Félix Mendonça diz que se sente honrado com citação ao seu nome feita por Lupi (à dir.) || Foto Divulgação
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O PDT poderá fechar apoio à pré-candidatura de ACM Neto (DEM) na corrida à sucessão do governador Rui Costa (PT) em 2022. Segundo o presidente nacional da legenda afirmou ao colunista Guilherme Amado, do Metrópoles, falta apenas a definição de uma vaga na chapa majoritária – vice ou candidatura ao Senado – para o PDT selar acordo com o nome do Democrata na Bahia.

– A negociação está bem avançada. Não posso dizer que está selada porque você sabe como é a política – disse Lupi.

Segundo o dirigente da legenda, o nome mais forte do PDT para a vaga na chapa majoritária é o do hoje deputado federal Félix Mendonça Junior.  As negociações também incluem o apoio do DEM à candidatura presidencial de Ciro Gomes (PDT).

Presidente do PDT baiano, o deputado federal Félix Mendonça Junior se disse “feliz e honrado” por ter o nome lembrado para uma eventual chapa do presidente nacional do DEM. Porém, observou:

– Mas ainda não houve convite e não há nada confirmado. Por isso, por enquanto, sigo candidato a deputado federal de novo – disse Félix Junior.

 

ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, é presidente nacional do Democratas
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O DEM orientou seus deputados federais a votar contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do voto impresso, afirmou o presidente nacional da legenda, ACM Neto, numa entrevista à Folha de São Paulo. A proposta será votada nesta terça (10) pela Câmara dos Deputados e precisa de 308 “sims” para que seja aprovada e comece a valer nas eleições estaduais e federais de 2022.

– É óbvio que deputados podem pensar de maneira distinta e haverá divisões internas, mas a orientação do DEM é contra o voto impresso, entendendo que neste momento a matéria traz muito mais insegurança ao sistema eleitoral, e eu diria que até risco à democracia, do que qualquer outra coisa – disse Neto.

O DEM possui, hoje, 27 deputados federais. Ainda à Folha, Neto comentou o desfile de blindados das Forças Armadas em Brasília no dia da votação da PEC. O voto impresso é defendido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). “É um desfile completamente sem sentido, mas que não tem nenhuma força intimidatória sobre o Congresso Nacional ou as lideranças políticas do país”.

CPI foi prorrogada por 90 dias
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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, leu, durante as votações em Plenário nesta quarta-feira (14), o requerimento de prorrogação da CPI da Pandemia. O autor do requerimento é o vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Com a leitura, a comissão de inquérito está oficialmente prorrogada por mais 90 dias. A CPI da Pandemia foi instalada em 27 de abril com prazo inicial de três meses de funcionamento. Com a prorrogação, as investigações prosseguem até o começo de novembro. O objetivo é investigar suspeitas de irregularidades cometidas e possível omissão do governo federal na negociação para compra de vacinas contra a Covid-19.

O presidente da CPI da Pandemia é o senador Omar Aziz (PSD-AM). O relator é o senador Renan Calheiros (MDB-AL(. Nesta quinta-feira (15), a comissão colherá o depoimento do procurador da empresa Davati Medical Supply no Brasil, Cristiano Carvalho.

Rodrigo Maria foi expulso do DEM|| Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
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A Executiva Nacional do DEM decidiu, nesta segunda-feira (14), por unanimidade, expulsar o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (RJ) do quadro de filiados do partido. Segundo a nota oficial da legenda, a comissão “deliberou pelo cometimento de infração disciplinar, e consequente expulsão do deputado”.

Um entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) define que, em caso de expulsão, o partido não pode requerer o mandato. Essa interpretação foi adotada, por exemplo, quando o deputado Alexandre Frota (SP) foi expulso do PSL, em 2019 – hoje, Frota é deputado pelo PSDB.

Por essa regra, Maia seguirá deputado federal e poderá se filiar a outra sigla. Ele está no sexto mandato como deputado federal. Comandou a Câmara entre julho de 2016, quando sucedeu Eduardo Cunha (MDB-RJ), e fevereiro de 2021, quando foi sucedido por Arthur Lira (PP-AL).

MAIA VOLTOU A ATACAR ACM NETO

Em maio, Rodrigo Maia já havia anunciado que apresentaria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de desfiliação do DEM. Naquele momento, o deputado não quis informar a qual partido se filiará.

