Pacientes passaram por triagem para atendimento oftalmológico || Foto Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

Numa parceria com o Projeto Visão Sem Fronteiras, a Prefeitura de Itacaré promoverá, nos próximos dias 18, 19 e 20, o Mutirão de Oftalmologia, com consultas gratuitas para a comunidade. Pela programação, o atendimento nos dias 18 e 19 será na sede do município. Já no dia 20, ocorrerá em Taboquinhas, obedecendo aos horários agendados para evitar aglomerações.

Para agilizar o atendimento para o mutirão, a Prefeitura de Itacaré e o Visão Sem Fronteiras fizeram triagem dos pacientes na semana passada. Para garantir a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde, foram adotadas todas as medidas de prevenção ao Covid-19, como o distanciamento social, o uso de máscaras, álcool em gel, termômetros infravermelhos e a esterilização de todos os equipamentos.

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, destacou a importância da parceria firmada com o Projeto Visão Fronteiras para garantir que mais pessoas do município sejam beneficiadas com as consultas, identificando os problemas de visão e encaminhando para o tratamento. Ele também reafirmou que novas parcerias continuarão sendo feitas com a proposta de oferecer não somente o Mutirão de Oftalmologia, mas também diversos outros serviços para a comunidade. Tudo obedecendo aos cuidados e os protocolos de segurança contra a Covid-19.

Tempo de leitura: 2 minutos

Carlos Ernani, Vável Andrade, Ronaldo Netto e Wandick fundaram hospital

Há 25 anos, quatro médicos oftalmologistas – Carlos Ernani, Ronaldo Netto, Wandick Rosa e Vável Andrade, apaixonados pela profissão e por Itabuna, decidiram fundar uma clínica que servisse como referência em qualidade dos serviços e responsabilidade social. Criaram a Clínica de Olhos de Itabuna, que posteriormente se tornou Hospital de Olhos Beira Rio e mais recentemente o Hospital Beira Rio. O empreendimento completa um quarto de século nesta semana.

Encarar e superar desafios, unidos, sempre foi uma marca dos quatro médicos sócio-fundadores do Hospital. Ao longo desses anos, o Hospital Beira Rio vem passando por um processo permanente de modernização e capacitação de seu corpo clínico e colaboradores, sempre com foco no atendimento de qualidade aos pacientes.

Atualmente o Hospital Beira Rio possui uma estrutura completa que oferece serviços considerados de excelência em todas as áreas da oftalmologia e um moderno Day Hospital, com capacidade para realizar cirurgias de todas as especialidades médicas, de baixa e média complexidades.

A excelência dos serviços prestados pelo Hospital Beira Rio foi reconhecida com a conquista do ISO 9001, um selo de qualidade, sustentabilidade e responsabilidade social. O envolvimento com a sociedade sempre foi prioridade e uma importante ação do Hospital Beira Rio é a realização anual, em parceria com a ONG Unidos pelo Diabetes, do Mutirão do Diabetes de Itabuna, coordenado pelo médico Rafael Andrade. O Mutirão é considerado o maior evento de tratamento e prevenção da doença no Brasil.

Hospital Beira Rio foi fundado por 4 oftalmologistas

MEDIDAS PREVENTIVAS NA PANDEMIA

Em função da pandemia da Covid 19, o Hospital Beira Rio adotou uma série de protocolos determinados pela Organização Mundial de Saúde, como adequação e higienização permanente dos espaços de circulação, consultórios e salas de cirurgia, sinalização para distanciamento, dispensers com álcool em gel e treinamento dos colaboradores, além de atendimento aos pacientes com hora marcada.

Hoje, o corpo clínico do Hospital Beira Rio conta com mais de 20 médicos, incluindo as novas gerações dos sócios-fundadores. A Superintendência Médica é assinada por Rafael Andrade ,que possui trajetória profissional reconhecida internacionalmente, mas que decidiu manter suas raízes no sul da Bahia. Filho de Vável Andrade, faz parte do processo de renovação do Hospital, mantendo a chama empreendedora dos fundadores.

Tempo de leitura: 3 minutos

Itabuna inova na prevenção ao diabetes na pandemia

A ONG Unidos pelo Diabetes, que promove o Mutirão do Diabetes de Itabuna, deu início a um novo modelo de prevenção da doença, já que, por causa da pandemia da Covid-19, o maior mutirão do país na prevenção e tratamento da doença não será realizado no formato convencional este ano.

