Para candidato a deputado estadual, federação Rede-Psol deveria apoiar Jerônimo Rodrigues no 1º turno || Foto Divulgação
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Candidato a deputado estadual pela Rede Sustentabilidade, o advogado e sindicalista Magno Lavigne diverge da estratégia adotada pela Federação PSOL-Rede na sucessão baiana. Ele defende a unidade das forças de esquerda já no primeiro turno, afirma ver com bons olhos a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e aponta ACM Neto (UB) como o adversário a ser batido pelo chamado campo progressista.

Nesta entrevista ao PIMENTA, Magno também aponta as prioridades de um eventual mandato na Assembleia Legislativa. Com experiência no movimento sindical e no Ministério do Trabalho, pretende concentrar a atuação na geração de emprego e renda, na qualificação profissional e na construção de políticas capazes de elevar os ganhos dos trabalhadores.

O candidato ainda analisa os efeitos da reforma trabalhista, explica por que os bons indicadores econômicos não eliminaram a sensação de instabilidade entre as famílias e defende a implantação do Porto Sul. Para Magno Lavigne, o empreendimento é estratégico, mas deve ter os impactos ambientais sob acompanhamento permanente e cumprir as medidas de compensação. Leia.

PIMENTA — Sua trajetória está ligada ao movimento sindical e à gestão pública. Como essas experiências podem contribuir para um eventual mandato na Alba?

MAGNO LAVIGNE — As experiências de vida acumuladas, tanto no serviço público quanto no movimento sindical, permitem uma compreensão muito detalhada sobre como agir como parlamentar estadual, se assim for a vontade do povo. Isso porque eu conheço a gestão orçamentária, conheço os caminhos do governo. Muitas vezes, a questão não é o que você está falando, mas como você está falando, para quem você está pedindo, qual caminho está percorrendo e por onde as coisas andam. Conheço isso e tenho certeza de que a experiência acumulada poderá ajudar muito em um eventual mandato de deputado estadual.

Após a reforma trabalhista do governo Temer, o movimento sindical sofreu um golpe duro. É possível dimensionar os efeitos da reforma trabalhista sobre a capacidade de organização dos trabalhadores no Brasil?

Houve também alguns pontos que serviram para chamar a atenção de parte do movimento sindical. Havia uma parcela grande do movimento sindical de trabalhadores que vivia em torno da contribuição sindical obrigatória. Aqueles sindicatos que se mobilizaram, que tinham base e, de fato, ligação com suas categorias, conseguiram sobreviver e, mais que isso, até crescer. Algumas categorias mais fragilizadas economicamente, no entanto, sofreram bastante. Cito, por exemplo, os trabalhadores da agricultura familiar, os trabalhadores rurais e os servidores públicos municipais. Esses foram vítimas efetivas do fim da contribuição sindical obrigatória.

Agora, há alguns pontos na reforma trabalhista que são, digamos assim, devastadores para os trabalhadores no cotidiano. Por exemplo, o fim da ultratividade da norma. Quando não se assinava uma nova norma trabalhista, aqueles direitos permaneciam válidos até a assinatura de um novo acordo coletivo de trabalho ou de uma nova convenção coletiva. Com o fim da ultratividade, a norma zera quando o acordo vence. Isso é muito ruim para os trabalhadores.

No Ministério do Trabalho, você participou ativamente da reestruturação do Sine e de programas de qualificação profissional. Faça um balanço da sua contribuição ao governo Lula.

Do ponto de vista da Secretaria de Qualificação, Emprego e Juventude do Ministério do Trabalho, nós recomeçamos os programas, refizemos as trilhas da secretaria e fizemos a pasta andar. Na aprendizagem, quando chegamos, havia 464 mil contratos de aprendizes no Brasil. Entregamos a gestão com 715 mil contratos, o maior número de jovens aprendizes da história.

Na qualificação profissional, criamos o Programa Manuel Querino de Qualificação Social e Profissional. Além de batizá-lo com o nome de um baiano fundamental para a compreensão da nossa cultura e da nossa luta, fizemos um programa que qualificou mais de 350 mil pessoas no Brasil inteiro. Dessas, mais de 50 mil na Bahia. É um programa de qualificação profissional que tem a nossa marca porque, inclusive, exige que as pessoas recebam uma ajuda para transporte e alimentação. Ou seja, você ajuda aquele trabalhador, aquela trabalhadora, aquele jovem ou aquela pessoa de mais idade a se qualificar profissionalmente.

O Sine é um dos braços importantes da secretaria.

No Sine, promovemos uma revolução, porque havia 2.150 postos e entregamos a gestão com 2.500. Entregamos a Carteira de Trabalho Digital e colocamos o Sine dentro dela. Hoje, você faz a intermediação de mão de obra por meio da Carteira de Trabalho Digital. Essa foi uma iniciativa da nossa gestão, junto com os nossos técnicos. Eu, graças a Deus, era o coordenador nacional do Sine.

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Nós não podemos descuidar do fim do mundo, mas não podemos esquecer o fim do mês.

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Emprego, sustentabilidade e desenvolvimento, que são objetivos fundamentais para qualquer país, nem sempre caminham juntos. Às vezes, há tensões entre esses objetivos na organização da produção. Como gerar renda e atrair investimentos sem enfraquecer a proteção ambiental ou a legislação trabalhista?

