A mamãe Thainá dos Santos com Benjamin e Maria Alice, os primeiros gêmeos nascidos no Joaquim Sampaio
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Benjamin foi o primeiro a vir ao mundo, com 2 quilos e 875 gramas e 51 centímetros. Três minutos depois, Maria Alice, com 2 quilos 820 gramas e 49 centímetro de altura. Os dois são os primeiros gêmeos nascidos no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus.

Benjammin e Maria Alice são filhos de Thainá dos Santos e Eduardo Costa, moradores da Barra, em Ilhéus. O parto foi normal. Thainá deu entrada no hospital por volta das 16h do domingo (19). Uma hora depois, os bebês já tinham nascido.

O parto de Thainá foi considerado de alto risco. A pressão arterial alta na maior parte da gestação preocupava a família.

O acolhimento da equipe durante a chegada da paciente foi, na opinião dela, decisivo para acalmá-la. “Fui imediatamente encaminhada e as condições encontradas por onde passei me deixaram mais tranquila”, disse.

Benjamin e Maria Alice já têm três irmãos. Como não houve nenhuma intercorrência durante o parto, eles devem receber alta em breve.

Governador Rui Costa durante solenidade de inauguração de obras da Bamin, em Ilhéus || Foto Pimenta
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O governador Rui Costa disse, há pouco, que o Hospital Materno-Infantil de Ilhéus será inaugurado ainda neste mês. Durante evento da Bahia Mineração, no litoral norte de Ilhéus, nesta manhã de quarta-feira (1º), ele confirmou que retornará ao município para a solenidade de entrega da maternidade neste mês.

As obras físicas foram concluídas em maio deste ano. A maternidade será gerida pela Prefeitura de Ilhéus, que finaliza a aquisição e instalação de equipamentos e a contratação de profissionais de saúde e de apoio.

Obras da maternidade foram concluídas em maio passado || Foto Sesab

A maternidade funcionará no antigo Hospital Geral Luiz Viana Filho, na Conquista. Para entrar em funcionamento, o prédio foi totalmente reformado e adaptado, num investimento de R$ 40 milhões, e contará com 105 leitos, unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatal e pediátrica, além de centro cirúrgico e obstétrico.

PORTO SUL

O governador participa da inauguração da primeira etapa das obras do Porto Sul, no litoral norte de Ilhéus. A empresa concluiu o canteiro de obras do projeto e a ponte que liga a retroárea ao futuro terminal marítimo, na Vila Juerana, numa das margens do Rio Almada.

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Do Ilhéus em Resumo

Um grupo da sociedade civil, com o apoio de vereadores e advogados, se organiza para ingressar com uma ação junto ao Ministério Público para exigir do Governo do Estado e da Prefeitura de Ilhéus a imediata abertura da nova Maternidade do município. A obra, que já foi concluída pelo estado e teve todos os equipamentos instalados, ainda não foi inaugurada por uma falha do governo Marão, que é o responsável por gerir o equipamento.

Enquanto a obra vai ganhando status de elefante branco, sem qualquer serventia à sociedade, a única maternidade disponível para a população, a Santa Helena, funciona em situação precária. Além disso, somente neste ano, já ficou sem atender ao público por duas semanas, em dois períodos diferentes, devido um impasse sobre os repasses financeiros que o município deveria fazer para manter o serviço.

A inauguração da nova maternidade era esperada para o último dia 28 de junho, quando se comemorou os 487 anos de fundação de Ilhéus. A data, no entanto, contou com a entrega de obras de menor relevância, como um mirante na Conquista.

Já em 14 de maio, a prefeitura se pronunciou afirmando que ainda não havia iniciado qualquer tratativa para contratar a empresa que fará a gestão do equipamento. E é esse silêncio e aparente inércia do governo Marão que levou o grupo a se mobilizar para exigir a abertura da maternidade.

Se estivesse em funcionamento, a nova maternidade, que também possui Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, atenderia a mais de dez cidades da região, desafogando, inclusive, o Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, que é referência em atendimento neonatal e, por enquanto, o único na costa do cacau com UTI para esse tipo de público.

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Acordo fechado nesta segunda (4) assegurou a continuidade do atendimento na Maternidade Santa Helena, da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o atendimento será retomado a partir desta terça-feira (5). Ainda segundo nota do município, os salários dos médicos da maternidade, que funciona nas dependências do Hospital São José, foram pagos hoje.

O acordo foi estabelecido em reunião entre a Sesau, os médicos obstetras e pediatras, os dirigentes da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São José, o Conselho Municipal de Saúde, a Câmara Municipal e representantes da área jurídica da Sesau. O município estudará com o Conselho Municipal de Saúde um novo incentivo para a maternidade.

