Luciana Seara é a nova titular da Secretaria das Mulheres || Foto
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O prefeito Augusto Castro anunciou, neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, a assistente social e servidora pública concursada Luciana Seara para comandar a recém-criada Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de Itabuna. É a primeira vez na história que o município sul-baiano terá uma secretaria específica voltada às políticas públicas para as mulheres.

Servidora de carreira do município, Luciana Seara é assistente social e possui trajetória consolidada na administração pública municipal, onde já ocupou diferentes funções ao longo dos anos. Ela acumula experiência na área social e na gestão de políticas públicas.

Ao longo da atual gestão, conforme o prefeito Augusto Castro, Itabuna tem avançado na implementação de ações voltadas à promoção e à proteção dos direitos das mulheres. Ele cita o fortalecimento da rede municipal de proteção e atendimento às mulheres, com destaque para o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) Isabela Seara, equipamento que atua no acolhimento, orientação e acompanhamento de mulheres em situação de violência.

O equipamento leva o nome da estudante Isabela Seara Nascimento, vítima de feminicídio no município no ano de 2005, um caso que marcou o sul da Bahia e reforçou a importância da ampliação de políticas públicas de proteção às mulheres. Isabela era prima da nova secretária, Luciana Seara.

AÇÕES PARA PROTEÇÃO DA MULHER

A criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres representa um avanço na estrutura administrativa do município e permitirá ampliar ações voltadas à promoção de direitos, proteção, autonomia e valorização das mulheres itabunenses, além de fortalecer a articulação entre diferentes áreas da gestão municipal.

Além da criação da nova pasta, a atual gestão também tem ampliado a presença feminina em espaços estratégicos de decisão dentro da administração municipal, com mulheres à frente de secretarias e cargos de liderança, fortalecendo a participação feminina na construção e condução das políticas públicas da cidade.

Para o prefeito Augusto Castro, a criação da nova secretaria representa um passo importante na construção das políticas públicas voltadas às mulheres no município. “A criação dessa secretaria consolida um avanço importante para Itabuna. Estamos fortalecendo a rede de proteção, ampliando ações e garantindo uma estrutura própria dentro da gestão municipal para desenvolver políticas públicas voltadas às mulheres, com mais cuidado, atenção e compromisso”, afirmou o prefeito.

A primeira-dama Andréa Castro, que já ocupou o cargo de secretária municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza e é uma defensora da pauta das mulheres, também tem atuado no fortalecimento de iniciativas voltadas à proteção, ao cuidado e à promoção da autonomia feminina no município.

Ato político ocupa a Praça Adami, no coração da cidade || Foto Divulgação
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Movimentos sociais, entidades e sindicatos promoveram, nesta sexta-feira (6), um ato público na Praça Adami, no centro de Itabuna, em referência ao Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8). A mobilização reuniu representantes de diferentes organizações para defender direitos, denunciar a violência de gênero e cobrar políticas públicas de proteção às mulheres.

A manifestação teve como tema “Pela vida das mulheres, contra o imperialismo, por democracia, soberania e pelo fim da escala 6×1”. Participaram do ato entidades como CTB, Mulheres pela Democracia, Povo Sem Medo, Rede Feminista Cristiane, CRAM, Amurc, Consedami, Frente Brasil Popular e o Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região.

Durante as falas, lideranças femininas destacaram o aumento dos casos de feminicídio no país e reforçaram a necessidade de ampliar ações de enfrentamento à violência contra a mulher. Dados apresentados no evento apontam que o Brasil registrou, no último ano, 6.904 ocorrências entre tentativas e feminicídios consumados, crescimento de 34% em relação ao levantamento anterior. Desse total, 2.149 foram assassinatos.

As participantes também defenderam medidas preventivas para enfrentar o problema. Entre as propostas, destacaram a importância da educação e de políticas públicas permanentes para combater o machismo estrutural e reduzir a violência contra mulheres e meninas.

Juliana Soledade é advogada, escritora, empresária e teóloga || Foto Divulgação
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Celebrar as mulheres é garantir que nenhuma seja reduzida a um único papel para ter seu valor reconhecido. É sustentar, com firmeza e lucidez, que a grandeza feminina não cabe em rótulos, e muito menos em ataques gratuitos.

