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Não foi à toa que o PP cedeu a vaga ao Senado para ficar com a indicação do candidato a vice-governador na chapa do petista Jaques Wagner.

Cogita-se a possibilidade de o partido ganhar mais uma (tem duas!) secretarias no governo. Seria para contrabalançar. E como os meninos do PP são profissionais, não duvidemos de nada.

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Fonte bem posicionada acaba de nos assegurar que o conselheiro Otto Alencar vai desligar-se do TCM e será candidato a vice-governador na chapa de Jaques Wagner.  E será pelo Partido Progressista  (PP).

Está confirmadíssimo.

Aliás, na última quinta-feira, 25, este blog já antecipava as articulações governistas para que Otto Alencar ficasse com a vaga de vice (confira aqui), abrindo a segunda vaga ao Senado para Lídice da Mata (PSB). A outra vaga à Senatoria está reservada a César Borges, do PR.

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O clima esquentou no PP baiano. A cúpula do partido não gostou da negociação que coloca o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Otto Alencar, como vice na chapa do governador Jaques Wagner.

A cúpula, puxada por João Leão e Mário Negromonte, quer zerar as discussões que deram ao PP duas secretarias e alguns dos mais importantes cargos do governo estadual, além de direito a indicar o candidato ao Senado.

A articulação visa pressionar o governador Wagner para assegurar ao partido ou o Senado (prometido nas negociações no início do ano passado e com a presença de Otto) ou dar a vice a Leão ou Negromonte. A briga é de foice e vai exigir muito do lado negociar de Wagner.

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Alice em Itabuna: língua solta!

A deputada Alice Portugal (PCdoB) externou que está no grupo dos contrários à formação de uma chapa majoritária governista com Otto Alencar, que disputaria o Senado.

A parlamentar federal participou de encontro com vereadores e políticos comunistas de todo o sul da Bahia, em Itabuna, e relembrou do tempo em que Otto ocupava a pasta da Saúde (1991-94) jogava duro contra a oposição. Retaliava, mesmo!

Alice disse que expôs ao governador Jaques Wagner a sua insatisfação com a possibilidade de Otto na chapa. E relembrou que o pré-candidato não está bem de saúde e pode não ter como disputar a eleição a senador (Alencar fez cirurgia de próstata).

A língua de Alice estava solta. Atirou também em Lídice da Mata, criticada por não ter conseguido fortalecer o PSB, legenda de um só nome, a própria Lídice. Para Alice, o PSB pode ser maior.

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Terminada a folia momesca, a cúpula do PP se reúne para discutir o nome do substituto de Roberto Muniz na Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri). Deputado estadual licenciado, Muniz deixa o cargo ao final de março para disputar a reeleição à Assembleia Legislativa baiana.

Definido o nome do substituto, a indicação será encaminhada ao governador Jaques Wagner. O partido também analisará a indicação para o lugar de João Leão, titular da Pasta da Infraestrutura Estadual, que volta à Câmara Federal para disputar a reeleição.

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Que o deputado federal Roberto Britto não gostou do apoio de Capitão Azevedo a Luiz Argôlo, não é novidade. Espumou. Mas o homem de Jequié teria ficado mais calmo após contato mantido com o prefeito de Itabuna no início da noite, por telefone.

Os dois trataram de detalhes da emenda que assegura R$ 20 milhões para a construção da Barragem no rio Colônia, em Itapé, e, no finalzinho, o parlamentar quis saber como andava aquele trato eleitoral. O capitão jurou de pés-juntos que continua tendo dois nomes para a disputa a federal (ele, Britto, e Argôlo).

Se o deputado de Jequié acreditou, não sabemos, mas os dois se reencontram nesta terça, em Brasília, quando terão audiência com o ministro das Cidades, Márcio Fortes. O capitão e o deputado querem fazer ‘pingar’ o dinheiro da água na conta do município o quanto antes. Britto que trate de deixar as coisas bem amarradas, antes que o prefeito, como se diz, pule a cerca de vez.

