Aeronave estourou pneu e atropelou animais || Foto do Leitor
Tempo de leitura: < 1 minuto

Um avião do governo baiano atropelou jumentos durante operação de pouso no aeródromo do município de Ibotirama, no oeste do Estado. O acidente ocorreu na manhã desta quarta-feira (3). Um dos animais morreu e outro teria ficado ferido, segundo uma fonte da cidade informou ao PIMENTA há pouco. Um dos pneus do avião de pequeno porte estourou e sofreu outras avarias.

O piloto saiu ileso do acidente e as doses da Coronavac transportadas para a região ficaram intactas. As primeiras informações são de que o acidente teria sido causado pelo estouro de um dos pneus da aeronave, levando-o a sair da pista e atropelar o animal.

Outra aeronave deverá dar sequência ao transporte das doses do imunizante. A distribuição é feita pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), com o apoio da Casa Militar e Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA). Atualizado às 11h40min.

Mais doses da Coronavac são produzidas pelo Butantan || Foto Rafael Henrique/Getty Images
Tempo de leitura: 2 minutos

Quantas doses da vacina Coronavac Ilhéus recebeu em 24 de fevereiro?

O Blog do Gusmão, com sede em Ilhéus, buscou saber. Mas, porém, contudo… Esbarrou na má-vontade das secretarias de Saúde Estadual (Sesab) e Municipal (Sesau), conforme relato em publicação desta terça (2).

Segundo a publicação, o Núcleo Regional de Saúde da Sesab, sediado em Ilhéus, alegou não ter autonomia/autorização para fornecer esta informação, que, veja só!, é de utilidade pública e reforçaria a transparência quanto à distribuição e ao uso dos imunizantes tão escassos neste Brasil governado pelo negacionista Jair Bolsonaro.

“Sem qualquer tipo de justificativa pertinente, a Secretaria Estadual de Saúde se recusa a informar quantas vacinas Coronavac Ilhéus recebeu no dia 24 de fevereiro”, sustenta o blog editado pelo comunicólogo e jornalista Emílio Gusmão.

Ainda conforme o editor, a Secretaria de Saúde de Ilhéus teria adotado postura idêntica ao receber mais de 1,3 mil doses da vacina Oxford/Astrazeneca.

“Antes da Sesau-Ilhéus informar com atraso o recebimento da nova remessa de imunizantes da faculdade britânica, o BG, por meio do Núcleo Regional de Saúde Sul, conseguiu levantar a quantidade”.

O site especula que a publicação informando a quantidade de doses do imunizante da Oxford pode ter irritado autoridade municipal e levado o NRS-Sul a dificultar ou não passar informações sobre as doses de Coronavac recebidas no último 24 de fevereiro. A direção do Núcleo Regional foi pressionada?

A repartição regional, diz o site, disse que repassar a informação dependia de autorização da área de comunicação da Sesab. “Antes não havia dificuldade”, destacou o Blog do Gusmão.

A postura da Sesab levanta interrogações e aumenta especulações em um período em que a imprensa profissional é essencial para o combate às notícias falsas (fake news) e à falta de transparência.

Exercendo o nosso direito de perguntar, vamos lá:

O que estaria por trás desse “zelo” do NRS-Sul?

Qual o mistério que ronda a Coronavac em Ilhéus?

Por que o NRS-Sul mudou de postura no acesso à informação pública e de grande relevância para a sociedade em um período pandêmico e com o país e a Bahia batendo recordes de mortes diárias pela Covid-19?

Será necessário aguardar o retorno do titular da Sesab, Fábio Vilas-Boas, para que as informações não mais sejam sonegadas aos veículos e – mais importante – ao leitor e cidadão?

Que as autoridades – aqui ou acolá – exerçam o dever de responder!

Doses da Coronavac são enviadas para os núcleos regionais da Sesab
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Bahia recebeu, na madrugada de hoje (3), mais 165.600 doses da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, e agora tem estoque suficiente para imunizar 555.600 baianos. Isso, porque já recebeu 1.111.200 doses dos imunizantes Coronavac e AstraZeneca. Ambos exigem aplicação de duas doses por pessoa para garantir a eficácia contra o novo coronavírus.