 

Juliana Soledade

Março é o Mês da Mulher, tempo de reconhecer conquistas, honrar resistências e afirmar que somos inteiras em qualquer configuração de vida. Com filhos ou sem eles. Mães ou não. Plenas não por imposição, mas por existência.

No entanto, em plena edição do Big Brother Brasil 26, uma fala da atriz Solange Couto reacendeu uma ferida antiga. Ao declarar: “Quando Deus não deu filhos a ela, é porque sabe que ela não teria capacidade de amar alguém”, direcionando o comentário a Ana Paula, a atriz não atingiu apenas uma participante. Atingiu uma multidão silenciosa de mulheres que já ouviram, explícita ou sutilmente, que lhes falta algo.

A frase carrega um peso histórico. Ecoa o machismo internalizado que insiste em medir o valor feminino pela maternidade. Como se o amor tivesse endereço fixo no útero. Como se a capacidade de cuidar estivesse condicionada à biologia. Como se ser mulher fosse sinônimo de gerar.

Isso machuca porque simplifica dores complexas. Há mulheres que não quiseram filhos. Há as que quiseram e não puderam. Há as que tentaram e enfrentaram perdas. Há as que escolheram outros caminhos. Nenhuma dessas trajetórias autoriza julgamento. Amor não é patente de maternidade. Amor é prática, é escolha, é construção cotidiana.

Há mães extraordinárias. Há mães que falham. Há mulheres sem filhos que sustentam redes inteiras de afeto, que são referência, abrigo, orientação. Madrastas que aprendem o amor como decisão consciente. Amigas que se tornam família. Ativistas que dedicam a vida à proteção de crianças que não geraram, mas defendem com coragem.

Nesse mesmo confinamento, outras declarações ampliaram a indignação. A frase “Eu nasci do prazer, não nasci de estupro”, seguida de insinuações sobre “trepada mal dada”, banaliza uma violência que marca a história de inúmeras mulheres. A comparação com “travesti velho” reforça estigmas que a sociedade há décadas tenta desconstruir. Palavras não são neutras. Elas moldam ambientes, legitimam exclusões, perpetuam dores.

É impossível não notar o contraste: fora da casa, sua própria filha atua como ativista na defesa de direitos humanos, pautas raciais e na proteção de crianças e adolescentes. Uma trajetória que aponta para o conhecimento como ferramenta de libertação. Esse contraste revela que informação transforma, enquanto a repetição de preconceitos aprisiona.

O silêncio dos demais participantes também chama atenção. Nenhuma contestação imediata. Nenhum freio ético. O confinamento intensifica emoções, é verdade. O reality show expõe virtudes e fragilidades. O Big Brother Brasil 26, como qualquer vitrine social, amplia o que já existe. Alguns crescem sob pressão. Outros deixam escapar discursos que talvez sempre estiveram ali, apenas contidos.

Mas é preciso dizer com clareza: amor e maternidade não são sinônimos. Ser mãe não é troféu de humanidade. É uma possibilidade, não um critério moral. O amor existe em todas nós, independentemente da experiência da gestação.

No Mês da Mulher, repudiar esse tipo de discurso não é promover cancelamento. É afirmar dignidade. É proteger mulheres de narrativas que as diminuem. É lembrar que somos múltiplas, complexas, capazes de amar em incontáveis formas.

Celebrar as mulheres é garantir que nenhuma seja reduzida a um único papel para ter seu valor reconhecido. É sustentar, com firmeza e lucidez, que a grandeza feminina não cabe em rótulos, e muito menos em ataques gratuitos.

Juliana Soledade é advogada, escritora, empresária e teóloga, pós-graduada em Direito Processual Civil e Direito do Trabalho, além de autora dos livros Despedidas de MimDiário das Mil Faces e 40 surtos na quarentena: para quem nunca viveu uma pandemia, terapeuta e curandeira ayahuasqueira.

Cleonice Monteiro é professora e doutora em Teologia e engajada na causa das mulheres || Foto Divulgação
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O Dia Internacional da Mulher é um dia para relembrar o esforço, a força e a luta de todas, tanto no passado quanto no presente. É triste pensar que ainda precisamos de um dia para nos lembrar disto e dos direitos arduamente conquistados.