Nesta edição especial, os exames foram feitos sempre com horário agendado, no ginásio de esportes do CAIC, no bairro Sarinha Alcântara, situado ao lado da Unidade Básica de Saúde (USB).

Pacientes com diabetes, da rede pública de saúde de Itabuna, previamente selecionados por agentes comunitários da cidade, foram recepcionados para realizar retinografia digital e exame do pé diabético. Os exames foram feitos por meio de sistema de teletriagem e com o auxílio de um aplicativo específico (SISPED).

O projeto “Unidos pelo diabetes em ação”, que conta com o apoio do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e Sociedade Brasileira do Diabetes, antecipa a celebração pelo Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro) e tem o intuito de fornecer aos pacientes da cidade acesso rápido e gratuito a exames diagnósticos para rastreamento de possíveis complicações associadas à doença, principalmente a retinopatia diabética.

Paciente passa por exame oftalmológico

TELETRIAGEM E PREVENÇÃO

“A intenção é auxiliar os pacientes, por meio de uma nova metodologia que respeita os cuidados de distanciamento social e barreira sanitária, essenciais para evitar a disseminação do novo coronavírus”, salienta o oftalmologista Rafael Andrade (foto), presidente da ONG Unidos pelo Diabetes e criador do mutirão.

Pacientes que apresentaram alteração no resultado de seus exames participarão da segunda fase do projeto, prevista para novembro, no Hospital Beira Rio. Eles serão encaminhados para atendimento especializado e terão acesso a outros exames de alta complexidade, como eletrocardiograma, ecocardiograma, tratamento de retina com fotocoagulação a laser e exames bioquímicos, dentre outros. No total, cerca de 600 pessoas devem ser beneficiadas nas duas fases da ação, 100 delas na etapa de novembro, além de ações educacionais

DETECÇÃO PRECOCE

Segundo o médico Rafael Andrade, membro da Comissão de Prevenção à Cegueira do CBO, o diabetes é responsável por provocar alterações nos vasos sanguíneos (vasculopatia), com graves implicações associadas a órgãos como retina, coração, rins e membros inferiores. Entre as principais complicações, estão cegueira, ataque cardíaco, falência dos rins e surgimento de úlceras que podem levar à amputação de membros e extremidades.

“O exame para detecção da retinopatia diabética, que é uma complicação vascular da retina, tem importância central nesse contexto de rastreamento da vasculopatia. Isso porque os olhos são órgãos aparentes, sendo assim, é possível observar de modo claro as alterações da circulação sanguínea, no momento em que o médico realiza a dilatação da pupila”, destaca. “Por outro lado, os órgãos internos, como rins e coração, exigem exames de maior complexidade e, no geral, quando emitem sintomas de alerta a respeito desses problemas vasculares é porque já estão em estado avançado no organismo”, explica.

Médica Larissa Andrade proferiu palestra sobre córnea no congresso Norte/Nordeste
Tempo de leitura: < 1 minuto

A médica Larissa Andrade, especialista em córnea, catarata, lentes de contato e cirurgia refrativa do Hospital Beira Rio (HBR), em Itabuna, foi uma das palestrantes do Congresso Norte Nordeste de Oftalmologia (CNNO), em Porto de Galinhas, Pernambuco.

Além de proferir palestra sobre condutas em pterígios com múltiplas recidivas, a médica Larissa Andrade também foi coordenadora das atividades científicas na área de córnea e cirurgia refrativa, uma das mais importantes da Oftalmologia. Nesta área, observa a médica, o Hospital Beira Rio oferece tecnologia de ponta, como o Excimer Laser Waveli Ex500, com recursos de segurança avançados, incluindo a verificação instantânea da espessura da córnea, imediatamente antes e após o tratamento.

O evento, que abriu o calendário anual de atividades científicas da área, contou com a participação de centenas de oftalmologistas, que “compartilham experiências, renovam parcerias, conhecem as novidades da indústria e se preparam para oferecer aos seus pacientes o que há de melhor no tratamento da visão”.

