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O virtuoso pianista Márcio Thadeu volta a se apresentar em Itabuna, após o sucesso do show “Piano e Eternas Lembranças”. Agora, com “Absolute Piano”, o músico inicia em sua terra natal uma turnê que entrará pelo ano de 2011.
As apresentações serão nesta segunda-feira, 20, e na terça, 21, a partir das 20 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho. Estão previstas participações especiais de Lucas Abude e Sérgio Sinattra, entre outras atrações, como a presença da Bahia 4 Quintet Jazz Band, formada pelo próprio Márcio Thadeu (piano), além de Sandro Lima (sax), Silvano Gonzaga (violão), Marcelo Carvalho (baixo) e Damião Santana (bateria).
Ingressos: R$ 10,00 (R$ 5,00 a meia-entrada), mais um quilo de alimento não-perecível, que será doado ao Abrigo São Francisco de Assis.

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Marival Guedes
Algumas músicas a gente ouve, repete e não consegue entender a letra, por se tratar, muitas vezes, de histórias pessoais. Não dá pra adivinhar. É o caso de “Chão de Giz”, do paraibano Zé Ramalho. Durante anos ouvi, sem saber o que significava:
“Eu desço dessa solidão/Espalho coisas sobre/Um Chão de Giz/Há meros devaneios tolos/A me torturar/Fotografias recortadas/ Em jornais de folhas/Amiúde! Eu vou te jogar/Num pano de guardar confetes”.
Tive acesso à “tradução” lendo uma entrevista do autor na, lamentavelmente, extinta revista “Bundas”. Zé Ramalho revela que o giz foi pra disfarçar . Na verdade, se refere à Giza,uma paraibana rica,socialite e casada, com quem teve um caso aos 18 anos, quando também já era casado. Ele pegou uma fotografia dela publicada num jornal, recortou e pregou na parede. “A descrição que aparece em Chão de Giz é dos livros que eu estava lendo, das pessoas que me rodeavam , do psicodelismo daquele período”, explica.
Aproveitando o embalo, os entrevistadores perguntam sobre “Garoto de Aluguel:
“ Baby!/Dê-me seu dinheiro/Que eu quero viver/Dê-me seu relógio/Que eu quero saber/Quanto tempo falta/Para lhe esquecer/Quanto vale um homem/Para amar você…”
Esta é mais clara, próxima da realidade. Ele recorda que quando chegou ao Rio com outros artistas nordestinos, eram várias as dificuldades. Dormiam em casas de amigos, sofás de teatros e bancos das praças. Conheceram algumas meninas na porta do teatro e tornaram-se amigos.
Elas curtiam o amor- livre,o flower power e sabiam da situação do grupo. Então, iam ao motel e quando saíam diziam pra eles: “toma aí este troco pra passar o dia, pegar um PF…”
O cantor justifica que não ficava jogando anzol no Alaska – galeria frequequentada por garotos de programa. Era uma coisa amigável e espontânea. “Isso inspirou a música porque eu via por um lado mais radical,tentava me colocar na situação de uma pessoa que vivia disso,passei a prestar atenção a isso”.
De Zé Ramalho a Fernando Pessoa- O jornalista Ricardo Ribeiro,integrante deste blog, lembra da frase de um general romano: “navegar é preciso,viver não é preciso”, utilizada pelo poeta português em “Navegar é Preciso” e por Caetano Veloso em “ Os Argonautas”. Na primeira citação, preciso se refere à necessidade. Na segunda, nos remete à inexatidão, imprecisão, às surpresas que a vida nos traz.
Pra terminar, cito Álibi (Djavan), outra música que até hoje não compreendo, principalmente estes versos: “Quando se tem o álibi/De ter nascido ávido/E convivido inválido/Mesmo sem ter havido”.
Pra eu não ficar esperando por uma entrevista do autor, alguém que comprerendeu, por favor, mande-me a “tradução”.
Marival Guedes é jornalista e escreve no Pimenta às sextas-feiras.

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Lílian comemora vitória, observada por Tony (à esq.) e Andersoul (Foto Taline Gonçalves).

Expectativa, emoção, choro… de felicidade. E finalmente o público conheceu o vencedor do Troféu Talentos Regionais. Vencedor não, vencedora. Lílian Casas emocionou o público com uma interpretação sem retoques de Como nossos pais , eternizada na voz de Elis Regina, e arrebatou o troféu do concurso que reuniu 111 músicos grapiúnas. De quebra, levou o prêmio de R$ 2,5 mil.
A praça Octávio Mangabeira (Camacã) reuniu cerca de 1,5 mil pessoas. E não faltou torcida para todos os cinco finalistas. “Veja como minhas mãos estão tremendo”, mostrava o advogado Lucílio Bastos, logo após a apresentação da irmã. Era prenúncio de noite vitoriosa para a família.
O páreo era duro. Responsável pela sonorização da finalíssima do concurso, Missinho Mendes não deixava de opinar. “Não queria estar na pele de nenhum dos jurados. O nível é ótimo”, dizia ele com a experiência de quem nasceu numa família de músicos de boa linhagem. Organizador do troféu, o publicitário Rui Carvalho vibrava em aprovação ao comentário de Missinho.
As avaliações eram feitas sem que todos os candidatos tivessem ainda se apresentado. Quem subiu primeiro ao palco foi Andersoul. Empolgou o público com o seu estilo, um misto de Ed Mota e Tim Maia. Também era dono da torcida mais agitada. Vieram Lílian, Tony Carvalho, Amanda Chaves e Uiara Oliveira.

