Reitor Alessandro Fernandes e José Nazal durante cerimônia na Uesc
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A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) promoveu, nesta quinta-feira (25), a solenidade de entrega dos títulos de Doutor Honoris Causa ao músico Adalmiro Leôncio da Silva, Mestre Sabará, e ao fotógrafo, memorialista e ex-vice-prefeito de Ilhéus José Nazal. Também homenageou o músico Clóvis de Figueiredo Leite, o Kocó da Banda Lordão, que faleceu em fevereiro e foi agraciado com o título de Doutor Honoris Causa em memória.

Mestre Sábara, ícone da música grapiúna, recebe título de Doutor Honoris Causa

A solenidade contou com a presença de familiares e amigos de Kocó, a exemplo do irmão, José Jorge Leite; da viúva, Sônia Leite; e das cantoras da Banda Lordão, Cris Mel e Tina Dias.

Parte das comemorações dos 50 anos do Campus Professor Soane Nazaré de Andrade, a cerimônia também foi marcada pela entrega dos títulos de Professor Emérito ao professor Aurélio Farias de Macêdo, que dirigiu a Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (Fespi), precursora da Uesc; e à professora Adélia Maria Carvalho de Melo Pinheiro, reitora da Uesc de 2012-2019, ex-secretária da Educação da Bahia e pré-candidata a prefeita de Ilhéus pelo PT.

Viúva e irmão de Kocó recebem título concedido ao músico em memória

OBRA DA CIVILIZAÇÃO GRAPIÚNA

No seu pronunciamento, o reitor Alessandro Fernandes de Santana relembrou o papel de instituições e pessoas que deram forma e corpo à Uesc, como a Ceplac, o extinto Instituto de Cacau da Bahia (ICB), o professor Soane Nazaré de Andrade, falecido no ano passado, e a família Nabuco, que doou parte do terreno onde, em 1974, nasceu o campus da Fespi. O restante da área foi adquirido pela Ceplac.

O reitor também lembrou do trabalho que, muitas vezes, passa despercebido, mas é parte essencial da vida no Campus, como os serviços prestados por operários, ajudantes, técnicos e todas as categorias profissionais. Para Alessandro, é o reconhecimento dessa pluralidade é uma marca da Uesc, à qual se refere como “a maior invenção da sociedade grapiúna”.

– Somos uma instituição plural e diversa, porque temos a grandeza de reconhecer que se constrói uma Universidade grande se reconhecemos a grandeza da contribuição de todos – declarou.

O incidente com o Boeing da Vasp em Ilhéus || Reprodução Instagram/José Nazal/Acervo Carlos Spagat
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Era princípio de noite daquele 15 de abril de 1988, quando um Boeing da extinta Vasp pousava no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, sul da Bahia. Deveria ser um procedimento tranquilo, porém a aeronave pousou adiante do ponto, relembra o memorialista e fotógrafo José Nazal.

Resultado: o Boeing aquaplanou e resvalou na mureta da margem do Rio Santana, na Baía da Sapetinga.

O próprio José Nazal publicou sequência de fotos de Carlos Spagat em seu perfil no Instagram (veja aqui).

E relembra: – Hoje, 15 de abril de 2024, faz 36 anos que um Boeing da VASP pousou adiante do ponto e aquaplanou, cavando uma vala no stop way da cabeceira 11, batendo na mureta na margem do Rio Santana.

A aeronave somente pôde ser retirada dois dias depois, ao meio-dia do domingo (17).

Foi o único acidente com impacto nas operações do aeroporto desde aquele 15 de abril.

Em tempo: Aqui, um registro importante. Por sua contribuição à história e ao desenvolvimento urbanismo do sul da Bahia, Nazal receberá, no próximo dia 25 de abril, o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Mano Brown durante solenidade em que recebeu o título da UFSB || Foto Divulgação
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A entrega do título de doutor honoris causa a Mano Brown pela UFSB é um marco no reconhecimento da cultura hip hop, mas também no papel relevante das juventudes brasileiras que povoam as periferias dos centros urbanos.

 

Efson Lima || efsonlima@gmail.com

A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) entregou na quarta-feira última, dia 1º, o título de doutor honoris causa a Mano Brown. Para algumas pessoas “bem nascidas,” os títulos são uma questão de tempo, mas para os jovens periféricos brasileiros o grande título é o da sobrevivência. E a homenagem de doutor honoris causa para Pedro Paulo Soares Pereira confirma a sua sobrevivência e abre possibilidades de reflexões sobre a periferia brasileira, inclusive, ensejando reconfiguração do papel desse grupo social no  desenvolvimento nacional.