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Aline SetentaAline Setenta | alinesetenta@gmail.com

 

Foi assim que surgiu o Tricô da Mamãe em 2015. A partir daí, o espaço ganhou vida própria. Tornou-se um local de encontro de mães de uma mesma geração vivendo a maternidade nos dias de hoje, tentando se equilibrar entre a carreira e as dores e delicias de ser mãe, algumas mãe e pai.

 

Não tem muito tempo iniciei minhas reflexões feministas e conheci a palavra sororidade. Um google básico na palavra e encontramos vários significados que refletem o movimento de reaproximação das mulheres um dia separadas por uma cultura patriarcal que nos coloca umas contra as outras e estabelece uma competição entre nós.

Sem a pretensão de um incurso teórico sobre o tema, quero falar de experiência vivida. Pra mim, foi muito fácil entender a necessidade de nós, mulheres, termos empatia uma com as outras, de nos apoiarmos e respeitarmos cada uma na sua condição, escolha e lugar. Até porque, pra nós não é muito difícil identificar o machismo arraigado nas nossas crenças e ideias sobre ser mulher e conviver com outras mulheres. Um pouco de boa vontade e autorreflexão basta pra nos reconhecermos machistas umas com as outras, a maioria das vezes de forma automática e inconsciente.

Pois bem. A experiência da sororidade virtual começa com minha gravidez, em condições e consequências semelhantes a de muitas mulheres que se veem sozinhas e mães a desbravar o patriarcado. Eu bem sei que cada uma tem suas experiências e elas são individuais, mas negar que as dificuldades nos aproximam é alimentar uma cultura que nos oprime. O primeiro passo foi olhar em volta e ver que o machismo atinge a todas, ainda que de forma interseccional, e a algumas de forma bem mais severa.

Quando vivi o machismo na carne, reconheci na pele a necessidade do feminismo para refletir a forma como a sociedade trata as mulheres, mas principalmente como nós mesmas nos tratamos. Pois bem, tudo começou quando minha filha ia nascer, e criamos um grupo de Whatsapp pra acompanhar a sua chegada com amigos, familiares e muita expectativa. Foi uma espécie de acolhimento comigo e com ela, onde eu podia compartilhar aquele momento de ansiedade, expectativa e principalmente medo. Quando Sarah nasceu estavam lá, os amigos Festeiros na recepção do quarto, estourando champagne e fazendo festa, a sua especialidade, não sabem eles o significado disso pra mim.

Passado esse momento, o grupo meio que sofreu uma “transmutação” que eu nem sei explicar direito. Saíram uns entraram outras, todas mamães como eu, a maioria delas com bebês em idade semelhante a da milha filha. Foi assim que surgiu o Tricô da Mamãe em 2015. A partir daí, o espaço ganhou vida própria. Tornou-se um local de encontro de mães de uma mesma geração vivendo a maternidade nos dias de hoje, tentando se equilibrar entre a carreira e as dores e delicias de ser mãe, algumas mãe e pai.

Passamos a compartilhar as dúvidas, as incertezas, o desafio da amamentação, a decisão de quando tirar o bico, colocar ou não de castigo, a experiência com o pediatra, os resfriados, a febre, as noites mal dormidas. As culpas de quando estamos cansadas demais pra sermos pacientes, de quando queremos ver um filme ao invés de assistir à galinha pintadinha pela vigésima vez, de quando perdemos a fome porque tivemos que limpar cocô, coisas que só uma mãe pode viver e sentir….. ficamos amigas, nos tornamos irmãs, companheiras, confidentes.

A maternidade nos uniu de uma forma linda, mulheres diversas, algumas nem se conheciam fora do grupo, deu-se a mágica da sororidade. Passamos a nos encontrar de vez em quando pra brincar, fazer piquenique, da última vez sem as crianças para um vinho e um papo de mulheres mesmo. Percebi a necessidade de estarmos juntas de verdade, nos acolhendo e nos apoiando, porque nós mais do que ninguém sabemos das dificuldades de viver a maternidade real, responsável e amorosa sem perder o rumo das nossas próprias vidas, quando a sociedade nos cobra o preço de tudo que já conquistamos e ainda queremos conquistar.

Foi assim que a sororidade aconteceu de forma virtual. Mesmo que saibamos a importância do encontro, e no grupo sempre rola uma discussão sobre a próxima data em que a maioria pode estar presente, pra nós o whatsapp foi e tem sido uma oportunidade maravilhosa de estarmos juntas, afinal somos mães do século vinte um e não há mal nenhum em nos aproveitarmos um pouco dessa tecnologia que para nós foi maravilhosa.

Enfim, sororidade pode ser uma palavra nova, mas esse sentimento de irmandade certamente não é. Estivemos distantes, nos afastamos uma das outras, existem forças que agem nesse sentido, não falarei disso nesse momento, o que sei é que é hora de retornarmos umas às outras. Quando estamos juntas somos mais fortes, amorosas e pacíficas, somos mães melhores e nossos filhos igualmente serão cidadãos melhores também.

