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Aldo fala em desafios superados (Foto ABr).
Aldo fala em desafios superados (Foto ABr).

Luana Lourenço | Agência Brasil
A cinco dias do início da Copa das Confederações, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse hoje (10) que o governo conseguiu superar “todos os desafios” para realização do evento. Na lista, segundo o ministro, estão itens como entrega e teste de estádios, planos de mobilidade, serviços de telecomunicações, centros de comando e controle para segurança e monitoramento de preços de hospedagem.
A Copa das Confederações começa no próximo sábado (15), com o jogo entre as seleções do Brasil e do Japão, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza também vão receber jogos do torneio.
“Superamos todos as dificuldades, todos os desafios relacionados com a preparação da Copa”, disse Rebelo, após reunião com os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, da Justiça, José Eduardo Cardozo, da Saúde, Alexandre Padilha, das Comunicações, Paulo Bernardo, de Minas e Energia, Edison Lobão, das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco.
Rebelo reiterou que o governo, junto com órgãos estaduais e municipais de defesa do consumidor, vai monitorar os preços da rede hoteleira nas seis cidades-sede do evento para coibir abusos nos valores cobrados pelo serviço.
Quanto às obras de infraestrutura relacionadas aos grandes eventos esportivos, o ministro disse que o que ainda não está pronto deverá ser concluído a tempo da Copa do Mundo de 2014, como ampliação de aeroportos e obras de mobilidade urbana.

Para a segurança da Copa das Confederações, as seis cidades-sede estão equipadas com centros de comando e controle e já está em andamento uma operação da Polícia Federal e das Forças Armadas nas fronteiras do país. “O governo adotou providências para preparar, atuar e treinar as forças de defesa, as forças policiais e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin)”, além da aquisição de equipamentos de controle, inteligência e ação”, listou.
Questionado sobre falhas no uso da tecnologia 4G nas cidades que sediarão o torneio, Rebelo reconheceu o problema e disse que o governo e as operadoras estão fazendo um esforço para garantir o uso do serviço. “Sempre teremos diferença entre a tecnologia disponível e o uso efetivo dessa tecnologia. Estamos fazendo um esforço para compatibilizar as duas coisas”.

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LÍNGUAS BLINDADAS CONTRA OS BÁRBAROS

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

Com o crescimento da informática, o inglês expandiu-se, consagrando seu império com a invasão de línguas indefesas como o português do Brasil. Se a gentil leitora pensa que isto é regra mundial, não vá pensando, pois não é. O francês e o português de Portugal (não sei de outras ocorrências, mas suponho que as há) usam uma espécie de blindagem contra os bárbaros: seus vocabulários não têm a tolerância da Casa d´Irene, onde qualquer palavra estrangeira entra sem pedir licença. Ouvi de um linguista dos mais novidadeiros que toda língua sem as portas abertas a tais contribuições está condenada à morte. Duvido. Se fosse assim, o português de Camões já teria batido as botas, de braço dado com o francês de Gustave Flaubert.

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Mouse é “rato” em Portugal e na França

O termo online não foi absorvido por aquelas línguas, como ocorreu aqui: o francês diz “em linha” (en ligne); o português, também.  Outro exemplo: mouse, em Portugal, virou rato; na França, souris (rato); o inglês site é, em terras d´além-mar, sítio; entre os franceses, idem (site). Uma lembrança anterior à informática me sopra a palavra nylon: o francês conservou a grafia, mas adaptou a pronúncia para… nilón! São línguas que se respeitam e se defendem. Tivemos aqui, lá pelo início dos oitenta, discussão a propósito de falarmos Sida (Síndrome de imunodeficiência adquirida) ou Aids (Acquired immune deficiency syndrome), venceu a segunda, de goleada. Colonizados acham que até doença fica chique, desde que in English.

Os jogos de 2016 serão “paraolímpicos”

Há poucos anos, o governo resolveu chamar a Petrobras de Petrobrax, tontice abortada a tempo. Agora, o Comitê Olímpico Internacional (COI) inventou o termo paralímpico, em substituição a paraolímpico, mas o ministro Aldo Rebelo, dos Esportes (ardoroso defensor da língua portuguesa), subiu nas tamancas e convenceu a presidenta Dilma a não adotar essa bobagem, de sorte que em todos os documentos e peças publicitárias para 2016 o governo grafará Jogos Paraolímpicos, e não Paralímpicos, como querem os novidadeiros. João Ubaldo Ribeiro também desceu a ripa em paralímpico, mas, mesmo assim, é possível que a coisa pegue, pois a TV Globo (que criou o récorde) parece que já adotou a nova moda. Eu, sem brilho, mas sem medo, sou contra.

A PREMONIÇÃO DE FERNANDO LEITE MENDES

Tocam a campainha na casa de Fernando Leite Mendes, no Rio, ele vai atender. Era um fotógrafo do Correio da Manhã, confuso e, pelo sotaque, português: “– O senhor Júlio está?” “– Aqui não mora nenhum Júlio”. O homem saiu, e logo voltou. “– Perdoe-me a insistência, mas eu qu´ria falar com o senhor Júlio de Castilhos…”  “– Ah, o doutor Júlio de Castilhos não sabia que o senhor viria procurá-lo e morreu há exatamente 60 anos, em 1903. Se soubesse, talvez tivesse esperado”.“– Ora, pois, então esta não é a Rua Dr. Fernando Leite Mendes?” “– Ainda não, mas deverá ser daqui a 60 anos”. Fernando virou nome da rua, 48 anos depois (a história é contada pelo jornalista Sebastião Nery).