Mano Brown ao receber o título de doutor honoris causa pela UFSB significa que a ele se distinguiu pelo saber e/ou pela atuação em prol do desenvolvimento das Ciências, das Letras, das Artes, da Educação, da Cultura, da Tecnologia e Inovação, das Políticas Públicas, dos Direitos Humanos, do Desenvolvimento Social ou do Meio Ambiente, cuja contribuição seja ou tenha sido de alta relevância para o País ou para a humanidade, conforme preceitua a Resolução da Universidade sobre a concessão de títulos honoríficos.

O laureamento foi proposto pelo professor Richard Santos, um estudioso da cultura hip hop e, atualmente, pró-reitor de Extensão e Cultura na UFSB. O docente no memorial pormenoriza as contribuições de Mano Brown para a sociedade brasileira, especialmente, a periferia. Assim, o proponente foi entrelaçando as razões justificadoras para a concessão do título a Mano Brown, rapper e figura central do grupo de rap Racionais MC’s. O artista nasce em São Paulo, mas a sua mãe é natural de Riachão do Jacuípe, na Bahia, onde ainda moram tios e primos.

No farto memorial,  as justificativas que levaram o Conselho Universitário à unanimidade aprovar a distinção para o principal representante do movimento hip hop nacional são percebidas: “Essas (…) informações sobre Pedro Paulo que darão conformidade a imagem de Mano Brown nos é importante para a compreensão de todo o processo formativo não apenas do cidadão que forjará o artista, mas, principalmente de sua rede de relações políticas, culturais e ancestrais que o farão o principal representante de uma juventude periférica racializada brasileira emergida da abertura democrática, da retomada da organização do movimento negro brasileiro em sua pluralidade e que resultará na luta por direitos cidadãos, antirracismo e insurgência,” sinaliza o propositor da homenagem, que foi reconhecida pelo professor Francisco de Assis, relator da homenagem.

Anteontem, dia 04/11, comemorou-se o Dia da Favela, cujo termo foi utilizado pela primeira vez no ano de 1900, em um documento oficial, quando o delegado se referiu ao morro da Providência como “favela”. Favela é uma planta medicinal do semiárido brasileiro, especificamente, encontrada na caatinga baiana.  O termo ganhou as páginas da imprensa brasileira por meio do jornal O Estado de São Paulo,  sendo Euclides da Cunha o jornalista correspondente do massacre de Canudos a evidenciar o termo. Posteriormente, na obra Os Sertões,  do mesmo jornalista, o signo favela cada vez mais foi se afirmando no cenário nacional. Os símbolos e signos da solenidade não param por aí.

Na solenidade de entrega do título de doutor honoris causa a Mano Brow, eu estava lá em alguma das fileiras do Teatro Candinha Doria. Eu estava a acompanhar Wenceslau Júnior, superintendente de Economia Solidária e Cooperativismo.

Antes de narrar minhas impressões, fato simbólico é o motorista Jamilton Nery, que no carro levava sua camisa passada e bem cuidada para usar na solenidade. Ele de Água Fria, estava marcando na sua agenda a cerimônia de concessão do título para Mano Brow. Semana antes já havia perguntado sobre a solenidade. Certamente, além do imaginário dele, Mano Brown tem povoado milhares de jovens brasileiros. Assim como imageticamente demarcou o território da mente de Jorge Raimundo dos Santos representante dos funcionários terceirizados, em sendo o primeiro a discursar, desconcertadamente no início, ele  foi  se ajustando e convencendo – nos do papel exercido por  Mano Brown na sociedade brasileira. E arrebatou palmas algumas vezes do teatro lotado. Rendi-me.

Também observei que Jorge Raimundo dos Santos é um genuíno representante do impacto da UFSB na vida sul-baiana, no coração da civilização grapiúna. A UFSB é a única instituição pujante  com tentáculos em 3 territórios de identidade, ampliando a responsabilidade da universidade e se soma à UESC no desafio de contribuir para o desenvolvimento regional.

Com todo respeito aos acadêmicos, eu não vi uma solenidade, mas uma festa do início ao fim, que foi costurando os diversos signos e símbolos. As saudações oficiais evidenciaram “todes”; representações diversas, inclusive, LGBTQUIAPN+, foram se apresentando e mostrando para as pessoas presentes as múltiplas universidades dentro da UFSB. Homens e mulheres, jovens, especialmente, mostravam a universidade comprometida com as diversas expressões artísticas. Particularmente, desconheço qualquer aparato educacional decente que não contenha arte e estímulo para o processo criativo. Uma universidade sem arte é um mero espaço de formação técnica.

