Colégio Batista seleciona bolsistas em Itabuna || Foto Divulgação
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A Associação de Beneficência e Cultura Teosópolis, mantenedora do Colégio Batista de Itabuna, está concedendo 71 bolsas de estudo para estudantes de baixa renda no ano letivo de 2021. Foi publicado hoje (29) o resultado do processo seletivo de concessão de 27 bolsas integrais e 44 bolsas parciais de estudo. A concessão da bolsa leva em consideração a renda familiar do aluno.

Gracileide Silva Guimarães Souza, diretora do Colégio Batista de Itabuna, diz que a instituição cumpre seu papel de responsabilidade com a educação inclusiva, inserido em projeto político pedagógico. “Nosso objetivo, com a concessão das bolsas de estudo, é contribuir com o desenvolvimento da sociedade”.

Gracileide afirma que a escola cumpre o seu papel social ao proporcionar educação de qualidade a quem não pode pagar e estarem nesses ambientes. “Os pais chegam para inscrever e dizem que sonhavam em matricular seus filhos na escola, mas que não tinham condições de pagar. Eles dizem que os filhos pensam em se qualificar buscando uma educação de qualidade. É a realização de um sonho. A educação dos sonhos”, ressaltou a educadora.

BOLSAS INTEGRAIS

1. Fernanda Beatriz Santos Farias
2. Pietro Silva dos Santos
3. Alícia de Souza Mendonça
4. Sofia Pacheco Guimarães
5. Ana Isa Sampaio Reis
6. Guilherme Gomes dos Reis
7. Kamily dos Santos Profeta
8. Pedro Alexandre Santos Figueiredo
9. Cecília Aragão Rocha
10. Maria Esther Leles Borges
11. Enzo Aragão Rocha
12. Samylle Silva Ferreira
13. Isabelle Sophie Bezerra Dantas Souza
14. Davi Costa Oliveira
15. Julia Gabrielle Costa Oliveira
16. Lohanna Evelin da Silva Ramos
17. Maria Eduarda Dantas Leite
18. Yasmin Silva Araújo
19. Andrey Victor Ramos Souza
20. Kauã Santos Coelho
21. Clarice Nunes dos Santos Crispim
22. Kauê Ramos Santos
23. Ray Martins Santos
24. Nicole Mendes Alves
25. Francisco Neto Pereira dos Santos
26. Railan Santos Silva
27. Adrian Conceição Ramos Gomes

BOLSAS PARCIAIS

1. Samuel Oliveira Menezes dos Santos
2. Nicole Gouveia de Oliveira
3. Pedro Henrique Briglia Barbosa
4. Ana Kiara Silveira Santos
5. Vinicius Silva dos Santos
6. Ester Beatriz Figueirêdo Cordeiro
7. Hannah Julia Brito Araújo da Silva
8. Maria Eduarda Oliveira de Jesus
9. Stefany Damaceno dos Santos
10. Rhamyne Calixto Lima Santos
11. Eduardo dos Santos Souza
12. André Lucas Menezes Rosa dos Santos
13. Erick Santos Café
14. Nathália Lisboa Mota
15. Maria Gabriela Marinho Neri
16. Lorena Domingos de Andrade
17. Hadassa Jesus Santos
18. Pietro Rocha Santos
19. Maria Fernanda Cabral Victor Barros
20. Estevão Antonio Oliveira Barreto
21. Marianna Conceição Ramos Gomes
22. Sofia Magalhães Santana
23. Gustavo Ribeiro da Silva
24. Gabriela Vieira de Jesus Medeiros
25. Gabriel Garcia Santos
26. Dara Santos Santana
27. Bernardo Andrade Correia
28. Geovana Vitória Almeida Pontes
29. Esther Corban Nascimento de Lima Buquer
30. Maria Luiza Lopes dos Santos Barbosa
31. Davi Lucas Campos Rocha Vieira
32. Pedro Lucas Ramos dos Santos
33. Nycolas Magalhães Campos Paixão
34. Luara Chaves Silveira
35. Levi Brayan Chaves Silveira
36. Felipe Batista Costa
37. Marcus Vinícius de Melo Meireles
38. Ana Luísa dos Santos Bispo
39. Letícia Carvalho Morais
40. Maria Eduarda Carvalho Morais
41. Thiago Vieira Miranda
42. Ana Beatriz Oliveira Bispo
43. Gabriel Santos Pinto
44. Levi Eriksam dos Santos Silva

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O Sesi Bahia promoverá, a partir da próxima segunda (14), a Semana do ENEM, uma revisão completa de conteúdos voltados ao Exame Nacional do Ensino Médio. Serão cinco dias de aulas preparatórias, com transmissão pelo YouTube da Escola SESI Bahia (www.youtube.com/escolasesibahia). Além dos estudantes do 3º ano das escolas da Rede Sesi Bahia de Educação, o evento também é aberto para alunos da rede pública e de outras escolas privadas.