No documento, Maia afirma que sofre “grave discriminação” política e pessoal na legenda e que houve “substancial mudança” do programa partidário do DEM, aproximando a sigla do presidente Jair Bolsonaro.

Rodrigo Maia se desentendeu com o presidente do DEM, ACM Neto, durante a campanha para presidência da Câmara. Hoje, após a decisão do partido, usando as redes, Maia chamou Neto como “Torquemada Neto”, referência ao cruel inquisidor espanhol.

“Usando seu poder para tentar calar as merecidas críticas à sua gestão, tomou essa decisão. É lamentável o caminho imposto pelo Torquemada para o partido”, escreveu Maia, acrescentando que “o partido diminuiu. Virou moeda de troca junto ao governo Bolsonaro”. Da redação com G1.

Pedetista e democrata têm o desafio de aglutinar votos do antipetismo que também rejeita Bolsonaro
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Se a parceria render novos frutos, Ciro e Neto terão superado o desafio de expandir o alcance das suas candidaturas no campo democrático, aquele dominado pelo PT de Lula e Rui Costa nos cenários nacional e estadual.

Thiago Dias

Paira no imaginário político a possibilidade de uma aliança nacional entre o PDT de Ciro Gomes e o DEM de ACM Neto.

Foi o próprio Ciro quem defendeu novas dobradinhas DEM-PDT, em entrevista concedida em maio ao Valor Econômico, lembrando que a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, é sua correligionária.

Para Ciro, o sucesso da candidatura liderada pelo hoje prefeito Bruno Reis pode se repedir no ano que vem, com o PDT indicando o(a) vice de ACM Neto na disputa pelo Governo da Bahia. Em contrapartida, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta poderia ser o nome de alcance nacional do DEM na chapa do pedetista.

O implacável João Santana, que comandou a propaganda eleitoral do PT em três das quatros campanhas presidenciais vitoriosas do partido, já começou a emoldurar os vídeos do PDT com o azul antipetista.

Se a parceria render novos frutos, Ciro e Neto terão superado o desafio de expandir o alcance das suas candidaturas no campo democrático, aquele dominado pelo PT de Lula e Rui Costa nos cenários nacional e estadual.

Com Mandetta, do inesquecível “Tchau, querida!” para a então presidente Dilma Rousseff (PT) na véspera do impeachment, Ciro pode alcançar a grande fatia do antipetismo que também não tolera Jair Bolsonaro – o presidente sem partido.

Para Neto, estar ao lado de um pedetista o distanciaria da impopularidade da extrema-direita na Boa Terra. Essa tarefa será dificultada, é claro, se o prefeito Bruno Reis e os deputados federais do DEM baiano continuarem a aparecer em fotos com o presidente. Afinal, ACM Neto não precisa de Bolsonaro para aglutinar os votos antipetistas.

Thiago Dias é repórter e comentarista do PIMENTA.

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Seria mais honesto vestir a carapuça do governo e mostrar a verdadeira face oportunista do Carlismo, que “mamou o tempo todo nas tetas da ditadura”.

Wenceslau Junior

É impressionante o contorcionismo político do ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, para não vincular sua imagem a Bolsonaro.

O presidente nacional do DEM comandou pessoalmente o “cavalo de pau” na eleição da Mesa da Câmara dos Deputados, quando o partido abandonou a candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP), construída por Maia e comprometida com a independência do legislativo, para apoiar Arthur Lira (PP-AL), candidato oficial do Planalto, apoiado por Bolsonaro, que derramou milhões de reais em emendas e prometeu fazer uma reforma administrativa, abrindo mais espaço para o centrão em troca de votos.

Nem bem o “defunto esfriou”, ou seja, menos de 15 dias da eleição da Mesa Diretora, realizada no dia 1º de fevereiro, o Planalto faz o movimento de promover Onyx Lorenzoni (DEM-RS) do Ministério da Cidadania para a Secretaria-Geral da Presidência. Lembrando que o mesmo, além de coordenar a transição, ocupou o Ministério da Casa Civil, entre janeiro de 2019 e fevereiro de 2020, quando passou a ocupar o Ministério da Cidadania.

É bom salientar que Onyx Lorenzoni não foi o único democrata a ocupar cargos no primeiro escalão do governo Bolsonaro. O também deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) ocupou o Ministério da Saúde de janeiro de 2019 a abril de 2020, enquanto a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) ocupa o Ministério da Agricultura desde o início da gestão de Bolsonaro.