O texto não fala do papel dos homens na criação dos filhos, essa é uma outra questão e merece textão, não foi meu objetivo aqui. O feminismo é, antes de tudo um espaço de reflexão, necessário e rico de histórias e lutas de dores e amores. A sociedade precisa compreender e viver essa oportunidade histórica de refletir o mundo a partir do olhar das mulheres. E nós somos fortes e doces, guerreiras e mães e precisamos nos reconhecer na nossa diversidade e beleza. A sororidade é um bálsamo, um descanso, um alento, um colo de mãe mesmo. Vale muito a pena! Vamos confiar, respeitar e acolher umas às outras, sem julgamentos! A sororidade é uma lição de vida e amor, não só para as mulheres, mas para o mundo.

Aline Setenta é docente da Uesc e doutoranda.

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Maternidade ficou sem receber pelos procedimentos realizados em janeiro e fevereiro
Maternidade ficou sem receber pelos procedimentos realizados em janeiro e fevereiro

A Maternidade Ester Gomes (Maternidade da Mãe Pobre), de Itabuna, continua labutando para receber o pagamento por cirurgias eletivas realizadas nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. Ontem, pela segunda vez, representantes da instituição se reuniram com vereadores de Itabuna, a quem pediram apoio.

Há cerca de dez dias, o secretário municipal da Saúde, Paulo Bicalho, esteve na sede do legislativo e informou que a dívida – de R$ 120 mil – é do Estado, já que os procedimentos foram encaminhados via Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab). Pelo que foi divulgado, houve um “erro de informação”, pois a autorização das cirurgias deveria ser obtida junto ao município.

A diretora de Planejamento da Secretaria Municipal da Saúde, Luciana Pinheiro, compareceu à Câmara nesta terça-feira (03), e discutiu a situação com os vereadores e o coordenador de Serviços Internos da Maternidade, Leopoldo dos Anjos. A coordenadora do Núcleo Regional de Saúde, Marisa Eduane, não teve possibilidade de comparecer para manifestar a posição do Estado.

“A Secretaria Municipal de Saúde já tem um posicionamento e aguarda, agora, a presença da representante da Secretaria do Estado da Bahia”, afirmou Luciana Pinheiro.

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OzielOziel Aragão

O rebento chegou às 22h19min, há 30 dias, 08/02/2016, no Hospital Pediátrico Manoel Novaes, em Itabuna. Bernardo de Jesus Lima Aragão, filho que trouxe emoção de marejar os olhos e de me dar oportunidade de ver, presenciar, testemunhar o nascimento de mais um filho. Aos 41 anos, não esperava mais vivenciar tamanha felicidade, ainda mais registrar cada momento, do sair da barriga às mãos da médica Najla Gody, oportunidade que não tive antes com as minhas filhas.

Tenho agora quatro, na verdade, três filhas (Luiza, Monick e Isabelle) e Bernardo. Claro, ainda tenho um neto, Pietro, filho da mais velha, Monick. Alegria que sempre veio a cada dois anos, depois com oito anos de diferença. Quando chega, sempre pensamos: “e agora?” Contas, leite, fraldas, medicamentos, e quando começamos a pensar na escola daqui a 3 anos, caramba, a cabeça dá um nó. No fundo, gostamos de nos precipitar, jogar a toalha antes da luta, bem brasileiro.

Os filhos são dádivas de Deus, sempre chegam para trazer alegria, desafios, vitórias e, às vezes, não. Costumo dizer que filho é caro para quem cuida, para aquele que faz e lança no mundo para tentar a sorte, aí fica barato mesmo. Então 10 ou até mais, não fará diferença. Contudo, existem os pais e mães que lutam até o fim e depois tem um orgulho danado de dizer criei meus filhos todos, estão formados, graças a Deus.

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Da Agência Brasil
Municípios em todo o país podem solicitar, a partir de hoje (9), acesso ao sistema que permite cadastrar e monitorar gestantes que vão receber o auxílio-deslocamento. O benefício, de até R$ 50, serve para pagar o deslocamento tanto para a realização de consultas pré-natal quanto para o parto.
Até o momento, segundo o Ministério da Saúde, 23 estados e 1.685 municípios iniciaram o processo de adesão. A expectativa é que cerca de 1 milhão de mulheres passem a receber o auxílio-deslocamento ainda este ano – 40% do total de gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A orientação é que, na primeira consulta pré-natal, a gestante assine o requerimento que autoriza o pagamento do benefício. O auxílio será pago em duas parcelas de R$ 25. Para receber o valor integral, a mulher deverá fazer o requerimento até a 16ª semana de gestação. Quem solicitar o benefício depois desse período só terá direito a uma parcela.
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