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Pinheiro acusa carlistas de aliança com o crime.

Num discurso forte, há pouco, o deputado federal Walter Pinheiro (PT) condenou o comportamento de pré-candidatos ao governo baiano que tentam usar, eleitoralmente, a morte do delegado Clayton Leão, em Camaçari, ontem. Foi além. Culpou os governos de César Borges e Paulo Souto pela falta de investimentos estruturais em segurança pública e acusou dos dois políticos carlistas de terem se aliado ao crime organizado em financiamentos de campanha.

– A violência de hoje é fruto da inoperância, da conivência dos governos passados. Não tiveram coragem de enfrentar o crime organizado. Pelo contrário, se juntaram com eles em financiamento de campanhas. Essa era a realidade da Bahia.

Pinheiro acabava de responder a um discurso do deputado carlista ACM Neto (DEM), que chamava Pinheiro e Jaques Wagner a viver a Bahia real, “não a da propapaganda”. O deputado federal petista rebateu ao relembrar que os governos carlistas usavam a estrutura de segurança pública para perseguir, grampear adversários – e também controlar o Judiciário.

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cancelou comerciais de rádio e tevê do DEM baiano em que apareciam o pré-candidato a presidente do PSDB, José Serra. A decisão é do corregedor-eleitoral geral Aldir Passarinho e suspende, de imediato, inserções que iriam ao ar nesta terça, 25, e as previstas para quinta e sábado próximos.

O vídeo do Democratas traria apenas imagens e voz de José Serra, que não é filiado ao DEM, mas ao PSDB. A legislação eleitoral proíbe que as inserções em rádio e tevê de um partido exibam imagens de outra agremiação partidária. Os democratas, no entanto, poderão substituir o material por outro que atenda a legislação. Com informações do TSE.

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Wagner (à dir.) repreende o 'violento' Bornhausen.

O governador Jaques Wagner (PT) reagiu à previsão do ex-senador Jorge Bornhausen de que teremos em 2010 uma campanha eleitoral “sangrenta”. Na entrevista que concedeu à Rede Baiana de Rádio, o governador baiano disse que a afirmação do presidente de honra do DEM.

– Bornhausen é um homem que tem uma tradição de fazer política dessa forma, tentando acusar, ofender. E aí, quando acontece o mensalão do DEM, a valentia [dele] vai pra casa.

Wagner acredita que declarações como a do líder democrata estimulam a violência. “[Bornhausen] Está convocando as pessoas para fazer uma campanha errada. Campanha política tem de ser debate de idéias. Acho um péssimo exemplo e ele deveria se desculpar”.

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Deputado estadual e pré-candidato a uma vaguinha na Câmara em Brasília, Luiz Argôlo é dos poucos candidatos que rodeiam o prefeito Capitão Azevedo (DEM) e dele conseguiu arrancar a garantia de apoio na campanha eleitoral.

Há pouco, Argôlo participava de um programa na TVI. Disse não ter dúvidas de que Azevedo já se decidiu quanto a quem apoiará na disputa pelo governo do estado:

– Azevedo vota em Wagner.

De onde é que veio toda essa certeza do menino de Entre Rios?

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A edição dominical d´A Tarde traz matéria dando conta de suposto desvio de R$ 56 milhões na Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab). O titular da Pasta, Jorge Solla, repele as acusações da bancada de oposição na Assembleia Legislativa e do Ministério Público Estadual. Segundo ele, os valores exorbitantes são de contratos sub judice, daí a necessidade da dispensa de licitação.

Colocando mais lenha na fogueira, o oposicionista Heraldo Rocha, do DEM, diz que as supostas fraudes nas dispensas seriam a gota dágua para que o governador Jaques Wagner exonere o secretário Jorge Solla. “De outra forma, estaria o governador assumindo a responsabilidade por tudo de irregular que vem ocorrendo na secretaria”, exagera.

Não bastasse a confusa segurança pública…

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Da coluna Tempo Presente (A Tarde):

Por que a Ponte Presidente Dutra, que interliga Juazeiro e Petrolina, está duplicada do meio até o lado pernambucano e é pista única na banda baiana? O DEM prepara uma peça publicitária para atacar o assunto.

O povo, que não perdoa, já está chamando a Presidente Dutra de Ponte Picolé (palito baiano e sorvete pernambucano).

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Segundo o site Bahia Notícias, o pré-candidato do PMDB ao governo baiano, Geddel Vieira Lima, afirma que está “sereno” com o resultado da pesquisa Vox Populi que o coloca em terceiro lugar nas intenções de voto, com 9%, atrás de Paulo Souto, do DEM (32%) e Jaques Wagner, do PT (41%).