Portanto, a legenda comandada nacionalmente por Neto indicou 3 Ministros no início do governo, sendo que um deles (Lorenzoni) pode ser considerado o “curinga” da gestão. Atualmente, são 2 Ministros (Tereza e Lorenzoni) em ministérios importantes, fora os membros da legenda que ocupam cargos de segundo e terceiro escalões, a exemplo de José Carlos Aleluia (ex-deputado federal e ex-presidente estadual do DEM-BA), reconduzido ao Conselho de Itaipu em maio de 2020.

Com a assunção do Ministério da Cidadania por João Roma, assume o mandato a deputada federal Tia Eron (PRB), passando José Carlos Aleluia a ocupar a primeira suplência.

Como é de conhecimento público, o DEM deu um “cavalo de pau”, deixando Rodrigo Maia, Baleia Rossi e a oposição “a ver navios”.

Nunca se teve notícia, até então, de uma abertura de cofre tão escancarada em troca de votos para eleger a Mesa da Câmara. Além da liberação de emendas e outras verbas, cargos de primeiro, segundo e terceiro escalões “choveram na horta” de deputados que  se renderam ao Poder Central.

Sabemos que, além do compromisso de pautar com “força total” as matérias conservadoras do presidente Bolsonaro, haja vista a meteórica votação da autonomia do Banco Central, especula-se que está no pacote o engavetamento das dezenas de pedido de impeachment do desastroso presidente.

Depois de ter contribuído abertamente para a vitória de Bolsonaro na eleição da Mesa, o DEM, inclusive na Bahia, vem recebendo as contrapartidas por parte do Governo e uma delas é a nomeação do “apagado” deputado federal João Roma (Republicanos-BA), ex-chefe de gabinete da Prefeitura, compadre e amigo pessoal de Neto, para o Ministério da Cidadania.

Como se não soubesse de nada, Neto esbraveja ter sido traído por Roma e que se Bolsonaro fez a nomeação com intuito de intimidá-lo, ganhou um inimigo.

Esse jogo de cena, esse “contorcionismo” político não entra na cabeça de quem tem um mínimo de acesso à informação, vejamos:

1º – O DEM esteve presente na campanha, na transição e na composição do Governo o tempo todo. Onyx Lorenzoni foi coordenador de campanha, coordenador da transição e encontra-se no terceiro ministério;

2º- Neto é presidente nacional da legenda e nunca se posicionou contrário às presenças de deputados do partido em ministérios importantes;

3º- Neto se envolveu pessoalmente na articulação que desembarcou a maioria dos deputados do DEM da candidatura de Baleia Rossi para a de Arthur Lira.

Me parece que se trata da velha tática de colher o bônus (cargos, emendas, recursos) sem vincular sua imagem com o desgaste (fascismo, machismo, homofobia, violência, entreguismo e negacionismo) do desgoverno Bolsonaro.

“O tempo é o senhor da razão e da verdade”. Vamos ver os municípios da Bahia que mais irão aquinhoar os recursos do Ministério da Cidadania. Vamos ver em que palanque João Roma estará nas eleições de 2022.

Seria mais honesto vestir a carapuça do governo e mostrar a verdadeira face oportunista do Carlismo, que “mamou o tempo todo nas tetas da ditadura”. Não adianta tentar construir uma imagem de “progressista”, “avançado”, “comprometido socialmente”, pois a prática do DEM escancara o liberal-conservadorismo que compõe o seu DNA.

Wenceslau Junior é professor universitário, advogado e membro da Comissão Política Estadual do PCdoB

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Valderico Júnior (à dir.) diz que gestão de Neto tornou-se referência nacional

O empresário Valderico Júnior disse hoje (26) que ACM Neto tornou-se “referência nacional de gestão pública”. Neto comandou uma das maiores prefeituras do país no período de 2013 a 2020 e fez o sucessor. Bruno Reis, também do DEM, foi eleito prefeito de Salvador, com mais de 64% dos votos válidos.

“Tenho muito orgulho de fazer parte do time democrata, sob a liderança de Neto, o melhor prefeito da história de Salvador. Seu trabalho virou referência nacional de gestão pública”, disse Valderico Junior.

Junior ficou em segundo lugar na disputa pela Prefeitura de Ilhéus em 2020. Hoje, preside o Diretório Municipal do DEM. O empresário ilheense prestou homenagem ao agora ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM. Neto faz 42 anos nesta terça (26).