(Por telefone, o deputado nos informa que esteve com o prefeito Azevedo e o levou ao secretário de Agricultura, Roberto Muniz, para tratar da construção do frigorífico que substituirá o mambembe matadouro municipal).

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César e Jabes, em Ilhéus (Foto IlhéusAmado).
César e Jabes, em Ilhéus (Foto IlhéusAmado).

O secretário-geral do PP baiano também falou sobre a sucessão estadual. Para ele, o PT baiano compreendeu que se deve formar uma chapa forte para a disputa eleitoral deste ano. E qual seria essa chapa? A ideal, acredita, será aquela que muito se discute e encontra resistência em petistas orgânicos: Wagner candidato à reeleição, tendo Otto Alencar (PP) e César Borges (PR) como candidatos ao Senado.

A quem critica a presença de Borges na chapa do governador petista, Jabes tem defesa prontinha: “A dicotomia política acabou na Bahia. César Borges se tornou um político moderno, tranquilo e não está mais sob as ordens de ACM. Ele evoluiu e está fazendo um belíssimo mandato como senador”.

E quem seria o vice nesta chapa em que ex-carlistas dão o tom? Jabes, que curtiu um período na oposição, depois apoiou o carlismo e de lá saiu antes da morte do velho “Toinho Malvadeza”, rejeita o termo e afirma que a vice deve ir para um dos quadros do PSB ou PDT, por exemplo. “Só se ganha eleição com articulação”.

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O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, auxiliado pelo seu guru, Alcides Kruschewsky, praticamente aniquilou o que existiu de oposição em seu governo: todos os partidos que contam com vereadores na Câmara contam com indicações no seu governo, inclusive o PP de Jabes Ribeiro. O último pedaço de resistência, o PT, sucumbiu em “nome de um projeto por Ilhéus” (sabe-se lá o que isso significa…).

Quem vai fiscalizar o homem?

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Alisson aceita o Planejamento.
Alisson aceita o Planejamento.

O vereador Alisson Mendonça é o virtual secretário de Planejamento de Ilhéus. Há pouco, o Pimenta conversou com o petista.

Segundo ele, PT e prefeito Newton Lima sentam-se à mesa ainda nesta tarde. É quando a direção local leva ao prefeito a decisão de ingressar no governo.

O partido ainda pode ocupar uma terceira pasta. As conversas mantidas desde a sexta-feira, 8, estão levando em conta um plano de concertação geral no governo de Newton Lima.

O vereador não deixou claro, mas o PT poderia, eventualmente, também assumir a Pasta da Educação.

E você, nobre leitor, que acha de tudo isso?

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Jabes pode ir para a Seagri.
Jabes pode ir para a Seagri.

É natural que ele negue, mas são grandes as possibilidades de Jabes Ribeiro substituir o secretário de Agricultura, Roberto Muniz. Ele assumiria a pasta e deixaria o caminho livre para a eleição de Mário Negromonte Júnior à Assembleia Legislativa.

O trio Jabes-Muniz -Negromonte Júnior é do PP. As negociações têm as bênçãos do presidente estadual do partido, o federal Mário Negromonte. Jabes, que é secretário-geral do PP, ainda está em dúvida, pois acredita ter grandes chances de ser eleito deputado estadual em 2010. Para isso, tem trabalhado em cerca de 40 municípios.

Nos bastidores, se diz que ele topa ser secretário, mas tudo vai depender do cenário eleitoral até quando Roberto Muniz se desincompatilizar. Se o “Galego” estiver bem posicionado nas pesquisas até lá, ele topa integrar o secretariado.

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Deram resultados as denúncias do deputado estadual Paulo Rangel (PT), que apontou aparelhamento na Bahia Pesca e favorecimento a políticos ligados ao PP na distribuição de alevinos. Mário Negromonte Filho, pré-candidato a deputado estadual, estaria patrocinando a farra dos alevinos (leia aqui). O alvo das críticas é o ilheense Isaac Albagli, presidente da Bahia Pesca.