Fábio Souza, ex-Fama, e Kokó também agitaram o público (Foto Pimenta).

Após as apresentações dos finalistas, o público pôde curtir apresentações de Fábio Souza e Kokó, da banda Lordão, em duetos e, também, junto com os finalistas. Na plateia, sinal de aprovação à mistura. E os jurados somavam as suas notas para se chegar nomes vencedores da noite.
Em meio às apresentações, Raimundo Machado anunciava a gravação de CD, em janeiro, reunindo 24 canções entoadas pelos finalistas. O empresário e promotor ficou empolgado com a qualidade dos participantes e os resultados do festival. (Confira fotos da final e mais do troféu clicando no “leia mais”).
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Festival reúne feras da música de barzinho em Itabuna.

Cinco revelações da música grapiúna sobem ao palco nesta quinta, 2, para disputar o troféu do projeto Talentos Regionais. Lílian Casas, Uiara Oliveira, Andersoul, Tony Carvalho e Amanda Chaves concorrem à premiação de R$ 2,5 mil para o vencedor.
As apresentações começam às 19 horas, na praça Octávio Mangabeira (Camacan). O segundo e terceiro colocados também vão ser premiados com R$ 1,5 mil e R$ 1 mil, respectivamente. A segunda edição do concurso reuniu cerca de 100 cantores regionais e será fechado com shows de Fábio Souza e Marcelo Ganem.
O projeto que visa revelar novos talentos musicais no cenário regional foi idealizado por Raimundo Machado, da CM Distribuidora Nova Schin, com o apoio da Bivolt, prefeitura de Itabuna, TV Santa Cruz e FM Sul e coordenação da RCM Propaganda.

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O projeto Rock & Poesia II trará neste sábado, 27, à Casa dos Artistas de Ilhéus, o poeta Heitor Brasileiro e o músico Ricardo Maciel. A partir das 20 horas, eles se apresentam no espaço cultural, tendo como convidados o guitarrista Cassiano Gatto, o baixista Alexandre Bastos, além de Ricardo Matos (bateria).
O objetivo é promover uma fusão de poesia visceral, blues, jazz e funk. Após a apresentação,  rola um bate-papo entre os artistas e o público.
Ingressos para a atração podem ser adquiridos no local, a R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

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Marcelo Ganem, cantor sul-baiano e também conhecido pela causa ambiental, fez sucesso em sua passagem pela França, quando se apresentou no Salão do Chocolate, em Paris. Quem viu gostou e o artista foi convidado a se apresentar em três cidades europeias: Madri, Londres e novo show na capital francesa. Num clique, você acompanha um pouco do que fez o homem de Macuco em solo parisiense.

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Para quem curte reggae dos bons, hoje tem Adão Negro na Boate Bunker, no Luau Universitário, a partir das 21 horas. A noite será ainda uma mescla de forró e pop rock com as bandas Danado de Bom, Euforia e Submarino, além de DJs. O Luau é promovido pela IVP Entretenimento. O ingresso para camarote custa R$ 40,00 e a pista, R$ 25,00. Agora, clique no play e confira o reggae maneiro da banda Adão Negro em Me Liga.

