Mulher vivia em situação de escravidão no interior da Bahia || Foto Divulgação
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Uma trabalhadora doméstica, de 59 anos, que estava em condições análogas à escravidão, foi resgatada por fiscais da Auditoria Fiscal do Trabalho. A vítima foi encontrada em uma casa no centro da cidade de São Gonçalo dos Campos, a poucos quilômetros de Feira de Santana, a cerca de 100 quilômetros de Salvador.

As informações foram confirmadas, nesta quarta-feira (7), pelo Ministério do Trabalho e Previdência. A vítima trabalhava há quase 35 anos em uma casa onde cuidava de serviços domésticos para manutenção do imóvel e conforto da família empregadora, sem nunca ter recebido salário nem ter tido acesso aos direitos trabalhistas.

O órgão afirma que a família administrava as contas bancárias da trabalhadora e repassava valores em torno de R$ 50 a R$ 100, por mês. O dinheiro era utilizado em despesas com higiene pessoal, vestuário e guloseimas.

Mulher era obrigada a viver nesse cômodo || Foto Divulgação

MAUS TRATOS

Em nota, o Ministério do Trabalho e Previdência informou que as condições de trabalho análogas à escravidão foram confirmadas após uma inspeção no local de trabalho e moradia da vítima. Foram também coletados depoimentos de integrantes da família e pessoas que conheciam a relação, além da própria empregada.

Houve relatos de maus tratos, violências psicológicas e violações de direitos.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência, a ação de fiscalização ainda não terminou e segue em aberto a negociação para pagamento dos salários e direitos atrasados.

Foi constatado que os empregadores efetuaram algumas contribuições previdenciárias em nome da doméstica como contribuinte individual. Além disso, a família conseguiu aposentá-la judicialmente por invalidez. Porém, desde a concessão do benefício, ela nunca administrou a quantia.

Após o resgaste, a doméstica foi levada a um abrigo, onde é acolhida até que seja decidido um local de moradia com a sua própria família.

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Babá fiz que fugia de agressões de patroa quando caiu do 3º andar
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O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu inquérito e está acompanhando os depoimentos à polícia no caso da babá que caiu do terceiro andar de um prédio no bairro do Imbuí, em Salvador, na quarta (25), para se livrar das agressões da patroa.

Após receber atendimento médico, a jovem que trabalhava há apenas sete dias como babá num apartamento do bairro de classe média prestou depoimento ontem (26) na 9ª Delegacia da Polícia Civil. Procuradora do MPT, Manuella Gedeon esteve no local durante todo o dia e ouviu tanto o relato da babá pela manhã, quanto da empregadora, durante a tarde.

Segundo relatou a babá Raiane Ribeiro, de 25 anos, ela teria se jogado para fugir de agressões que teria sofrido no imóvel. Contou que sofreu agressões verbais e físicas no trabalho e que caiu ao tentar sair por uma janela do apartamento no terceiro andar. Pela tarde, a empregadora, identificada como Melina Esteves França, declarou que Raiane se jogou do basculante do banheiro, onde se trancou depois de se descontrolar e entrar em luta com a patroa, que teria ligado para a central de polícia minutos antes da queda para comunicar a situação.

CÁRCERE PRIVADO E MAUS-TRATOS

Para instruir o inquérito e compreender se há situação de cárcere privado e maus-tratos, o MPT vai ainda contar com imagens das câmeras de segurança do apartamento, já de posse da Polícia Civil, e do laudo a ser elaborado pela auditoria-fiscal do trabalho. Caberá à Superintendência Regional do Trabalho da Bahia (SRT-BA) analisar documentos e evidências para apontar os detalhes da relação de trabalho e das condições de tratamento dispensadas à empregada.

A procuradora informou que ouvirá também, no próprio MPT ou na SRT, outras testemunhas, dentre as quais há uma outra empregada que estava no imóvel no momento da queda. Também serão ouvidas pessoas que alegam terem trabalhado na mesma residência e terem sofrido maus-tratos semelhantes. “Os fatos narrados nos depoimentos são extremamente graves, mas não vamos nos precipitar em formar um juízo antes de ouvir todos os envolvidos e colher as provas disponíveis. No curso do inquérito, essas declarações serão verificadas e os fatos serão analisados para que possamos decidir que providências na esfera trabalhista deverão ser adotadas”, finalizou a procuradora.

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Uma equipe de ativistas salvou, na noite desta terça-feira (21), em Salvador, um cachorro que sofria maus tratos. A ação ocorreu no bairro da Boca do Rio e foi acompanhada pela reportagem da Record Bahia.
O grupo, que tinha à frente a vereadora Ana Rita Tavares (Pros), registrou o momento em que o animal era torturado pela dona, identificada como  Joábia Batista da Silva.
Confira a matéria:

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Galos foram encontrados com sinais de maus tratos (foto Oziel Aragão / Plantão Itabuna)

Policiais militares e civis fecharam um local onde se realizavam brigas de galo na cidade de Itapé, a 22 quilômetros de Itabuna. Na rinha, foram apreendidas cinco aves, todas com sinais de maus tratos, e preso um homem identificado como José Márcio Almir Matos Mendes, de 26 anos.
Um inquérito sobre o caso foi instaurado pela delegada Ana Paula Gomes, que solicitou o apoio da PM para prender José Márcio. Ele foi flagrado exatamente no momento em que acontecia uma briga de galos. O rapaz confessou que ganhava cerca de 150 reais quando uma de suas aves vencia o confronto.
Enquanto a delegada colhia o depoimento de José Márcio, foi recebida denúncia anônima indicando a existência de outra rinha na região, esta na fazenda de um homem de prenome Dagmar. A polícia foi até o local e apreendeu outros 24 galos de briga. Informações do Plantão Itabuna.