ACM Neto (à esquerda) dependeria de forte crescimento de Bolsonaro na Bahia para vencer Jerônimo (à direita), na opinião de Bacelar (centro) || Montagem PIMENTA
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O deputado federal João Bacelar (PL-BA) surpreendeu ao avaliar quem é o favorito na disputa ao governo da Bahia nas eleições de 2026. O pleito tem até agora três pré-candidatos postos: ACM Neto (UB), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL). João Bacelar participou, hoje (9), do Frequência Política, na Interativa FM.

Jerônimo é o favorito, na avaliação de João Bacelar:

– O governador é muito forte e tem a máquina na mão. Está fazendo um pacote de obras muito grande, investindo muito. Quando começar a campanha, ele ultrapassa [ACM Neto]… Esse é o meu sentimento. E quando bota governador candidato de Lula, Jaques Wagner e Rui Costa, ele (Jerônimo) abre [vantagem] – disse ao responder ao apresentador e analista João Matheus Feitosa.

Para o parlamentar, a vantagem de Jerônimo tende a aparecer com maior clareza nas pesquisas de intenções de voto no momento em que a campanha ganhar corpo e a ligação com o governo federal e os ex-governadores baianos ficar mais evidente. “Acho que o governador leva vantagem”, repetiu Bacelar.

ACM NETO COM FLÁVIO BOLSONARO

Ao falar sobre ACM Neto, João Bacelar reconheceu a força política do ex-prefeito de Salvador, mas ponderou que, para enfrentar Jerônimo em igualdade de condições, o dirigente do União Brasil precisará de um palanque nacional competitivo. “ACM Neto tinha que ter um palanque forte nacional. Esse palanque eu só vejo de um lado: é o palanque de Flávio Bolsonaro”, disse.

O parlamentar do PL reconhece que não bastaria ao ex-prefeito de Salvador (“um nome forte e competitivo”) apoiar o filho de Bolsonaro. Para ter chances reais na disputa pelo comando do Palácio de Ondina, ACM Neto ainda dependeria de um bom crescimento do presidenciável no eleitorado baiano. As pesquisas registradas mostram Flávio Bolsonaro com intenções de voto um pouco acima de 20% na Bahia, a exemplo da Quaest de abril.

Fernando ligou a metralhadora contra Dr. Mangabeira e o ex-aliado Paulo Magalhães
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O prefeito Fernando Gomes chamou de “doido” o pré-candidato a prefeito pelo PDT, Dr. Mangabeira, durante entrevista que concedeu ao Ponto de Vista, apresentado por Rosivaldo Pinheiro na Rádio Nacional. O apresentador questionou Fernando sobre o processo movido pelo PDT para que Mangabeira, segundo colocado na disputa em 2016, assuma a Prefeitura em seu lugar, já que Fernando teve os direitos políticos suspensos por três anos.

– Eu não respondo a doido. Esse processo [de suspensão dos direitos políticos por 3 anos] nem chegou a mim – disse Fernando em referência a Mangabeira.

A entrevista abordou temas espinhosos. Nela, Fernando chamou o vereador Babá Cearense (PSL) de “analfabeto” por ter acionado o Ministério Público Estadual (MP-BA) para exigir piso tátil na calçada da Beira-Rio e disse que a vereadora Charliane Sousa (PTB) não tem “equilíbrio” nem “autoridade” para ser prefeita de Itabuna.

Babá e Charliane também foram alvos das críticas do prefeito de Itabuna

“AGORA, FICA LÁ, PROCURANDO PROCESSO MEU NA JUSTIÇA”

Fernando também respondeu sobre o motivo da briga do prefeito com o deputado federal Paulo Magalhães (PSD). “O que aconteceu foi muito fácil. Não nasci para trair. Apoie ele, João Bacelar… Apoiei os dois, mas eu estava em desgaste político. Ele teve 504 votos [em Itabuna]. Aí, ele ficou zangado com a votação. O povo não votou. Vou fazer o quê? Queria 10 mil votos em Ilhéus, 10 mil votos em Itabuna. Ele deu dinheiro praqui? Nem ele nem ninguém. Ele saiu brigando com todo mundo [porque não conseguiu ser eleito]. Agora, fica lá, procurando processo meu [na Justiça]”, disse.

SANTA CASA E OS R$ 25 MILHÕES

Ainda na entrevista a Rosivaldo Pinheiro, Fernando Gomes disse que não vai pagar os R$ 25 milhões à Santa Casa de Misericórdia de Itabuna para a realização de cirurgias bariátricas. Assegurou que “nem se o presidente da República [Jair Bolsonaro] mandar”, ele repassa o valor à Santa Casa. Prefere, segundo ele, devolver o dinheiro ao Ministério da Saúde.