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A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) marcou a retomada das aulas presenciais para o próximo dia 27, quando dará início ao segundo quadrimestre letivo de 2022. O martelo foi batido em reunião do Conselho Superior da Universidade, que levou em consideração o arrefecimento da pandemia de Covid-19.

“As sugestões de segurança sanitária que aprendemos desde o início de 2020 e que foram também registradas pelo Comitê Emergencial de Crise da UFSB devem ser observadas por todos/as. Permanecerão em vigor todas as orientações e protocolos relacionados ao retorno das atividades e de preservação da vida funcional e acadêmica de servidores(as) e discentes, na forma da lei, que se mostrarem necessários”, diz trecho do comunicado da instituição.

O Conselho Superior também autorizou a manutenção de parte das atividades acadêmicas de forma remota, conforme os requisitos previstos na Resolução n. 08/2022, publicada na semana passada (acesse aqui).

A volta ao ensino presencial também marcará a chegada dos estudantes ao Campus Jorge Amado, inaugurado em Ilhéus no último dia 6 (lembre aqui).

Estudantes têm até 4 de março para comprovar vacinação contra Covid-19
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Após três semestres com aulas remotas em razão da Covid-19, a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) retomará suas atividades letivas no Campus Soane Nazaré no dia 14 de março, uma segunda-feira. Neste ano, a instituição espera receber 1.746 alunos novos.

Para a segurança da comunidade acadêmica, todos os estudantes devem comprovar vacinação contra Covid-19, por meio de formulário disponível no site da Uesc, até o próximo dia 4. O prazo para a realização do procedimento está aberto deste 7 de fevereiro.

Os alunos que, por razões médicas, não podem ser vacinados devem justificar essa condição junto à Pró-Reitoria de Graduação. Esclarecimentos podem ser obtidos por e-mail (prograd@uesc.br) ou pelos telefones (73) 3680-5013/5458.

Além da exigência de vacinação, a Uesc adotou protocolos para reduzir os riscos de contaminação pelo coronavírus, como uso obrigatório de máscara, maior ventilação dos ambientes e higienização frequentes dos laboratórios, salas, lanchonetes e outros espaços de convívio.

Prefeitura liberou aulas presenciais em escolas particulares, mas manteve colégios municipais fechados
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O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) moveu ação civil pública para que a Prefeitura de Teixeira de Freitas, no extremo-sul do estado, seja obrigada pela Justiça a providenciar o retorno das aulas presenciais nas escolas mantidas pelo município, com medidas sanitárias contra a transmissão do coronavírus.

Segundo os promotores de Justiça Moisés Guarnieri e Michele Resgala, autores da ação protocolada em 9 de fevereiro, a Prefeitura publicou decreto, no último dia 4, que mantém as atividades escolares remotas na rede pública municipal, enquanto permite o retorno presencial da rede privada de ensino.

Além disso, conforme os promotores, o mesmo decreto permite atividades como casamentos, formaturas, aniversários, eventos esportivos, atos religiosos, entre outros.

DIREITO CONSTITUCIONAL E VACINAÇÃO

Para o Ministério Público, o Decreto Municipal nº 83/2022 viola direitos constitucionais de acesso à educação de crianças e adolescentes matriculados na rede pública municipal de ensino.

Os promotores também argumentam que, desde a disponibilidade de vacinas contra Covid-19, governos estadual e municipais têm feito adequações nos espaços físicos das escolas para retomada das aulas, seja de forma presencial ou semipresencial. Como exemplo, citam o início das aulas presencias nas escolas da rede estadual desde o último dia 7.

Aulas presenciais somente em março de 2022
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As aulas presenciais nas escolas municipais de ensino de Itabuna só serão retomadas partir de março de 2022. A decisão do prefeito Augusto Castro (PSD) foi publicada na edição eletrônica do Diário Oficial do Município, na quarta-feira (20). As aulas presenciais foram suspensas em março de 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus,

Antes da decisão do prefeito, o retorno das aulas presenciais no formato híbrido aconteceria de forma gradativa com a implementação de um projeto-piloto em 15 unidades da rede pública municipal, a partir da próxima segunda-feira (25). As aulas nas escolas municipais de Itabuna permanecem na modalidade não-presencial, conforme determina o Decreto nº 14.512, de 13 de julho de 2021.

Para suspender o retorno das aulas presenciais, o prefeito Augusto Castro informou que levou em consideração diversos fatores, dentre eles, a necessidade de priorizar e dar bom andamento às reformas e intervenções que vêm sendo feitas nas escolas da rede pública municipal de ensino.