O Grupamento Aéreo da Policia Militar, após a organização das doses feita pela equipe da coordenação de imunização do estado, já começou a fazer a distribuição das vacinas para as centrais regionais no interior da Bahia, de onde serão encaminhadas para os municípios. A nova remessa dará possibilidade de continuidade à primeira fase do plano de vacinação, que inclui idosos e trabalhadores de saúde.

Com 470.783 vacinados contra o coronavírus (Covid-19), dos quais 124.470 receberam também a segunda dose, até as 15 horas desta terça, a Bahia é um dos estados do País com o maior número de imunizados, mas baixo percentual da população em geral já vacinada.

Segundo a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a Pasta faz contato diário com as equipes de cada município a fim de aferir o quantitativo de doses aplicadas e disponibiliza as informações detalhadas no painel https://bi.saude.ba.gov.br/vacinacao/. O painel, no entanto está desatualizado.

Técnica de enfermagem recebe segunda dose da Coronavac || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

Profissionais do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, já estão recebendo a segunda dose da CoronaVac, vacina de uso emergencial aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por determinação da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), todos os funcionários das unidades de saúde do estado devem receber a vacinação contra a Covid-19. A segunda dose começou a ser aplicada nos profissionais do hospital ilheense no dia 16.

As primeiras doses foram aplicadas ainda em janeiro, seguindo o fluxo de acordo com os protocolos estabelecidos de aprazamento para a segunda dose, que compreende o período de 14 a 28 dias para a sua aplicação. Estudos do Instituto Butantan, de São Paulo, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, apresentaram uma eficácia geral de 50,38% para casos muito leves, 78% para leves e 100% para moderados e graves.

Ainda em janeiro parte dos funcionários do HRCC recebeu a primeira dose da vacina Oxford/AstraZeneca. A segunda dose está prevista para ser aplicada dentro do prazo estabelecido de até 90 dias. O imunizante é desenvolvido pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a universidade de Oxford, da Inglaterra, e teve seu uso emergencial também autorizado pela Anvisa.

No Brasil, estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Rio de Janeiro, responsável pela produção da vacina Oxford/AstraZeneca no país, apresentaram eficácia geral de 76%, dos 22 aos 90 dias após a aplicação da primeira dose. Na segunda dose sua eficácia geral sobe para 82,4% e nos casos graves da doença, a eficácia apresentada foi de 100%.

De acordo com a enfermeira Indira Borges, coordenadora do Núcleo Epidemiologia Hospitalar (NHE) do HRCC, mesmo após a aplicação da segunda dose, as pessoas vacinadas devem continuar com os cuidados de prevenção contra a Covid-19. “Receber a vacinação não te livra da infecção, mas se o vacinado for infectado não terá quadros mais graves da doença, assim mostram os estudos. Além disso, o vacinado infectado pode transmitir o vírus para outra pessoa não vacinada, por isso é importante ainda os cuidados, como uso de máscara e higienização. Só atingiremos um nível de segurança maior, quando a maioria da população estiver imunizada”, explicou.

Foto Tomaz Silva
Tempo de leitura: < 1 minuto

Oitenta e duas cidades da Bahia têm estoques zerados de doses da vacina contra a Covid-19, segundo o painel de vacinação da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). Outras 134 cidades, incluindo Salvador, já usaram pelo menos 90% do armazenamento, noticia o Metro1.

Até o momento, a Bahia já usou 85,5% das quase 440 mil doses distribuídas pelo governo do estado, e ainda não há data definida para a chegada do novo lote. Em contato com o jornal Correio, o Instituto Butantan informou que a partir do dia 23 de fevereiro começará a entregar 600 mil doses por dia ao Ministério da Saúde.

O Ministério, em seguida, fará a distribuição para os estados, os estados enviarão para as 31 Diretorias Regionais de Saúde da Bahia e cada município buscará suas doses. Assim, a previsão é que as novas vacinas só cheguem ao interior da Bahia em 25 de fevereiro.

>> Confira a relação de municípios com estoque zerado no Leia Mais, abaixo.Leia Mais

Dose de reforço será aplicada primeiro em indígenas e trabalhadores da linha de frente do combate à pandemia
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Secretaria de Saúde (Sesau) de Ilhéus informou ontem (12) que vai iniciar na próxima terça-feira (16) a aplicação da segunda dose da Coronavac, vacina contra a Covid-19, em indígenas e trabalhadores da linha de frente no combate da pandemia. O lote com 6.017 doses do imunizante chegou nessa sexta-feira ao município.

