Bruno Reis e Jerônimo passam a chave da cidade ao Rei Momo || Foto Matheus Landim/GovBA
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O prefeito de Salvador, Bruno Reis, do União Brasil, sacudiu a cena política neste Carnaval ao provocar a base aliada do Governo da Bahia afirmando, em coletiva, ver um cenário ainda melhor do que em 2022, quando ACM Neto aparecia com mais de 60 pontos percentuais à frente de Jerônimo Rodrigues (PT) nas pesquisas.

– Acho que será mais fácil vencer as eleições em 2026 do que aparentemente muitos achavam que seria em 2022 – disse ele.

A provocação é hoje uma das principais matérias de política do diário carioca O Globo, que foi ouvir o vice-governador Geraldo Júnior (MDB), este um ex-aliado de ACM Neto. “Eles parecem que não aprendem. Diziam isso em 2022”, recorda o político também conhecido como Geraldinho. Em 2022, Neto liderou boa parte da campanha, mas foi ultrapassado por Jerônimo na reta final e quase perde a eleição em primeiro turno.

O diário dos Marinho observa que a troca de farpas entre o prefeito e a base aliada do governador escalou em fevereiro, com Bruno Reis acusando o governo de não sentar para discutir a organização para o Carnaval na capital baiana. Jerônimo respondeu à publicação dizendo que sentaria com o prefeito para discutir pautas relativas à capital, a exemplo do metrô e segurança pública, assim que terminasse a folia.

A entrada em cena de Bruno Reis falando de 2026 reforça o que vem se falando nos bastidores da política baiana sobre a possibilidade de ACM Neto não concorrer ao Governo no próximo ano. Na semana passada, pesquisa Quaest mostrou disputa acirrada entre ACM Neto e Jerônimo, com o ex-prefeito de Salvador à frente numericamente (42% a 38%) a mais de um ano e meio do pleito (relembre aqui).

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Sempre que o pêndulo se desloca até um extremo, o movimento de resposta é para o lado oposto. O pêndulo da política no Brasil se movimentou. Já está fazendo o caminho de volta.

 

José Cássio Varjão

Alguns personagens do ambiente jornalístico no Brasil, a chamada grande mídia, militantes partidários dentro da imprensa, tanto digital quanto impressa, fazem análises manipulatórias, principalmente em época de eleição. Os principais portais e seus renomados personagens destacaram que o PSD (Partido Social Democrático), presidido por Gilberto Kassab, é o grande vencedor das eleições, com 887 prefeituras, salientando efusivamente que a centro direita sobrou nessas eleições. Seguindo, vem o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) com 856 prefeituras. O PP (Progressistas) ficou em terceiro lugar, com 747 prefeituras. Uma análise rasa, sem a profundidade real da posição desses partidos dentro do ambiente político atual.

Em 2022, a união de 10 partidos venceu as eleições, com a coligação Brasil da Esperança, que foi formada pelo PT, PC do B, PV, PSB, PSOL, Rede, Solidariedade, PROS, Avante e Agir, no primeiro turno. No segundo turno, declararam apoio à Candidatura Lula, o PDT, PCB, PSTU, PCO, Cidadania e Unidade Popular, perfazendo 16 partidos, a maior coligação que o PT (Partido dos Trabalhadores) já fez em disputas presidenciais. Nos primeiros dias após a proclamação do resultado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o presidente eleito para o quadriênio 2023/2026 e o seu partido começaram diálogos com o MDB, PSD e União Brasil, para composição da base parlamentar do novo governo. Uma ala do PP também compôs essa base.

Atualmente, no governo federal, o PSD tem três ministérios: Agricultura, Pesca e Minas e Energia. O MDB tem três ministérios: Planejamento, Cidades e Transportes. O PP tem um ministério: Esporte. Seguindo, o Republicanos, de Tarcísio de Freitas, com um ministério: Portos e Aeroportos. Até o União Brasil, do ex-prefeito de Salvador ACM Neto, tem inacreditáveis, dois ministérios: Turismo e Comunicações. Nesse período de final de eleições municipais, qual o fundamento para que se separe a realidade nacional dos resultados municipais, como se de fato houvesse vencedores e perdedores para além das disputas municipais e suas peculiaridades?

