Operação cumpre mandados contra organização criminosa
Tempo de leitura: < 1 minuto

A 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca de Salvador aceitou denúncia contra seis pessoas supostamente envolvidas no esquema de roubo de veículos de locadoras, que, por meio de fraudes no Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran), eram transferidos para terceiros. O golpe foi apontado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), responsável pela denúncia, após a Operação Fake Rent (relembre).

Os crimes, segundo a denúncia, seriam cometidos logo após a locação dos veículos. A organização, ainda conforme o MP, utilizava documentos falsos, corrompia agentes públicos e inseria dados falsos no sistema informático do Detran, transferindo a propriedade do automóvel para um dos integrantes do esquema.

As investigações couberam ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, braço especializado do MP-BA. O Gaeco estima que o réus teriam causado prejuízo de R$ 721.772,00 às vítimas.

Na denúncia, aceita formalmente na sexta-feira (22), O Gaeco informa que, considerando toda a Bahia, esse tipo de crime provocou prejuízo acima de R$ 9,5 milhões.

DENUNCIADOS

Foram denunciados Valdinei dos Santos Luz, indicado como líder do grupo e recrutador de pessoas que figuravam como locatárias de veículos; os despachantes Eduardo Rebouças da Silva e Adroaldo Guache Filho, que seriam responsáveis pela inserção de dados falsos nos sistemas informáticos; e Fred Jorge Aragão Ramos, que atuaria em conjunto com os despachantes.

Completam a lista de réus Fábio Luís Aragão Ramos, irmão de Fred Ramos, que teria participado de transferência de veículo; e Fábio Santana de Matos, servidor do Detran que teria recebido propina por supostos malfeitos.

Essa é a segunda denúncia feita a partir das investigações da Operação Cartel Forte
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) formalizou denúncia à Justiça contra cinco acusados de associação criminosa e corrupção por esquema de propina no Detran (Departamento Estadual de Trânsito). A acusação feita nesta segunda-feira (5) foi a segunda originada pelas investigações da Operação Cartel Forte.

Conforme a denúncia, o presidente da Associação Baiana de Estampadores de Placas Veiculares e Similares (ABEPV), Adriano Muniz Decia, seria o coordenador da associação criminosa. Já a operacionalização do esquema caberia à Catiucia Souza Dias.

O MP também denunciou os servidores Alex de Carvalho Souza Júnior, Leandro Reis dos Santos e Patrícia Meireles Notari, que coordenava o posto do Detran localizado no Shopping Salvador. Além do cargo no Detran, Alex é assessor da Prefeitura de Salvador.

Ainda conforme o Ministério Público, os crimes foram descobertos na segunda fase da operação, com análise das conversas entre os denunciados em aplicativo de mensagens. Adriano Decia e Catiucia Dias já foram alvos da primeira denúncia, acusados de formação de cartel, falsidade ideológica, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), formado por membros do MP, atua no caso. Segundo o Gaeco, para cada venda de placa veicular direcionada à empresa do esquema pelo valor de R$ 140, Patrícia e Alex recebiam R$ 40 e R$ 30, respectivamente.

Já Leandro Reis, aponta a denúncia, fazia o transporte e a entrega da propina em espécie. As investigações apontam que o quiosque faturava cerca de R$ 14 mil por mês. “Todo controle financeiro dos diversos atos de corrupção em série foi detalhadamente planilhado pela associação criminosa”, informa nota divulgada pelo Gaeco.