A previsão da Sesau é de que os idosos com mais de 80 anos – já vacinados com a primeira dose – comecem a receber a segunda aplicação a partir do dia 22 de fevereiro, com intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda vacinação.

Os idosos acamados e assistidos pelo programa Melhor em Casa, que já receberam a primeira dose, serão atendidos em suas residências. Os indígenas serão vacinados nas aldeias onde vivem.

Familiares de idosos acamados, que desejem cadastrá-los para vacinação quando houver disponibilidade de mais vacinas, podem informar o endereço e demais dados diretamente aos agentes comunitários, nos postos de saúde ou na sala da Rede de Frio, que fica no Centro de Atendimento Especializado III (CAE III), antigo Sesp.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Mais de 186 mil doses da vacina Coronavac chegaram à Bahia, no Aeroporto Internacional de Salvador, na noite deste sábado (6). O avião com as 182.200 mil doses do imunizante pousou às 21h30min na capital baiana.

Segundo o governo baiano, as doses serão distribuídas aos 417 município com a utilização de dez aeronaves em até 24 horas. O estado espera iniciar, na segunda (8), a vacinação de idosos acima de 80 anos.

É a quarta remessa de vacinas para a Bahia, totalizando 736.900 doses recebidas da Coronavac e da Astrazeneca Oxford desde o dia 18 de janeiro.

280 MIL VACINADOS

Conforme a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), o total de vacinados no estado já supera os 280 mil baianos, sendo o segundo do Brasil em número de imunizados. Para acompanhar o avanço da imunização, acesse bi.saude.ba.gov.br/vacinacao/.

Doses da Astra Zeneca chegam à Bahia na manhã deste domingo
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Ministério da Saúde informou, neste sábado (23), que a previsão é de que a Bahia receba 119.500 mil doses da vacina da AstraZeneca/Oxford, na manhã deste domingo (24). O imunizante contra o novo coronavírus é produzido pelo laboratório indiano Serum e chegou ao Brasil na sexta-feira (22), vindo da Índia.

O PIMENTA apurou que o carregamento da vacina está programado para chegar em Salvador às 10h 45min deste domingo, no aeroporto Internacional. Em seguida, a carga deverá ser encaminhada para a sede do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer), onde foi montada uma estrutura para recebimento e armazenamento temporário do imunizante.

A distribuição da vacina AstraZeneca/Oxford pela Secretaria de Saúde da Bahia para os 417 municípios deve ocorrer a partir amanhã. Como ocorreu com a CoronaVac, o imunizante será aplicado em pessoas que fazem parte dos grupos prioritários, que incluem profissionais de saúde que atuam na linha de frente e idosos que estão em abrigos.

As doses são suficientes para vacinar menos de 60 mil pessoas em todo o estado, pois cada pessoa terá que tomar duas doses para que o imunizante faça efeito.

No início da semana a Bahia começou a vacinação contra a Covid-19, com 376.600 doses da Coronovac – imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, em parceria com a empresa chinesa Sinovac Biotech. Assim como ocorre com AstraZeneca/Oxford, são necessárias duas doses para que a Coronovac faça efeito, segundo o Butantan.

Os prefeitos Augusto Castro e Mário Alexandre, no "Dia D"
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informa que, até a tarde desta sexta-feira (22), Ilhéus vacinou 813 pessoas contra a Covid-19, e a vizinha Itabuna, 835. A campanha começou na última terça (19).

Salvador (11.035), Vitória da Conquista (1.904), Lauro de Freitas (1.242) e Santo Antônio de Jesus (1200) são os quatro municípios baianos com mais vacinados.

Nesta primeira etapa da corrida de imunização contra o novo coronavírus, a prioridade é dos profissionais de saúde que atendem pacientes contaminados, além dos idosos que moram em abrigos.

A oferta limitada de vacinas impõe ritmo lento à vacinação em todo o país. O Estado da Bahia solicitou autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para importar a Sputik V, vacina desenvolvida na Rússia, sem a necessidade de intermediação do Ministério da Saúde.

Hoje, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso de novo lote da vacina chinesa CoronaVac, com 4,8 milhões de doses.