Eu estava vendo hoje um exemplo claro. Nós estamos todos discutindo, na nossa região, a questão do Porto Sul. Eu sou absolutamente favorável ao Porto Sul, mas o impacto ambiental disso precisa ser constantemente medido. As compensações ambientais precisam ser feitas. Ou seja, em qualquer projeto de desenvolvimento, você não pode abrir mão da questão ambiental, porque ela faz parte, inclusive, da própria sobrevivência do planeta Terra. Eu faço parte de um grupo ambientalista que discute a política a partir de uma premissa: nós não podemos descuidar do fim do mundo, mas não podemos esquecer o fim do mês.

Como encara a crítica de parte do movimento ambientalista segundo a qual o Porto Sul traz para o território do Litoral Sul um vetor de desenvolvimento que não está vinculado às vocações da região, como o turismo ecológico e a pesca?

Eu acho que há condições para coexistirem. Nós precisamos ter um desenvolvimento que tenha industrialização, turismo e tudo mais, mas que seja inclusivo. Agora, negar a importância estratégica de ter um porto offshore numa cidade como Ilhéus, que vai receber navios super-Panamax e permitir a nossa integração Leste-Oeste e, no futuro, a integração entre o Oceano Atlântico e o Oceano Pacífico, partindo da nossa querida cidade de Ilhéus, é um erro, na minha avaliação. Mas nós temos que trabalhar, sim, todos os dias, para que o impacto ambiental seja mitigado.

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Pretendo trabalhar todos os dias para que ninguém perca a dignidade ao levar o pão de cada dia para casa.

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Você tem uma ligação forte com o sul da Bahia, por ser de Ilhéus, e com o movimento sindical. Das suas características, da sua trajetória e da sua atuação política, o que você pode entregar de diferente e valoroso para o eleitor baiano?

Pretendo trabalhar todos os dias para que ninguém perca a dignidade ao levar o pão de cada dia para casa. E explico como é isso, porque não é um bordão. Estou falando de um trabalho voltado para o aumento da renda das pessoas. Eu aprendi como a gente faz na área de qualificação social e profissional, na geração de emprego e renda e na economia solidária. Quero direcionar a ideia de um mandato para esse campo. Não vou querer ser generalista, discutir todos os problemas. Quero ser o especialista na questão da geração de emprego e renda. Quero trabalhar todos os dias com legislação para isso. Quero trabalhar todos os dias para que as pessoas tenham mais acesso aos cursos de qualificação de curta duração, porque sei que esses cursos permitem o aumento da renda.

O governo Lula conseguiu recuperar os indicadores macroeconômicos do país: o Brasil tem a menor taxa de desemprego da série histórica, o governo está equilibrando as contas para diminuir o déficit primário e o salário mínimo voltou a ter crescimento real. Apesar disso, parece haver um sentimento de que a vida não melhorou na velocidade esperada pelas pessoas. Como você interpreta essa aparente contradição entre os bons indicadores econômicos e uma percepção de desconforto com a economia?

O que acontece é o seguinte: quando você analisa os dados do emprego no Brasil, começa a entender essa situação. O Brasil tem, falando em números redondos, cerca de 100 milhões de trabalhadores formais e informais. Cinquenta milhões dessas pessoas têm carteira assinada. Com um desemprego de 6% — seis e pouco, podendo o índice variar até 7% —, 50% dessas pessoas vão trocar de emprego neste ano. Então, as famílias sentem uma instabilidade na renda. E é isso que pesa, porque as pessoas ganham pouco e sentem essa instabilidade. O governo tem que fazer isso que eu estava dizendo: trabalhar para aumentar a renda das pessoas. Agora, há também outro lado, que é a questão ideológica. Existe uma influência muito forte daquilo que é a direita, digamos, programática — a direita bolsonarista — dentro das camadas mais pobres da sociedade.

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Compreendo a dinâmica partidária, compreendo que, às vezes, as pessoas querem que as mudanças sejam mais rápidas, mas vejo com muito bons olhos a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues.

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Na eleição presidencial, a federação Rede-PSOL caminha com o presidente Lula desde o primeiro turno de 2022 e decidiu fazer o mesmo agora. Na Bahia, a federação tem candidatura própria ao Governo do Estado. Qual será o seu posicionamento nessa disputa?

Sou um homem de partido, mas sou um homem de posição. Eu gostaria que tivesse havido unidade no primeiro turno e vou continuar fazendo esforços para que essa unidade aconteça. Entendo que, apesar das eventuais diferenças que possamos ter com o PT, o enfrentamento é contra o fascismo e contra a direita. Não que eu possa classificar ACM Neto como fascista. Não faço isso. Mas ele representa esse sentimento neste momento aqui no estado da Bahia. Então, para mim, o alvo a ser derrotado é ACM Neto. Compreendo a dinâmica partidária, compreendo que, às vezes, as pessoas querem que as mudanças sejam mais rápidas, mas vejo com muito bons olhos a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues. Embora, como estou lhe dizendo, eu obedeça à direção partidária, vou continuar com a minha opinião de que deveríamos estar juntos no primeiro turno.

Valderico, ACM Neto e aliados no aniversário de Itabuna || Foto Divulgação
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A presença em peso do grupo reafirmou a solidez do time da mudança e a capacidade de articulação do movimento no interior do estado.

 

 

 

 

 

 

Miguel Esteves | Soterópolis Notícias

As celebrações pelos 116 anos de Itabuna se transformaram em uma demonstração clara de alinhamento e peso político no sul da Bahia. O prefeito de Ilhéus, Valderico Junior (UB), esteve no centro dos atos ao lado do candidato a governador ACM Neto (UB), do candidato a vice Zé Cocá (PP) e de lideranças de toda a região.

