Fórum do Trabalho de Ilhéus perderá uma vara para Camaçari || Foto Divulgação
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indeferiu liminarmente o pedido da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) – para suspender a Resolução Administrativa Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que transfere a 3ª Vara do Trabalho de Ilhéus para Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, com a implantação da 5ª Vara do Trabalho. A OAB de Ilhéus aponta prejuízos para moradores de municípios do sul da Bahia.

A OAB-BA alega “haver um descompasso na distribuição entre as três varas de Ilhéus”, trazendo números da quantidade de casos novos apenas na fase de conhecimento. Na liminar, o conselheiro do CNJ Guilherme Feliciano diz que o fato não está respaldado por um elemento de prova e que o TRT-5 possui atribuição administrativa para alterar a jurisdição das varas.

Segundo entendimento do CNJ, são considerados como casos novos não somente os processos de conhecimento, mas também os de execução. O TRT-BA esclarece que a distribuição de processos acontece de forma rigorosamente equitativa entre varas de mesma jurisdição e é feita de forma automática pelo Processo Judicial Eletrônico (PJe), sem interferência humana. O Tribunal faz a distribuição usando algoritmos fechados fornecidos pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).

A Presidência do TRT-BA reforça o diálogo transparente que manteve com a advocacia, em que foram apresentados detalhadamente os estudos e a forma como a distribuição de processos é feita, especialmente durante o Colégio de Presidentes de Subseções da OAB-BA, no dia 6 de junho, e na visita da direção da OAB de Ilhéus à sede do Regional, no dia 19 de junho de 2024.

APROVAÇÃO POR UNANIMIDADE

O Órgão Especial aprovou por unanimidade a transferência da 3ª Vara do Trabalho (VT) de Ilhéus para a jurisdição de Camaçari, acolhendo dados da proposta de reestruturação elaborada pela Comissão de Estudo da Jurisdição do Tribunal, em conformidade com a Resolução 296/2021 do CSJT.

A resolução revisa o redimensionamento da jurisdição, identificando as Varas com distribuição processual inferior a 50% da média de casos novos por vara no último triênio, com o objetivo de adotar as providências necessárias para a adequação da jurisdição ou transferência de unidades.

No caso da 3ª Vara de Ilhéus, análises mostraram que, desde 2019, a unidade recebeu um número de casos bem abaixo da média regional, segundo do TRT-5. Entre 2021 e 2023, foi registrada uma média de 549 processos na 3ª Vara de Ilhéus, enquanto a média das demais varas foi de 1.258 casos.  A 3ª Vara do Trabalho de Ilhéus ficará a mais de 400 quilômetros do sul da Bahia.

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A coordenadora do curso de Direito da Unime-Itabuna (ex-Facsul), Fernanda Lima, discorda da conceituação emitida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no exame realizado em dezembro do ano passado. Ontem, a OAB divulgou a lista de 90 faculdades reprovadas no exame aplicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O curso de Direito da Unime situou-se entre os dez com zero de aprovação na Bahia.
Apenas um aluno do curso da Unime participou do Exame e, segundo a coordenadora, não possuía aptidão para fazer o exame. “Nosso curso ainda está no oitavo semestre. O aluno não poderia fazer a prova porque ainda estava no sétimo semestre”, diz a coordenadora. Apenas estudantes do nono semestre de Direito são autorizados a fazer a prova, de acordo com a professora.
O aluno não foi identificado pela faculdade. Ele passou na primeira fase do exame, mas foi reprovado na segunda etapa. “Se o aluno é treineiro e do sétimo semestre, não poderia constar na avaliação, pois nem mesmo quando concluísse o curso teria direito à carteira de advogado”, afirma a coordenadora do curso. A Unime cobrará da OAB Nacional uma explicação sobre os critérios para avaliar o curso mesmo com o aluno considerado não-apto.
O PIMENTA entrevistou o presidente da subseção itabunense da OAB, Andirlei Nascimento. Ele confirmou o resultado atribuído à Facsul.  O presidente da entidade disse uma explicação quanto ao conceito da faculdade deverá ser obtido com a nacional da OAB ou a Fundação Getúlio Vargas (FGV),  que aplicou as provas.