O evento reuniu especialistas de renome no mundo. Dentre os conferencistas, um dos destaques foi o médico Miguel Burnier, professor de Oftalmologia, Patologia e Oncologia na McGill University, em Montreal, Canadá.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Médica Carol França participa de congresso de oftalmologia da USP
A médica Carol França, do Hospital Beira Rio, em Itabuna, participou do 22° Congresso de Oftalmologia e do 21º Congresso de Auxiliares em Oftalmologia da Universidade de São Paulo (USP). Os dois eventos foram encerrados no último sábado (30), no Centro de Convenções Rebouças, na capital paulista, reunindo profissionais em oftalmologia de todo o país.

Os congressos técnicos ofereceram programa para atualização e educação continuada, com simpósios e palestras abordando as diversas subespecialidades da Oftalmologia. Também foram ofertados mais de 30 cursos com abordagem sobre os aspectos mais importantes da especialidade. Os congressos tiveram a participação de palestrantes internacionais e nacionais associados ao corpo docente de Oftalmologia da Faculdade de Medicina da USP.

A médica Carol França é especialista em Catarata. Para a direção do Hospital Beira Rio, a participação da médica reforça o compromisso do hospital na formação continuada de seus profissionais e modernização permanente de seus equipamentos para assegurar qualidade e segurança no atendimento oftalmológico.

Tempo de leitura: 2 minutos

Tâmara Lopes fala sobre as moscas volantes || Foto Divulgação
Sabe quando você enxerga pequenos pontos escuros, manchas, filamentos, círculos ou teias de aranha que parecem se deslocar em um ou nos dois olhos? Isso se chama, na oftalmologia, “moscas volantes”. São percebidas com mais frequência quando estamos lendo ou olhando fixamente para uma parede vazia.

Segundo a médica Tâmara Lopes, especialista em retina e vítreo do DayHorc, empresa do Grupo Opty em Itabuna, o problema ocorre com o processo natural de envelhecimento, no qual o vítreo – fluído gelatinoso que preenche o globo ocular – se contrai, podendo se separar da retina em alguns pontos, sem que cause, necessariamente, danos à visão.

Ela explica que as moscas volantes são proteínas ou minúsculas partículas de vítreo condensado que se formam quando se soltam da retina. “A impressão é de que elas parecem estar na frente do olho, mas, na verdade, estão flutuando no vítreo, dentro do olho”, diz.

Embora nem sempre as moscas volantes interfiram na visão, quando elas passam pela linha de visão, as partículas bloqueiam a luz e lançam sombras na retina, a parte posterior do olho onde se forma a imagem. O problema ocorre com mais frequência depois dos 45 anos nos seguintes grupos de pessoas: as que possuem miopia, as que se submeteram à cirurgia de catarata ou ao tratamento YAG Laser e as que sofreram inflamação dentro do olho.

A especialista do DayHorc comenta que se deve ficar atento em relação às moscas volantes, porque elas também podem estar relacionadas a rasgos na retina. Neste caso, a correção é feita com laser argônico ou por crioterapia. “A ideia é evitar que elas provoquem o descolamento da retina, o que pode ocasionar cegueira”, conta. Caso não surjam tais sintomas, não será necessário tratamento e, com o tempo, elas tendem a diminuir. Procure um médico especialista no assunto, se você se identificar com esses sintomas.

Tempo de leitura: 2 minutos
Bernardo Almeida: ambliopia tem tratamento

A ambliopia é uma redução da visão que ocorre porque o cérebro ignora a imagem recebida de um dos olhos. É um caso muito comum, que geralmente acomete crianças a partir dos quatro anos de idade. Também conhecido como olho preguiçoso, a redução causa um desvio ou desalinhamento de um olho e pode provocar alguns problemas de visão, como rápida perda de acuidade visual, perda de visão binocular, provocando incapacidade de medir a profundidade, e risco aumentado de perda de visão no olho mais forte.

Bernardo Almeida, médico especialista em oftalmologia geral e catarata do Hospital DayHorc, do Grupo Opty em Itabuna, diz que a perda da visão causada pela ambliopia pode ser permanente, “caso o distúrbio não seja diagnosticado e tratado antes dos oito anos de idade”.

Uma causa comum desse tipo de problema é um erro refrativo (miopia/hipermetropia ou astigmatismo) que seja maior em um dos olhos. “Ocorre uma informação descombinada, sendo que a precedência de um dos olhos faz com que o cérebro ignore a informação do outro”, conta.