Colégio Vitória anunciou decisão nesta sexta-feira (24)
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A direção do Colégio Vitória, em Ilhéus, suspendeu as aulas presenciais das turmas do 8º e 9º anos do Fundamental e 1ª e 2ª séries do Ensino Médio, a partir desta sexta-feira (24), depois que uma professora da instituição testou positivo para covid-19. As turmas afetadas voltarão à escola no dia 4 de outubro e, antes disso, terão aulas remotas.

O colégio informa que a educadora tem sintomas leves da doença e passa bem. As famílias foram orientadas a testar os estudantes para confirmar ou descartar a possibilidade de contágio.

Sala de aula do Instituto Municipal de Ensino Eusínio Lavigne
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A Secretaria de Educação de Ilhéus (Seduc) publicou nesta terça-feira (21) portaria que determina a retomada das aulas presenciais na rede municipal de ensino a partir da próxima segunda-feira (27).

Conforme a Portaria Seduc nº 21/2021, as aulas ocorrerão em formato híbrido. As turmas serão divididas em grupos, que vão se alternar nas atividades presenciais. Enquanto um grupo estiver na sala de aula, os demais farão os exercícios escolares em casa, de modo a diminuir a presença simultânea dos alunos nas escolas durante a pandemia de covid-19.

As escolas do município estão sem aulas desde março de 2020. Desde então, a Seduc implementou regime de educação a distância, por meio de tarefas preparadas pelos professores e distribuídas aos estudantes por meio dos seus responsáveis.

Ana Vitória faleceu na última sexta-feira, em Queimadas || Foto Reprodução/TV Bahia
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A pequena Ana Vitória Oliveira Mercês, de apenas 6 anos, não resistiu à Covid-19 e faleceu na última sexta-feira (3), no município de Queimadas, no norte da Bahia. Após a morte da criança, a Prefeitura de Queimadas suspendeu as aulas presenciais em todas as escolas públicas, por tempo indeterminado, e restabeleceu outras restrições, a exemplo da proibição de festas e qualquer tipo de evento.

No distrito de Espanta Gado, onde a menina morava, bares, lanchonetes, pizzarias e restaurantes estão proibidos de funcionar, sem prazo de retorno. A Prefeitura também proibiu a prática de esportes coletivos e a feira livre da comunidade, que é armada sempre às segundas.

As novas medidas entraram em vigor nesta segunda-feira (6). A morte de Ana Vitória, primeira criança vitimada pela Covid-19 em Queimadas, causou forte comoção popular. Da Redação com informações da TV Bahia.

Escola promove atividades com presença alternada de alunos, que têm a opção de continuar com ensino remoto durante a pandemia
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Há 10 dias, estudantes, professores e demais funcionários do Colégio Vitória vivenciam uma estratégia de acolhimento e treinamento das turmas que terão aulas presenciais a partir desta sexta-feira (30), último dia de teste da capacitação. Os estudantes que escolheram continuar os estudos em casa seguirão, normalmente, com o ensino remoto.

“A minha responsabilidade, como educadora, é seguir tudo que está proposto legalmente para este momento. A educação talvez seja o segmento profissional que mais foi sobrecarregado na pandemia e acredito que passamos com louvor. Estamos em nova etapa, ainda com riscos, como mostra a ciência, mas com toda a responsabilidade e cuidados que a presencialidade exige”, explica a diretora Ana Carolina Melo.

Durante a fase de testes, os alunos estão indo à escola em dias alternados, nas unidades Centro e Sul do colégio. As atividades seguem o horário previamente enviado às famílias.

Conforme a direção da escola, com a nova postura no ambiente escolar e na relação entre trabalhadores e estudantes, o principal objetivo é garantir o retorno das atividades presenciais seguindo todas as regras de biossegurança contra a Covid-19, a exemplo do distanciamento social e do uso de máscara.

Além do cuidado com a higiene pessoal e dos espaços, toda a comunidade escolar também é orientada a não compartilhar objetos, que podem ser veículos de transmissão do novo coronavírus.

Parte da comunidade acadêmica retomará atividades presenciais no próximo mês, informa o reitor Alessandro Fernandes
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A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) tem a expectativa de retomar suas atividades de forma totalmente presencial no 1º semestre de 2022, conforme explicação do reitor Alessandro Fernandes de Santana, em entrevista concedida ontem (27) à TV Santa Cruz.

Com início no dia 16 de agosto, o 2º segundo semestre letivo de 2021 terá aulas presenciais para estudantes de graduações com matérias que não podem ser lecionadas de maneira remota. “São cerca de 400 alunos dos cursos de Medicina, de Enfermagem, Biomedicina, Agronomia e das engenharias”, informou Alessandro Fernandes.

