Por 27 votos a 16, o deputado federal baiano ACM Neto assume a liderança do DEM na Câmara Federal. O resultado foi divulgado há pouco.
Ele derrotou o paranaense Eduardo Sciarra, que tinha o apoio do grupo do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM).
Detalhe: não faz muito tempo, ACM Neto anunciava aos quatro cantos que estava de malas prontas para sair do partido. Se alguém disser que era jogo de cena…
Perguntado se apoiaria a reeleição de José Nilton Azevedo em 2012, o ex-prefeito de Itabuna Fernando Gomes apresenta de bate-pronto uma resposta negativa. Com as ressalvas de praxe.
“Hoje eu não apoiaria Azevedo, mas não sei que decisão vou tomar amanhã”, afirma um dúbio FG. Com a certeza sobre o presente e a dúvida sobre o futuro, o ex-prefeito – padrinho político do atual gestor itabunense – procura deixar claro que não tem compromisso com a sua cria. Em suma, quer desvincular sua imagem dos vacilos e barbeiragens do governante de plantão, mas deixa a porta aberta para conversas.
Depois de migrar do DEM para o PMDB e coordenar a fracassada campanha de Geddel Vieira Lima no sul da Bahia, FG já demonstrou o desejo de voltar à Prefeitura de Itabuna… pela quinta vez. Antes, afirmara ter pendurado as chuteiras.
De um lado, vejo Juçara pronta, ávida, só aguardando a sua vez de assumir essa cidade massacrada pelo desdém. Do outro lado, vejo Maria Alice sempre atuante.
Manuela Berbert
A mulher deixou de ser o sexo frágil há muito tempo. Hoje, ela sai para trabalhar, estuda, monitora o crescimento dos filhos, paga suas contas e ainda arranja tempo para cuidar de si. Cansei só de escrever e imaginar tanta atividade diária, mas essa é a realidade.
Antigamente, eu poderia citar uma enorme lista de profissões exercidas apenas pelo sexo masculino, mas, hoje em dia, encontrar uma delas tem se tornado uma tarefa mais complexa. As mulheres andam se esforçando cada vez mais para não deixar dúvidas quanto à sua competência, e isso inclui, claro, a política.
Não é novidade que a mulher dos governos do ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, sempre foi Maria Alice. De olhar profundo e voz firme, foi temida e respeitada por todos. Não é novidade também que foi graças a ela que o atual prefeito, Capitão Azevedo, ganhou as eleições. Suas articulações são certeiras. Sempre foram. Tanto que hoje, depois dessa rejeição toda que sua administração está enfrentando, quem foi chamada para apaziguar os ânimos e dar as cartas? Ela, Dona Maria Alice.
Do outro lado, no meu sempre humilde ponto de vista, temos duas dúvidas e uma certeza. A primeira dúvida é se o PCdoB vai conseguir manter-se independente do PT nas próximas eleições. A segunda é, caso consiga, quem eles vão indicar para prefeito daqui. Quanto à certeza, é a de que o PT vai lançar, mais uma vez, Juçara Feitosa. E ela já anda até comandando reuniões do diretório e circulando por aí.
Eu defendi a ideia de um novo líder, mas não estou conseguindo enxergar essa possibilidade. A política local é fechada, traçada, pensada sempre pelas mesmas mentes inquietas. E em menos de dois anos, caro fiel leitor, me rendo à hipótese de não haver mudança. A menos que seja de gênero. Em tempos de Dilma presidente, quem sabe? De um lado, vejo Juçara pronta, ávida, só aguardando a sua vez de assumir essa cidade massacrada pelo desdém. Do outro lado, vejo Maria Alice sempre atuante, embora não saiba qual seja sua verdadeira vontade hoje.
Como observadora do cotidiano, gostaria de ver esse embate. Como cidadã itabunense, apostaria na sensibilidade feminina. Como jornalista, sinceramente, eu queria muito ver esse circo todo pegar fogo…
Manuela Berbert é jornalista, estudante de Direito e colunista da Contudo.