O peemedebista disse que o resultado do momento é influenciado pelos investimentos do governo  baiano em propaganda, além do fato de que 64% dos eleitores, segundo a pesquisa, ainda estão alheios ao processo eleitoral. Geddel, que foi ministro do governo Lula, também considera que Paulo Souto tem vantagem por já ter sido governador por dois mandatos.

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Político habilidoso e já experiente, apesar dos 31 anos de idade, o deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto – ou simplesmente ACM Neto (DEM) – esteve em Itabuna nesta sexta-feira (14) e concedeu entrevista exclusiva ao Pimenta na Muqueca.

Confrontado com uma pergunta sobre as relações do prefeito de Itabuna, seu correligionário, com políticos e pré-candidatos de todos os quadrantes, Neto partiu em defesa de Azevedo. As conversas deste com o governador Jaques Wagner (PT) e com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) – na visão do democrata – estariam circunscritas ao âmbito institucional e não refletirão apoio nas eleições de outubro.

O neto de ACM diz que o governo itabunense é bom, assegurando que dispõe de pesquisas internas que indicam essa situação. Ele também vê perseguição do governo estadual ao prefeito Capitão Azevedo, o que explicaria – no entendimento dele – os problemas na gestão da saúde no município, por exemplo.

O jovem parlamentar, que tentará o seu terceiro mandato na Câmara, faz críticas severas ao governador Jaques Wagner, ataca a gestão da segurança pública e diz que, para voltar ao poder, bastará ao DEM “falar a verdade”. Neto também questiona um presumido crescimento de Geddel Vieira Lima na corrida sucessória e acredita que haverá segundo turno nas eleições, entre um candidato do governo (Wagner ou Geddel) e Paulo Souto (DEM). Ao final da entrevista, ele confessa ser um leitor assíduo do Pimenta.

Ouça a entrevista feita pelo repórter Fábio Roberto:

PARTE 1

PARTE 2

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Ailson Oliveira

A tática da oposição de tentar evitar na Justiça a participação do presidente Lula na pré-campanha da ex-ministra Dilma Rousseff, do PT, não vem produzindo o resultado satisfatório.

Dilma vem assumindo a dianteira no Nordeste e vem crescendo na região Sudeste, base do PSDB/DEM nos últimos anos, e tende a crescer ainda mais quando começar a campanha plebiscitária que visa comparar os governos de Lula/Dilma X FHC/Serra, nos seus respectivos mandatos.

Recorrer sempre à Justiça para evitar o crescimento de Dilma tem sido uma prática comum por parte da oposição. Mas tal estratégia parece ter chegado ao seu limite.

A recente pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi antes do último programa do PT, que foi ao ar no rádio e na TV dia 13/05, apresenta pela primeira vez a ex-minista à frente do pré-candidato José Serra.

Na última eleição a oposição recorreu ao artifício do denuncismo e foi derrotada. Nesta pré-campanha recorre à judicialização e não tem surtido efeito.

Em decorrência disso, surge uma pergunta: o que a oposição deverá fazer pra impedir a eleição de Dilma Rousseff à Presidência da República? O próprio PT tem a resposta: apresentando um programa alternativo para contrapor ao do governo Lula.

Mas, será que a oposição tem algo diferente para apresentar à nação?

O medo do debate plebiscitário e da participação do presidente Lula na campanha de Dilma mostra que a oposição não tem coisa alguma de diferente do que está aí para oferecer ao povo brasileiro. Se a entrada do presidente na campanha assusta os opositores, é indicativo de que o governo está no caminho certo.

Conclusão: o tapetão não é a solução.

Ailson Oliveira é professor de Filosofia (Uneb) e da rede municipal de Itabuna.

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Neto: afago em Azevedo.

O deputado federal ACM Neto (DEM) chegou a Itabuna neste final de tarde. Ele concederia uma entrevista coletiva às 16h30min, na sede do Democratas. Chegou com uma  hora de atraso e zarpou.

Recebeu orientação da presidenta local do partido, Maria Alice Pereira, para fazer uma visitinha de cortesia ao prefeito Capitão Azevedo. Os três são da mesma sigla, porém, o capitão ainda não definiu a quem dará apoio na disputa pelo Governo do Estado.

Por via das dúvidas, ACM Neto foi ao gabinete do prefeito marcar posição e, pelo menos, assegurar uns votinhos na sua reeleição à Câmara Federal. Se houver espaço, intercede em favor de Paulo Souto, o candidato do DEM ao governo baiano. O certo é que Azevedo já trocou juras com Jaques Wagner e Geddel Vieira Lima, mas nem um sinalzinho pra Souto.

