Desfiliações são creditadas a posicionamento político de João Amoêdo
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Mais da metade dos brasileiros que se filiaram ao Novo já deixou o partido. Até agora, a Coluna do Estadão apurou que já são registradas 35,5 mil desfiliações, um número que já supera o de filiados atuais, 33,8 mil.

Somente em julho foram mais de mil desfiliações, recorde neste ano. As defecções são entendidas como resultado da crise interna do Novo que divide o partido e põe em xeque o comando da sigla, nascida sob o discurso de modernizar e moralizar a política partidária. As críticas ao governo Bolsonaro também seriam uma explicação para as baixas, informa a coluna.

Lula e Bolsonaro são melhores colocados na pesquisa
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Uma pesquisa publicada, na noite desta quarta-feira (12), pelo jornal “Folha de S. Paulo” mostra que o ex-presidente Lula lidera a concorrida eleitoral de 2022 em todos os cenários. Caso a eleição fosse hoje, o petista venceria em todas as regiões do País, sendo que a maior vantagem foi registrada na Região Nordeste, onde atinge 68% no segundo turno.

Realizado nos dias 11 e 12 de maio em 146 cidades, o levantamento do Datafolha entrevistou 2.071 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Na estimulada para o primeiro turno, Lula aparece com 41%, seguido do presidente Bolsonaro (sem partido), que foi escolhido por 23%.

Os demais citados pelos entrevistados são Sergio Moro (7), sem partido; Ciro Gomes (6), PDT; Luciano Huck (4), sem partido; João Doria (3), PSDB; Luiz Henrique Mandetta (2), DEM e João Amoêdo (2), Novo.

SEGUNDO TURNO

Na simulação para o segundo turno, o ex-presidente também lidera, segundo a pesquisa Data Folha. O petista é o preferido de 55%, na disputa contra Bolsonaro, que aparece com 33%. Contra Doria, Lula atinge 57% contra 21%  do atual governador de São Paulo. No embate entre Dória e Bolsonaro, o primeiro tem 40% contra 39% do segundo.

Na simulação entre o atual presidente e Ciro Gomes, o pedetista tem 48% contra 36% de Bolsonaro. Quanto a rejeição, o atual ocupante do Planalto aparece com 54%. Ele é seguido de Lula (36%), Doria (30%),Huck (29%), Moro (26%) e Ciro 24%. Veja outros cenários aqui.

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Marco Wense

 

Nos bastidores da legenda, em conversas reservadas, o que se comenta é que haverá um novo comando do Novo em Itabuna, que Harrison não será mais o porta-voz da agremiação partidária.

 

O partido Novo de Itabuna não conseguiu empolgar uma considerável fatia do eleitorado ávido por um caminho diferente na política.

A legenda, sob a tutela nacional de João Amoêdo, ex-postulante à presidência da República, esperava muito mais da coordenação do partido em Itabuna. A meta de 150 filiados, condição para a formação do diretório municipal, não foi atingida.

Amoêdo deve ter ficado insatisfeito com a coordenação do partido em Itabuna, que tem na linha de frente Harrison Nobre, ex-filiado do PDT. A exigência não foi cumprida. “Conseguimos pouco mais de 120 filiados ativos, mas vamos continuar firmes tentando fazer o partido crescer no município”, disse Harrison, coordenador geral do núcleo de Itabuna.

Nos bastidores da legenda, em conversas reservadas, o que se comenta é que haverá um novo comando do Novo em Itabuna, que Harrison não será mais o porta-voz da agremiação partidária.

O partido não terá candidato a prefeito e nem a vereador, o que não deixa de ser um preocupante baque para a sigla. O apoio a um determinado prefeiturável não está descartado, desde que não seja nenhuma velha e empoeirada raposa que quer retornar ao centro administrativo Firmino Alves.

Muita gente séria, qualificada e honrada com respaldo para disputar a sucessão de 2020. Só tenho a lamentar o desfecho do Novo em Itabuna.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Amoêdo empossa dirigentes do Novo de Itabuna || Foto Andreyver Lima

Andreyver Lima

Durante encontro estadual neste sábado (8) em Itabuna, o Novo reuniu cerca de 350 pessoas, com a presença do presidente estadual, Gabriel Venturolli, e do presidente nacional, João Amoêdo. O partido comemorou a fundação do núcleo municipal, tendo atingido a meta de 150 filiados ‘ativos’ e se prepara para lançar candidatos a vereador e prefeito nas eleições do próximo ano.