A programação também inclui palestras com psicopedagogas das escolas do SESI. “A ideia é apoiar os estudantes na revisão dos conteúdos e nos aspectos socioemocionais. Nossa intenção é fazer com que eles se preparem emocionalmente para esse momento, diminuindo a ansiedade”, explica Luísa Andrade, coordenadora do projeto. As aulas preparatórias também terão intervalos de 30 minutos, com apresentações culturais.

PROGRAMAÇÃO

14.12 (das 7h às 12h30min) – Tema: Ciências da Natureza e suas Tecnologias

15.12 (das 7h às 12h30min) – Tema: Matemática e suas Tecnologias

16.12 (das 7h às 12h30min) – Tema: Ciências Humanas e suas Tecnologias

17.12 (das 7h às 12h30min) – Tema: Linguagens, códigos e suas tecnologias

18.12 (das 7h às 12h) – Tema: Redação

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Estudo realizado no Instituto de Biociências (IBB) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) indicou potencial alvo para tratamento da covid-19. Um gene identificado pelos pesquisadores pode estar associado a interações entre proteínas pulmonares e o novo coronavírus, o que pode indicar um método de combate à doença.

Os pesquisadores identificaram a alteração na expressão de um gene chamado TRIB3, responsável pela produção de uma proteína de mesmo nome e que tem alta probabilidade de interagir com a proteína do novo coronavírus em células epiteliais do pulmão – essas células fazem o revestimento interno do órgão e são alvos preferenciais do novo coronavírus.

Segundo o estudo, essa proteína já foi anteriormente relatada como capaz de diminuir a infecção e a replicação de outros vírus.

“A TRIB3 tem o potencial de interagir com proteínas do vírus e isso pode, por exemplo, diminuir a replicação do vírus dentro da célula, como já demonstrado para o vírus da hepatite C. Ou seja, existe a possibilidade de que uma interação da TRIB3 com proteínas do SARS-CoV-2 [novo coronavírus] iniba o ciclo biológico do vírus”, disse o pesquisador do IBB da Unesp, Robson Carvalho, que lidera o estudo.

O gene TRIB3 diminui sua expressão em pessoas idosas do sexo masculino, o que pode ajudar a explicar a ocorrência de casos mais graves nessa população. Com esses resultados, de acordo com os pesquisadores, compostos capazes de reverter esse processo e que consigam estimular a expressão de TRIB3 devem ser avaliados como potencial tratamento contra o novo coronavírus.

Segundo Carvalho, na Europa, já há uma empresa espanhola realizando ensaios clínicos com um medicamento contra o câncer de endométrio que é capaz de aumentar a atuação da TRIB3.
Início do estudo.

MUDANÇA DE FOCO

O trabalho de pesquisa começou há cerca de um ano, mas estava voltado para o estudo da caquexia – perda de peso e atrofia muscular – em pacientes com câncer de pulmão. Os pesquisadores estudavam o perfil da expressão do gene ao longo do envelhecimento do pulmão. Em março, com a pandemia da covid-19, os cientistas redirecionaram o trabalho para pesquisar a doença, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

“A nossa ideia inicial era identificar moléculas que são secretadas pelo pulmão e que podem eventualmente atuar em outros órgãos e tecidos. Conversamos e pensamos ‘se estamos analisando moléculas liberadas pelo tumor do pulmão que podem atuar em outros órgãos, poderíamos pensar em uma abordagem semelhante e avaliar a interação entre proteínas pulmonares e proteínas do vírus da covid-19’”, explicou Carvalho. Da Agência Brasil.

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Enfrentou à diversidade e realizou o sonho.
Maria Aloísia venceu todas as barreiras e realiza sonho || Foto Arquivo Pessoal

Do G1

A esperança de transformar a vida profissional fez com que a advogada Maria Aloísia Jesus dos Santos, de 30 anos, conciliasse o trabalho de doméstica, que conhece desde a infância, com a faculdade de Direito. Mesmo sem qualquer incentivo familiar para estudar, a jovem da zona rural de Valença, no Baixo Sul da Bahia, não desistiu do sonho. Ela, que mora em Salvador, jamais perdeu uma matéria no período da graduação, e, após cinco anos, tempo do curso de Direito, conquistou a tão sonhada formatura na quarta-feira (26).