De um modo geral, tudo o que cause algum tipo de desequilíbrio visual pode também provocar ambliopia, como as cataratas na infância, lentes turvas, diferenças de forma ou de tamanho e outras anomalias anatômicas ou estruturais. O médico Bernardo Almeida alerta que, quanto mais cedo se descobre e trata um olho preguiçoso, as chances de sucesso são melhores.

Para tratar o problema, o primeiro passo é corrigir o olho preguiçoso, ou seja, corrigir problemas de visão. “O tratamento é feito através de óculos com lentes específicas para corrigir o foco do olho mais fraco. O mais provável é que seja necessário tapar o olho saudável por algum tempo, de modo a fortalecer o olho afetado”, explica o especialista do Hospital DayHorc, de Itabuna.

Ainda segundo ele, depois é preciso treinar a ligação olho-cérebro. Na maioria dos casos, os oftalmologistas bloqueiam o olho mais forte para treinar o cérebro para começar a reconhecer a imagem do olho amblíope ou preguiçoso.

A correção da ambliopia, observa Bernardo Almeida, não corrige problemas de estrabismo, o que mantém os olhos desalinhados. Neste caso, é indicada a cirurgia dos músculos do olho.

Tempo de leitura: 2 minutos
Síndrome da Visão do Computador é preocupação de especialistas || Reprodução IMO

Os cuidados com a saúde ocular devem ser redobrados em tempos de uso constante de aparelhos tecnológicos, principalmente por parte de adolescentes. Passar muito tempo em frente à tela de computador, televisão, celular e tablet pode ocasionar problemas na visão sem que a pessoa perceba.

A médica Luciana Pinto, especialista em baixa visão, oftalmopediatria e lentes de contato do DayHORC, empresa do Grupo Opty em Itabuna (BA), comenta que um dos problemas oculares mais comuns nessa fase da vida é a miopia, que consiste na dificuldade em ver coisas ao longe. “É um problema que pode ser diagnosticado com exames de rotina. Um em cada quatro jovens em idade escolar precisa de algum tipo de correção visual”, diz.

A Síndrome da Visão de Computador (CVS em inglês), que ocorre quando olhamos para os ecrãs digitais durante grandes períodos, é outro problema destacado pela oftalmologista. “A atenção que é dada às telas é tão grande que os adolescentes não piscam os olhos como deveriam. Aí acabam tendo a sensação de ressecamento, de que precisam apertar e fechar os olhos. Isso pode causar ardor e vermelhidão”, explica a oftalmologista.

RAIOS ULTRA-VIOLETA

Como os adolescentes, de um modo geral, têm um estilo de vida muito ativo e, por vezes, acabam ficando muito tempo ao ar livre e expostos à luz solar, a especialista explica que os olhos deles ainda não estão totalmente desenvolvidos. Por isso, ficam menos protegidos contra os efeitos nocivos dos raios UV e da luz azul-violeta. Nesse caso, ela indica o uso de óculos escuros com proteção UV. “A exposição à radiação solar também pode provocar olhos vermelhos e irritados”, destaca.

Por ser um período da vida no qual eles se deparam também com as mudanças físicas e de comportamento, a preocupação com a estética é notável e muitos deles não gostam da ideia de usar óculos, ainda mais os que praticam esportes. “É importante que os problemas de visão sejam corrigidos. Os adolescentes não devem abrir mão dos óculos, se forem necessários”, frisa.

Segundo a oftalmologista, os adolescentes também podem usar lentes de contato. “Existem atualmente no mercado lentes de uso diário que não precisam de limpeza. Basta usar e jogar fora no mesmo dia”, completa. Em caso de desconfortos na visão, o mais indicado é procurar por um oftalmologista, a fim de evitar problemas mais graves no futuro.