Moacyr Leite Júnior obtém mais de 51% dos votos válidos
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O prefeito reeleito do município de Uruçuca, Moacyr Leite Júnior (DEM), obteve mais uma vitória no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), nesta segunda (7). O embargo proposto pelo Partido dos Trabalhadores, que pedia a impugnação da chapa de Moacyr nesta eleição, foi negado por unanimidade.

O embargo foi analisado pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral, presidido pelo desembargador Edmilson Jatahy Fonseca Junior. Para Moacyr, as tentativas frustradas dos adversários “mostram que, por não conseguir vencer nas urnas, tentam de todas as formas prejudicar quem foi aprovado pelo povo”, disse.

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O pêndulo já se movimentou. Já está fazendo o caminho de volta. O espectro político nas eleições de 2020 mostra a convergência do eleitorado para os partidos tradicionais de centro direita, aqueles partidos oriundos da antiga ARENA – Aliança Renovadora Nacional.

José Cássio Varjão

Esse é um movimento natural na política. Sempre que o pêndulo se desloca até um extremo, o movimento de resposta é para o lado oposto. A dinâmica eleitoral ao redor do mundo faz o pêndulo global se inclinar à direita.

Entre 1945 e 2020, a alternância de poder nos Estados Unidos da América entre os Partidos Democrata e Republicano só não ocorreu em duas oportunidades. Richard Nixon (Republicano) elegeu Gerald Ford em 1974 e Ronald Reagan (Republicano) elegeu George H.W. Bush em 1989. Portanto, nos últimos 75 anos, o pêndulo da política norte-americana se manifesta a cada eleição, com exceção dos casos supracitados. Em 2016, com Donald Trump, a extrema direita chegou ao poder.

Com a queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética, alguns países do Leste Europeu, chamados de socialistas, começaram um movimento de distanciamento entre os dois extremos. Hungria, Polônia e República Tcheca foram da extrema esquerda para o extrema direita. Na Europa, a crise econômica e migratória, desgaste do meio político e a desconfiança nas instituições, contribuiu para o reaparecimento da direita radical e populista.

A Primavera Árabe foi uma onda de protestos e revoltas populares contra alguns governos do mundo árabe em 2011 (segundo alguns historiadores, sob influência do imperialismo estadunidense). Com o agravamento da crise econômica, elevadas taxas de desemprego, alta do custo de vida e a falta de democracia, as populações de Egito, Tunísia, Líbia, Síria, Iêmen e Barein foram às ruas e proporcionaram gigantescos levantes populares. Bashar al-Assad, Presidente da Síria, é o único que se mantem no poder.

No Brasil, vivemos alguns momentos históricos, com forte entusiasmo democrático e o avanço das liberdades individuais do cidadão. A Constituinte de 1946, foi bastante moderna para a época, consagrando as liberdades expressas na Constituinte de 1934. Foi a Carta Magna mais democrática antes da Constituinte de 1988. Interessante notificar que o nosso Jorge Amado, deputado constituinte, foi o autor da Emenda 3.218 que instituía a liberdade do culto religioso. Em 1984, o movimento das Diretas Já, levou milhões de pessoas às ruas, elites e massas se juntaram numa só voz pedindo eleições diretas no Brasil.

O tempo passa, o pêndulo se move. Uma das Leis Herméticas é a do ritmo: “tudo tem fluxo e refluxo; tudo tem suas marés; tudo sobe e desce; o ritmo é compensação; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação”. Podemos usá-la na política também.

Em 1989, com a eleição de Fernando Collor de Mello, o neoliberalismo começa a tomar corpo entre alguns setores do capital, dos políticos conservadores e da grande imprensa brasileira, ganhando espaço após anos de inflação alta e grave crise econômica. Iniciou-se o processo de privatização das estatais, abrimos a economia para o capital estrangeiro e o mercado passou a desempenhar papel preponderante na economia da nação. Fernando Henrique Cardoso segue a linha com atitudes e medidas de cunho neoliberal, como a continuidade do programa de privatização, taxa de juros excessivamente alta e a falta de medidas protecionistas à economia nacional.
O pêndulo se moveu.