Momento do desembarque das vacinas no Aeroporto Jorge Amado || Foto Clodoaldo Ribeiro
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Prefeitura de Ilhéus informa que a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia entregou 6.017 doses da CoronaVac, vacina contra a Covid-19, para o início da vacinação no município. O lotes chegaram no Aeroporto Jorge Amado por volta das 3 horas desta terça-feira (19).

“Estamos preparados para realizar todos os protocolos para uma imunização segura para a nossa população ilheense. Daremos início com o grupo prioritário na Fase 1, conforme o Plano Municipal de Vacinação. Com a vacina, muitas vidas serão poupadas”, declarou o prefeito Mário Alexandre (PSD).

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a vacinação vai começar na manhã de hoje, no antigo SESP, na Avenida Canavieiras. Nessa primeira fase, as vacinas são para profissionais de saúde, idosos que vivem em abrigos e indígenas.

DIVERGÊNCIA 

Hoje, em entrevista ao programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, o secretário de Saúde de Ilhéus, Geraldo Magela, disse que o município recebeu 5704 doses da vacina, número inferior ao divulgado no site da prefeitura. O Blog do Gusmão apontou a divergência entre os dados. O PIMENTA tentou ouvir o secretário sobre a vacinação em Ilhéus, mas as chamadas telefônicas não foram atendidas.

Primeira baiana vacinada, em Salvador, é ilheense || Foto Camila Souza/GovBA
Tempo de leitura: 2 minutos

Uma enfermeira de 53 anos, uma idosa de 83, um médico de 30, todos negros, e uma índia do povo Tuxá de 31 anos foram as quatro primeiras pessoas a serem vacinadas contra a Covid-19, na Bahia. O governador Rui Costa acompanhou a imunização histórica, que aconteceu na sede das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), em Salvador, na manhã desta terça-feira (19).

A vacinação se inicia apenas algumas horas depois da chegada de 376.600 doses da Coronavac no estado. “É uma emoção grande. Quase um ano que estamos nessa luta, com a população sofrendo, pessoas perdendo seus entes queridos, e hoje, após meses de muito trabalho, começamos a enxergar a luz no fim do túnel”, afirmou o governador.

Rui destacou que ainda há muito a ser feito. “Ainda não é a solução, porque temos uma longa caminhada pela frente. Não tem vacina disponível para todo mundo de uma vez, e por isso vamos tentar buscar uma outra vacina. Estamos tentando, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), conseguir autorização para a aquisição da Sputnik V, a vacina russa”, revelou.

A enfermeira Maria Angélica de Carvalho Sobrinha, que atua no Instituto Couto Maia; o médico Uenderson Barbosa, no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu); a índia Deisiane Tuxá, que trabalha na Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais, e dona Lícia Pereira Santos, idosa ilheense que mora, desde 2014, no Centro de Geriatria das Osid, foram as pessoas escolhidas para receber doses dos imunizantes desenvolvidos pelo Instituto Butantã, em parceria com a chinesa Sinovac Biotech.

“Estou muito feliz de ser a primeira idosa a receber a vacina aqui na Bahia”, celebrou a idosa.
Todos se enquadram no público-alvo que faz parte da fase 1 do plano de vacinação contra a Covid-19: profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à doença e em unidades de saúde de urgência e emergência, idosos que vivem em instituições de longa permanência, indígenas e comunidades tradicionais.Leia Mais

Vilas-Boas faz anúncio de hospital materno-infantil em Itabuna || Foto Paula Fróes/GovBA
Tempo de leitura: < 1 minuto

O primeiro lote de vacinas contra o novo coronavírus (Covid-19) chegará à Bahia por volta das 19 horas desta segunda-feira (18), segundo informou, há pouco, o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas. A estimativa é de que a Bahia receba lote com 319.520 doses da Coronavac hoje.

Segundo ele, a distribuição do imunizante aos 417 municípios começará em até 12 horas depois do desembarque em solo baiano. De acordo com o secretário, a vacinação deverá começar na próxima quarta (20). No Brasil, a Coronavac é produzida pela chinesa Sinovac e o Instituto Butantan.

Ontem (17), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial das vacinas Coronavac e Astrazeneca no país. As doses já podem ser distribuídas por todo o país.

Ainda ontem, uma enfermeira de São Paulo foi a primeira pessoa brasileira a ser vacinada contra o vírus após a liberação por parte da Anvisa.