A terceira edição da revista Contudo chega às bancas neste sábado com forte potencial para alimentar o burburinho político em Itabuna. Na capa do designer gráfico Maheus Vital, a publicação do grupo Diário Bahia traz as “cartas” do PT para a sucessão municipal itabunense.
Numa entrevista, o deputado estadual Augusto Castro admite que participa do governo José Nilton Azevedo, com indicações, mas afirma que não assegura apoio à reeleição do alcaide. Ou seja, na hora da “onça beber água”, o capitão da nau à deriva que se cuide…
Outro destaque é a coluna Babadão, de Manuela Berbert. Em semana apimentada, ela sugere uma disputa de peso entre Juçara Feitosa (PT) e Maria Alice Araújo (DEM) para a Prefeitura de Itabuna. Só Manuela mesmo!
O juiz substituto da Comarca de Ubatã, Gláucio Kippel, julgou procedente mandado de segurança que obriga o prefeito Edson Neves (DEM) a quitar 13º salário dos servidores num prazo de duas semanas. O mandado foi impetrado por um grupo de servidores municipais prejudicados com a decisão do prefeito de somente pagar o décimo a professores e agentes comunitários de saúde.
Caso o prefeito Edson Neves não quite o décimo no prazo, a Justiça determinou bloqueio de recursos municipais até o valor devido aos servidores. O prazo vence no dia 3 de fevereiro. O promotor Yuri Lopes Mello lembrou que o décimo terceiro é um direito constitucional do trabalhador.
A sucessão municipal de 2012 já começou. As duas maiores dúvidas são em relação ao prefeito Azevedo e ao nome do PT. O democrata (DEM) é candidato à reeleição? Juçara Feitosa ou Geraldo Simões?
Os partidos sabem que para ter assento na mesa das negociações, com uma candidatura a vice-prefeito ou reivindicando secretarias em troca do apoio, é preciso ter grupo político forte.
O PT, DEM e o PMDB, respectivamente com Geraldo Simões, José Azevedo e Fernando Gomes, são os protagonistas do jogo sucessório. Tem também o PCdoB de Davidson Magalhães, Luís Sena e do vereador Wenceslau.
O PDT, agora com a comissão provisória presidida pelo ex-vereador Carlito do Sarinha, tem na retaguarda os deputados coronel Santana (estadual) e Félix Mendonça Júnior (federal).
O Partido da Social Democracia Brasileira, o PSDB do jornalista José Adervan, ainda triste com a derrota de José Serra, tem o deputado estadual Augusto Castro.
Pode acontecer um partido sair da condição de coadjuvante para a de protagonista, basta lançar um candidato – um bom candidato – que não tenha nenhum vínculo político com o geraldismo, fernandismo e o azevismo.
ALÔ, ALÔ!
– Alô, Fernando, aqui é Azevedo!
Assim que foi eleito prefeito de Itabuna, o Capitão Azevedo ligou para Fernando Gomes e pediu sua opinião sobre a composição do secretariado.
“Só recomendo a permanência de dois: Geraldo Pedrassolli (Fazenda) e Gustavo Lisboa (Educação)”, disse o então melancólico chefe do Centro Administrativo Firmino Alves.
Tempo de leitura: < 1minutoPimenta votará em Caetano
Cresce o favoritismo do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, na disputa pela presidência da UPB (União dos Municípios da Bahia). Apesar de enfrentar um opositor interno (o prefeito petista de Maracás, Nelson Portela, pretende bater chapa), Caetano tem uma candidatura mais consolidada e conta com a preferência do governador Jaques Wagner.
O gestor de Camaçari está recebendo também o apoio de diversos prefeitos de outras legendas, e até do DEM. Este é o caso específico do prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta, que recebe Caetano nesta terça-feira, 17, na sede do governo feirense, onde anunciará adesão irrestrita ao candidato.
Pimenta, aliás, é há bastante tempo um membro atípico do DEM, dadas as suas demonstrações de simpatia pelo governo Wagner.