Em pesquisa do Datafolha de outubro de 2002, a avaliação positiva – ótimo/bom do governo FHC era de 23%. Antes, em junho de 2002, pesquisa Ibope/CNI revelava que 52% dos entrevistados não votaria em nenhum candidato que representasse a continuidade da política econômica, apesar de algumas conquistas do governo, como a estabilidade econômica.

Veio o governo Lula, em 2002, com a manutenção da estabilidade econômica, retomada do crescimento do país, a redução da pobreza e da desigualdade social e terminou seu mandato de 8 anos com avaliação positiva de 80% da população, como 7ª economia mundial. Elegeu Dilma Rousseff como sua sucessora em 2010, sendo reeleita em 2014. Sofreu impeachment em 2016 e foi substituída por Michel Temer.

O pêndulo continuou se movimentando.

Em 2018, pela primeira vez na história, elegemos um presidente da República de extrema direita, que fez o minúsculo PSL, partido que elegeu um deputado em 2014, se tornar a segunda maior bancara da Câmara Federal, com 52 deputados. Dos 27 governadores eleitos, 15 estavam com Jair Bolsonaro no primeiro ou segundo turno.

Chegamos a 2020. A participação do Presidente da República no processo eleitoral foi pífia. Elegeu Gustavo Nunes em Ipatinga (MG) e Mão Santa em Parnaíba (PI) no primeiro turno. Capitão Wagner, em Fortaleza, e Marcelo Crivela, no Rio de Janeiro, disputaram o segundo turno e foram derrotados. Finalizando, dos 13 candidatos a prefeito que o presidente manifestou apoio em lives na internet, onze não se elegeram.

Em termos percentuais, os partidos vitoriosos nessa eleição foram o DEM, seguido por PP, PSD e Republicanos, que fazem parte do chamado Centrão. O MBD ainda mantém a maior quantidade de prefeituras no Brasil e no segundo turno o partido garantiu a vitória em onze das treze cidades em que estava na disputa, um aproveitamento de excelentes 83,33%. Se incluirmos o PSDB, que foi o maior vencedor no estado de São Paulo, com 172 prefeituras e os outros partidos menores que compõem o Centrão, juntos governarão 85% da população brasileira.

O pêndulo já se movimentou. Já está fazendo o caminho de volta. O espectro político nas eleições de 2020 mostra a convergência do eleitorado para os partidos tradicionais de centro direita, aqueles partidos oriundos da antiga ARENA – Aliança Renovadora Nacional. Magalhães Pinto, ex-governador de Minas Gerais, dizia que “a política é como uma nuvem, você olha e ela está de um jeito, olha novamente e tudo mudou”.

Certa vez perguntaram a Albert Einstein porque a mente humana conseguiu desvendar o segredo a estrutura do átomo, mas somos incapazes de desvendar os meandros da política?. E ele respondeu: É simples meu amigo. Isso ocorre porque a política é mais difícil que a física.

José Cássio Varjão é graduando em Ciência Política.

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Zé Raimundo e Herzem disputam a Prefeitura de Vitória da Conquista

Os dois maiores colégios eleitorais do interior da Bahia têm promessa de disputa acirrada, voto a voto, neste domingo de segundo turno. O deputado federal Zé Neto (PT) enfrenta o candidato à reeleição pelo MDB, Colbert Martins, em Feira de Santana. Já em Vitória da Conquista, outro Zé, o Raimundo, também petista, enfrenta o candidato à reeleição pelo MDB, Herzem Gusmão.

Zé Neto e Zé Raimundo venceram o primeiro turno, respectivamente, em Feira e Conquista. Zé Neto obteve 41,55% dos votos válidos em 15 de novembro, enquanto Colbert Martins ficou com 38,18% na corrida pelo comando da Princesa do Sertão, como também é chamada Feira de Santana. Em números absolutos, a diferença foi de apenas 9.176 votos em eleição em que 323.990 compareceram à urna.

Zé Raimundo foi o mais votado no primeiro turno em Conquista. Obteve 47,63% dos votos válidos, mas o emedebista e candidato à reeleição, Herzem Gusmão, “colou” no petista. Abocanhou 45,89%, estabelecendo diferença de somente 2.989 votos, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na Suíça Baiana, 231.176 eleitores votaram no primeiro turno.