Tempo de leitura: 2 minutos

Tâmara: retinopatia pode levar à perda de visão

Uma das principais complicações relacionadas ao diabetes mellitus, a retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em pessoas com idade entre 20 e 74 anos. Caracteriza-se por uma alteração vascular dos pequenos e grandes vasos da retina. “Após 20 anos de doença, mais de 90% dos diabéticos tipo 1 e 60% daqueles com o tipo 2 apresentarão algum grau de retinopatia”, afirma a médica Tâmara Lopes, especialista em Retina e Vítreo do DayHORC em Itabuna (BA).
De acordo com a médica, a retinopatia diabética só ocorre em pacientes diabéticos e os dois fatores mais importantes relacionados ao desenvolvimento e à gravidade da doença são o tempo que o paciente tem com o diabetes e o controle glicêmico.
Muitos pacientes podem apresentar formas avançadas com grande potencial de cegueira, mas ainda assintomáticos. “O principal sintoma é a baixa de visão, que pode estar presente desde as fases inicias da retinopatia até em casos nos quais há doença proliferativa”, explica a oftalmologista.
A retinopatia diabética é classificada basicamente em dois tipos: não-proliferativa e proliferativa (forma mais avançada da doença). A não-proliferativa se divide em leve, moderada e grave. O retardo no tratamento pode levar à perda irreversível da visão. “Estima-se que em olhos com retinopatia diabética proliferativa não tratada a taxa de evolução para cegueira seja de 50% em 5 anos”, diz.
O acompanhamento oftalmológico regular é de extrema importância, por se tratar de uma doença que, mesmo nas formas mais graves, não apresenta sintomas na maioria dos pacientes e também devido à necessidade de início de tratamento precoce, antes que as alterações sejam irreversíveis.
Os tratamentos da retinopatia diabética variam de acordo com sua classificação e a presença ou não do edema macular. “Esse tratamento pode ser feito com fotocoagulação a laser, terapia medicamentosa intravítrea e cirurgia”, esclarece a médica. A retinopatia não tem cura, mas pode ser controlada. O monitoramento rigoroso da glicemia, da pressão arterial e dos níveis de lipídio são algumas formas de prevenção da doença.
O ideal é que se realize o acompanhamento de modo que os pacientes não alcancem as formas proliferativas graves da doença. Para isso, o intervalo entre as consultas não deve ser superior a um ano, podendo esse período ser reduzido conforme a gravidade do caso.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Médicos fazem um alerta para quem apresenta visão embaçada. Embora pareça comum, a situação exige cuidados, pois pode ser sintoma grave de deslocamento de retina, olho seco, diabetes, catarata, glaucoma, inflamação do olho ou até mesmo crise hipertensiva.
A dica é procurar ajuda de profissional médico. “Quando falamos em saúde ocular, qualquer mínimo detalhe não pode passar em branco. O ideal é, ao menor sinal de anormalidade, investigar, porque se for algo mais sério, pode ser identificada em um estágio inicial e as chances de um tratamento mais efetivo é muito maior”, afirma o médico Antônio Nogueira Formiga, do Centro de Olhos Especializados (Cenoe).
De acordo com o médico, nem sempre a visão embaçada tem como agente causador um quadro oftalmológico. Ela pode ser causada por hipoglicemia, a enxaqueca e doenças hormonais, dentre outras. “Por isso, é importante procurar um oftalmologista e, se os problemas estiverem descartados, recorrer a outro especialista”.

Tempo de leitura: 2 minutos
Vista embaçada pode sinalizar problema grave na visão
Vista embaçada pode sinalizar problema grave na visão
Nogueira alerta para cuidados com a visão
Nogueira alerta para cuidados com a visão

A vista embaçada pode ser sinal de “problemas muito graves na visão”, alerta o médico oftalmologista Antônio Nogueira. O paciente pode até considerar normal, por causa do cansaço do dia a dia, mas o embaçamento também pode ter relação com doenças como catarata, uveite, deslocamento da retina ou até “olho seco”, segundo o especialista.

De acordo com Nogueira, o problema pode ter relação também com quadro de diabetes ou de hipertensão, que também deixa a vista “cansada”.

Para identificar o que realmente ocorre, o médico orienta consultas regulares. “O olho seco que causa embaçamento transitório costuma ser solucionado com a própria piscada, que lubrifica os olhos. Porém, em algumas situações o olho seco pode permanecer por mais tempo e incomodar muito, sendo necessário uso de colírio lubrificante”, diz.

Para o médico, que também é diretor técnico do Cenoe Hospital de Olhos, “qualquer mínimo detalhe não pode passar em branco” quanto à saúde ocular. Segundo ele, “o ideal, ao menor sinal de anormalidade, é procurar um oftalmologista, e em caso de diagnóstico precoce, a chance de um tratamento mais efetivo é muito maior”.