O secretário da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, Roberto Muniz, acaba de determinar uma sindicância na autarquia para apurar essas supostas irregularidades. A Seagri encaminhou à Auditoria Geral do Estado (AGE), toda documentação pertinente aos fatos, solicitando também a abertura de investigação.

O secretário solicitou da Procuradoria Geral do Estado (PGE), a designação de um procurador para participar e acompanhar as investigações. O detalhe é que, na semana passada, Muniz havia minimizado as denúncias de Rangel, relegando-as a uma prosaica briga por votos entre os dois adversários (leia). Pode até ser, mas…

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O técnico agrícola Moacir Smith Lima deixou a direção do Instituto Biofábrica de Cacau da forma como entrou: por vontade política. Nada a estranhar, uma vez que, apesar de ser uma Organização Social Sem Fins Lucrativos – empresa de direito privado –, a Biofábrica sempre teve, sem exceções, sua diretoria constituída dessa forma, por indicação política.

“O que ficou feio foi a forma. O secretário Roberto Muniz obrigou o conselho a pedir minha cabeça e aceitar o nome que ele queria”, afirma o ex-diretor. Moacir conversou hoje com o Pimenta, e revelou os bastidores da sua queda. Falou de como a Seagri reteve milhões de reais enquanto mais de 200 famílias passavam necessidade, com salários atrasados e o quanto o governador Jaques Wagner tem de responsabilidade em todo processo.

“Ele tem 100% de responsabilidade. Ele é o governador, tem obrigação de saber o que se passa nas secretarias. E eu alertei várias vezes a Seagri para o grande prejuízo social e político que ela estava causando à população e ao governo com sua política da inanição”. Confira a seguir os principais trechos da entrevista que ele concedeu ao Pimenta.

Vamos começar pelo fim: como se deu a reunião do secretário Roberto Muniz, conselheiros administrativos e o senhor, aqui em Itabuna, na terça-feira, 15 de setembro, em que ele veio pedir sua cabeça ao Conselho Administrativo?

Foi uma coisa constrangedora. Veja que o secretário chegou ao ponto de dizer aos conselheiros que ou eles me tiravam da direção e aprovavam outro nome, ou ele deixaria a Biofábrica de mão e eles, os conselheiros, que se virassem para descascar o abacaxi.

E então, o que fizeram os conselheiros?

Nesse dia, nada. Mas depois foram chamados a Salvador, para um reunião sem minha presença. Lá foram coagidos a me tirar da direção, e a aprovar o nome que a secretaria indicou. Quero deixar claro que nada tenho contra o novo diretor, que, inclusive, foi muito cortês no período de transição.

Mas nesse caso, a cortesia não deveria ter sido sua, uma vez que é quem estava de posse de documentos, que seriam passados a ele?

É, sim. Mas repare que esse processo foi sumário. Assim que o conselho aprovou o novo nome, em Salvador, o secretário exigiu a publicação imediata de minha exoneração. E Henrique me disse que eu poderia fazer a transição com calma, não precisava evacuar o local assim, às pressas. Achei que foi cortesia da parte dele.

“Se me alinhasse, talvez não estivesse recebendo o reconhecimento dele, de que sou probo, honesto.”

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Voltando à reunião do dia 15, que o senhor diz que foi constrangedora. O que aconteceu ali?

Para começar, o doutor Roberto Muniz disse que eu era um homem probo, honesto, que era apaixonado pelo que faço. Em seguida, soltou: ‘mas Moacir, você, por outro lado, é uma roda quadrada, que não se alinha’. Para ele, se eu me alinhasse, seria possível minha permanência. Eu respondi que, se me alinhasse, como ele queria, talvez não estivesse ali, naquela reunião, recebendo o reconhecimento dele, de que sou um homem probo, honesto.

E os conselheiros, o que o senhor acha da postura deles?