Há pouco, o governador da Bahia, Rui Costa, usou as redes sociais para celebrar o aniversário dele no dia da chegada da vacina contra a covid-19.

– Hoje, quero comemorar meu aniversário com a chegada da vacina à Bahia! Chego aos 58 anos com muita esperança e vontade de trabalhar para vencer a guerra contra a Covid-19. Estamos prontos para receber as primeiras doses ainda hoje e iniciar a distribuição às 417 cidades baianas – escreveu no Twitter.

Vacina contra a Covid-19 foi desenvolvida pela fabricante chinesa Sinovac
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Ministério da Saúde solicitou ontem (15) 6 milhões de doses da CoronaVac ao Instituto Butantan. A vacina está sendo desenvolvida pela instituição em parceria com o laboratório chinês Sinovac e foi solicitada por meio de ofício.

O ministério informou, no documento, que aguarda a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a distribuição para todos os estados ao mesmo tempo.

“Ressaltamos a urgência na imediata entrega do quantitativo contratado e acima mencionado, tendo em vista que este ministério precisa fazer o loteamento para iniciar a logística de distribuição para todos os estados da federação de maneira simultânea e equitativa, conforme cronograma previsto no Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a covid-19, tão logo seja concedido autorização pela agência reguladora, cuja decisão está prevista para domingo, dia 17 de janeiro de 2021”, diz o ofício.

O Instituto Butantan enviou resposta ao ministério informando que entregará a totalidade das doses requeridas e solicita informações sobre o quantitativo que será destinado a São Paulo.

Segundo o instituto, é comum que parte das doses permaneça em São Paulo. Isso ocorre, por exemplo, com a vacina contra o vírus Influenza, causador da gripe. O Butantan aguarda a confirmação de data e horário sobre o início da campanha de vacinação que ocorrerá simultaneamente em todo o país. Informações da Agência Brasil.

Eficácia menor da vacina em casos graves pesou para diminuir taxa geral
Tempo de leitura: 3 minutos

A CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, tem eficácia geral de 50,38%. A informação foi dada hoje (12) pelo governo de São Paulo.

Na semana passada, o governo havia dito que a taxa de eficácia da vacina era de 78%. Mas isso se refere apenas à eficácia da vacina em relação a casos leves e que precisaram de alguma atenção médica.

Esses resultados foram observados em estudos no Brasil realizados com profissionais da área da saúde, mais expostos ao vírus. Mas, quando são considerados também os casos leves e que não necessitaram de qualquer atendimento médico, a eficácia foi menor. “Outros estudos, de outros fabricantes, não incluíram casos de pessoas que tiveram dois dias de dor de cabeça, mesmo com resultado positivo de RT-PCR. Mas nós incluímos ”, disse Ricardo Palácios, diretor médico de pesquisa clínica do Instituto Butantan.

A eficácia geral é medida, durante os testes da vacina, comparando-se a quantidade de todos os casos (leves, moderados ou graves) que foram registrados de covid-19 entre os voluntários que foram vacinados e os voluntários que receberam placebo. Ao longo do estudo de eficácia no Brasil, 252 voluntários tiveram covid-19 de forma leve (sem necessidade de ajuda médica ), sendo que 85 deles haviam tomado vacina e 167, placebo (uma substância inócua). Dentre os voluntários no Brasil, 4.653 tomaram essa vacina e 4.599 tomaram placebo.

Já o resultado de eficácia dos casos leves, em pacientes que precisaram receber alguma assistência médica, foi de 77,96%, sendo que sete pessoas haviam recebido a vacina, e outras 31, placebo.

A taxa de eficácia da CoronaVac está acima dos parâmetros mínimos exigidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A taxa mínima de eficácia de uma vacina recomendada é de 50% como parâmetro de proteção. Segundo o governo paulista, a taxa de eficácia foi mais baixa porque incluiu todos os casos de covid-19 relatados entre os voluntários, inclusive os casos leves. “A vacina consegue diminuir a intensidade da doença clínica em um ambiente de alta exposição. E esse efeito é maior quanto mais aumenta (a gravidade da doença)”, falou Palácios.

Segundo o Butantan, a vacina garantiu proteção total contra casos graves e mortes provocadas pela doença. Nesse caso, sua eficácia foi de 100%. Nenhum voluntário que tomou a vacina morreu ou precisou de internação.

