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Quem teve a doença na década de 90, além de crianças e adolescentes, são os mais vulneráveis

A semana que passou trouxe duas notícias preocupantes para as autoridades em saúde em Itabuna: a) a morte de um homem de 30 anos com quadro clínico confirmado de dengue hemorrágica; e b) a reintrodução do vírus 1 da dengue no município.
Itabuna teve neste ano cerca de mil casos suspeitos da doença transmitida pelo Aedes aegypti e grande parte dos registros está concentrada na Mangabinha, bairro onde residia Jorge Salustiano (reveja aqui).
Não bastasse o registro de morte suspeita de dengue, exames de isolamento viral feitos pelo Laboratório Central (Lacen) confirmam que o vírus tipo 1 da doença voltou a circular em Itabuna. Foi reintroduzido. O vírus não era detectado por aqui desde meados da década de 90.
A sua reintrodução traz uma ameaça para a população infanto-juvenil, que não teve contato com o vírus e, assim, fica mais suscetível à doença que pode ser letal. A forma mais grave, a hemorrágica, também é ameaça para quem foi picado pelo mosquito com o vírus 1, na década de 90.
Na mais grave epidemia de dengue em Itabuna, ano passado, foram detectados os vírus 2 e 3, mas especialistas alertam para o fato de pouco ter sido feito em relação a isolamento viral. O mosquito da dengue tem quatro variações de vírus. A cidade registrou nove mortes e mais de 15 mil casos em 2009.