Em Feira, o embate é entre Zé Neto e Colbert Martins || Imagens Bnews

RUI X ACM NETO

Além do embate entre petistas e emedebistas, as disputas de Feira de Santana e de Vitória da Conquista pesam para o equilíbrio de forças na Bahia. Enquanto Zé Neto e Zé Raimundo são apoiados pelo governador Rui Costa e pelo ex-governador e hoje senador Jaques Wagner, Colbert e Herzem são as apostas de ACM Neto para consolidar o bom resultado do campo oposicionista nas 16 maiores cidades baianas no primeiro turno.

Neto, prefeito de Salvador, conseguiu a eleição do seu vice-prefeito, ainda no primeiro turno e com 64,20% dos votos válidos. Bruno Reis comandará a capital baiana a partir de janeiro de 2021.

De quebra, o DEM de ACM Neto ou candidatos aliados venceram em cidades como Camaçari, Barreiras, Juazeiro, Teixeira de Freitas, Porto Seguro e Eunápolis.

Já no caminho oposto, o PT somente conseguiu vitória expressiva em grandes municípios baianos em Lauro de Freitas, com a reeleição de Moema Gramacho. Se a conta incluir partidos aliados, levou Itabuna, Ilhéus e Jequié e Paulo Afonso. O porém é que aliados fizeram duras críticas – públicas – ao governador e ensaiam voo solo em 2022, com Otto Alencar disputando o Palácio de Ondina.

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Moacyr diz ao comando do DEM que está à disposição para a disputa na UPB

O prefeito reeleito de Uruçuca, Moacyr Leite Júnior, disse que está colocando o seu nome à disposição do seu partido, o DEM, para a disputa da presidência União dos Municípios da Bahia (UPB). A declaração foi feita um dia depois de obter vitória no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA).

Moacyr Leite Júnior obteve mais de 50% dos votos válidos na disputa em Uruçuca no último dia 15. Nesta segunda (23), obteve outra vitória, desta vez no TRE-BA, por 6×1, que reconheceu o direito do prefeito de ser diplomado e assumir o município por mais quatro anos.

Quanto à disputa pelo comando da UPB, Moacyr afirmou que entende que os recursos financeiros dos municípios associados devem retornar em benefícios. “A UPB precisa voltar às suas atividades fim e não apenas ser acomodação político partidária”, afirmou. No último governo, Moacyr foi presidente da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc).

Moacyr Leite Júnior obtém mais de 51% dos votos válidos
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O prefeito Moacyr Leite Júnior (DEM) foi o mais votado na disputa em Uruçuca, no sul da Bahia. Apuradas todas as urnas, ele obteve 51,75% dos votos válidos.

A ex-prefeito Fernanda Silva (PT) alcançou 36,75%. Paulo Baracho (PDT) ficou em terceiro, com 11,5%.

Apesar da votação obtida, Moacyr ainda não pode ser declarado, oficialmente, eleito, pois sua candidatura à reeleição permanece sub judice e aguarda julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após indeferimento de registro nas duas instâncias iniciais da Justiça Eleitoral.

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Vivaldo vê dupla Valderico-Dorival superando crise de gestão de Ilhéus

Quadro do PSB e ex-secretário estadual de Ciências, Tecnologia e Inovação, o agrônomo José Vivaldo Mendonça explicou, hoje (30), o motivo que o levou a apoiar Valderico Junior e do professor Dorival Filho, candidatos a prefeito e a vice-prefeito de Ilhéus, respectivamente. Conforme Vivaldo, a dupla do Democratas reúne as condições necessárias para superar a crise de gestão da prefeitura.

Segundo Mendonça, os grupos que se revezaram no poder impuseram a Ilhéus “ciclos muito limitados, que não resolveram os problemas estruturais” do município, conforme explicou em mensagem numa rede social. Ao invés disso, “aprofundaram a crise de gestão que atravessamos há décadas”.

O governo atual vai deixar “uma herança ruim” ao sucessor, mas, “é possível superar, é preciso superar!”, enfatizou. “Por que Junior e Dori? É a decisão certa para mudar a realidade que está aí!”

“Ilhéus precisa de Prefeito que se preocupe com as pessoas, que tenha compromisso com gente, que tenha a altivez de liderar a cidade a partir dos interesses mais nobres da população, que trabalhe incansavelmente para superar os desafios do desenvolvimento, saúde, educação e reconhecer a sustentabilidade como algo sistêmico e permanente. É tempo de mudança e a mudança começa agora!”, concluiu o assessor da presidência da Codevasf e ex-secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Valderico Junior destaca a colaboração de Vivaldo Mendonça para o plano de governo da Coligação pela mudança que Ilhéus quer. “Sem dúvidas, qualificou muito nossa campanha, a exemplo do professor Dorival Filho, nosso candidato a co-prefeito. Tudo isso prova que estamos no caminho certo”.