Gilson Nascimento, ex-secretário de Adminstração de Itabuna, concedeu entrevista ao jornal A Região e fuzilou a sua adversária no governo, Joelma Reis, secretária particular do prefeito Capitão Azevedo (DEM). Dois trechos:
1 – “Joelma é uma simples secretária e deve se colocar no lugar dela”.
2 – “Joelma é uma amadora, mal sabe fazer um documento oficial”.
Gilson parece ter encontrado um jeito de atingir o prefeito, sem citá-lo diretamente. Primeiro, foi o caso que flagrou o mestre-de-obras José Pascoal de Brito desviando material público para uma casa de praia. Agora, a secretária Joelma Reis. E tanto Joelma quanto Pascoal são umbilicalmente ligados a Azevedo.
Membros do diretório do PMDB de Itabuna, incluindo aí alguns neo-geddelistas, ficam tiriricas da vida quando alguém diz que o ex-prefeito Fernando Gomes é o manda-chuva do peemedebismo tupiniquim.
Não aceitam, portanto, o óbvio ululante: Fernando Gomes de Oliveira, hoje presidente de honra do PMDB, é quem vai apontar o caminho que a legenda deve tomar na sucessão do prefeito Azevedo (DEM).
Fernando Gomes é uma espécie de tudo no PMDB de Itabuna. É o comandante-mor. É quem vai dar a última palavra sobre qualquer decisão do partido em relação ao processo sucessório de 2012.
Entre o ex-alcaide e a turma do médico Renato Costa, o comando estadual, sem pestanejar, fica com o “manda-chuva”. E mais: os pouquíssimos incomodados que procurem outro abrigo partidário.
É bom lembrar que os irmãos Vieira Lima – Geddel e o deputado federal Lúcio – estão mais para o finado ACM do que para Waldir Pires e Jaques Wagner. É na base do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
Fernando Gomes é pré-candidato a prefeito independente da posição do diretório municipal. Esta modesta coluna deixa de existir se o PMDB barrar a pretensão do ex-chefe do Executivo.
Fernando Gomes é muito mais forte do que todo o diretório do PMDB de Itabuna. O resto é pura ingenuidade política.
O prefeito Capitão Azevedo (DEM) convidou os 13 vereadores para um jantar e$pecial, na churrascaria Los Pampas, nesta noite.
O prefeito quer azeitar as engrenagens do legislativo, cada vez mais confuso e submisso, e aprovar a proposta orçamentária de 2011.
Numa entrevista à Tribuna da Bahia, o deputado federal João Almeida (PSDB) culpou a direção estadual tucana por não ter conseguido a reeleição em 3 de outubro.
Segundo ele, o PSDB errou ao não aceitar coligar-se com o DEM na chapa federal na Bahia. E diz que houve soberba tucana no episódio. “Isso determinou a minha derrota”.
No franzir dos olhos, uma revoada vem sendo anunciada, mesmo sem o consentimento da direção nacional do DEM, minado pela base por PSDB, PR, PP e PMDB.
É notória a fragilidade partidária do DEM. Apesar de recusar a ideia de fusão com outras agremiações, os democratas colocam em evidência um balão de ensaio, expondo para os adversários dois cenários: o primeiro, de que o partido encontra dificuldades para manter a unidade interna perante o assédio da base governista; o segundo, de que é possível a convergência com outras legendas, mas numa determinada situação de rearranjo das forças oposicionistas.
Na Bahia, por exemplo, a tese que deflagra a insustentável leveza do DEM ganha fôlego nos bastidores. Já no processo eleitoral, o ingresso do ex-conselheiro Otto Alencar para a chapa do governador Jaques Wagner, incluiu nas rodas de conversas, o distanciamento do deputado estadual Gildásio Penedo das hostes carlistas.
Penedo é casado com a sobrinha de Otto, Roberta Alencar, e responde por uma votação atribuída ao padrinho político. O homem de partido, contudo, Penedo, contesta a saída da agremiação.
