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As investigações da polícia civil sobre o Escândalo do Suco na prefeitura de Itabuna estão praticamente paradas, um mês depois do caso ter estourado na imprensa. Até a última sexta-feira, 6, o que existia era apenas o registro de ocorrência dando conta do sumiço de “sete litros de suco” do almoxarifado do Restaurante do Povo, administrado pelo município.
O caso está registrado no boletim de ocorrências da Delegacia de Furtos e Roubos de Itabuna e omite que a quantidade desviada foi bem maior. De acordo com o secretário de Administração de Itabuna, Gilson Nascimento, teriam sido, pelo menos, seis fardos de seis litros de suco engarrafado.
O Ministério da Agricultura doou cerca de 42 mil litros de suco para o município, para programas sociais.  Parte da doação foi encontrada em vários supermercados e mercearias de Itabuna. A ocorrência registra apenas um caso, no bairro Pedro Jerônimo, periferia do município.
O fiscal municipal Carlos Alberto dos Santos foi o autor da queixa na delegacia. Apesar da prefeitura possuir os nomes dos envolvidos nos desvios, eles não são citados na ocorência policial. Os autores nem foram afastados ou exonerados do serviço público, o que era uma promessa do governo (relembre aqui).
O delegado Clodovil Soares, que estava de férias no período em que a queixa foi registrada, prometeu fazer o caso andar. Ainda nesta semana, disse, irá convocar para depor o fiscal que denunciou o caso.
O delegado também informou que o inquérito sobre roubo de cloro na Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) será concluído nos próximos dias, faltando apenas o depoimento de uma funcionária da empresa.