Valderico (à esquerda) terá Dorival Filho como vice na disputa à Prefeitura de Ilhéus
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Nesse domingo (13), o Democratas definiu a chapa majoritária para as eleições municipais em Ilhéus. O empresário Valderico Junior, candidato a prefeito, terá o professor Dorival Freitas Filho como o candidato a vice-prefeito. Ele também é filiado ao DEM.

“Estou muito feliz. A confiança e a presença do professor Dorival significam muito para o projeto de mudança que Ilhéus quer. Fui seu aluno no São Jorge. Nos últimos anos, temos conversado sobre o município. Por isso, tenho tido mais oportunidades de aprender com ele”, destaca Valderico Junior.

“Além da trajetória reconhecida como professor”, continua Valderico, “Dorival pensa a cidade de forma ampla e é apaixonado por Ilhéus. Nossas formas de ver os problemas e os potenciais do município se complementam, porque queremos o melhor para as pessoas e o desenvolvimento sustentável da cidade e do campo”, conclui.

Dorival Filho se encontrou de forma ocasional com Valderico, há três anos, quando trocaram algumas ideias. O ex-aluno causou boa impressão no docente. “Percebi como ele se tornou uma pessoa fluente, rica em ideias e sempre com muito interesse em fazer o bem para Ilhéus”. Nascia assim, num encontro fortuito, o diálogo que resultou na composição anunciada hoje.

Professor e ex-aluno mantêm contato mais frequente desde então. Dorival chama atenção para o fato de Valderico Junior propor “um projeto para Ilhéus e não um projeto de poder”, o que não tem sido comum no ambiente político nacional.

Segundo Dorival, normalmente os políticos estão muito mais preocupados em “como ganhar a eleição a qualquer custo” do que em discutir e resolver os problemas da vida coletiva. Dorival também destaca a determinação de fazer uma campanha orientada por princípios.
Para ele, isso significa definir os limites morais da atuação política. “Tendo clareza do que nós não vamos fazer para conquistar nossos sonhos, nós podemos ter qualquer sonho e devemos ter e é bom que tenhamos. Portanto, a nossa campanha vai ser pautada em princípios”.
Segundo Dorival, se a maioria das pessoas escolher a chapa da Coligação pela mudança que Ilhéus quer, o próximo governo vai agir totalmente comprometido com a promoção da justiça social e com um projeto de requalificação dos espaços urbanos de modo que o urbanismo mereça conviver com as belezas naturais do município.

Junior reforçou o compromisso de fazer uma campanha propositiva. “Vamos continuar ouvindo as pessoas e apresentamos nossas ideias. Esse é o caminho. Nós temos um programa de governo participativo para Ilhéus e muita disposição para trabalhar honestamente. Os desafios são grandes. Aqui ninguém tem tempo a perder com insultos e baixaria. Nós discutimos ideias e, se preciso, vamos continuar questionando escolhas e práticas da gestão pública. Isso é da vida em democracia”.

Jorge Viana, Luiz Uaquim e Valderico: MDB e DEM juntos em Ilhéus
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O diretório do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de Ilhéus decidiu apoiar o empresário Valderico Junior, pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo DEM, nas eleições deste ano. Junior recebeu a decisão com muita alegria e agradeceu a confiança do partido.

O presidente municipal do MDB, Luiz Henrique Uaquim, exaltou a trajetória política do médico Jorge Viana. O ex-deputado federal declinou da própria candidatura para apoiar Valderico.

Segundo Uaquim, a parceria com o DEM é fruto de “um acordo de quem tem caráter, de quem tem personalidade. E, dentro da política, não pode ser diferente. A nova política exige isso. Exige palavra, honestidade e competência”.

Ao falar sobre a decisão, na tarde deste domingo (13), Uaquim explicou que a composição com o DEM é “um projeto de governo, e não um projeto de poder”. “Isso está muito claro nessa junção e esse é o momento histórico, dentro de Ilhéus, onde o MDB coloca à disposição de Valderico Junior todo o seu corpo técnico e todos os projetos desenvolvidos”, disse Uaquim.