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Diversidade e alegria na avenida no próximo domingo, 16 (Foto Pimenta).

A organização da Parada Gay espera reunir mais de 20 mil pessoas no evento que será realizado neste domingo, 16, à tarde, nas avenidas Aziz Maron e Mário Padre, em Itabuna. A comunidade LGBT vai às ruas para defender temas como a criminalização da homofobia, o casamento entre pessoas do mesmo sexo e aprovação do Estatuto da Diversidade.

Itamar Santos, presidente do Grupo Humanus e um dos organizadores da Parada Gay, diz que o evento é festivo, mas busca visibilidade política e social. “Os gays vão as ruas dizer que existem, que são cidadãos e eleitores e que querem ser respeitados pelos representantes políticos, sem discriminações absurdas, muitas vinculadas em redes sociais”.

A concentração para o evento começará às 14h, na rótula da ponte do São Caetano. Durante o evento, a Coordenação Municipal em DSTs e Aids distribuirá preservativos e dará orientação para testagem gratuita e informações sobre hepatites virais.

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A VII Parada da Diversidade LGBT do sul da Bahia já tem data definida. Será no próximo dia 29, a partir das 14 horas, nas avenidas Aziz Maron e Mário Padre (Beira-Rio), com saída da rótula do São Caetano. O tema deste ano é um trocadilho com o centenário do município: “Itabuna 100 homofobia”.
A programação começa bem antes, informa Jurema Barreto, do Grupo Humanus. Nesta sexta, 13, acontece a feira de saúde na praça José Bastos, em frente à FTC, até o final da tarde. No dia 19, o público discutirá políticas públicas voltadas à população LGBT. No dia 20, na Câmara de Vereadores, haverá entrega do Troféu Humanus. No penúltimo dia das atividades (28), na Boate Ballo, acontece a Pré-Parada, a partir das 22 horas.

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O prefeito Capitão Azevedo e secretários municipais acabam de chegar à concentração da 6ª Parada Gay de Itabuna, evento em defesa da diversidade sexual. Uma travesti confessou ao capitão, em tom de brincadeira, que sonhou com ele a noite toda. Azevedo não fugiu da raia e quis saber logo como foi o sonho. A assanhada narrou todos os detalhes. E provocou riso geral.

Da comitiva do prefeito, os mais animados são os secretários Gilson Nascimento (Administração) e Walmir Rosário (Assuntos Governamentais e Comunicação Social). Membros da comissão organizadora da parada pretendem convidá-los para jurados do Miss Gay do Cacau.

A comitiva subiu no trio elétrico que vai arrastar a multidão pelas avenidas Mário Padre e Aziz Maron (Beira-Rio).

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Jurema Barreto | juremacintra@hotmail.com

Todo ano, vemos as ruas de diversas cidades do Brasil e do mundo ficarem mais coloridas, não só de tonalidades e formas, mas de pessoas de raças, credos, etnias, idades diferentes, que em determinado momento se unem na luta contra o preconceito, contra a homofobia: são as Paradas do Orgulho Gay. Ir às ruas significa tornar-se visível, ocupar o espaço público, mostrar-se enquanto pessoa humana, por mais que o termo pareça redundamente.

Lembro que 60 anos atrás estas pessoas eram não-sujeitos, pois perseguidas em regimes nazi-fascistas foram jogadas em campos de concentração. Assim, como os judeus recebiam a estrela azul, a estrela de David, ciganos, negros também foram perseguidos.

Testemunhas de Jeová recebiam a estrela roxa, e os gays recebiam a estrela rosa dentro dos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Eram forçados a realizar atividades desumanas e degradantes, além de não-sujeitos, agora estavam no não-lugar. Era preciso negar a existência desses “seres de menor valor”, era preciso exterminá-los e assim ocorreu o genocídio.

No pós-guerra surge uma grande necessidade mundial de se criar institutos e mecanismos jurídicos para impedir que atrocidades como essas voltassem a acontecer. Surge a ONU e a Declaração Universais dos Direitos Humanos. Fortalece-se a luta dos movimentos e organismos sociais.

Mulheres, negros, índios, quilombolas, ribeirinhos, crianças e adolescentes, idosos, trabalhadores etc, os sujeitos sociais começam a serem enxergados e atuar de forma decisiva, não mais como expectadores, mas atores sociais. Contudo existe ainda uma barreira a ser rompida, a barreira dos direitos da diversidade sexual e direitos sexuais.

As Paradas do Orgulho Gay mostram que estes atores sociais existem, e enquanto sujeitos de direito, estas pessoas merecem e precisam ser respeitadas. Dar visibilidade ao tema da Homofobia, dos assassinatos por ódio, da discriminação, da omissão da lei e dos legisladores, da ausência de políticas públicas para travestis e transexuais, da discriminação no mercado de trabalho, da negação de direitos civis; a Parada Gay é tudo isto.

Parabéns Itabuna. Parabéns a Bahia. Parabéns o Brasil, país que possui a maior quantidade de organizações LGBT do mundo e o maior número de Paradas Gays reconhecidas.

Jurema Barreto é advogada militante, assessora jurídica do Grupo Humanus – Grupo Gay de Itabuna e conselheira política do Fórum de ONGs LGBTT da Bahia