Aluna dedicada, após madrugadas em claro, Maria estreou no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em fevereiro deste ano e foi aprovada. Ela conta que intensificou os estudos quando soube que poderia fazer o exame antes mesmo de se formar.“Criei uma meta, comprei vários cadernos e comecei a estudar nas madrugadas”, contou. Apesar da conclusão do curso de Direito e da realização profissional, o sonho dela não para. Seu desejo é ser juíza.

Sobre a escolha da profissão, Maria conta que teve a ajuda de testes vocacionais, mas o que contou mesmo foi saber que poderia ajudar as pessoas através da carreira que decidiu seguir. “O Direito é uma profissão bonita, eu vou servir à sociedade e nela [a carreira] vi exemplos de mulheres que me motivaram, como Luislinda Valois, que foi a primeira juíza negra do país. Se ela conseguiu, por que eu não conseguiria também?”, argumenta.

Maria Aloísia percorreu um longo caminho de estudo e superação. Aos 17 anos, ela não havia concluído nem o ensino fundamental. Além disso, a jovem não tinha tempo para estudar, nem dinheiro para pagar a mensalidade de uma faculdade particular.

Determinação foi essencial para alcançar os objetivos. Segundo ela, os obstáculos que iria enfrentar para chegar à faculdade foram a base da motivação.

O advogado, professor e coordenador do curso de Direito da faculdade onde Maria estudou, Vinícius Maia, relata que a colega de profissão era muito dedicada às aulas no período graduação, além de ser concentrada e bastante determinada. “Sempre tem o aluno com o ‘caderno da salvação’ aquele que copia tudo e os colegas correm para tirar cópia perto das provas. Assim era Maria Aloísia, que sempre ajudava seus colegas”, contou.

Ele destacou que a determinação dela era o que mais o surpreendia. “Mesmo diante das adversidades, ela não abandonou seus objetivos, pois tinha convicção de que o estudo não era apenas uma opção, mas o único caminho para que sua vida fosse realmente mudada. Histórias como a de Aloísia alimentam nossa alma como educadores”, disse Vinícius.

Casa da família de Maria Aloísia em Valença.
Casa da família de Maria Aloísia em Valença || Foto Arquivo Pessoal.

Maria conhece o trabalho desde os 7 anos de idade, quando começou a fazer faxinas em Valença. Aos 17, no ano de 2004, ela se despediu da mãe e da cidade natal com destino a Salvador, quando quatro dos 12 irmãos já moravam na capital e poderiam dar um suporte familiar.

Em Salvador, ela continuou trabalhando como doméstica. Contudo, não se sentia feliz porque os patrões não a tratavam bem – alguns não pagavam o salário, e outros já a humilharam.

Maria conta que, apesar do empecilho escolar, por não ter concluído os estudos, ela não desistiu e foi em busca do conhecimento. “Fiz um supletivo, terminei o ensino fundamental e em 2011 concluí o ensino médio. Até a metade do ensino médio fui doméstica, dormia na casa das famílias. Depois disso, passei a ser diarista e a focar no objetivo de ingressar na faculdade. Então comecei a fazer testes vocacionais”, relatou.

Ao concluir o ensino médio, Maria descobriu que queria cursar Direito. O desafio seguinte era chegar até a universidade. Maria conta que não tinha tempo para estudar e disputar a vaga em uma universidade federal, nem dinheiro para pagar uma faculdade particular.

“Saí da vida de faxinas e procurei um emprego fixo, com carteira assinada em uma empresa de limpeza, para poder contratar o Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e poder me matricular em uma faculdade particular. Eu só conseguiria o financiamento se tivesse com carteira assinada, que comprovava que eu poderia pagar. Foi a primeira vez que minha carteira estava sendo assinada”, relatou.

Após conseguir 100% do financiamento, ingressar na faculdade e com sonho realizado, os desafios de Maria aumentaram. O trabalho de serviços gerais na empresa fazia com que ela perdesse muito tempo e o rendimento na faculdade começou a cair.Confira a íntegra da matéria com a história de vida de Maria Aloísia clicando aqui.