Um outro provável dissidente é o deputado estadual reeleito, Rogério Andrade (DEM), que sonda ou vem sendo sondado pelo ex-secretário estadual de Infraestrutura, João Leão, deputado federal reeleito pelo Partido Progressista (PP). A mudança do DEM para o PP ocorreria mediante a possibilidade do pepista apoiar Rogério Andrade para a prefeitura de Santo Antônio de Jesus.
No franzir dos olhos, portanto, uma revoada vem sendo anunciada, mesmo sem o consentimento da direção nacional do partido, minado pela base por PSDB, PR, PP e PMDB. É claro que o argumento da fusão pode ter sido plantado pela base governista. Porém, as mensagens cifradas traduzem um sentimento que brotou de dentro do partido.
As perspectivas, contudo, variam conforme a projeção das alianças em curso. O presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia, revelou em recente declaração, por exemplo, a distinção entre os democratas e os tucanos: “O DEM tem uma posição de centro-direita e o PSDB se enxerga mais como sendo de centro-esquerda”. Ou seja: o DEM está para o PSDB, assim como o DEM está para o PMDB. E o PSDB está para o DEM, assim como o PSDB está para o PSB.
O fato é que apesar dos democratas terem sido tachados como um fardo eleitoral pela opinião pública, nas urnas revelou possuir uma identificação latente com uma parcela significativa do eleitorado de viés ultra-conservador. E em política é leviano afirmar que desta água nunca beberá. Sócrates Santana é jornalista.
Uma proposta de fusão entre o PSDB e o DEM foi rejeitada pelo presidente desta legenda, o deputado federal Rodrigo Maia. E o maior medo do dirigente é a fuga de políticos que detêm mandato parlamentar.
A razão é simples: a fusão partidária é uma das brechas previstas na lei para que o filiado deixe a legenda sem correr o risco de perder o mandato por infidelidade.
Maia, pelo visto, sabe que tem um bom número de democratas inclinados a debandar. Por isso, o seu lema é “seguro morreu de velho”.
Encontro de tucanos e democratas em Salvador
O ex-governador e senador eleito pelo PSDB de Minas Gerais, Aécio Neves, esteve nesta terça-feira, 26, na Bahia, e procurou animar a militância serrista para esta reta final do segundo turno. Aécio foi recebido por lideranças do PSDB,DEM, PPS,PR,PTN e PRP, em um evento no Fiesta Convention Center, em Salvador.
No encontro, o tucano manifestou opinião pessoal de que há uma faixa de 20% de eleitores ainda inseguros com relação ao voto no próximo dia 31, embora a última pesquisa Datafolha, divulgada nesta terça, aponte 6% de indecisos. E outros levantamentos têm indicado que quase 90% dos eleitores não pretendem mudar o voto.
Aécio disse ainda que o PT tenta reescrever a história. “Um desavisado que chega ao país e assiste à propaganda da nossa adversária, pensa que o Brasil foi descoberto pelo PT”, alfinetou o mineiro.
Entre outras lideranças, participaram do evento com o senador eleito o ex-governador Paulo Souto, o senador ACM Júnior e os deputados federais ACM Neto, Jutahy Jr. e João Almeida.
Prefeitos baianos filiados ao PSDB, mas que estão de corpo e alma na campanha da petista Dilma Rousseff, sofrerão sanções da legenda. Processos de expulsão já foram abertos contra os gestores de Brumado, Eduardo Vasconcelos, e Pojuca, Gerusa Laudano. Ambos pediram votos para Wagner e Dilma no primeiro turno e continuam apoiando a escolhida de Lula.
Segundo a Tribuna da Bahia, o presidente do diretório estadual do PSDB, Antônio Imbassahy, também ameaça entrar na justiça pedindo a cassação dos mandatos dos infiéis. Democratas também deverão fazer o mesmo com alguns membros do DEM que “pularam a cerca” nestas eleições.