuam restrito às crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

NOVO IMUNIZANTE CONTRA A COVID-19

Amanhã (20), os postos de saúde de Itabuna também vão oferecer a nova vacina contra a Covid-19, com eficácia contra a variante XBB do novo coronavírus, causador da doença. Ela é destinada a maiores de seis meses de idade e pode ser aplicada até em quem tomou a vacina bivalente, informa a coordenadora da Rede de Frio do município, Camila Brito.  “E preciso apenas ir até o posto de saúde para relatar como foi o esquema vacinal” , acrescenta.

De acordo com a Secretaria de Saúde, por enquanto, o novo imunizante será ofertado apenas às quintas-feiras, das 8h às 11h e das 14h às 16h, em todos os postos da rede municipal. Para receber a dose é necessário apresentar RG, CPF ou Cartão SUS e Certidão de Nascimento (para crianças sem RG).

Vítima tinha 24 anos e era saudável, informa Sesab || Foto Rovena Rosa/AB
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A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) confirmou a primeira morte por febre Oropouche no estado. A paciente era uma mulher de 24 anos, moradora de Valença, no baixo-sul do estado. A morte da jovem aconteceu em março deste ano, mas só foi divulgada nesta segunda-feira (17), porque diversos exames precisaram ser feitos para que a causa do óbito fosse determinada.

Uma segunda morte por Oropouche está em investigação. O paciente tem 21 anos e o caso foi registrado em Camamu, cidade a 72 quilômetros de Valença. Nos dois casos, as vítimas não tinham comorbidades, nome dado a doenças ou condições clínicas que podem aumentar o risco de contato com patógenos.

Os primeiros casos da doença na Bahia vieram à tona neste ano. De acordo com a Sesab, desde março, o estado já confirmou 691 ocorrências da infecção, em 48 cidades. Os municípios de Laje, no centro-sul, e Valença registram os primeiros casos no território baiano.

TRANSMISSÃO

A transmissão da febre Oropouche é feita, principalmente, pelo mosquito Culicoide paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando o inseto fere outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

O Ministério da Saúde já emitiu alerta sobre a proliferação da doença no País, que havia confirmado 5.102 casos até maio deste ano, a maioria no Amazonas e em Rondônia, na Região Norte.

Medida temporária amplia vacinação para pessoas de 4 a 59 anos || Foto Fabio Rodrigues -Pozzebom/ABr.
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A Comissão Intergestores Bipartite da Bahia (CIB) baixou resolução que autoriza os municípios do estado a ampliar a faixa etária apta a receber a vacina contra a dengue por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida diz respeito apenas às doses do imunizante com data de vencimento no próximo dia 30. Elas poderão ser aplicadas em pessoas de 4 a 59 anos. As doses com data de validade posterior continuam restritas ao público de 10 a 14 anos.

O CIB reúne representantes da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) e das secretarias de saúde dos municípios do estado. A decisão foi tomada ontem (13) e publicada na edição de hoje (14) do Diário Oficial do Estado.

Reportagem do PIMENTA informou que, somente em Ilhéus e Itabuna, mais de 3.700 doses da vacina Qdenga, com validade até 30 de junho, podem ser desperdiçadas. Ao site, o Ministério da Saúde reforçou que estados e municípios têm autonomia para gerenciar a estratégia de imunização nos seus territórios (confira detalhes aqui).

Lote de vacinas contra a dengue vence em 16 dias || Foto Fabio Rodrigos-Pozzebom/ABr.
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Criado em 1973, pelo Ministério da Saúde, o Programa Nacional de Imunização (PNI) é das políticas de estado mais eficientes da história do Brasil. Com a ajuda dele, que se transformou em um dos braços da ação integrada do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da década de 1990, o País erradicou doenças, controlou epidemias e surtos, reduziu a mortalidade infantil, feitos que, afinal, transformaram as condições de existência do povo brasileiro.

Com 18 anos de experiência no setor de imunização de Itabuna, no sul da Bahia, a enfermeira Camila Brito, coordenadora da Rede de Frio do município, afirma que o PNI foi alvo de ataques sistemáticos do Governo Bolsonaro. “[Foram] quatro anos de desconstrução de um programa que tem mais de 50 anos de credibilidade. Acabou! Destruiu, literalmente. Foi pesado”, disse a servidora ao PIMENTA nesta sexta-feira (14).

Mestre em Saúde Coletiva e professora da Faculdade Santo Agostinho, Camila observa que os efeitos da desinformação sobre as vacinas contra a covid-19 fragilizaram a confiança de parte significativa da população na eficácia e na segurança de todos os imunizantes. Isso, segundo ela, se reflete na baixa procura da vacina Qdengua, que reduz em até 85% o risco de internação por formas graves da dengue.