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Alberto Hoisel: “Lei, te emendes!”

Em não identificado momento dos anos sessenta, Alberto Hoisel, grande poeta satírico e boêmio juramentado de Ilhéus, está “fazendo o Rio de Janeiro”, em companhia do amigo e não menos boêmio Fernando Leite Mendes. Na boite Night and Day (1º andar do Hotel Serrador),  então o endereço dito obrigatório da boemia de bom gosto, Alberto, entre um gole e outro, anota num guardanapo esta bela quadrinha, com um trocadilho que é um achado: “Lei! Tu sempre foste errada,/ Por isso ninguém te entende…/ E sem que faça piada, / Eu te digo: ´Lei, te emendes!…´” (a história está em Solo de trombone – ditos & feitos de Alberto Hoisel, de Antônio Lopes). Faltou dizer que FLM é nome de rua também em Salvador, onde nasceu.

A FALTA QUE FAZ O DICIONÁRIO “POÉTICO”

Uma amiga me inquire a respeito de palavras “poéticas” – se há termos adequados para escrever poesia. Pelo que entendo, não. Dizer que sim seria admitir a existência de um dicionário apropriado para os poetas, de sorte que bastaria adentrar a livraria, comprar a última edição revista, atualizada e ampliada, depois sair por aí desembestado a escrever sonetos, elegias, odes, éclogas, epopeias, versos concretos, abstratos, brancos, pretos (ou afrodescendentes?) e o que mais nos desse na telha. Isto já nem seria um dicionário, mas uma usina de talentos, fabricando, como em desenfreada linha de montagem, drummonds, camões, cecílias, florbelas e bilacs à mancheia (para fazer o povo pensar).

As palavras estão à nossa disposição

Na falta desse livro mágico, é tratar de combinar palavras, extraindo-lhes ritmo, imagem, som e, às vezes, fúria. Vejam que elas são as mesmas à disposição de todos, e apesar disso não há em cada esquina um Castro Alves. É questão de saber usá-las. Algo parecido acontece com as notas musicais: são apenas sete (se abstrairmos os bemóis e sustenidos), mas sua combinação oferece os mais surpreendentes efeitos: de tão poucos recursos é possível fazer arrocha, “música baiana”, jazz, samba, Tom Jobim e a Quinta Sinfonia de Beethoven, para não citar muitos exemplos. A Quinta, aliás, me soa adoravelmente simples, ao menos no início do primeiro movimento – a parte que todo mundo conhece.

O destino (ou a morte) batendo à porta

A anedota de que as quatro notas que abrem a peça (tente sol-sol-sol-mi) significariam o destino (ou a morte!) batendo à porta carece de valor científico: um ex-secretário do velho Ludwig, aspirante à notoriedade, teria inventado estas e outras inverdades a respeito do músico, após o desaparecimento deste. Outra curiosidade: as três notas iniciais (três sons breves e um longo) correspondem à letra V no Código Morse. Não por acaso, a Quinta foi executada pela BBC de Londres, em 1965, logo após a morte de Winston Churchill – o estadista britânico usava o V (de Victory/Vitória) como gesto de incentivo a todo foco de resistência à agressão nazista.

(O.C.)

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Autoridades e músico Carlinhos Brown, ao centro, apresentam a “caxirola”.

Ao mundo, a Copa 2010 apresentou a vuvuzela. No Brasil, será a vez da caxirola de Carlinhos Brown. O músico baiano apresentou a geringonça ontem, em Brasília, ao lado do ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

A caxirola é inspirada em outro instrumento, de origem africana, o caxixi, e faz parte de 96 projetos aprovados pelo governo brasileiro para promover o país durante a Copa do Mundo de 2014.

– Nós acreditamos que poderíamos aproveitar a proposta que foi sugerida pela África do Sul, que era a vuvuzela. Muitos reclamavam que era barulhenta, mas ela prenunciava a oportunidade de o torcedor ter a sua voz. Por isso, dentro do projeto Candeal 2014, nós criamos a caxirola – contou Carlinhos Brown ao site do Globo Esporte.

A caxirola é feita de plástico e ganhou as cores da bandeira nacional. O som produzido pela invenção “brauniana” é semelhante ao de um chocalho para bebê, porém mais potente.

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Ronaldinho, Jérôme Valck, Wagner e Aldo Rebelo visitam obras da Arena (Foto Manu Dias.

Uma comitiva da Fifa, integrada pelo secretário-geral Jérôme Valck e o integrante do Conselho Local, Ronaldo Nazário (Ronaldinho), vistoriou hoje as obras da Arena Fonte Nova, em Salvador, acompanhada do governador Jaques Wagner e do ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
De acordo com a comitiva, 45% das obras da Arena já estão concluídos, percentual que deve chegar a 51% até o final de janeiro. O prazo de entrega das obras é 30 de dezembro. “Não temos porque duvidar disso. Estão todos com muita dedicação”, disse Ronaldinho em relação à obra.
O governador Jaques Wagner disse que o grau de evolução do projeto dá a certeza de que Salvador sediará a Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo em 2014. “Hoje posso dar as garantias de que vamos sediar”, disse. O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke disse que ficou impressionado – positivamente – com o que viu na capital baiana. Antes de Salvador, a comitiva visitou Fortaleza. Por lá, 53% das obras já estão concluídas.