 

Cleonice Monteiro

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.

Foi escolhido 8 de março porque neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, e ocuparam a fábrica onde trabalhavam. Elas reivindicavam redução da carga horária diária de trabalho para 10 horas. Porém, o resultado foi a morte de 130 das grevistas queimadas vivas trancadas dentro da fábrica.

Elas tinham como objetivo chamar a atenção para a função social e para a dignidade da mulher, sendo:

a)incentivar a tomada de consciência do valor da mulher enquanto pessoa;
b)destacar o papel desempenhado pelas mulheres na sociedade;
c)romper com os preconceitos e as limitações, que historicamente, vinham sendo impostos à mulher o qual ainda existem até os tempos atuais.

Algumas outras datas são bastante significativas na história da luta das mulheres por direitos iguais.

Em 1691 as mulheres do Estado do Massachusetts conseguem o direito de voto, embora venham a perdê-lo posteriormente (1789).

Em 1788, Condorcet, filósofo e homem político francês, reclamava para as mulheres o direito à educação, à participação na vida política e ao acesso ao emprego.

Quatro anos depois, ou seja, em 1792, no Reino Unido, Mary Wollstpnecraft pioneira da ação feminista, publica uma texto tratando das dificuldades das mulheres em terem direitos; ela denomina seu texto, se não me engano, de algo como “direitos das mulheres- injustiças dos homens”.

Em 1840, nos Estados Unidos, Lucrécia Mott lança os alicerces da Equal Rights Association, reivindicava direitos iguais para mulheres e negros.

Todos somos iguais em dignidade, e o respeito à mesma surge do reconhecimento de que a diversidade não pode, sob hipótese alguma, servir de base para a discriminação, opressão.

O Dia Internacional da Mulher é um dia para relembrar o esforço, a força e a luta de todas, tanto no passado quanto no presente. É triste pensar que ainda precisamos de um dia para nos lembrar disto e dos direitos arduamente conquistados.

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Janja divulga mensagem no Dia Internacional da Mulher
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A primeira-dama Janja Lula da Silva publicou vídeo em suas redes sociais para marcar o Dia Internacional da Mulher, nesta sexta-feira (8). Segundo ela, as mulheres se encontram na luta, mas se fortalecem no abraço, no acolhimento mútuo, com o poder do afeto.

“Quero falar do quão essencial é abraçar e acolher, em todos os sentidos, as mulheres que estão ao nosso redor, em casa, no trabalho, nas escolas, nos grupos de amigas e nos nossos lugares de fé. Afinal, não existe luta sem coletividade e não existe luta sem afeto”, disse. Assista ao pronunciamento.

Vanessa da Mata se apresenta em Ilhéus no próximo dia 8 || Foto Divulgação
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A cantora e compositora Vanessa da Mata se apresenta em Ilhéus, no próximo dia 8, a partir das 18h, em show aberto ao público. A apresentação, na Praça Dom Eduardo, em frente à Catedral de São Sebastião, no Centro Histórico, vai marcar o Dia Internacional da Mulher.

O evento é promovido pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres (SPM). O anúncio foi feito nesta sexta-feira (23), pela titular da Pasta, Carla Serafim. “Será uma homenagem especial a todas as mulheres, repleta de inspiração, empoderamento e celebração da diversidade feminina”, afirmou.

Com uma voz que mistura suavidade e potência, Vanessa da Mata também é uma compositora de mão cheia. Ouça, abaixo, Gente Feliz, resultado de parceria da artista com o produtor musical Maurício Pacheco e o baiano Russo Passapusso (BaianaSystem).

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Hoje, o melhor presente que a sociedade pode oferecer a nós, mulheres, é reconhecer nossos corpos e vidas como territórios políticos, fazer ecoar nossas vozes e se unir às nossas lutas.

