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Publicação da década de 30 traz imagem do Caboclo Marcelino
Publicação da década de 30 traz imagem do Caboclo Marcelino

Caboclo Marcelino é um personagem pouco conhecido na embaçada história regional, mas na década de 30 ele se destacou  no sul da Bahia. Em Olivença, sua terra natal, era um defensor ativo da ideia de que aquele chão pertencia aos seus ancestrais indígenas.

Por conta dessa “heresia” e por ser considerado um comunista numa região de coronéis e simpatizantes do integralismo (versão verde-e-amarela do nazi-fascismo), o Caboclo Marcelino foi demonizado e perseguido. Atribuíram-lhe crimes como estupro e assassinato e negaram sua condição de indígena, porque sabia ler e escrever e não se parecia com os índios do tempo de Cabral.

A vida do caboclo e o contexto político em que ele viveu serão tema do II Seminário de História Indígnena, a ser realizado na Uesc, nos dias 24 e 25 de setembro. O evento é uma iniciativa do Centro Acadêmico de História, além do colegiado deste curso e do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas.

A abordagem do tema será do professor Marcelo Lins,  autor de pesquisas que desmistificam a história regional. No seminário, ele vai contar com a colaboração do também professor, e historiador, Arléo  Barbosa.