A presença em peso do grupo reafirmou a solidez do time da mudança e a capacidade de articulação do movimento no interior do estado.

A união dessas figuras de destaque sinaliza a consolidação de um projeto político forte e pronto para disputar os rumos da Bahia. Liderados por ACM Neto e impulsionados por gestores com aprovação em seus municípios, como Valderico Junior, o grupo demonstra capacidade de gestão, liderança e representatividade para liderar uma transformação real no estado.

Valderico Junior reforça o protagonismo de Ilhéus e da região sul na construção desse novo momento político.

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Líder do Governo cita queda da violência e critica "propostas genéricas" do opositor || Foto Divulgação
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O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), líder do Governo Jerônimo na Assembleia Legislativa da Bahia, reagiu ao discurso do candidato a governador pelo União Brasil, ACM Neto, a respeito da violência no estado. De acordo com o parlamentar, o adversário tenta transformar a campanha em um “palanque do medo” e distorce deliberadamente os indicadores oficiais ao afirmar que a violência avançou no estado, quando os dados mostram redução consistente dos crimes violentos:

– Ele prefere espalhar uma narrativa de caos para obter dividendos eleitorais, mesmo sabendo que os indicadores apontam queda da violência. É uma tentativa de aterrorizar os baianos para vender a falsa ideia de que apenas sua eleição resolveria um problema complexo –  criticou.

O parlamentar também classificou como frágeis as propostas anunciadas pelo ex-prefeito. Na avaliação de Rosemberg, a chamada Governadoria da Segurança e o Plano de Reocupação de Territórios são conceitos genéricos, sem detalhamento de execução, metas ou fontes de financiamento. Ainda segundo o deputado, as proposições também reproduzem ações já desenvolvidas pelo estado por meio da inteligência policial, integração das forças de segurança e atuação permanente dos territórios.

DADOS

Rosemberg lembrou que a Bahia reduziu em 20,3% as mortes violentas entre janeiro e maio de 2026, com queda de 30,7% em Salvador, resultado que o parlamentar atribui ao reforço do efetivo, ao uso de tecnologia, à ampliação da inteligência e aos investimentos contínuos do governo estadual na área de segurança pública.

Nesta quinta-feira (23), o Anuário da Segurança Pública 2026 apontou redução de 9,6% das mortes violentas na Bahia em 2025 na comparação com o ano anterior.

OVERCLEAN

O líder governista afirmou ainda que chama atenção a postura de ACM Neto de atacar o governo enquanto evita prestar esclarecimentos sobre investigações envolvendo supostas organizações criminosas que atuaram na Prefeitura de Salvador desde sua gestão. Para o deputado, quem pretende cobrar transparência deve começar respondendo aos próprios questionamentos.

Rosemberg citou a Operação Overclean, da Polícia Federal e do Ministério Público, que apura esquema de fraudes em contratos públicos de prefeituras. “Antes de posar como salvador da segurança pública, ele precisa explicar sua proximidade com personagens ligados a investigações tão graves e deixar de usar o medo como estratégia eleitoral”, concluiu.

União Brasil oficializa candidatura de Neto ao Governo da Bahia || Foto UB/Divulgação
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O União Brasil oficializou, nesta quarta-feira (22), em Salvador, a candidatura de ACM Neto ao Governo da Bahia. A chapa majoritária tem o ex-prefeito de Jequié Zé Cocá (PP) na vice, além do senador Ângelo Coronel (Republicanos) e do ex-ministro João Roma (PL) na disputa pelas duas vagas ao Senado.

A aliança que sustenta a candidatura reúne a federação União Brasil/PP, PL, Republicanos, a federação PSDB/Cidadania, Podemos, Novo e a federação Solidariedade/PRD.

No discurso de oficialização da candidatura, ACM Neto afirmou que pretende inaugurar um novo ciclo político na Bahia. Para o ex-prefeito de Salvador, o estado perdeu protagonismo econômico e social nas últimas duas décadas, e as eleições deste ano, segundo ele, abrem caminho para uma guinada nos rumos políticos da Boa Terra:

– Chegou a hora da mudança! A hora de trazer a Bahia de volta ao seu sonho de grandeza – disse.

Ao longo da fala, o candidato afirmou que a Bahia vive um período de estagnação e atribuiu esse cenário aos governos do PT.

SEGURANÇA, SAÚDE E INFRAESTRUTURA

ACM Neto direcionou as críticas à segurança pública, à saúde, à educação e à infraestrutura estadual. Segundo ele, a violência cresceu, a fila da regulação se agravou e obras estratégicas permanecem sem conclusão, citando a Ponte Salvador–Itaparica, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul.

Também acusou o governo de priorizar propaganda em vez de resultados. “Eles cobram impostos altos, arrecadam muito e entregam pouco.”

MOTE DA CAMPANHA

Da esq. para a dir., Ângelo Coronel, Zé Cocá, ACM Neto e João Roma || Foto UB/Divulgação

O principal mote da campanha será Mudança com Segurança. ACM Neto afirmou que, se eleito, criará uma Governadoria da Segurança, ligada diretamente ao gabinete do governador, e implantará um Plano de Reocupação de Territórios para enfrentar o avanço das facções criminosas.

Segundo ele, o governo também ampliará hospitais regionais e policlínicas, reduzirá a fila da regulação, promoverá mudanças no ensino, incentivará a inovação tecnológica e adotará políticas voltadas para a geração de emprego e oportunidades para a juventude.