A novidade é que, para concorrer ao Centro Administrativo Firmino Alves ou a Câmara de Vereadores, os filiados serão submetidos a um processo seletivo, com inscrições abertas em agosto e concluído em outubro. O termo ‘ativo’ significa que, além de filiado, o membro deve estar em dia com sua mensalidade de R$ 29,90, já que o Novo não usa recursos do Fundo Partidário.

O processo passa pela realização de provas e entrevistas, de modo a encontrar candidatos que se encaixem no perfil da sigla e que defenda, especialmente, o liberalismo econômico. Em sua ideologia, o Novo defende mais cidadão e menos Estado. “Temos por princípio não receber dinheiro público. O partido Novo não aceita receber verba do fundo partidário. Então, ele precisa desses 150 filiados ativos para o seu custeio e Itabuna atingiu essa meta”, disse Edmar Margotto, dirigente municipal.

Embora o empresário Ronaldo Abude e o médico Rafael Andrade apareçam como prefeituráveis, Margotto afirma que quem vai decidir o candidato é a convenção municipal, ainda sem data definida. “Para um candidato ser aprovado para uma eleição, não basta ser popular. Antes de mais nada, é preciso ser técnico, ético e capaz. É preciso ter capacidade, porque não adianta só ganhar eleição. Queremos um governante qualificado que entenda a complexidade do cargo que assumiu”.

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João Amoêdo participa de evento e concede entrevista no ICEI, em Itabuna

O presidente nacional do Partido Novo e ex-candidato a presidente da República, João Amoêdo, estará no sul da Bahia neste sábado (8). Durante a manhã, Amoêdo participa de evento no Instituto de Cultura Espírita de Itabuna (ICEI), no Jardim Italamar, Bairro Santo Antônio, ao lado do Colégio Ciomf. A visita de Amoêdo é estratégica para a expansão do partido na região sul do Estado.

Em Itabuna, o Novo conta com 150 filiados, de acordo com a direção da legenda no município. Para o pleito de 2020, a legenda trabalha nomes de prefeituráveis como o empresário e ex-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Itabuna (ACEI), Ronaldo Abude, que chegou a se lançar candidato a deputado federal pelo PMDB em 2018, mas retirou candidatura e deixou o partido dos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima.

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Áureo Júnior | aureojunior1996@gmail.com
 
 

Neste sentido podemos inferir que, se Lula não puder registrar sua candidatura, a alternativa mais racional para o PT chegar ao poder novamente é ser vice em uma dobradinha Ciro-Haddad (PT) ou Ciro-Wagner(PT).

 
No presente ano podemos ter uma disputa presidencial sem a polarização PT x PSDB que foi constante nas últimas eleições. Se com Lula na disputa só resta saber quem será o seu adversário no segundo turno, sem ele a competição fica muito embolada entre Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Joaquim Barbosa (PSB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). Como todos os citados estão pontuando razoavelmente bem, dificilmente abrirão mão de candidatura própria.
Neste sentido podemos inferir que, se Lula não puder registrar sua candidatura, a alternativa mais racional para o PT chegar ao poder novamente é ser vice em uma dobradinha Ciro-Haddad (PT) ou Ciro-Wagner(PT), pois esses dois nomes citados pelo partido para uma eventual candidatura atingiram somente 2% dos votos na última pesquisa do Datafolha.
Podemos também notar que o deputado Bolsonaro vem há muito tempo mantendo sua base de votos, que gira em torno de 15%, porém não consegue decolar. Situação essa que tende a piorar com o início dos debates, pois o mesmo tem limitações para argumentar sobre alguns assuntos como economia, por exemplo.
Também é importante lembrar que, embora não sejam protagonistas, temos outros candidatos muito interessantes, com uma boa oratória e que certamente vão enriquecer os debates, como Guilherme Boulos(PSOL), Manuela D’ávila(PCdoB), João Amoêdo(NOVO), Flávio Rocha(PRB) e o próprio presidente Michel Temer(MDB).
Áureo Júnior é estudante de Pedagogia na Faculdade Educacional da Lapa (Fael).