Tempo de leitura: < 1 minuto
Água da Emasa tem 32 vezes mais sal do que o aceitável, mas ainda não há comprovação da presença de coliformes
Água da Emasa tem 32 vezes mais sal do que o aceitável, mas ainda não há comprovação da presença de coliformes

Os moradores de Itabuna já sofrem bastante com a água salgada fornecida pela Emasa. Há relatos de que o líquido temperado vem causando problemas de pele, ferrugem em pias e torneiras, perda de chuveiros elétricos e defeitos em lavadoras de roupa.

Para ficar pior, só faltava saber que a raríssima água servida aos itabunenses também está batizada com coliformes fecais. Essa informação tenebrosa chegou a circular nas redes sociais, mas é negada pelo Centro de Investigação, Diagnóstico e Controle de Qualidade (Ceniq).

Segundo o biomédico João Haun, que comanda o Ceniq, ainda não foram realizados testes para confirmar a contaminação da água da Emasa por coliformes. Mas ele afirma que essa análise será realizada nos próximos dias, a partir da coleta de amostras em vários bairros.

Ou seja, por enquanto apenas o teste olfativo denuncia algo estranho na água. Aguardemos a comprovação científica, ou não (tomara!).

Tempo de leitura: 2 minutos
Comparação entre a quantidade de sal permitida pela legislação (à esquerda) e a encontrada na água da Emasa
Comparação entre a quantidade de sal permitida pela legislação (à esquerda) e a encontrada na água da Emasa

A própria Emasa reconhece que a água distribuída hoje aos itabunenses não é adequada ao consumo humano, mas a população provavelmente se assustará ao saber exatamente qual o teor de sal encontrado no produto fornecido pela empresa municipal de abastecimento.

Uma análise feita pelo Centro de Investigação, Diagnóstico e Controle de Qualidade (Ceniq), sob a coordenação do biomédico João Haun, demonstrou que a água da Emasa tem nada menos que 32 vezes mais sal que o permitido pela legislação. Em uma amostra de um litro, o laboratório encontrou 8 gramas de cloreto de sódio, quando o máximo aceito pela Anvisa para classificar a água como potável é de 250 miligramas (ou seja, 1/4 de grama) por litro.

O excesso de sal torna essa água absolutamente imprópria para a ingestão, devendo ser evitado seu uso inclusive no preparo de alimentos. O consumo exagerado de cloreto de sódio pode levar a problemas renais e elevar a pressão arterial.

O Ceniq é especializado em análise de água e alimentos, e atende empresas que necessitam aferir seus produtos para fins de controle de qualidade. Além do teor de cloreto, o laboratório coletou amostras para outras verificações relativas à potabilidade da água fornecida pela Emasa.

Com a estiagem, a empresa de abastecimento passou a captar água principalmente na região de Castelo Novo, onde o Rio Almada sofre influência das marés, daí a elevada quantidade de sal encontrada. Desde o último final de semana, a Defesa Civil de Itabuna passou a trazer água de Ubaitaba e São José da Vitória, utilizando 30 caminhões-pipa.