INTERIOR

Durante o discurso, ACM Neto prometeu fortalecer a relação institucional com os municípios e afirmou que pretende estimular as vocações econômicas de cada região da Bahia. Disse ainda que dará atenção especial aos pequenos produtores rurais e que o desenvolvimento do estado depende do fortalecimento do interior. “Dar prioridade ao interior é mais que uma obrigação política, é uma necessidade econômica vital.”

EX-PREFEITO PROMETE REPETIR MODELO ADOTADO EM SALVADOR

Ao encerrar a convenção, ACM Neto afirmou que pretende levar para o governo estadual o modelo administrativo implantado durante os oito anos em que comandou a Prefeitura de Salvador (2013-2020). Segundo ele, a experiência na capital demonstra que é possível recuperar áreas consideradas degradadas por meio de mudanças na gestão pública.

O candidato encerrou o discurso afirmando que pretende recuperar o orgulho dos baianos e defender um novo projeto para o estado. “Hoje quero proclamar a certeza de que a Bahia vai mudar.” Leia o discurso na íntegra.

Maiores colégios eleitorais do sul da Bahia têm maioria feminina apta a votar em 2026 || Imagem IA
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Do PIMENTA

A estatística divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta segunda-feira (20), mostra que as mulheres são maioria entre eleitores no sul da Bahia. Em Ilhéus, por exemplo, são 70.772 pessoas do sexo feminino aptas a votar nas eleições deste ano. Isso representa 55% dos votantes contra os 45% (58.999) de homens que estão com os dados atualizados. O município possui 21 eleitoras com mais de 100 anos, e não homens votantes nessa faixa etária.

Ilhéus tem 86 eleitoras na faixa entre etária 95 e 99 anos. Do sexo masculino, não existe nenhum votante nessa faixa etária. A estatística aponta que entre os mais jovens, há 230 mulheres com 16 anos e outras 523 com 17 anos aptas ao voto. Entre os homens são 221 eleitores com 17 anos e outros 118 com 16. O voto para os eleitores idosos e menores de 18 anos é facultativo. Com 18 anos, 1.331 eleitoras. Enquanto eles somam 686 aptos a votar. Ilhéus possui o total de 129.771 eleitores.

ITABUNA

O cenário de maioria de eleitoras se repete em Itabuna. São 77.763 habilitadas a votar contra 63.451 homens aptos. Os demais são optantes de nome social. As mulheres são maioria também entre as pessoas com dados atualizados na faixa etária entre 95 e 99 anos. Elas são 76 votantes. Há 8 eleitoras com mais de 100 anos. Não há eleitores do sexo masculino cadastrados nessas faixas para votar nas eleições deste ano.

Dentre os eleitores menores de 18 anos, as pessoas do sexo feminino são mais que o dobro de aptos a registrar o primeiro voto. Com 17 anos, são 756 moças contra 338 rapazes cadastrados para estas eleições. A diferença entre os eleitores com 16 anos é ainda maior. São 370 meninas contra 167 meninos. Itabuna possui o total de 141.218 eleitores.

IPIAÚ

Em Ipiaú, a diferença de percentuais de eleitores e eleitoras é menor. Elas somam 54% das pessoas cadastradas para esse pleito. São 17.614 habitantes do município com direito a voto contra os 16.241 homens aptos para a escolha de seus representantes. Outras cinco pessoas são optantes de nome social. O terceiro maior colégio eleitoral do sul da Bahia registra 12 eleitoras na faixa de 95 a 99 anos.

Entre aqueles que votarão pela primeira vez, o número de mulheres também é maior. Na faixa dos 17 anos, elas são 262 contra 125 homens. A meninas de 16 anos seguem na dianteira do eleitorado de Ipiaú. São 162 eleitoras contra 86 eleitores. De acordo com o TSE, Ipiaú possui o total de 32.861 eleitores.

NÚMERO DE ELEITORES EM OUTROS MUNICÍPIOS DA REGIÃO SUL

Almadina 4.951
Arataca 6.569
Aurelino Leal 9.635
Barro Preto 5.801
Buerarema 13.064
Camacã 17.359
Canavieiras 25.497
Coaraci 15.460
Firmino Alves 5.564
Floresta Azul 7.851
Gandu 23.579
Gongogi 5.402
Ibicaraí 17.916
Ibicuí 11.500
Ibirapitanga 14.386
Iguaí 17.757
Itacaré 19.681
Itagibá 13.186
Itajú do Colônia 6.267
Itajuípe 16.112
Itapitanga 5.957
Jussari 4.662
Maraú 16.541
Mascote 9.201
Pau Brasil 7.567
Santa Luzia 9.054
São José da Vitória 5.270
Ubaitaba 14.305
Ubatã 12.023
Una 16.880
Uruçuca 18.300

Vista parcial da cidade de Itabuna || Foto Zé Drone
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Enquanto isso, no outro lado da ponte, por exemplo, Ilhéus parece nadar contra a maré.

Andreyver Lima

 

 

 

 

 

Há quem diga que uma boa gestão pública se revela nos detalhes. Em Itabuna, os detalhes estão por toda parte e não passam despercebidos. Não é preciso ser especialista em políticas públicas para notar mudanças positivas na Terra Grapiúna. Ao longo dos últimos cinco anos, o prefeito Augusto Castro (PSD) consolidou uma gestão que combina eficiência orçamentária com resultados de largo alcance, um desdobramento da articulação política que se alimenta de entregas concretas e se valida na ponta, onde a vida acontece.