Aline Setenta

Ao contrário do que foi difundido durante muito tempo, o Dia Internacional da Mulher comemorado hoje (8) não tem vinculação apenas com um incêndio numa fábrica norte-americana. A data teve alguns eventos relacionados à sua origem até ser oficialmente reconhecida pela comunidade internacional. Sua origem mais remota está relacionada a uma manifestação de trabalhadoras ocorrida em 1910 na cidade de São Petersburgo, na Rússia, por melhores condições de vida.

De acordo com a socióloga Eva Alterman Blay, a proposta para marcar um dia de mobilização nasceu no âmbito do Partido Comunista da Alemanha, com as operárias comunistas sufragistas, como consolidação das lutas que se iniciaram na virada do século 19 para o século 20, na Europa e nos Estados Unidos. A ideia de um dia de mobilização foi proposta inicialmente por Clara Zetkin, no II Congresso Internacional de Mulheres Socialistas, em 1910, em Copenhague, capital da Dinamarca. Nesse momento ainda não havia a definição de uma data específica.

Em 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica da Companhia de Blusas Triângulo, em Nova York, vitimou 125 mulheres e 21 homens que estavam submetidos a condições degradantes de trabalho. Apesar desse evento específico ter sido identificado como a origem do Dia da Mulher, não foi o único, segundo a pesquisadora.

Outro evento histórico, considerado por Blay como mais importante, foi a greve organizada por trabalhadoras russas do setor de tecelagem, no dia 8 de março de 1917, quando cerca de 90 mil operárias protestavam contra as más condições de trabalho, a fome e a participação do país na Primeira Guerra Mundial.

Mulheres reivindicam pão e paz na São Petersburgo revolucionária de 1917 || Foto Domínio Público

Oficialmente, o 8M somente surgiu em 1975, quando a ONU estabeleceu o Ano Internacional da Mulher para lembrar suas conquistas políticas e sociais. Apenas em 2010 foi criada a ONU Mulheres e sua agenda se destacou no âmbito institucional, do Direito Internacional e dos Direitos Humanos.

Nos seus 48 anos de existência, o “Dia da Mulher” vem sentindo os efeitos do avanço dos movimentos feministas ao redor do mundo. Assim como algumas pautas feministas, o 8M ganhou espaço no mainstream e foi apropriado pela mídia hegemônica, provocando um esvaziamento de seu sentido original. Certamente, a popularização da data não tem apenas efeitos negativos, entretanto, a recuperação de seu sentido é fundamental para o avanço da garantia dos direitos das mulheres – e há muito por onde avançar.

O 8M não tem em sua gênese a celebração, não é uma data comemorativa, é um dia de mobilização e reinvindicação política das mulheres por igualdade de direitos. Certamente, as pautas das feministas europeias da primeira onda ganharam espaço na agenda internacional ao longo do tempo, houve avanços na positivação dos direitos, entretanto, há muitas lutas a serem reconhecidas. Será que dá pra comemorar “ser mulher” num mundo e num país tão injusto para elas? Será que é coerente parabenizar as mulheres brasileiras num dos países mais violentos do mundo para as mulheres e meninas?

Por certo, as mulheres que nos antecederam nas lutas que deram origem ao 8M não representam mais a diversidade das mulheres do mundo nem o cruzamento das opressões e dos esquemas de exclusão que interferem nas estratégias de luta e na garantia de direitos, especificamente no caso do Brasil.

Se há algo a ser celebrado, é a ampliação e os desdobramentos dessas lutas e o protagonismo das mulheres historicamente excluídas dos espaços políticos, como é o caso das mulheres negras e indígenas brasileiras. Audre Lorde, feminista negra, nos alerta: “não serei livre enquanto outra mulher for prisioneira, ainda que as correntes dela sejam diferentes das minhas”.

Ser uma mulher no Brasil, olhando para os últimos dados da violência doméstica, para a realidade socioeconômica das mulheres negras e periféricas, para a divisão sexual do trabalho, para a LGBTQIA+ fobia, para o abuso sexual infantil, a cultura do estupro, a misoginia em avanço nas redes sociais, nos convoca ao retorno ao sentido político desse dia.

8M é dia de reconhecer a importância política dos movimentos feministas, ouvir as vozes das mulheres historicamente silenciadas, consolidar, legitimar e garantir o lugar das mulheres na política e combater todas as formas de preconceito e discriminação em razão de gênero, classe, raça e diversidade sexual.