Tempo de leitura: 2 minutos

Mutirão do glaucoma prestou mais de 5 mil atendimentos.
Mutirão do glaucoma prestou mais de 5 mil atendimentos.
A maior edição já realizada do GlaucomaDay em Itabuna prestou mais de 5 mil atendimentos e foi marcado pela ampliação dos serviços, sem perder a agilidade no atendimento aos pacientes e eficiência. “Pela primeira vez em 57 anos, acordei cedo em um sábado para cuidar da minha saúde ocular. Tudo isso realizado com muita eficiência, organização e agilidade”, disse Jacyara Rocha Salles, que participou da ação de detecção precoce e tratamento do glaucoma, no DayHorc.

O mutirão atendeu pacientes de Itabuna e mais 20 municípios pactuados. O glaucoma é uma doença – muitas vezes assintomática, que causa um aumento rápido na pressão intraocular e afeta principalmente pacientes com idade acima dos 40 anos e portadores de doenças como diabetes, hipertensão e hipertireoidismo.

O glaucoma tambem é hereditário e pode ser diagnosticada em jovens, como foi o caso do Jovem Rodrigo Ferreira, de 29 anos. “Meu avô e meu pai tem glaucoma, quando vi o anúncio do mutirão na televisão eu resolvi participar, pois apesar de ser jovem tenho diagnostico na família. Durante a consulta minha pressão ocular estava alta, o médico avaliou e me encaminhou para marcação de consultas. Já sai do mutirão com uma consulta agendada para o próximo dia 6 de junho”, explicou Rodrigo, que saiu bastante satisfeito com o atendimento.

Além dos exames de tonometria e fundoscopia, na 5ª edição do GlaucomaDay os pacientes passaram por avaliação nutricional, realizada por profissionais e estudantes do curso de Nutrição da FTC, aferição de pressão arterial e glicemia realizados por técnicos das Drogarias Velanes, e manutenção de óculos, realizada pela Ótica Diniz.

Os participantes ainda tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido pela Fundação Regina Cunha de Oftalmologia e Prevenção a Cegueira – FURC. “A ação oferece à população uma assistência médica especializada nessa área. Assim, estamos favorecendo o acesso e incentivando o cuidado com a saúde”, disse o diretor médico do DayHORC, Ruy Cunha.

Tempo de leitura: < 1 minuto

O Hospital de Olhos Ruy Cunha (DayHORC) realiza, no próximo sábado (20), um dia de ações preventivas contra uma das doenças que mais causam cegueira no mundo. Durante o GlaucomaDay, em Itabuna, pessoas a partir de 40 anos terão atendimento gratuito para detecção da doença. A cantora Margareth Menezes apoia a ação e convida para o evento, que começa às 8h, na Avenida Ruffo Galvão, centro, próximo à Catedral de São José.

Tempo de leitura: 2 minutos

Médica Francielle Viana atende paciente no mutirão contra glaucoma.
Médica Francielle Viana atende paciente no mutirão contra glaucoma.
O esforço conjunto de médicos e colaboradores na 4ª Edição do GlaucomaDay, realizado em Itabuna pelo Hospital de Olhos Ruy Cunha (DayHorc), no ultimo sábado (4), foi considerado “altamente positivo” e diagnosticou a suspeita da doença em 768 pacientes.

Um dos beneficiados, o aposentado Jedeon Rodrigues dos Santos, cujo exame de tonometria indicou pressão ocular bastante elevada, elogiou os serviços oferecidos. “Cheguei às 8h30min e às 9 horas já tinha sido atendido e saí com a consulta de acompanhamento agendada. Nunca imaginei que a pressão do meu olho estivesse alterada, nunca senti dor ou qualquer alteração na visão, mas graças ao atendimento no GlaucomaDay irei investigar a fundo a predisposição ao Glaucoma”, contou, bastante satisfeito.

Durante a ação, foram prestados 4.500 atendimentos à população, entre procedimentos de tonometria, fundoscopia, aferição de pressão arterial e glicemia, além de orientações médicas e distribuição de material informativo.

Pacientes durante cadastro do mutirão no último sábado.
Pacientes durante cadastro do mutirão no último sábado.