As milhares de bandeirolas que ornamentaram a Avenida do Cinquentenário, principal corredor comercial da cidade, por exemplo, anunciaram a chegada do São João em rede nacional, transformando o local num verdadeiro cartão-postal. É um gesto simbólico, sim, mas que traduz uma virada de chave: Itabuna voltou a se enxergar como polo. E mais: aprendeu a se vender como tal.

A parceria com os governos estadual e federal deixou de ser retórica de gabinete para virar algo de ‘carne e osso’. O Programa Mais Água levou o abastecimento regular a áreas antes esquecidas. A malha viária da cidade, décadas a fio relegada, passou por uma reforma que não se limita ao recapeamento: o projeto de interligação das vias municipais à nova BA-649 é tratado como espinha dorsal de uma nova logística regional para o escoamento de produção e serviços do sul baiano.

A implantação dos parques lineares, atrelados ao projeto de mobilidade urbana, com novas avenidas e complexo viário que incluem pontes e viadutos, apontam para o desenvolvimento e modernidade.

A modernização da iluminação pública, com tecnologia LED, trouxe mais segurança e visibilidade para bairros inteiros. A reforma e ampliação das unidades básicas de saúde desafogaram postos que antes operavam no limite da capacidade. Já a reforma e ampliação do Hospital de Base, que atua com portas abertas, é um marco do compromisso com a vida, fruto da parceria com o Governo da Bahia.

As escolas municipais, muitas delas com estruturas físicas renovadas, ganharam novo fôlego.

E o esporte, tratado como ferramenta de inclusão social, deixou de ser apêndice para virar carro-chefe da gestão municipal. Quadras reformadas e projetos sociais que tiram crianças e jovens das ruas e os colocam em campo, não apenas de grama sintética, mas em campo de possibilidades.

Famílias usufruem de uma dezena de praças requalificadas como espaços de lazer e convivência.

Há, ainda, um dado que poucos observadores externos registraram: a redução consistente dos índices de criminalidade. Os números são fruto de uma atuação integrada das forças de segurança, num arranjo que envolve as polícias Civil e Militar e a Guarda Civil Municipal, sistema de videomonitoramento e inteligência compartilhada. O resultado prático é uma cidade que respira mais tranquilamente – e isso, no tabuleiro político, tem peso.

O Ita Pedro, considerado o maior São Pedro do Brasil. O título, ao que tudo indica, não é mero marketing, visto que o evento é um motor econômico e vitrine cultural. Na edição deste ano, o evento contou com a maior grade de artistas da história, com o menor investimento de recursos próprios do Município, graças à articulação com o Ministério do Turismo.

Enquanto isso, no outro lado da ponte, por exemplo, Ilhéus parece nadar contra a maré. A gestão tropeça em percalços que vão da desarticulação política à falta de projetos estruturantes. A comparação, ainda que incômoda para alguns, é inevitável: enquanto Itabuna avança com um projeto claro de desenvolvimento regional, a vizinha patina em meio a ruas malcuidadas e uma agenda cultural que não decola.

A avaliação popular sobre os gestores municipais respinga nas urnas majoritárias e proporcionais. Augusto Castro não é apenas um prefeito bem avaliado – ele é, neste momento, um ativo político de primeira grandeza para o campo situacionista. O modelo de gestão adotado na cidade pode se tornar uma espécie de selo de qualidade para alianças futuras.

Itabuna, hoje, não é apenas um exemplo para o sul da Bahia. É, talvez, uma prévia do que a política institucional pode entregar.

Andreyver Lima é jornalista, analista político e especialista em comunicação pública.

Adélia, ao centro e acompanhada de Rosemberg Pinto, durante entrega da 1ª etapa da BA-649 || Foto Marina Maria
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A professora e ex-reitora da Uesc, Adélia Pinheiro, acompanhou nesta sexta-feira (3) a entrega da primeira etapa do Sistema Viário da BA-649, entre Ilhéus e Itabuna, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues. A obra libera cerca de 18 quilômetros da nova rodovia, resultado de um investimento superior a R$ 290 milhões, e representa um dos maiores projetos de infraestrutura em execução no sul da Bahia.

Durante a solenidade, Adélia afirmou que a entrega simboliza um novo momento para a região. “É com muita alegria que compartilho este dia em que o Governo da Bahia, sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues, entrega a primeira etapa do Sistema Viário Ilhéus-Itabuna. Trata-se de um investimento que transforma a mobilidade entre as duas cidades e impulsiona o desenvolvimento da nossa região”, declarou.

Para Adélia, os benefícios da obra vão muito além da redução do tempo de viagem. Segundo ela, a nova rodovia fortalece o turismo, valoriza a produção rural e facilita o acesso da população a serviços essenciais. “Essa é uma obra que aproxima pessoas, amplia oportunidades e melhora o acesso ao trabalho, à educação, à saúde e aos serviços públicos. É um investimento que impacta diretamente a qualidade de vida da população”, ressaltou.

A entrega desta sexta-feira marca a primeira fase de um complexo viário que continuará recebendo investimentos do Governo da Bahia. Além da conclusão das demais pontes e etapas previstas para os próximos meses, o sistema integra um conjunto de intervenções estruturantes voltadas para reorganizar o tráfego entre Ilhéus e Itabuna e ampliar a capacidade logística do Litoral Sul.

