Vista aérea do bairro Teotônio Vilela || Foto José Nazal
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O Censo 2022 contou 17.221 habitantes no Teotônio Vilela, em Ilhéus, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (21) a malha de setores censitários preliminares do último levantamento nacional. Os dados foram tabulados pelo ex-vice-prefeito, memorialista e fotógrafo José Nazal. O resultado faz do bairro o mais populoso do município, ultrapassando a Conquista, que liderou o Censo 2010 e, agora, aparece com 15.327 moradores, na segunda posição.

O terceiro bairro mais populoso de Ilhéus é o Nossa Senhora da Vitória, seguido por Nelson Costa (9.782), Esperança (9.038), Malhado (8.424), Basílio (8.383), Hernani Sá (8.213), Banco da Vitória (7.780), Pontal (5.968) e Iguape (5.775).

A lista continua com Salobrinho (5.223), Ilhéus II (4.443), Tapera (4.439), Barra do Itaípe (4.048), São Francisco (3465), Teresópolis (2.405), Jardim Savoia (2.229), Boa Vista (1.825), Cidade Nova (1.782), São Miguel (1.636), Vila Cachoeira (1.080), Centro (1.019), São Domingos (1.005), São Sebastião (918), Jardim Atlântico (663) e Vila Nazaré (296).

A soma dos moradores dos bairros chega a 147.620. Já a sede do município, que também abrange domicílios rurais, tem 152.264 habitantes. Considerando todos os distritos, a população ilheense é de 178.649, conforme o último Censo.

Homem de azul teria sido autor dos disparos contra Michelle e Breno, segundo testemunha
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O homem acusado de atirar em Michelle Fontes Silveira, de 42 anos, e no filho dela, Breno Silveira Carvalho,  18 anos, compareceu, nesta quinta-feira (8), à Delegacia da Polícia Civil em Ilhéus para prestar depoimento. Acompanhado de um advogado, o homem teria confessado a dupla tentativa de homicídio e alegado legítima defesa.

O acusado de ser o autor dos disparos foi liberado pela polícia para responder ao inquérito em liberdade porque se apresentou fora do flagrante.  As investigações serão conduzidas pelo Helder Carvalhal. Não foi informado se o atirador tem registro da arma, que foi entregue à polícia e passará por perícia.

Michelle Fontes e Breno Silveira foram baleados na madrugada de terça-feira (6), em frente à casa onde moram, na  Rua Padre Luís Palmeira, no bairro Pontal,  em Ilhéus, após uma discussão. O desentendimento foi iniciado depois que o acusado fez xixi no muro do imóvel das vítimas.  Breno Silveira viu a cena e reclamou que a atitude não era certa.

O acusado e o jovem trocaram ofensas. O homem foi até um carro, pegou uma arma e disparou contra o rapaz. Michelle Fontes tentou evitar que mais disparos atingissem o filho e também foi baleada. Ela foi atingida no abdômen, na lombar e no punho, e o filho, no pescoço. Mãe e filho estão internados no Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus.

Suspeito de homicídio é preso de forma preventiva || Foto SSP/BA
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Um homem suspeito de envolvimento em homicídio ocorrido em setembro de 2020, no bairro Pontal, em Ilhéus, foi preso nesta quarta-feira (2) por policiais do Núcleo de Homicídios da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin).

Ele era alvo de mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara do Júri da Comarca de Ilhéus. Apontado como integrante de grupo criminoso, o homem também é investigado por tráfico de drogas e por uma tentativa de homicídio ocorrida em outubro do ano passado, também no Pontal.

Embasa não concluiu reparo de ruas após obras de saneamento|| Foto José Rezende
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O memorialista José Rezende Mendonça reuniu imagens das ruas do Pontal onde a Embasa implantou a rede de esgotamento sanitário do bairro da zona sul de Ilhéus. Segundo ele, após o serviço, a situação das vias é de abandono.

“É impressionante como EQ – Construções, terceirizada da EMBASA, abandonou o bairro do Pontal, e agora se dedica, na certa, a fazer a mesma coisa no Loteamento da Sapetinga e Jardim Pontal”, escreveu Rezende, que é técnico aposentado da Ceplac e se dedica à escrita de livros sobre as memórias de Ilhéus.

Cratera na rua Coronel José Félix || Foto José Rezende

José Rezende aponta problemas na pavimentação das ruas David Maia, Erotildes Melo, Inocêncio Correia, Coronel José Félix, Juca Pinto e Laudelino Mendonça (antiga Treze de Maio). As vias estão esburacadas e não tiveram a camada de asfalto recomposta de forma integral, como revelam as fotografias feitas pelo memorialista na última sexta-feira (28).

Buracos na rua Erotildes Melo || Foto José Rezende

Há um ano, em fevereiro de 2021, a Embasa informou que as ruas do Pontal, após o término do serviço, receberiam camada de paralelepípedo e outra de asfalto (veja matéria aqui). No entanto, o trabalho de recomposição das vias ainda não foi concluído.

Tampa de bueiro acima do nível da rua David Maia || Foto José Rezende

Procurada pelo PIMENTA na manhã desta segunda-feira (31), a assessoria de comunicação da Embasa informou que buscaria informações sobre o problema, mas o site não obteve resposta até o fechamento desta publicação, às 10h desta terça-feira (1º).

Autor revisita lembranças das brincadeiras, histórias e assombrações da vida no antigo distrito e hoje bairro de Ilhéus
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Técnico aposentado da Ceplac, José Rezende Mendonça é um garimpeiro da memória do Pontal, o bairro da zona sul de Ilhéus onde vive desde que nasceu, em junho de 1951. No mês passado, ele comemorou o aniversário de 70 anos com o lançamento do seu segundo livro,  Memórias da Infância  – Lá vem o Bicho Papão.

Dedicado às lembranças de quando o Pontal ainda era distrito de Ilhéus, antes da construção da ponte Lomanto Júnior – inaugurada em 1966 -, o livro tem ligação direta com as vivências do autor no bairro. No entanto, segundo José Rezende, por reunir elementos da cultura popular brasileira, a obra se comunica com a memória afetiva de toda uma geração. “As brincadeiras na rua, nosso vocabulário, as músicas infantis, sentar na calçada para ouvir as histórias dos mais velhos”, exemplificou o memorialista, em conversa com o PIMENTA, nesta sexta-feira (16).

O livro relembra um Pontal onde o encantamento e o mistério eram mais presentes como mediadores da relação das crianças com o mundo da vida. Essa presença maior do mistério, produzida e reforçada pela linguagem cotidiana, também abria caminho para o que o autor descreve como um tipo de educação pelo temor do desconhecido.

“Nós tínhamos medo de tudo. Nossos pais, nossos avós, eles tinham uma maneira de nos amedrontar para poder educar. Não sei se hoje isso é correto – uns dizem que sim, outros dizem que não -, mas, na minha época, e falo aqui das décadas de 50 e 60, a gente tinha isso. Por exemplo: ‘Olhe, não fique aí, senão o Bicho Papão lhe pega!’; ‘Venha pra casa mais cedo, tem alma na rua’. Então, essas coisas nos deixavam apreensivos. E, realmente, tínhamos mais cuidado e respeito pelos pais em obedecer aquilo”, avaliou José Rezende Mendonça.

O livro está à venda apenas no site da editora Clube de Autores, nas versões impressa e digital  – veja aqui. José Rezende também é autor de Pontal: entre o passado e o presente.