À todas as mulheres e meninas na linha de frente, nas trincheiras das lutas políticas, em todos os cantos desse país, assim como àquelas que deram origem a esse dia, que resistem duplamente às opressões e aos desafios da construção e permanência nos espaços políticos, que têm seus corpos violentados e violados por serem mulheres, minha homenagem, meu reconhecimento e minha solidariedade.

Hoje, o melhor presente que a sociedade pode oferecer a nós, mulheres, é reconhecer nossos corpos e vidas como territórios políticos, fazer ecoar nossas vozes e se unir às nossas lutas.

Aline Setenta é professora de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Wilmaci é a autora da proposta de sessão especial || Foto Divulgação
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Proposta pela vereadora Wilmaci Oliveira (PCdoB), a Câmara de Itabuna promove sessão especial para discutir oportunidades e desafios da mulher no mercado de trabalho. A sessão, comemorativa ao Dia Internacional da Mulher, será nesta terça-feira (7), às 16h30min, na Câmara.

Do evento participam a advogada Larissa Moitinho, que abordará os direitos da trabalhadora que é mãe, e Marselha Dellian, que falará sobre assédio moral e sexual no ambiente de trabalho. Kerollayny Behrmann, do SineBahia, falará de qualificação feminina para o mercado de trabalho.

A programação proposta pela vereadora Wilmaci também discutirá os desafios da mulher trabalhadora, com Nelcir Santana, e a jornada dupla de trabalho, autocuidado e motivação feminina, com Milena Barros e a psicóloga Samara Pitombo.

Equipamento assegura posição mais confortável para o parto
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A partir desta terça-feira (8), Dia Internacional da Mulher, o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, passa a contar com mais uma opção de escolha das suas gestantes para a realização do parto normal: a banqueta de parto vertical.

O equipamento permite que, durante o parto, a mulher permaneça sentada com os pés no chão. Com isso, os músculos do assoalho pélvico ficam mais relaxados, facilitando o nascimento do bebê. Outro benefício é que essa posição não força as articulações de joelho, tornozelo e demais membros inferiores.

“A banqueta de parto vertical ajuda a mulher a se fortalecer na sua competência natural para dar à luz e é a tecnologia relacional mais importante no parto”, explica a diretora médica do HMIJS, Esther Vilela.

Especialista em obstetrícia, a médica acrescenta que a posição vertical é a mais fisiológica, pois ajuda a mulher no período expulsivo. “O bebê nasce melhor, previne a asfixia e protege melhor o períneo”, revela. A técnica foi bastante utilizada no passado, mas, por comodidade – mais dos profissionais do que em benefício do parto – mudou-se o padrão.

De acordo com a médica, para o processo transcorrer da melhor maneira possível – e de forma humanizada – a mulher precisa ter a liberdade para vivenciar o seu trabalho de parto da forma que ela quiser, se movimentando, indo para o chuveiro, para a bola, para o cavalinho, que são outras opções de alívio da dor oferecidas pelo Hospital Materno-Infantil.

PRIVACIDADE

“Nesta hora ela precisa de privacidade, ir para um lugar que ela não se sinta observada e ela precisa de pessoas que aumentem a sua confiança e a sua capacidade em dar a luz”, assegura a especialista, que trabalhou junto às equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) e como consultora do Ministério da Saúde na Política Nacional de Humanização. Neste dia 8, o Hospital Materno-Infantil completa 90 dias do seu primeiro parto realizado.

Militantes sem terra ocupam fazendas em Jussari e Itabela || Foto MST
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Cerca de 100 mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, no início da manhã desta terça-feira (8), a Fazenda Botafogo, em Jussari. O ato no município do sul da Bahia faz parte da mobilização nacional das trabalhadoras sem terra e quilombolas neste Dia Internacional da Mulher.

Neste ano, a Jornada Nacional de Luta das Mulheres propaga o lema “Terra, trabalho e direito de existir. Mulheres em luta não vão sucumbir”.