O que eles poderiam fazer? Ficar com o abacaxi? Apenas não achei correta a ida deles para Salvador, atendendo a um pedido do secretário. Acho que eles poderiam dizer: ‘escolha o nome, que aprovamos’. Mas ir lá, em reunião a portas trancadas, ficou estranho.

Mas o senhor nos disse, antes dessa entrevista, que essa situação foi antecedida por uma ação deliberada do secretário para inviabilizar sua gestão.

A Biofábrica trabalha com base em um contrato de gestão com o governo do estado, através da Seagri. Basicamente, o governo, através da Seagri, paga um valor para que a Biofábrica forneça mudas para as políticas públicas do governo na área da agricultura. Na época do ex-secretário Geraldo Simões, enfrentamos dificuldades, por conta do fim do primeiro contrato e da demora da Procuradoria Geral do Estado em analisar o novo.

Nesse meio tempo, antes que fosse aprovado ao menos um contrato de emergência, a Biofábrica sustentou a produção de mudas para o governo com seus próprios recursos, no valor de R$ 605.600,00. Entramos com pedido de indenização, e a PGE nos deu parecer favorável. Quando começamos a receber as verbas, a título de indenização, houve a troca de secretários. Geraldo deixou tudo lá, empenhado, mas esse dinheiro não chegou. Pelo menos não chegou da forma que deveria.

“A intenção de Muniz era inviabilizar

a Biofábrica para forçar a minha saída”.

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Não chegou por que?

Porque a intenção era inviabilizar a Biofábrica para forçar a minha saída. Começou uma espécie de auditoria nas notas, que a gente via que era fachada, apenas para burocratizar o processo e postergar os pagamentos, enquanto os trabalhadores ficavam meses e meses sem salários. Tenho aqui anotados todos os pagamentos que recebemos, todas as injeções de recursos próprios. Cada centavo recebido ou pago foi anotado.

O senhor tem conhecimento de boatos que dizem que o dinheiro da Biofábrica foi usado na campanha para prefeita de Juçara, em 2008?

Juçara teve mais de 40 mil votos, não foi? Se dependesse do dinheiro da Biofábrica, não teria quatro votos. Tudo o que entrou e saiu de recursos foi registrado e aprovado pelos conselhos. Essa avaliação de contas é a cada dois meses, e lá não tive uma conta reprovada. E aqui estão todos os recursos da Biofábrica [mostra documentos]. Tenho um nome a zelar. Aliás, só tenho isso, meu nome, minha biografia. Não faria isso em hipótese alguma.

Nesse processo, o senhor teve apoio do deputado Geraldo Simões?

Tive na medida do possível, para ele. Como ex-titular da secretaria, se ele fosse para a briga direta, na imprensa, ficaria parecendo que era uma tentativa de vingança contra o atual secretário. Mas tive, sim, apoio dele, dessa forma, que acaba sendo insuficiente. Agora, em nenhum momento as lideranças de Itabuna levantaram a voz.

“O secretário Muniz está fazendo da Seagri um departamento do PP. Não imagino que o governador não esteja vendo isso”.

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E o governador Jaques Wagner, que avaliação o senhor faz de sua atuação nesse episódio?

Eu credito a ele toda a responsabilidade pelo que está acontecendo. Ele é o governador, deve saber o que se passa nas suas secretarias. Sem falar que o processo da troca de secretário foi acordado de uma forma e executado de outra. Seria mais honesto o PP dizer: “governador, aceitamos a secretaria, mas tem que ser verticalizada”. Ao contrário, aceitou as regras, e depois colocou as mangas de fora. O secretário Roberto Muniz está fazendo da Seagri um departamento do PP. Todo mundo está vendo isso, não imagino que o governador não esteja.

Como está sua situação no PTB, que fechou apoio a Geddel?

Não tenho como ficar, não é? Vou sair, junto com meu grupo. São 455 filiados que saem comigo e se filiarão também junto comigo em outro partido.

Qual partido?

Ainda não temos destino, estamos analisando. Mas tem que estar alinhado com o projeto do governo e do governador.