Ao celebrar a inauguração, Adélia destacou que a continuidade das obras demonstra o compromisso do governo estadual com uma agenda permanente de desenvolvimento. “Hoje o Governo do Estado entrega uma etapa importante, mas esse trabalho continua. As próximas fases vão consolidar um sistema viário moderno, capaz de acompanhar o crescimento da região e preparar o sul da Bahia para o futuro”, afirmou.

Rui, Saulo e, no destaque, momento em que ex-ministro se dirige ao prefeito Augusto Castro || Fotos PIMENTA
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O secretário de Infraestrutura da Bahia, Saulo Pontes, emocionou-se durante sua fala na inauguração da primeira etapa da BA-649, a nova Ilhéus-Itabuna, nesta sexta-feira (3). Nascido em Itabuna, o engenheiro civil idealizou e comandou a execução do sistema viário que o Governo do Estado pretende entregar por inteiro em outubro (veja aqui).

A emoção do secretário não passou despercebida pelo ex-ministro Rui Costa (PT), que também discursou na cerimônia. “[Quero] saudar todos os técnicos e secretários do Governo do Estado em nome de Saulo Pontes, que está aqui emocionado. Acho que ele está sonhando alto aqui com essa região. Está pensando no futuro. Augusto, Augusto”, disse o ex-governador e pré-candidato ao Senado.

O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), a quem Rui se dirigiu, assistia ao pronunciamento do ex-ministro sentado junto a Saulo Pontes, que abriu um sorriso após o comentário do ex-governador.

Nas entrelinhas, Rui Costa parece ter deixado escapar entusiasmo diante da possibilidade de Saulo Pontes vir a ser candidato a prefeito de Itabuna, em 2028, com o apoio do prefeito Augusto Castro (PSD), conforme especulações – até então – rechaçadas pelo titular da Seinfra-BA (relembre).

Assista à declaração do ex-ministro da Casa Civil.

Prefeito Valderico Junior assiste à missa em ação de graças pelo aniversário da cidade || Foto Nadson Carvalho/Sucom
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As comemorações pelos 492 anos de Ilhéus começaram na manhã deste domingo (28) com uma solenidade em frente à Catedral de São Sebastião, seguida de missa em ação de graças. A programação reuniu autoridades, lideranças religiosas e moradores em homenagem ao aniversário do município.

O ato cívico teve início com o hasteamento das bandeiras, acompanhado pela Guarda Civil Municipal e pela banda da Polícia Militar da Bahia. Depois, a celebração religiosa foi presidida pelo padre Edson Hagge Leandro e reuniu representantes dos poderes Executivo e Legislativo, além de integrantes da sociedade civil.

Participaram da cerimônia o prefeito Valderico Junior (UB), a vice-prefeita Wanessa Gedeon (Novo), o presidente da Câmara Municipal, César Porto (PP) e outras autoridades.

Durante a missa, o prefeito afirmou que a data representa uma oportunidade para reconhecer a trajetória de Ilhéus ao longo de quase cinco séculos e renovar o compromisso da administração municipal com o desenvolvimento da cidade.

– Celebrar os 492 anos de Ilhéus é celebrar cada cidadão e cidadã que ajudou a construir a nossa história ao longo de quase cinco séculos. É reconhecer o esforço das gerações que vieram antes de nós e renovar o compromisso de cuidar desta cidade com responsabilidade, respeito e dedicação – concluiu Valderico Junior.

Ilheense, Magno Lavigne é ex-secretário Nacional de Qualificação e Fomento à Geração de Emprego e Renda do Ministério do Trabalho e Emprego
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Escrevo como filho desta terra, movido pelo amor que sempre senti por Ilhéus e pela convicção de que nossa cidade pode viver um novo tempo sem perder sua essência.

 

Magno Lavigne

Meus queridos ilheenses,

Há momentos em que o silêncio nos convida à reflexão. Este é um deles.

Escrevo como filho desta terra, movido pelo amor que sempre senti por Ilhéus e pela convicção de que nossa cidade pode viver um novo tempo sem perder sua essência.

Aprendi cedo que amar uma cidade é conhecer seu povo. É caminhar pelos morros, pelas ruas da Zona Norte, da Zona Sul, do Centro, dos distritos e da zona rural. É reconhecer a força das comunidades negras, respeitar a história viva do povo Tupinambá e valorizar quem planta, pesca, empreende, ensina, cuida e trabalha diariamente para sustentar sua família.

Foi aqui que aprendi uma das maiores lições da vida: trabalhar todos os dias para que ninguém perca a dignidade de colocar o pão na mesa.

Ilhéus foi construída pelo trabalho. O cacau moldou nossa economia, nossa cultura e nossa identidade. Mas a maior riqueza desta cidade sempre foi seu povo: gente honesta, resiliente e solidária, que nunca desistiu diante das dificuldades.

Ao longo da minha caminhada, especialmente no movimento estudantil, compreendi que a política só faz sentido quando melhora a vida das pessoas. Governar é ouvir antes de falar, servir antes de mandar e cuidar antes de prometer.

Às vésperas dos 500 anos de Ilhéus, somos chamados a pensar o futuro com responsabilidade.

Quero uma cidade onde a juventude encontre oportunidades para estudar, se qualificar, trabalhar e realizar seus sonhos sem precisar partir. Uma cidade que estimule o emprego, fortaleça a geração de renda e valorize quem produz.

Quero uma Ilhéus que cuide das crianças, acolha as pessoas com deficiência, respeite as mulheres, ofereça segurança às famílias e reconheça a sabedoria de quem chegou à velhice após uma vida inteira de trabalho.