Na próxima semana a Universidade vai concluir a imunização contra a Covid-19 de todos os trabalhadores com idade acima de 30 anos. Já a imunização de servidores, comissionados, terceirizados e estagiários com 18 anos ou mais começou na última segunda-feira (26).

Segundo o reitor, os trabalhadores que já tiverem o ciclo de imunização completo retornarão aos postos de trabalho 15 dias após receberem a 2ª dose da vacina. “Os nossos técnicos administrativos e analistas já poderão retornar aos trabalhos administrativos. Os professores já estarão desenvolvendo suas atividades de pesquisa e de extensão, mantidas as normas de segurança”, explicou.

SEGURANÇA

Alessandro Fernandes destacou os esforços da instituição para diminuir o risco de contágio do novo coronavírus. “A Uesc constituiu uma comissão especial de biossegurança, preparou um protocolo de biossegurança, entregue à Reitoria, que estará encaminhando ao Conselho Universitário. A Uesc se preparou com todas as normas de biossegurança para atender a comunidade acadêmica”.

A Universidade, ainda conforme o reitor, se preocupa com a biossegurança para além dos seus muros. “A nossa maior preocupação é que as pessoas pegam transporte público, vêm de várias localidades para a Universidade. Então, o protocolo de segurança não é apenas interno”.

Adusc comunicou decisão em ofício enviado à Reitoria da Uesc; confira || Foto Jonildo Glória
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A Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Adusc) decidiu, em assembleia geral extraordinária realizada na última semana, que o ensino remoto deverá ser mantido até que toda a comunidade da Uesc seja vacinada contra a Covid-19.

O retorno das atividades letivas presenciais, segundo os docentes, também deve obedecer os protocolos sanitários da Comissão de Biossegurança da Uesc.

Os professores aprovaram indicativo de greve sanitária, que será deflagrada caso o Conselho Superior da Universidade aprove o retorno das aulas presenciais antes da vacinação geral.

O sindicato comunicou a decisão ao reitor Alessandro Fernandes de Santana, por meio do Ofício nº 17/2021 – acesse aqui.

O Governo da Bahia decidiu retomar as atividades nas escolas estaduais a partir da próxima segunda-feira (26). No entanto, essa decisão não alcança as universidades, que têm autonomia administrativa.

Decisão foi anunciada pelo governador Rui Costa; regra tem exceção para trabalhadores com comorbidades; critério também vale para estudantes beneficiários do Programa Bolsa Presença
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O Governo da Bahia pretende cortar os salários dos professores que se recusarem a voltar às aulas presenciais neste mês. Foi o próprio governador Rui Costa (PT) quem deu voz ao alerta, nesta quarta-feira (14). O retorno das atividades letivas nas escolas estaduais está marcado para o próximo dia 26.

O secretário da Educação do Estado, Jerônimo Rodrigues, disse que a regra prevê exceção para os trabalhadores com pré-condições de saúde que aumentam o risco de morte em caso de exposição ao novo coronavírus, as chamadas comorbidades. Essas características terão que ser atestadas por médicos.

Os sindicatos que representam os professores e outros trabalhadores da rede pública de ensino informam que estes profissionais só voltarão ao trabalho nas escolas após a conclusão da sua cobertura vacinal contra a Covid-19, o que está previsto para meados de agosto próximo.

MESMO CRITÉRIO PARA BENEFÍCIO DO PROGRAMA BOLSA PRESENÇA

O Programa Bolsa Presença concede benefício mensal de R$ 150 a 311 mil famílias de estudantes da rede estadual. Além da exigência de registro no CadÚnico, o pagamento do valor está condicionado à presença dos alunos nas salas de aula.

A regra já vale para exigir a participação nas aulas remotas e será mantida a partir de 26 de março, com as atividades presenciais em formato híbrido. Ou seja, com exceção dos estudantes que tenham pré-condições de risco atestadas por médicos, os beneficiários que não forem às aulas perderão o benefício.

Governador vai divulgar data exata do retorno das atividades escolares presenciais ainda nesta terça-feira, no Papo Correria, a partir das 18h30min
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O governador Rui Costa (PT) disse hoje (13) que as aulas presencias na rede estadual de ensino vão ser retomadas até o final deste mês de julho. Ele fez o anúncio durante transmissão ao vivo, pela internet, da entrega de uma contenção de encosta em Salvador. O governador vai anunciar a data exata do retorno das atividades nas escolas no Papo Correria desta terça-feira (13), a partir das 18h30min, via redes sociais.