Que avaliação o senhor faz de sua gestão na Biofábrica?

Tivemos muitos problemas, principalmente com esses repasses e com o fim do contrato de gestão, mas saio deixando 659.708 mudas clonais de cacau (prontas para comercialização), outras 300 mil enraizando, 92.540 mudas de essências florestais; 77.673 mudas de fruteiras – outras 160 mil germinando. Do programa Mata Verde (seringueiras), foram entregues 150 mil mudas e mais 1,1 milhão estão germinando e sendo plantadas. Os resultados, do que foi possível fazer, nós temos. O que não foi possível, não foi por falta de vontade, como o próprio secretário reconheceu.

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O secretário-geral do PP baiano, Jabes Ribeiro, jura que nada tem a ver com possíveis articulações para a derrubada de Rúbia Carvalho na Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Em contato com o Pimenta, Jabes diz que não sabe “nem o cargo que essa mulher ocupa” e que Rúbia é “um problema do PDT”. O partido de Brizola é quem está no comando da Secti, desde a saída do PMDB da base de Jaques Wagner.

A negação veemente ocorre a propósito de nota publicada aqui, na segunda-feira, dando conta de articulações de bastidores de Jabes contra Rúbia, sua desafeta que estaria ainda na aba do deputado federal peemedebista Raymundo Veloso, apesar de seu ventilado ingresso no PSC. Tanto Veloso como o PSC, oficialmente, estão na oposição ao governo do estado.

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Almeida fala de planos para a Biofábrica.
Almeida: planos para a Biofábrica.

O novo diretor-geral do Instituto Biofábrica de Cacau, Henrique Almeida, concede entrevista coletiva, na próxima quinta, às 8h, para explicar o seu plano de gestão para o órgão ligado à agricultura sul-baiana. A coletiva será no Palace Bistrô, em Itabuna. Almeida assumiu o Instituto Biofábrica, após articulações que resultaram na queda do técnico agrícola Moacir Smith Lima, ligado ao deputado federal Geraldo Simões (PT).

O novo diretor-geral assume com o apoio dos grandes produtores e do secretário estadual de Agricultura, Roberto Muniz. Almeida é ligado a Jabes Ribeiro, ex-prefeito de Ilhéus e secretário-geral estadual do PP, partido que comanda a pasta da Agricultura. O diretor-geral também é presidente da Associação dos Produtores de Cacau (APC).

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Jabes Ribeiro, ex-prefeito de Ilhéus e atual secretário do PP baiano, prepara xeque-mate numa ex-aliada, a advogada ilheense Rúbia Carvalho. Nos bastidores, Jabes trabalha para derrubar a desafeta do cargo de coordenadora-executiva do Programa de Inclusão Sociodigital, da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).

Por apego ao (e para manter-se no) cargo, a ex-aliada teria adotado uma estratégia daquelas. Primeiro, anunciou sua desfiliação do PMDB e ingresso no PSC, por onde concorreria a deputada federal. Nos bastidores da política ilheense, diz-se que tudo não passa de zignal puro. E o enganado da história seria o governo estadual.

Explica-se: Rúbia ocupa o posto estratégico de implantação de Centros Digitais de Cidadania (CDC) em todo o estado. Chegou ao cargo pelas mãos dos deputados Raymundo Veloso e Colbert Martins, peemedebistas que perderam todos os seus cargos no estado ao decidirem por seguir o ministro Geddel Vieira Lima.

O ingresso no PSC teria sido jogo de cena para manter-se no cargo no governo do estado. Ao mesmo tempo em que mantém o posto, atende às reivindicações de Veloso. OS CDCs são aqueles centros que oferecem cursos de informática e acesso à internet à população mais pobre. Voto (quase) certo.

O problema é que o grupo jabista acredita ter descoberto a jogada da ex-aliada e desafeta. Como Jabes estão com certa moral no estado e pertence ao PP, imagina-se com força suficiente para o xeque-mate. As ligações partidárias de Rúbia seriam fortes motivos. Será?