Quero uma cidade que olhe para todos: quem vive na Zona Norte, na Zona Sul, no Centro, nos bairros, nas periferias, nos morros, nos distritos, nas comunidades tradicionais, nas praias e no campo. Porque nenhuma parte de Ilhéus é maior ou menor que outra. Todas pertencem à mesma história.

Temos vocação para o turismo, a cultura, o porto, o comércio, a inovação e o desenvolvimento. Mas nenhuma riqueza terá verdadeiro valor enquanto houver uma família sem oportunidades, um jovem sem perspectivas ou um trabalhador sem dignidade.

Não acredito em soluções fáceis. Acredito no planejamento, na boa gestão, no diálogo e no trabalho sério.

Acima de tudo, acredito nas pessoas.

Tenho profundo respeito pela inteligência do povo ilheense. Nossa gente sabe reconhecer quem conhece esta cidade não apenas por seus cartões-postais, mas por suas ruas, seus bairros, suas comunidades e, sobretudo, pelo coração de quem vive e ama esta terra.

Coloco-me, com humildade e responsabilidade, à disposição para continuar contribuindo com Ilhéus.

Não por vaidade, mas por gratidão.

Porque quem ama esta terra jamais desiste dela.

Com respeito, esperança e muito amor,

Magno Lavigne

Um filho que ama Ilhéus.

O senador Jaques Wagner nega ser dono de apartamento e atuar em defesa do Master || Foto Alessandro Dantas/Site PT
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) emitiu nota depois de ser alvo de operação da Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (19), por suas ligações com o ex-banqueiro Augusto Ferreira Lima (reveja aqui). O parlamentar e ex-governador da Bahia cita que “não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados” e afirma acompanhar “com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas”.

O senador argumenta que o apartamento citado como causa dos mandados de busca e apreensão “jamais integrou” o seu patrimônio. Numa entrevista à BandNews, canal de notícias do Grupo Bandeirantes, Wagner afirmou que o empresário Augusto Lima, sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, compraria o apartamento e ele faria uma recompra para uma filha dele.

Também em nota o senador diz jamais ter atuado em favor do “Banco Master ou qualquer outra instituição financeira”.

Por fim, ainda por meio de nota, Wagner informa “que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais”. Ainda menciona estar “à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá”.

Ilheense, Magno Lavigne é ex-secretário Nacional de Qualificação e Fomento à Geração de Emprego e Renda do Ministério do Trabalho e Emprego
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O incidente envolvendo a aeronave de ACM Neto despertou preocupação em toda a Bahia. Independentemente de posicionamentos políticos, ninguém que compreende o valor da existência pode permanecer indiferente diante de uma situação que coloca vidas em risco.

 

Magno Lavigne

A pré-campanha segue seu curso. As estradas da Bahia continuam sendo percorridas, as agendas se multiplicam, lideranças são ouvidas, comunidades apresentam suas demandas e propostas vão sendo construídas para o futuro do nosso estado. É assim que a democracia se fortalece: no diálogo, na escuta e na busca por caminhos que possam melhorar a vida das pessoas.

Mas, em meio à intensidade da política e às disputas naturais de ideias, existem momentos que nos convidam a uma reflexão maior. Momentos que nos lembram que, antes de qualquer cargo, partido, ideologia ou projeto de poder, somos seres humanos. Somos irmãos na caminhada da vida.

O incidente envolvendo a aeronave de ACM Neto despertou preocupação em toda a Bahia. Independentemente de posicionamentos políticos, ninguém que compreende o valor da existência pode permanecer indiferente diante de uma situação que coloca vidas em risco. Nessas horas, não existem adversários. Existem pessoas. Existem famílias. Existem sonhos que merecem continuar sendo vividos.

Por isso, ganha relevância o gesto de solidariedade.

A política pode e deve ser um espaço de divergências. O debate é saudável. A diferença de opiniões faz parte da construção democrática. Porém, jamais podemos permitir que as discordâncias nos afastem daquilo que nos torna verdadeiramente humanos: a capacidade de amar, respeitar e cuidar uns dos outros.

A vida é um dom de Deus. É o bem mais precioso que possuímos. Nenhuma disputa é maior do que ela. Nenhuma vitória política tem mais valor do que um abraço, uma palavra sincera, um gesto de empatia ou uma oração feita com fé pelo próximo.

Vivemos tempos em que a solidariedade precisa voltar a ocupar espaço em nossos corações. Precisamos olhar para o outro com mais compreensão, mais respeito e mais amor. Afinal, o ensinamento deixado por Cristo continua sendo um dos maiores desafios da humanidade: amar ao próximo como a si mesmo.

Esse mandamento não faz distinção de posição social, crença, partido ou condição. Ele nos convida a reconhecer a dignidade de cada ser humano e a compreender que todos estamos sujeitos às mesmas fragilidades, às mesmas lutas e aos mesmos desafios que a vida apresenta.

Que possamos seguir firmes em nossos objetivos, sem perder a sensibilidade. Que possamos defender nossas convicções sem abrir mão da compaixão. Que possamos disputar ideias sem esquecer que a vida vale mais do que qualquer divergência.

E que Deus, em Sua infinita misericórdia, continue abençoando a Bahia, protegendo todos aqueles que percorrem as estradas e os voos da vida, iluminando nossos caminhos e nos livrando de todo mal.

Porque, no final de tudo, o que permanece não são as disputas. O que permanece são os gestos de amor, de cuidado, de sinceridade e de respeito à vida.