Ganha o indivíduo e a sociedade se beneficia com as diferentes interfaces de uma universidade. O discurso do representante estudantil,  Felipe Soares de Moraes, parece que tinha sido calculado…milimetricamente, pronto para atingir cada convidado. Eu era um simples convidado, de Entroncamento de Itapé, que tive a oportunidade de morar no Alto do Coqueiro e no bairro do Basílio, ambos bairros periféricos e extremamente violentos em Ilhéus. E, agora, por força da educação, estou nas páginas do presente site e provisoriamente resido em Salvador. A favela habita em mim.

Como já esperado, o ponto alto da solenidade foi o discurso de Mano Brown, que aproveito para reproduzir aqui o transcrito no site ”Pimenta”: “Para mim, voltar para a Bahia e receber esse título é muito simbólico, porque minha mãe saiu da Bahia, do interior da Bahia, humilhada. Ela saiu se sentido a pior de todas. Foi para São Paulo, chegou lá com 15 anos e a vida nunca foi fácil. Eu queria que minha mãe estivesse viva para ver isso agora, porque, se tem uma pessoa que tinha tudo para ser errado na vida, sou eu. “Essa fala foi marcante e representa o drama diário de milhares de mães e pais no Brasil.

Após a solenidade, em um breve reencontro com Wenceslau Júnior, no fim da noite, mostrava-me uma foto dele em reunião em Brasília, em defesa da UFESBA, inicialmente, como a UFSB foi criada. Lembro daquele fato sendo notícia no jornal “Agora”, que circulou em Itabuna. Eu tenho essa edição impressa, que saiu no dia posterior a sanção presidencial da lei de criação, eu estava em Itabuna e trouxe aquele exemplar para Salvador. Era a capa do jornal. Nascia a UFESBA e a UFOB, esta última eu vi o projeto ser impresso na sala do vice-reitor da UFBA, então, professor Mesquita. Agora, também vice-reitor da UFSB.

A entrega do título de doutor honoris causa a Mano Brown pela UFSB é um marco no reconhecimento da cultura hip hop, mas também no papel relevante das juventudes brasileiras que povoam as periferias dos centros urbanos. É também estratégico ao reconhecer a periferia como espaço de produção de fazeres culturais e das múltiplas vivências, inclusive, os desafios.

A UFSB é uma universidade periférica e tem muito que se orgulhar disso. Ela foi pioneira ao assegurar a reserva de vagas para egressos do sistema prisional e em restrição de liberdade e tem buscado reconhecer as diversas minorias em seus espaços institucionais. Prova disso é o seu percentual superior à lei federal no tocante a  aplicação da reserva de vagas no ensino superior, além das vagas extranumerárias. Uma reitora negra, professora Joana Angélica Guimarães da Luz, também simboliza de qual lado a Universidade pretende traçar seus caminhos. A UFSB comemora 10 anos de criação e o movimento hip hop 50 anos, ao surgir em 1973, em um apartamento de New York, nos EUA. A favela no alto.

Efson Lima é doutor e mestre em Direito/Ufba, advogado e membro das Academias de Letras de Ilhéus (ALI) e da Grapiúna (Agral). Ex -morador do Alto do Coqueiro e morador do bairro do Basílio, ambos em Ilhéus.

Universidade aprovou título a Mano Brown nesta quarta-feira (16)
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Mano Brown carrega uma aliteração em seu nome, Pedro Paulo Soares Pereira. É sonoro, como se Dona Ana tivesse batizado o filho predestinando-o a buscar sentido pra vida no som das palavras, feito um envio de destino. Nascido na cidade de São Paulo, em 1973, ele se tornou o líder dos Racionais MC’s, maior expressão da cultura popular, negra e periférica do Brasil nos últimos trinta anos. Hoje (16), teve a obra musical e a trajetória reconhecidas com a aprovação do título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

A proposta do título foi iniciativa da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A reitora Joana Angélica Guimarães falou sobre o significado da homenagem. “A titulação aprovada, por unanimidade, pelo Conselho Universitário da UFSB, reflete a importância dada pela nossa comunidade ao trabalho desenvolvido pelo Mano Brown, na arte, na cultura e especialmente na interlocução com jovens negros e negras de periferia, que veem na sua música uma forma de expressão que lhes dá voz, quando a sociedade lhes nega”.

“A POSSIBILIDADE DO SONHO DIANTE DA MISÉRIA”

Os Racionais MC’s lançaram suas primeiras músicas, Pânico na Zona Sul e Tempos Difíceis, em 1988, na coletânea Consciência Black, do selo Zimbabwe Records. A primeira fase da banda foi marcada por letras diretas, em tom de denúncia, retratando a dureza e os perigos da vida nas margens da capital paulista. A repetição dessa realidade nas periferias de todo o País foi o elemento de identificação nacional das músicas do grupo, que lançaria seu segundo álbum, Raio X Brasil, em 1993. É dele a música Homem na Estrada, com sample de Ela Partiu, do disco Tim Maia Racional, Vol. 1, de onde veio a inspiração para o nome da banda de rap.

