Adriele morreu durante procedimentos cirúrgicos || Redes Sociais
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A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia(Sesab) interditou, nesta quinta-feira (27), o centro cirúrgico do Hospital Vida Memorial, em Ilhéus, onde a empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, morreu durante a realização de quatro procedimentos estéticos. A unidade não teria alvará sanitário para funcionamento.

Adriele da Silva Pinto faleceu enquanto era submetida aos procedimentos de mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma. Esses tipos de cirurgias só podem ser realizadas numa unidade hospitalar que possua estrutura com centro cirúrgico com a documentação em dia. O hospital não possuía o alvará sanitário, segundo a Sesab.

A empresária Adriele da Silva deu entrada no hospital na manhã de terça-feira para os procedimentos estéticos que deveriam ser concluídos, conforme a família, até as 20h do mesmo dia, o que não ocorreu. Sem informações sobre a paciente, familiares invadiram à unidade e encontraram a mulher sem vida, coberta com saco preto.

O sepultamento do corpo ocorreu nesta quinta-feira (27), em Ituberá, no baixo sul da Bahia. Durante o enterro, familiares e amigos cobraram agilidade nas investigações e justiça. O resultado da necropsia deve ser conhecido em até 30 dias. A ocorrência é investigada pela Polícia Civil de Ilhéus.

O Hospital Vida Memorial e o advogado do cirurgião plástico Rossini Tebaldi Ruback, médico responsável pelas cirurgias, emitiram nota sobre a morte da paciente durante os procedimentos cirúrgicos.

 

MÉDICO E HOSPITAL DIZEM QUE EVENTO RARO CAUSOU MORTE DE MULHER EM ILHÉUS

Parentes de Adriele Pinto questionam falta de informações e declaração de óbito || Foto Redes Sociais
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A família da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, acionou a Polícia Civil e solicitou exame necroscópico para esclarecer a morte dela no Hospital Vida Memorial, em Ilhéus. Adriele morreu na madrugada desta quarta-feira (26), depois de ser submetida a procedimentos estéticos. A causa do óbito ainda não foi informada oficialmente.

Adriele vivia nos Estados Unidos havia mais de cinco anos e retornou à Bahia em junho. Durante a estadia no Brasil, estava em Ituberá, no baixo-sul do estado, onde moram os pais. Na terça-feira (25), ela chegou ao hospital por volta das 10h, acompanhada de uma tia. Segundo os familiares, estavam previstos quatro procedimentos: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma. A previsão repassada à acompanhante era de que as cirurgias terminassem por volta das 20h.

O advogado da família, Nery Santana, afirmou à TV Santa Cruz que os parentes passaram horas sem receber boletins sobre o estado da paciente. Já perto da meia-noite, um tio de Adriele quebrou uma porta de vidro para entrar na unidade e encontrou a sobrinha morta em uma área interna do hospital. A família afirma que a equipe responsável pelos procedimentos já havia deixado o local e não esclareceu quando nem em quais circunstâncias ocorreu a morte.

CONTESTAÇÃO

Os familiares também questionaram a Declaração de Óbito apresentada pela unidade. Segundo o advogado, o documento foi assinado por um médico plantonista, e não pelo cirurgião plástico apontado como responsável pelos procedimentos, Rossini Tebaldi Ruback.

A circunstância levou a família a registrar a ocorrência e impedir a liberação do corpo sem uma perícia. O cadáver foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica de Ilhéus.

O laudo necroscópico e a análise dos prontuários deverão indicar a causa e o horário da morte, além de esclarecer quais procedimentos foram concluídos e se houve alguma complicação durante ou depois das cirurgias. Após a liberação pelo DPT, o corpo deverá ser levado para sepultamento em Ituberá.

Até a tarde desta quarta-feira (26), o Hospital Vida Memorial e Rossini Ruback não haviam apresentado posicionamento público sobre o caso. Rossini já havia sido alvo de denúncias públicas em 2023.