A decisão do governador levou em conta a taxa de ocupação dos leitos de UTI-Covid nos hospitais do estado, que é de 62%, a menor registrada desde março deste ano – veja mais aqui.

FORMATO HÍBRIDO E PRESENÇA INTERCALADA DOS ALUNOS

Segundo o governador da Bahia, o retorno será num formato híbrido, acrescentando as aulas presenciais às atividades remotas, que começaram em março. Os estudantes de cada turma vão participar das aulas presenciais de forma intercalada, evitando que todos estejam presentes nas mesmas aulas.

“Uma volta que vai acontecer em formato híbrido. Com metade da turma segunda, quarta e sexta e a outra metade terça, quinta e sábado. Isso até os números caírem ainda mais. Assim que caírem mais, vamos retornar de forma integral”, explicou o petista.

Retomada vai começar pela Educação Infantil, anuncia Prefeitura
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A Prefeitura de Itabuna anunciou que deve publicar decreto, até a próxima terça-feira (13), para autorizar o retorno das aulas presenciais da Educação Infantil nas escolas particulares, com protocolo de segurança contra a Covid-19.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (9), após reunião do procurador-geral Álvaro Ferreira e dos secretários municipais Josué Brandão Júnior (Governo) e Janaína Araújo (Educação) com representantes do Movimento Volta às Aulas.

O secretário de Governo disse que o retorno será gradual. “A Educação Infantil será a primeira a voltar a ter as aulas no sistema híbrido. Em seguida, outras turmas, gradualmente, também retornarão,” explicou Josué.

Ainda não foi decidido se as cantinas das escolas poderão funcionar nesta primeira etapa da retomada.

ANÚNCIO CONTRARIA INFORMAÇÃO DO DIA ANTERIOR

Na quinta-feira (8), a Prefeitura havia informado que a volta dos cursos livres serviria de parâmetro para avaliação das condições do retorno das atividades presenciais também nas escolas – veja aqui. Com o anúncio desta sexta, contrariando a informação do dia anterior, o plano inicial caiu por terra em menos de 24 horas.

Autorização não alcança escolas das redes pública e privada de ensino
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A Prefeitura de Itabuna autorizou o retorno das atividades presenciais nos cursos livres, a exemplo dos profissionalizantes e de ensino de línguas estrangeiras.

O Decreto nº 14.505 caracteriza cursos livres como programas “focados em aprendizagens pontuais, com a finalidade de desenvolver, dentro de determinada área de atuação, capacidades e/ou habilidades específicas”. Ou seja, a autorização não alcança escolas das redes pública e privada.

A liberação é condicionada ao cumprimento do protocolo de segurança contra o novo coronavírus, que exige distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas, marcação das posições das cadeiras nas salas de aula, uso correto de máscara e o escalonamento dos horários de aula diminuir o número de participantes em cada atividade, entre outras medidas.

O decreto proíbe atividades que possam incentivar a aproximação entre as pessoas, assim como trabalhos em grupo, apresentações presenciais e similares.

Caberá às secretarias municipais de Educação; Saúde; Indústria, Comércio, Emprego e Renda, por meio dos fiscais e agentes, apoiar as medidas necessárias para o cumprimento dos protocolos.

AULAS NAS ESCOLAS

Secretária Janaína Araújo explica que liberação dos cursos vai servir de parâmetro para avaliação sobre volta das aulas nas escolas

A secretária de Educação Janaína Araújo explicou que o governo municipal vai monitorar o impacto do novo decreto para avaliar as condições da volta das aulas presenciais nas escolas, o que tem sido tema de reuniões entre representantes da Prefeitura, do Conselho Municipal de Educação e do Sindicato dos Professores. “Esta liberação dos cursos livres será usada como parâmetro sobre o efeito dessa retomada gradativa. Iniciamos com os cursos isolados e, a partir daí, vamos retomando por segmento de forma gradativa”, esclarece Janaína Araújo.

Aulas virtuais são um desafio para as famílias carentes
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Ailton Silva

Nos quase 30 anos como professora de Matemática, Cristina Ramos acostumou-se com escolas cheias e entra e sai de alunos nas salas. Conversas nos corredores no intervalo, abraços apertados de agradecimento de quem se esforça para não só obter a aprovação de ano, mas aprender o conteúdo. Mas a professora e centenas de colegas passaram a viver uma nova experiência desde março do ano passado.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o ano letivo de 2020 seguiu, mas com aplicação de atividades e troca de informações em grupos de aplicativo. Em 2021, foram acrescentadas as aulas virtuais, com uso de uma plataforma do Google. Por isso, a professora Cristina Ramos e os demais colegas da rede municipal de educação de Itajuípe, no sul da Bahia, precisaram recorrer à tecnologia para que milhares de estudantes não perdessem às aulas.