Segundo o pró-reitor de Extensão e Cultura da UFSB, Richard Santos, a justificativa do título ultrapassa a grandeza do artista e de sua liderança. “É algo que aponta para a importância do que o Hip Hop nos tem legado ao longo dos anos, a identidade das periferias e a possibilidade do sonho diante de tanta miséria e sufocamento”, resume.

VIRADA

Mano Browm tem ao seu lado os mesmos companheiros de 35 anos atrás, KL Jay, Ice Blue e Edi Rock. É casado há três décadas com a advogada Eliane Dias, com quem teve os filhos Domênica e Jorge – nomes escolhidos em homenagem a Jorge Ben, ídolo de Brown. Eliane gerencia a carreira dos Racionais, que venderam mais de 1,5 milhão de cópias de Sobrevivendo no Inferno, de 1997. O disco foi o auge do adensamento da obra da banda, como na música Diário de Um Detento, retrato do Massacre do Carandiru.

O sexto álbum de estúdio só viria ao mundo em 27 de outubro de 2002, o domingo em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito para seu primeiro mandato presidencial. Coincidência ou não, Brown nunca escondeu a simpatia nutrida pelo petista.  Nada Como Um Dia Após O Outro Dia marcou uma virada estética e discursiva na música dos Racionais. O tom combativo ainda está ali, mas embalado e diversificado por novos ritmos e temas, no esforço da arte para capturar e moldar o espírito do tempo.

O movimento de abertura criativa de Mano Brown alcançou novo patamar com seu primeiro disco solo, Boogie Naipe, de 2016. Com o balanço e as referências dos bailes negros dos anos 1980, é um acerto de contas do artista com sua persona romântica e um prato cheio para quem gosta de ritmos dançantes. A primeira faixa convida: Sinta-se Bem Com Boogie Naipe.

A aprovação do título faz parte das comemorações dos 10 anos de fundação da Universidade Federal do Sul da Bahia. Caso Brown aceite a homenagem, a sessão solene deverá ocorrer em novembro, o mês da Consciência Negra.

José Nazal receberá título de Doutor Honoris Causa da Uesc || Foto Rodrigo Macedo
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Numa das mais justas homenagens da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a instituição concederá o título de Doutor Honoris Causa a José Nazal, fotógrafo, memorialista e ex-vice-prefeito de Ilhéus.

A proposta de concessão do título foi apresentada pelo reitor da Uesc, Alessandro Fernandes Santana, e aprovada pelo Conselho Universitário (Consu) hoje (24).

José Nazal, 67 anos, é dos profundos conhecedores da história, da geografia e das pessoas do chão sul da Bahia. Um mestre! Mais recentemente, também comandou a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Ilhéus. É membro do Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus.

É da lavra de Nazal uma das principais obras que narram a história da sua terra, Minha Ilhéus – Fotografias do Século XX e um Pouco de Nossa História. Com suas lentes mágicas, registra – e também participa da – história e evolução do sul da Bahia nas últimas décadas.

HONORIS CAUSA

A expressão Honoris Causa é expressão latina (“por causa de honra”), utilizada quando uma universidade deseja conceder título de honra “para uma personalidade de grande destaque ou importância por seu trabalho”.

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Naomar Almeida assina a nota em solidariedade à UFRB.
Naomar Almeida assina a nota em solidariedade à UFRB.

O Conselho Universitário da UFSB (Universidade Federal do Sul da Bahia) criticou decisão da Justiça, em Salvador, que proibiu a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) de conceder título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula. A honraria seria entregue na última sexta (18) pela reitoria da UFRB, em Cruz das Almas. A universidade do recôncavo decisão por prestar outro tipo de homenagem ao ex-mandatário da brasileiro.

Tornada pública nesta manhã de terça (22), a nota assinada pelo reitor da universidade sul-baiana, Naomar Almeida, considera que a Justiça Federal cometeu “desrespeito à autonomia universitária, assegurada pelo artigo 207 da Constituição Brasileira”. A justiça atendeu ao pedido de um vereador do DEM de Salvador ao conceder liminar barrando a concessão do título a Lula, fundador da UFRB, em 2006.

Ainda em nota, o conselho da universidade sul-baiana observa que o ato do juiz federal Evandro Reimão é “afronta a todas as universidades e à própria instituição da universidade no nosso país”. E ensina, em solidariedade à irmã do recôncavo baiano, que “A autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial se desdobra em ações como a das titulações honoríficas, explicitamente asseguradas pela Lei 9.394/1996, no seu artigo 53, inciso VI, quando diz que compete às universidades conferir graus, diplomas e outros títulos.”

Clicando no “leia mais”, confira a nota da UFSB na íntegra.Leia Mais