De acordo com o MST, a fazenda tem 313 hectares, é improdutiva e foi ocupada para desapropriação por meio do Instituo Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Também na manhã de hoje, o movimento ocupou a fazenda onde funcionava a empresa de Frutelli Culturas Tropicais, em Itabela, no extremo-sul do estado.

Grandes nomes regionais da música se apresentarão na Praça de Alimentação do Shopping hoje (8)
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O Shopping Jequitibá terá programação especial em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março. A data será marcada pela live Pink Day, às 18h30min, no instagram do shopping (@shoppingjequitiba). A live terá uma hora e meia de duração, com a participação das lojas O Boticário, Detalhes, Imaginarium e Natura, com promoções em vários produtos e sorteio de brindes.

Durante todo o dia 8, numa parceria com a rádio Boa FM, haverá shows na Praça de Alimentação, com as presenças de Kocó do Lordão, Ari PB, Gian Girotto, Cristiano Pires e Cris Mel. Um dia de muita música para celebrar a data em ambiente seguro e aconchegante.

“Estamos prestando uma justa homenagem às mulheres que, com talento, determinação, sensibilidade, são capazes de tornar o mundo melhor”, afirma superintendente do Shopping Jequitibá, Vera Lúcia Guimarães. Mais informações em www.shoppingjequitiba.com.br

Presidente da Emasa presta homenagem a funcionária no Dia da Mulher
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As colaboradoras das três unidades da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) foram recebidas, na chegada ao trabalho, com rosas e uma mensagem parabenizando-as nesta segunda-feira, dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher.

O presidente da Emasa, Raymundo Mendes Filhos, e os diretores Bruno Mendonça, José Silva e Silva e José Erivânio prestaram a homenagem em nome da empresa. O presidente Raymundo Mendes destacou a importância da mulher na sociedade, suas lutas e conquistas, salientando a importância do papel desempenhado pelas servidoras da Emasa.

“Todos nós sabemos como foi a luta das mulheres para conquistar mudanças comportamentais em nossa coletividade. Atualmente, a presença de vocês no mercado de trabalho é de suma importância. A Emasa é privilegiada por contar com colaboradoras tão comprometidas e extremamente competentes”, disse Mendes.

A coordenadora de Assistência Social da Emasa, Maria D’Ajuda Nascimento, agradeceu em nome das colegas e disse que homenagens como a de hoje servem para valorizar e elevar a autoestima das funcionárias. “Esse tipo de homenagem mostra o reconhecimento da direção da empresa à mão de obra feminina e eleva a nossa autoestima, pois, valoriza o nosso trabalho. Em nome das demais mulheres do nosso quadro de pessoal, agradeço pela lembrança”, finalizou D’Ajuda.

Em um terço dos casos, origem das agressões estava em não aceitar fim de relação || Foto Marcos Santos/USP
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A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro analisou 107 processos em tramitação nos tribunais do júri fluminense, que julgam casos de atentado contra a vida. Mulheres entre 21 e 40 anos, atacadas em casa, à noite ou de madrugada, a faca ou a tiros, pelo companheiro ou ex-companheiro, é o perfil mais comum das vítimas de tentativa de feminicídio. A pesquisa traçou um panorama dos assassinatos de mulheres no estado. O levantamento foi divulgado hoje (6) para marcar o Dia Internacional da Mulher, que será comemorado no domingo (8).

Segundo a pesquisa, uma em cada três agressões é atribuída, pelo autor do crime, à dificuldade em aceitar o fim do relacionamento. Outros motivos foram discussão por razões diversas, vingança, ciúme, estupro e recusa da vítima em manter relação sexual.

A maior parte dos crimes ocorreu entre pessoas que namoravam, estavam casadas ou vivendo em união estável (40%) ou tinham uma relação anterior (42%), sendo que 62% dos relacionamentos eram de até cinco anos. Quase todas as mulheres foram submetidas a episódios anteriores, registrados ou não em delegacia, de violência doméstica. Segundo o estudo, muitas não denunciaram os agressores por medo ou porque foram coagidas por eles.

A maioria dos crimes ocorreu de noite (39%) ou de madrugada (34%). Juntos, observa-se que 73% dos crimes foram praticados no período de descanso. Além disso, em 72% dos casos, a agressão ocorreu na residência da vítima. Os autores utilizam, em 44% dos casos, uma faca para cometer o crime, seguida da arma de fogo (17%).