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Osias Ernesto Lopes
É sempre bom ouvir e falar de música, notadamente da música popular brasileira. E aqui o faço apenas enquanto ouvinte e amante desta arte que tanto bem faz à alma, e especificamente para dizer de sua importância, da verdadeira trilha sonora que é formada ao longo de nossa vida. Inegavelmente que muitos dos momentos vividos, seja de felicidade, de tristeza, de festejos, têm quase sempre uma música especial, como que a emoldurá-los. E o que dizer dos namoros, dos amores, sem uma música que os adorne?
Minha geração foi privilegiada musicalmente, sem dúvida. Vivemos os tempos da Jovem Guarda, do Tropicalismo, vimos o rock and roll, ou rock n’roll, se solidificar e ser exaltado pelo imorredouro baiano Raul Seixas, assistíamos a alegria contagiante de Jair Rodrigues, e o samba de Martinho da Vila ecoar. Era um tempo em que todas as músicas de um LP (Long Play) faziam sucesso!
Foi uma juventude embalada por canções entoadas pelo “rei” Roberto Carlos e sua turma da Jovem Guarda. Quem nasceu na década de 1950 que nunca cantarolou alguma música romântica de Wanderley Cardoso, Jerry Adriani, Agnaldo Timóteo, The Fevers, Renato  Seus Blue Caps, Elis Regina, Chico Buarque de Holanda, Gil, Caetano, Gal e Bethânia, etc.?
São artistas que, além de também produzirem músicas que embalavam nossos sonhos juvenis, ajudavam a aprimorar a formação de nossos pensamentos político-sociais e sedimentar o senso crítico. Eram obras que, digamos assim, se completavam e formavam um ambiente deveras lúdico, romântico, alegre e inteligente.
Lógico que esses são apenas alguns poucos nomes do enorme elenco que nos fins dos anos 1960, nos anos 1970 e até meados dos anos 1980, habitavam magistralmente a chamada MPB. A relação de nomes é demasiadamente vasta. Não cabe aqui (literalmente, inclusive) relacioná-los.
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Preconceito? Perseguição? Desapreço pela música? São desconhecidos os motivos que levaram a Prefeitura de Itabuna a não incluir a banda Cacau com Leite na programação dos festejos do centenário.
O músico Ari PB revelou ao Pimenta ter encaminhado uma proposta inicial de R$ 20 mil para a apresentação na festa. A Prefeitura achou o valor alto e Ari fez nova proposta, com o preço reduzido para R$ 15 mil. Ainda assim, o requerimento foi engavetado na Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo e a banda, sem dúvida uma das melhores que já surgiram em Itabuna, ficou de fora, totalmente ignorada. 
Sem querer sugerir comparações, nunca é demais lembrar que a Prefeitura pagou cachê de R$ 240 mil ao Chiclete com Banana e R$ 103 mil para Fábio Júnior, além de ter feito um pacote de R$ 71 mil com a banda Lordão, para quatro apresentações.
Resta saber porque o tratamento diferenciado com o Cacau com Leite…

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Etapa Itabuna: Face estimula a produção artística e integração nas escolas.

Será nesta terça, 20, a finalíssima da etapa regional do Festival Anual da Canção Estudantil (Face). Dos 300 inscritos, 15 disputam o título do festival realizado pela Secretaria Estadual de Educação. O evento começa às 15 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna.

A competição, além de revelar talentos musicais, busca o desenvolvimento de linguagens artísticas no contexto escolar. Os três melhores da etapa itabunense serão premiados, cada qual, com um notebook. A finalíssima do Face acontecerá no dia 27 de agosto, em Salvador.

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Nico Rezende é atração no Hotel Tarik, hoje.
Nico Rezende é atração no Hotel Tarik, hoje.

Daqui a pouco, às 19h, quem se apresenta no Boteco do Carioca, no Hotel Tarik, é o cantor Nico Rezende, com participação especial do sul-baiano Marcelo Ganem.

Sumido das paradas musicais, Nico Rezende fez muito sucesso na década de 80 cantando músicas como “Transas”, “Perigo” (eternizada na voz de Zizi Possi) e “Esquece e vem”, notadamente românticas.

Antes do cantor paulista entrar em cena, haverá também o lançamento da Feijoada do Tarik, evento que vai para a sua oitava edição e atrai a nata da política baiana. Neste ano, a feijoada acontecerá no dia 6 de fevereiro, às 13h.

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Publicitário baiano teve o seu dia de Magda...
Publicitário baiano teve o seu dia de Magda…

O publicitário baiano Nizan Guanaes é a nova Magda do pedaço. Após atirar (com doses de razão) contra os governos de Salvador e da Bahia (dos anteriores aos atuais), ele decidiu atacar a cultura local utilizando como referência a banda Chiclete com Banana e as tranças e a careca do vocalista Bell Marques (cabelos ralos escondida por uma bandana, quase todos sabem).

Festejado e cultuado profissionalmente, Nizan, literalmente, pisou na jaca. Foi grosseiro, indelicado com uma das bandas que (se não toca a melhor das músicas) é uma das boas marcas da expressividade, da baianidade, da alegria de quem nasceu ou vive por aqui.

As descargas do publicitário foram no microblog pessoal (twitter). Os chicleteiros decidiram não responder à provocação. Se a jogada de Guanaes foi calculada ou o que ele esperava com a provocação, não se sabe. Mas deu uma sacudida no cenário político e artístico do estado.

E o publicitário acabou por pedir desculpas ao vocalista. “Errei em falar sobre o bell. ele e’ um cara batalhador e vencedor. Não está correto colocar nele o bode que eu tenho da industria do axé”.

* Para quem não lembra ou nunca assistiu ao humorístico Sai de Baixo, Magda era aquela personagem que só abria a boca para falar asneiras. Nizan teve o seu momento Magda.