A vacina é armazenada em temperatura de geladeira, entre 2ºC e 8ºC. “Temos hoje uma das melhores vacinas do mundo. Uma das vacinas que tem maior facilidade logística porque é transportada em temperatura ambiente, tem resistência fora da geladeira e pode chegar a qualquer cidade do país”, disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

Na semana passada, o governo paulista solicitou à Anvisa autorização para uso emergencial dessa vacina no Brasil. Esse pedido está em análise pela Anvisa.

EFICÁCIA 

Os testes de eficácia vêm sendo desenvolvidos no Brasil desde julho deste ano e numa etapa preliminar era necessário que um mínimo de 61 participantes voluntários do teste fosse contaminado pelo novo coronavírus. Isso porque metade dos voluntários recebe placebo e, a outra metade, a vacina. Para saber se a vacina é eficaz, espera-se que a maior parte dos infectados pelo vírus estejam entre as pessoas que receberam o placebo.

Esse número mínimo de voluntários contaminados nos testes foi atingido em novembro e permitiu o início da análise da eficácia da vacina pelo comitê internacional. Mas, como a doença voltou a crescer em todo o estado nos últimos meses, o número de voluntários infectados cresceu, atingindo o patamar considerado ideal para a finalização do estudo. O estudo de eficácia, segundo Dimas Covas, continua a ser realizado. Serão feitos ainda, segundo ele, outros quatros estudos: com idosos e pessoas com comorbidades, com grávidas, com crianças e adolescentes e um outro estudo sobre eficiência, para avaliar o papel da vacina na pandemia.

VACINA

O governo paulista, por meio do Instituto Butantan, tem uma parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para a aquisição da vacina CoronaVac. Por meio desse acordo, o governo paulista já vem recebendo doses da vacina. O acordo também prevê transferência de tecnologia para o Butantan, o que significa que a vacina passará a ser produzida aqui no Brasil, na fábrica do Butantan.

Para uma vacina poder ser utilizada na população, ela passa por uma fase de estudos em laboratório, uma fase pré-clínica de testes em animais e três etapas clínicas de testes em voluntários humanos, que avaliam a produção de anticorpos, a sua segurança e a sua eficácia. Estudos de fases 1 e 2 da vacina, realizados na China , já haviam demonstrado que ela é segura, ou seja, que ela não provoca efeitos colaterais graves. Também estudo feito com voluntários no Brasil comprovou que a vacina é segura.

O governo de São Paulo já recebeu, da Sinovac, 10,8 milhões de doses da vacina. Pelo termo de compromisso assinado no final de setembro com a Sinovac, o Butantan vai receber um total de 46 milhões de doses da CoronaVac, sendo que 6 milhões dessas doses já chegarão prontas. A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de 14 dias entre elas. Da Agência Brasil.

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Tempo de leitura: 2 minutos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu hoje (8) o pedido de autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, da vacina CoronaVac. A solicitação foi feita pelo Instituto Butantan, que conduz os estudos da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa Sinovac no Brasil.

De acordo com a agência reguladora, a triagem dos documentos presentes na solicitação e da proposta de uso emergencial que o laboratório pretende fazer já foi iniciada. A meta da Anvisa é fazer a análise do uso emergencial em até dez dias, descontando eventual tempo que o processo possa ficar pendente de informações, a serem apresentadas pelo laboratório.

“As primeiras 24 horas serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e checar se os documentos necessários estão disponíveis. Se houver informação importante faltando, a Anvisa pode solicitar as informações adicionais ao laboratório. O prazo de dez dias não considera o tempo do processo em status de exigência técnica”, informou a agência.

ANÁLISE

Para fazer a avaliação, a Anvisa vai utilizar as informações apresentadas junto com o pedido e também os dados já analisado por meio da Submissão Contínua. A análise do pedido de uso emergencial é feita por uma equipe multidisciplinar e envolve especialistas das áreas de registro, monitoramento e inspeção.

Segundo a Anvisa, a equipe responsável pela análise vem atuando de forma integrada, com as ações otimizadas e acompanhadas pela comissão que envolve três diretorias da agência.

Ontem (7), o Ministério da Saúde anunciou a assinatura de contrato com o Instituto Butantan para adquirir até 100 milhões de doses da vacina CoronaVac para este ano.Leia Mais