VIOLÊNCIA ANTERIOR

O trabalho consistiu na leitura e análise documental de processos sobre o assunto. Dos 107 processos estudados, ajuizados entre 1997 e 2019, 40 foram julgados, dos quais 31 terminaram em condenação. No total, 69 contêm relatos de violência doméstica anterior, apenas 23 dos quais anotados na folha de antecedentes criminais do autor.

“O que chama a atenção é que vários processos têm relatos de violência doméstica anterior, mas em muito poucos foi acionada a polícia ou houve o registro de ocorrência dessas violências anteriores. A gente tem que procurar entender por que tantas mulheres ainda vivenciam o ciclo da violência, mas não se socorrem das medidas protetivas de todo o sistema que a Lei Maria da Penha oferece para prevenir um fato mais grave”, disse a coordenadora de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria, Flavia Nascimento.

INTIMAÇÃO

De acordo com a defensora pública, é preciso investir mais na qualificação e sensibilização dos profissionais que atuam na rede de proteção à mulher nos sistemas de justiça e de segurança pública para as questões de gênero.

Segundo Flavia, a dificuldade em intimar o réu é um dos motivos para o atraso nos julgamentos, mas a maior demora para a conclusão dos casos ocorre ainda na fase de inquérito policial. “Isso contribui para que a mulher desacredite no sistema de justiça como uma das alternativas para a solução do seu problema de violência doméstica”, acredita.

Para a diretora de Estudos e Pesquisas de Acesso à Justiça, Carolina Haber, coordenadora da pesquisa, o ciclo de violência atinge principalmente mulheres muito vulneráveis, vivendo em áreas carentes, com forte relação de dependência econômica com o agressor.

“O que o poder público tem que fazer é dar condições para que a mulher se sinta acolhida num primeiro momento. Se ela não chega a fazer registro na delegacia é porque, de fato, ela não vê o Estado como passível de prover uma política pública que dê acolhimento”.

Projeto Vida Saudável terá homenagens em aulão na Beira-Rio
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Que tal perder calorias se divertindo e ainda homenagear as mulheres? Essa é a proposta do Aulão de Ginástica, promovido pelo Projeto Vida Saudável, no próximo sábado (7), véspera do Dia Internacional da Mulher). O evento começa às 6h30min, na Praça Rio Cachoeira (Beira-Rio), em Itabuna.

O Projeto Vida Saudável é uma ação colaborativa do Instituto Sorria, juntamente com o Sindicato dos Comerciários de Itabuna e da comunidade, principalmente dos bairros próximos ao Recanto dos Comerciários, onde as aulas são ministradas.

As pessoas interessadas em participar do Projeto Vida Saudável podem fazer suas inscrições no Recanto dos Comerciários (Rua Aurora, 270, Bairro Conceição).

Exposição em celebração ao Dia Internacional da Mulher
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A Defensoria Pública do Estado da Bahia em Ilhéus iniciou, nesta terça-feira (3), uma série de atividades com objetivo de difundir e fortalecer a educação em direitos das mulheres. A programação para celebrar o março mulher teve início hoje à tarde, na sede do órgão, com a exposição de fotos e textos “Lugar de mulher é onde ela quiser”.

Desenvolvido pelas professoras Viviane Briccia e Romari Martinez, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), o projeto entrevistou diferentes moradoras de Ilhéus, Itabuna e outros municípios do sul da Bahia. A professora registrou vários depoimentos sobre como a condição de mulher influenciou a performance profissional e a vida. Uma roda de conversas com as autoras será realizada na abertura da exposição que seguirá na sede até sexta-feira (6).

No mesmo 6 de março, a Defensoria Pública em Ilhéus participará de uma roda de conversa com estudantes de ensino médio de um colégio particular no município. Serão abordados temas relacionados à situação de mulheres em vulnerabilidade que enfrentam casos de violência doméstica e institucional. Além disso, embora sem data e local ainda definidos, já está programado uma roda de conversa sobre temas correspondentes no município de Itacaré.