Hospital da Criança será inaugurado nesta segunda-feira (21) em Jequié
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O Hospital da Criança de Jequié será unidade médico-hospitalar pediátrica de referência para 26 municípios do entorno do segundo mais populoso município do sudoeste baiano. Construída em formato externo de castelo, o Hospital terá tecnologia de ponta e, segundo o governo, atendimento de excelência.

 

A unidade será inaugurada nesta segunda-feira (21) pelo governador Rui Costa. O espaço contará com emergência pediátrica, composta por 23 leitos destinados ao internamento pediátrico clínico, 9 de observação, 11 poltronas para medicação/hidratação/nebulização e 2 leitos de estabilização. Conforme a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), a estrutura terá, ainda, consultórios, sala de acolhimento e brinquedoteca.

Com equipe multiprofissional, a primeira etapa do Hospital da Criança de Jequié contará com 174 profissionais, entre enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas e fisioterapeutas. A equipe médica especializada será composta por neuropediatra, dois cirurgiões pediátricos e 12 pediatras.

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Cemepi deverá retomar internações no final deste mês

Após a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) credenciar o Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi), o atendimento pelo SUS está sendo retomando, de forma gradual. De acordo com a SMS, já estão autorizados exames laboratoriais e citologia e raio-x, serviço este que é feito com autorização da Central de Regulação.

Segundo o governo, a expectativa é de que seja retomado o atendimento ambulatorial até a próxima semana depois de concluir a escala dos médicos. A promessa é de que o hospital 24 horas, com internação, passe a funcionar até o final de novembro.

A direção do hospital está reformando o espaço para o raio-x, com a finalidade de melhorar a acessibilidade para os pacientes. Com a reativação total do Hospital Cemepi, a expectativa é de que sejam realizadas cerca de 4 mil consultas por mês, e 180 internamentos. Para exames de radiologia serão disponibilizados 80/dia, e 100 exames laboratoriais também por dia.

A direção do Cemepi lembra que ainda no decorrer deste mês será realizada uma campanha com a finalidade de mobilizar a sociedade em geral para doação de materiais para reestruturação do hospital. Entre os materiais que a unidade estará recebendo doações materiais descartáveis, equipamentos de proteção individual (EPIs) e materiais de higiene e limpeza, dentre outros.

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claudio_rodriguesCláudio Rodrigues | aclaudiors@gmail.com

Omissão de socorro é crime, mas, na maioria dos casos, os profissionais de saúde são tão vítimas do sistema quanto nós pacientes.

Arleane Oliveira dos Santos é uma brasileira que, como todo cidadão e cidadã, espera que nosso País nos devolva aquilo que nos é de direito, que temos direito por pagar a maior carga tributária do mundo. A jovem Arleane foi protagonista, na madrugada de domingo para segunda-feira, de um momento que podemos batizar de “Filme dos Horrores”, como noticiado aqui no Pimenta.
Em trabalho de parto a mãe saiu peregrinando pelas maternidades de Itabuna em busca de atendimento médico para dar à luz. Na Fundação Ester Gomes (Maternidade da Mãe Pobre), recebeu o primeiro não. Buscou o Hospital Manoel Novaes, entidade filantrópica mantida com recursos públicos, a exemplo da Ester Gomes.
O Hospital Manoel Novaes serviu de local para cenas que chocariam o mais malvado dos malvados. Arleane teve mais uma vez negado o atendimento e sentido fortes dores, após duas horas de apelo e muita humilhação pedindo por atendimento a parturiente, teve a bolsa estourada e entrou em trabalho de parto na recepção do hospital, que é tido como referência e tem o título de “Hospital Amigo da Criança”, concedido pelo Unicef.
Como descrito por William Oliveira, que estava no local e filmou toda a cena, os momentos que seguiram após a bolsa se romper faz jus ao título desse artigo. “Uma paciente ouvindo os gritos de socorro saiu da enfermaria sendo que esta estava com uma criança de mais ou menos quatro meses, deixou sua filha com um desconhecido e começou a tentar puxar a criança que estava nascendo, saiu o tórax, mãos, ombro, e a criança estava se mexendo mesmo com a mãe não tendo quase força, porém pelo motivo do parto espontâneo ter acontecido primeiro pelos pés e não na forma corriqueira, quando chegou a parte da cabeça o canal vaginal se fechou e a criança morreu estrangulada, todos viram o corpo da criança se debatendo por cerca de uns três minutos”, narrou Willian.
As cenas desse filme que não têm nada de ficção tiveram a participação de uma enfermeira que negou o atendimento, alegando que a médica de plantão Luciana Leite estava realizando outro parto e no hospital não havia mais vagas. Omissão de socorro é crime, mas, na maioria dos casos, os profissionais de saúde são tão vítimas do sistema quanto nós pacientes.
A maior responsabilidade por sermos obrigados a ver e viver cenas como essas é dos nossos governantes: prefeitos, governadores e presidente ou presidenta. São de vereadores, deputados e senadores, que se elegem prometendo representar os interesses do povo e, na mais pura das verdades, apenas e tão somente defendem os seus próprios interesses e fazem da política uma profissão, uma empresa que passa de pai para filho. Sendo que muitos até desviam os recursos da saúde para suas próprias contas ou para “contas dos laranjas”.
O pior de tudo é saber que essas cenas voltarão a repetir, podem até mudar os diretores ou gestores, mas o roteiro é o mesmo. E, como todo filme de terror, esse também tem continuação.
Cláudio Rodrigues é jornalista e empresário.