Camila Brito: Governo Bolsonaro atacou – e destruiu – credibilidade do PNI

Itabuna recebeu 4.800 doses da vacina em fevereiro. Dessas, aplicou cerca de 2.200, estima Camila. O prazo de validade do imunizante vence no próximo dia 30. Com as festas juninas, a procura deve cair na reta final do mês, prevê a gestora. Ao PIMENTA, a coordenadora de Imunização de Ilhéus, Walkiria Cardeal, descreveu cenário parecido no município vizinho, que recebeu 4.479 doses do mesmo lote e ainda tem 1.277.

AMPLIAÇÃO DA FAIXA ETÁRIA

Para aproveitar as doses prestes a vencer, a solução seria ampliar o público-alvo, hoje restrito a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A medida foi recomendada, pelo Ministério da Saúde, para o aproveitamento dos lotes que venceram em abril, quando o imunizante foi aplicado em pessoas de 6 a 59 anos.

Para ampliar a faixa etária apta a receber a vacina, segundo Camila Brito, os municípios baianos dependem de um novo posicionamento do Ministério ou de instâncias estaduais, a exemplo do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde (Cosems). De acordo com Walkiria Cardeal, há a expectativa de que a Comissão Intergestores Bipartite da Bahia (CIB) delibere sobre o tema ainda hoje (14).

O QUE DIZEM A SESAB E O MINISTÉRIO DA SAÚDE

Ouvida pelo PIMENTA, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) informou aguardar orientações do Ministério da Saúde sobre o que fazer das vacinas com validade perto do fim e acrescentou que busca conscientizar a população sobre a importância do imunizante.

Também procurado pelo site, o Ministério da Saúde ressaltou que os estados e municípios têm autonomia para gerir a estratégia de vacinação. Conforme recomendação da Pasta federal, a reportagem solicitou mais informações por e-mail e aguarda retorno.

A reportagem não conseguiu manter contato com o Núcleo Regional de Saúde Sul para obter panorama da vacinação contra a dengue no sul da Bahia.

Procedimento corrigiu malformação congênita da pequena Luna || Foto HMN
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Moradora de Riacho de Santana, no sudoeste da Bahia, Alaine Almeida recebeu com alívio a comunicação dos médicos de que a sua pequena Luna, com poucos dias de vida, poderia deixar o Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, e retornar para casa. A boa notícia foi dada depois que a criança se recuperou de uma cirurgia de correção de atresia esofágica, um defeito congênito no qual o esôfago se estreita ou tem uma extremidade fechada.

A riachense Alaine Almeida e a filha chegaram ao Hospital Manoel Novaes no dia 26 de maio, depois de embarcarem numa UTI aérea, no município de Guanambi, com destino ao sul da Bahia. A mãe da paciente se recorda que desceram da aeronave em Ilhéus e seguiram para Itabuna numa UTI terrestre. Alaine afirma que viajou mais de 600 quilômetros com a convicção de que resolveria a complicação de saúde da filha.

O procedimento foi executado, com sucesso, pelos médicos Ronaldo Garcia e Camila Oliveira. Os profissionais explicam que a atresia esofágica é uma estrutura do esôfago, órgão que liga a boca ao estômago. A malformação congênita impossibilitava a alimentação e o desenvolvimento do bebê. Por isso, a intervenção cirúrgica era necessária.

A médica e diretora técnica do Hospital Manoel Novaes, Fabiane Chávez, explica que o caso de Luna foi desafiador para toda a equipe. Além da atresia de esôfago (uma patologia de difícil manejo), a bebê tem cardiopatia congênita associada, o que agravou mais ainda o seu quadro.

ALTO RISCO

Alaine Almeida conta que teve uma gravidez de alto risco e, por isso, deu à luz em Guanambi. “Foi uma gravidez muito complicada, de alto risco. Quando ela nasceu, achei que todo o sofrimento durante a gestação estava acabando, mas estava enganada. Minha filha nasceu com atresia esofágica, malformação que eu não conhecia”, conta.

Como o hospital de Guanambi não fazia o procedimento, a paciente foi incluída no Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde de Bahia (Sesab) e enviada para o Hospital Manoel Novaes. “Fomos de avião até Ilhéus. Uma ambulância da Santa Casa nos trouxe de lá para cá. Todo o processo foi muito difícil. Eu não desejo uma situação dessa para ninguém. Mas, superamos”, afirma.

A mãe da pequena Luna aprovou o trabalho dos médicos e o acompanhamento diário dos profissionais da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Manoel Novaes, onde a filha ficou internada por cerca de 30 dias. “Fui muito bem acolhida aqui. Eu chorava todos os dias. Recebi o apoio das enfermeiras e os demais profissionais. Foi muito importante, porque eu ficava 24 horas no hospital”.

Para Alaine Almeida, o hospital funcionou como uma segunda família no período em que a criança esteve internada. “Moro muito longe e, por isso, não tínhamos como receber visitas de familiares aqui. Esse apoio dos profissionais foi muito importante. Essa convivência, eu levarei para o resto da vida”.