Professora Cristina Ramos fala dos desafios e da emoção das aulas virtuais

Um desafio a mais para aqueles educadores que estavam acostumados com as ferramentas tradicionais e gostam do contato diário com os alunos. “Gosto e estou acostumada a aula presencial. Sou uma professora de contato e conversa com alunos, brincar e resolver problemas com eles. De repente, vi-me nessa situação. Foi um grande desafio, pois não sabia como usar as novas ferramentas. Percebi que muitos alunos dominavam a tecnologia mais que eu. Então, houve essa troca rica e me adaptei”.

DUALIDADE DE SENTIMENTOS

Cristina se preparando para mais um dia de aula

A educadora relata que hoje vive uma dualidade de sentimentos. “Estou triste porque sei que o ensino não é do mesmo nível do presencial, mas estou feliz porque muitos alunos estão assistindo às aulas, fazendo questionamentos. Cada dia tem sido um grande desafio”.

Cristina torce pelo retorno das aulas presenciais o mais breve possível. Estou na esperança que possamos ter logo, pelo menos, aulas híbridas (presencial e virtual) porque, às vezes, fico triste por ver somente os rostos deles na tela. Quando estou na escola, na sala de aula, sinto-me com se estivesse dando aula presencial para eles. Fico mais entusiasmada. Eu amo ser educadora e amo meus alunos”.

A professora Daniela Pereira Barbosa atua há 25 anos como educadora da rede municipal de Itajuípe e há quatro anos é coordenadora pedagógica da Escola Dr. Pedro Catalão, no centro da cidade. Ela explica que os desafios têm sido enormes, principalmente para atender aqueles alunos sem acesso a telefone e internet. “Por isso, tem sido um ano letivo com muito trabalho e desafiador”, conta Daniela Barbosa.

PREOCUPAÇÃO COM O PRÓXIMO

A educadora explica que a proposta de aulas virtuais foi apresentada e aprovada pelos pais antes do início do ano letivo, que começou em 10 de maio. “Treinamos os professores para o uso das novas ferramentas e reduzimos o tempo de aulas para não cansar os nossos estudantes. E estamos caminhando com uma grande contribuição dos professores que comparam a ideia. Os pais estão empolgados”.

Algumas situações, revela Daniela, têm emocionado os professores. Ela cita as situações dos irmãos Ana Clara e Alex, que assistem às aulas debaixo de pés de cacau, na beira de uma estrada vicinal, na zona rural; e da mãe de uma criança que a consultou sobre a possibilidade da coleguinha da filha acompanhar às aulas na casa dela. “Porque a coleguinha não tinha nem internet nem celular. Eu respondi: queria que muitos pais tivessem uma atitude linda daquela. A questão da solidariedade, da acolhida, preocupação com o próximo”, afirma.

DIFICULDADES DE ACESSO À TECNOLOGIA

A educadora observa, no entanto, que nem todas as histórias são marcadas pela empatia e com alternativas para que as crianças não fiquem sem estudar. “Ficamos tristes quando os pais informam que não têm como seus filhos assistirem às aulas porque não possuem celular nem acesso à internet”, diz. “Mas a escola não abandonará esses alunos. Estamos fazendo a proposta de entrega das atividades para tenham o conhecimento também. Foi instalado um laboratório de informática para eles acessem, mas desistimos da ideia por causa da questão sanitária”.

Professora Renaildes Pita da Silva ministra aulas para estudantes da Escola DR. Pedro Catalão, em Itajuípe

Já a secretária de Educação de Itajuípe, Maria de Lourdes Santana, afirma que o município tem feito todo o esforço para que os estudantes não sejam ainda mais prejudicados por causa da pandemia do novo coronavírus. De acordo com Maria de Lourdes, o aluno que não tem acesso à tecnologia recebe todo o material didático impresso a cada 15 dias e tira dúvidas com o professor, assim como a maioria dos municípios.

A rede municipal de ensino de Itajuípe tem 3.800 alunos matriculados em 32 escolas, 17 delas na zona rural, que atendem 230 estudantes. “Estamos vivendo um grande desafio e estamos atravessando esse momento difícil com a contribuição e esforço de todos, inclusive dos pais, que estão tendo uma participação maior”, relata. Além das atividades didáticas, os alunos recebem kits alimentação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Itajuípe é um dos poucos municípios baianos com aulas virtuais.