Que Deus nos abençoe e nos guarde. Hoje e sempre.

Magno Lavigne é ex-secretário Nacional de Qualificação e Fomento à Geração de Emprego e Renda do Ministério do Trabalho e Emprego e pré-candidato a deputado estadual.

José Cássio Varjão lança obra nesta quarta-feira (3), no Centro de Cultura Adonias Filho || Foto Divulgação
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O cientista político José Cássio Varjão lançará o livro Eleições Históricas – Do voto à História: o contexto eleitoral como base para a construção de uma democracia sólida e participativa. O lançamento será nesta quarta-feira (3), às 19h, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna. A obra reflete trabalho de pesquisa de mais de dois anos e faz uma leitura e disputas eleitorais memoráveis no período de 1950 a 1998.

A obra destaca eleições históricas em outros estados e na Bahia, além de pleitos nacionais e disputa em Itabuna, contextualizando acontecimentos locais dentro do cenário político nacional. Para o autor, compreender o passado é fundamental para interpretar os desafios atuais da democracia e refletir sobre o futuro das instituições políticas brasileiras.

Na obra, são passadas em análise 16 eleições decisivas e vencidas por nomes como Getúlio Vargas, Leonel Brizola, Miguel Arraes, Luiza Erundina, Maria Luiza Fontenelle, Fernando Collor, Waldir Pires e Geraldo Simões, dentre outros.

CAMPANHAS ELEITORAIS

Ao longo da obra, o autor mostra como campanhas eleitorais, contextos sociais, estratégias de comunicação e transformações políticas influenciaram resultados que ajudaram a moldar o Brasil contemporâneo.

Dentre os temas abordados estão o impacto da redemocratização, a ascensão do marketing político, o papel dos movimentos populares e as disputas entre forças tradicionais e projetos de renovação política.

O livro busca ir além do registro histórico, afirma José Cássio Varjão. A proposta é oferecer uma ferramenta de compreensão dos mecanismos que movem a política brasileira, servindo de referência para pesquisadores, estudantes, gestores públicos, partidos políticos e cidadãos interessados em entender melhor o processo democrático.

Com linguagem acessível e abordagem analítica, Eleições Históricas reúne casos que marcaram a trajetória eleitoral do país, revelando como decisões tomadas nas urnas influenciaram governos, redefiniram lideranças e transformaram a realidade política brasileira. Com Gilvan Rodrigues, do Central de Política.

O engenheiro civil Saulo Pontes, titular da Seinfra-BA || Foto PIMENTA
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O secretário de Infraestrutura da Bahia, Saulo Pontes, deu um tapa no visual do perfil no Instagram. Até 14 de dezembro de 2025, dois dias após a efetivação no cargo, a única foto do feed era de fevereiro de 2024. Desde então, botou a cara na rede.

Junto com a ascensão a um dos postos mais importantes da burocracia baiana e com o movimento na internet, o itabunense Saulo Filinto Pontes de Souza, 73, passou a ser citado como prefeiturável nas conversas de bastidor da terra Natal. Se não bastasse, ainda apareceu de mãos dadas com o prefeito Augusto Castro (PSD) em vídeo sobre projeto cedido ao município pelo estado, num gesto carregado de simbolismo.

Ao PIMENTA, o secretário negou que tenha recebido convite para disputar o Centro Administrativo Firmino Alves. “A eleição, agora, é do governador Jerônimo”, disse ao site, nesta quinta-feira (21), em Uruçuca, no sul do estado.

PIMENTASeu nome tem sido ventilado como possível candidato a prefeito de Itabuna em 2028. O senhor recebeu esse convite?

SAULO PONTES – Não. A eleição, agora, é do governador Jerônimo. As pessoas lembram que eu fui candidato em 2000, com Fernando Gomes, e perdemos a eleição. Naquele momento, conversei com Fernando, e ele me disse que iria continuar na política e voltar a ser candidato. Não era justo, depois de ter sido candidato a vice [na mesma chapa], enfrentá-lo na eleição [seguinte]. Resolvi voltar para a área técnica. Graças a Deus, estou bem e espero continuar nela.

Está filiado a algum partido?

Não.

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Quando deixava o palanque do evento em que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) autorizou a pavimentação da rodovia Uruçuca-Serra Grande, o titular da Seinfra-BA dirigiu-se ao site e, sorrindo, reforçou: “Me deixa como técnico”.

Segundo a gestão, medida é necessária para conter crise financeira
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A Prefeitura de Canavieiras anunciou redução de 30% nos salários do prefeito, vice-prefeito e secretários municipais como parte de um pacote de contenção de despesas. A medida foi divulgada em nota oficial publicada nesta quinta-feira.

O decreto também suspende, por prazo indeterminado, o pagamento de gratificações, diárias e horas extras no âmbito da administração pública municipal. Segundo a Prefeitura, as medidas buscam equilibrar as contas públicas e preservar a capacidade financeira do município diante das dificuldades econômicas enfrentadas pela administração.

A gestão afirma que os cortes pretendem evitar prejuízos à prestação de serviços essenciais à população, especialmente nas áreas de saúde, educação e funcionamento da máquina pública. A nota cita a necessidade de adoção imediata de medidas administrativas e menciona os princípios da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O município também determinou a revisão de contratos administrativos firmados por inexigibilidade de licitação, principalmente nas áreas de assessoria, consultoria e apoio técnico. De acordo com o decreto, os contratos poderão sofrer redução de até 25% nos valores, desde que seja mantido o equilíbrio econômico-financeiro.