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Qual dos três estará "bem" no Vox Populi?

A Rede Bandeirantes divulga, nesta semana, uma nova pesquisa sobre a disputa pela presidência da República e o Palácio de Ondina, na Bahia. De acordo com Ricardo Luzbel, do Bahia Notícias, o levantamento será feito pelo Vox Populi, com amostra de 700 entrevistados. O campo da pesquisa começou no último sábado (8) e termina nesta terça.

Na última pesquisa oficial da qual se tem notícia, Jaques Wagner (PT)  teve entre 39 e 43% das intenções de voto. Paulo Souto (DEM), 24%, e Geddel Vieira Lima (PMDB), 11%, no Datafolha. Os números são de dezembro último. De lá para cá, apenas pesquisas “de consumo interno”.

Esta também será a primeira pesquisa que vai medir o impacto da aliança do peemedebista Geddel Vieira Lima com o senador César Borges, do PR, e com vários partidos de pequena expressão, mas com algum tempo de tevê.

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Fernando apoiará Geddel (Foto Arquivo).

O ex-prefeito Fernando Gomes não pertence mais ao Democratas. Hoje à tarde, ele foi à sede do diretório itabunense do DEM para comunicar a sua desfiliação, informa o repórter Fábio Luciano, do Pimenta.

Prefeito de Itabuna por quatro mandatos e deputado federal, Fernando era o presidente de honra do Democratas local. Com a desfiliação, ele fica livre para apoiar a candidatura a governador do peemedebista Geddel Vieira Lima, com quem fechou compromisso no último dia 17 de abril.

Há quase um mês o ex-prefeito vinha sendo pressionado a pedir a desfiliação. Do contrário, seria expulso. Quem “segurou a barra”, foi a sua fiel escudeira, Maria Alice Araújo, presidenta do DEM itabunense.

Maria Alice afirmou ao Pimenta, há quase 20 dias, que não iria expulsar Fernando. “Como presidente de honra, ele mesmo vai pedir pra sair”. E assim, cumpriu-se o roteiro. Apesar de fiel ao ex-prefeito, Maria Alice não o seguirá, politicamente. Ela apoiará Paulo Souto, o nome do seu partido na corrida ao Palácio de Ondina.

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Souto espera, sentado, por Fernando (Foto Arquivo).

O ex-governador Paulo Souto ainda espera que o ex-prefeito Fernando Gomes repense o seu apoio à candidatura do peemedebista Geddel Vieira Lima ao governo baiano. Ontem, o democrata esteve em Itabuna para a inauguração do diretório do PTN.

Ao blog O Trombone, o presidente do DEM baiano relembrou que, como governador baiano, sempre atendeu os pedidos do ex-prefeito. Agora, cobra a fatura:

– Eu tenho plena convicção de que Itabuna sabe exatamente o trabalho que eu fiz aqui, inclusive quando ele era prefeito, nas duas vezes. Acho até que, se ele pensar um pouco, vai entender de que lado deve ficar nessas eleições.

Souto evitou falar em tema espinhoso: uma possível expulsão do ex-prefeito, filiado ao DEM.

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A Justiça Eleitoral cassou o prefeito Agilson Muniz (PCdoB), de Ubatã, nesta quinta-feira, 6. Ele é acusado de abuso de poder econômico e compra de votos nas eleições. A decisão também atinge o vice-prefeito, o ex-árbitro Expedito Rigaud (PSB). A decisão foi tomada em primeira instância. Apesar disso, o juiz eleitoral determinou a posse do segundo colocado, Edson Neves (DEM). O ato está marcado para a próxima segunda-feira, 10.

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Rogério Andrade, César Borges e Geddel. Tá legal?

Em território baiano, o PMDB e o DEM estão trocando figurinhas sem a menor cerimônia e, se ainda não estão oficialmente unidos, tudo indica que estarão em um eventual segundo turno. Por todo canto, surgem lideranças democratas revelando apoio ao ministro Geddel Vieira Lima, como ocorreu há pouco na cidade de Conceição do Almeida, onde o deputado estadual Rogério Andrade (DEM) andou se derrentendo todo para os lados do ex-ministro.

Certo que também há casos em que o PT se vale da rebeldia existente em partidos adversários. Por exemplo, o prefeito de Alagoinhas, Paulo Cezar Simões, do PSDB, defende a reeleição de Jaques Wagner. Mas o chamego entre democratas e peemedebistas é algo que está ocorrendo com maior frequência.