Aos pacientes que tiveram diagnóstico de glaucoma foi garantido o tratamento pelo SUS por meio de acompanhamento contínuo e até mesmo com recebimento de colírios. Segundo o oftalmologista Rogério Vidal, “O glaucoma não tem cura, mas pode ser controlado por meio de procedimentos médicos e medicação”, explicou.

Para a gerente da unidade do DayHorc de Itabuna, Rosemeire Correia, a satisfação transmitida aos pacientes demonstra o empenho e envolvimento da equipe. “O DayHORC tem um trabalho de orientação e prevenção a doenças oculares e a nossa preocupação é oferecer um atendimento humanizado e de excelência, seja em dias comuns ou até mesmo durante o alto fluxo de atendimento como esse. Nossa prioridade no mutirão é o diagnóstico precoce, pois assim podemos combater o Glaucoma trazendo melhor qualidade de vida para a população”, esclareceu.

Rosemeire agradeceu o empenho de toda a comunidade, colaboradores, corpo clínico, parceiros e patrocinadores: FURC, Óticas Carol, Jornal Agora, Diário Bahia, site Pimenta na Muqueca, Rádio Difusora, Drogaria Velanes, Prefeitura Municipal de Itabuna, Gráfica Cartonsul, Diságua, Gráfica Mesquita, Nestlé, Óticas Diniz, Morena FM, Tv Cabrália, Tv Santa Cruz, Rádio Jornal, Rádio Nacional, Rádio Tudo FM de Itajuípe, além de sites e blogs locais e regionais.

Tempo de leitura: 2 minutos
Diagnóstico precoce do glaucoma é vital para evitar cegueira (Reprodução).
Diagnóstico precoce do glaucoma é vital para evitar cegueira (Reprodução).

Doença que forçou o prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, a pedir licença de 15 dias para tratamento, o glaucoma atinge mais de 60 milhões de brasileiros, segundo estimativa de autoridades da área de saúde, embora os dados não sejam tão confiáveis. Por ano, cerca de um milhão de pessoas são diagnosticadas, tardiamente, com a doença, que é apontada como principal causadora de cegueira irreversível no mundo.

A doença é caracterizada por dificuldades na leitura e provocar incômodos até mesmo ao assistir televisão, sendo mais comum depois dos 40 anos. De acordo com médicos, na sua fase inicial a doença raramente apresenta sintomas. Afeta principalmente os grupos de risco dos idosos, negros, diabéticos, portadores de pressão arterial alta ou muito baixa, portadores de apneia do sono, os que fazem uso prolongado de medicação a base corticoide.

De acordo com o médico oftalmologista Rogério Vidal, do Day Horc, o glaucoma é uma doença ocular hereditária, degenerativa e progressiva. “Nos casos agudos, os sinais e sintomas são evidentes e se apresentam em dor ocular intensa, baixa da visão, observação de halos coloridos em torno da luz, náusea e vômito”, afirma o médico.

Segundo ele, em 80% dos casos, o diagnóstico é tardio e só é confirmada quando  já ocasionou danos irreversíveis ao paciente. Um dos mais relevantes fatores de risco relacionado ao glaucoma é a pressão interna do olho alta”.

DIAGNÓSTICO PRECOCE

Vidal aponta outros fatores que contribuem para a evolução do glaucoma. “Algumas pessoas com pressão do olho alta não apresentarão glaucoma e, por outro lado, indivíduos com pressões consideradas normais podem apresentar lesão no nervo óptico característica da doença. Portanto, a avaliação cuidadosa do seu oftalmologista considerando o fundo de olho, campo visual e outros fatores de risco, é importante para o diagnóstico precoce e o tratamento da doença”.

O diagnóstico do glaucoma é feito por meio de exame, que determina a forma e o estágio da doença. “O controle da pressão intraocular é fundamental para estacionar a lesão do glaucoma”. De acordo com Rogério Vidal, “já foi observado que ela pode continuar progredindo em alguns indivíduos”. Quando não há tratamento, a doença pode levar a perda total da visão. O médico diz que é importante o diagnóstico precoce do glaucoma.

MUTIRÃO

A preocupação com o crescente número de casos da doença despertou para a realização de mutirões por todo o país. Em Itabuna, o Hospital Day Horc fará mais uma edição de mutirão anual para diagnóstico gratuito e tratamento do glaucoma. A previsão é atender até 3.500 pessoas durante o mutirão.