Apesar de o Presidente da República, com a chamada Frente Ampla, ter abrigado parte considerável desses partidos no seu ministério, chegamos às eleições municipais de 2024 com os núcleos dos partidos da base comportando-se autonomamente. O PSD, que é base do governo do estado de São Paulo, com Gilberto Kassab, secretário estadual de Governo, ligado a Tarcísio de Freitas, elegeu 206 prefeitos, ou 32% das prefeituras do estado.

O PSD da Bahia, presidido pelo senador Otto Alencar, ligado ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues, elegeu 115 prefeitos, ou 27,5% das prefeituras do estado. No Paraná, o governador Ratinho Júnior (PSD), ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, elegeu 164 prefeitos, ou 41% das prefeituras do estado. Como noticiado, o PSD elegeu 887 prefeitos no Brasil. Destes, 485, ou 54,6% dos prefeitos eleitos pelo partido, que são dos estados supracitados, pertencem a três correntes políticas distintas, completamente distantes entre si.

No MDB, idem. O prefeito eleito de São Paulo, Ricardo Nunes, é umbilicalmente ligado à Tarcísio de Freitas, que é cria de Jair Bolsonaro. O MDB da Bahia tem o vice-governador do estado, Geraldo Júnior, ligado ao governador Jerônimo Rodrigues. O MDB do Pará, do Ministro das Cidades, Jáder Filho, está ligado ao Presidente Lula. Sebastião Melo, eleito e reeleito prefeito de Porto Alegre, teve o apoio de Jair Bolsonaro.

Alguns partidos são chamados pejorativamente, na Ciência Política, de cacht-all, o pega-tudo, ou partidos de abrangência ampla, e procuram atrair o maior número possível de eleitores, independentemente de sua posição social, ideológica ou econômica. Em vez de se direcionarem a um grupo específico ou a uma ideologia única, esses partidos adotam uma postura flexível, adaptando suas mensagens e propostas para abranger diferentes segmentos da sociedade, o que os torna menos definidos ideologicamente. Suas principais características são a diversidade ideológica, com foco em questões pragmáticas; contam com lideranças carismáticas e com flexibilidade de alianças. No Brasil, alguns partidos possuem características catch-all, especialmente os grandes grupos que atuam em escala nacional e têm uma base eleitoral bastante heterogênea. Entre os principais, destacam-se: MDB, PSD, PP e PL. Todos eles fizeram parte do governo federal desde 2002, com Lula, Dilma, Temer e JB.

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A dicotomia criada no Brasil nos últimos tempos, que reduz o espectro político em somente dois polos, direita e esquerda, se utiliza do termo extremismo, para melhor definição, mas se exime de fazer referência ao continuum

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A dicotomia criada no Brasil nos últimos tempos, que reduz o espectro político em somente dois polos, direita e esquerda, se utiliza do termo extremismo, para melhor definição, mas se exime de fazer referência ao continuum que vai da extrema direita à extrema esquerda, passando pela direita, centro direita, centro, centro esquerda e esquerda, e são classificados pela diferenciação dos grupos sociais, por razões ideológicas, religiosas, culturais, econômicas ou étnicas, as clivagens sociais. Pode-se incluir aí até o anarquismo.

De acordo com o cientista político Sergio Abranches, essa composição feita por Lula é chamada de presidencialismo de coalizão. Em artigo publicado em 1988, com o título de Presidencialismo de Coalizão – o dilema institucional brasileiro, Abranches define esse conceito “como uma combinação do presidencialismo, do federalismo e do governo por coalizão multipartidária”. Desta forma, “o presidencialismo de coalizão é um regime político institucional que foi moldado pela história da nossa república e contextos políticos, envolvendo as características acima”.

Trinta anos após a publicação desse artigo, em 2018, Sérgio Abranches faz um balanço reciclando o texto original, quando afirma: “A coalizão multipartidária é um requisito imprescindível da governabilidade no modelo brasileiro. Nem todos os regimes presidenciais multipartidários dependem tanto de uma coalizão majoritária. No Brasil, as coalizões não são eventuais, são imperativas. Nenhum presidente governou sem o apoio e o respeito de uma coalizão. É um traço permanente de nossas versões do presidencialismo de coalizão”, finalizou.

Com a frente ampla formada por Lula, em 2022, agraciando o União Brasil, de ACM Neto e Ronaldo Caiado, o PP, de Arthur Lira e Ciro Nogueira e o Republicanos, de Tarcísio de Freitas, soaria estranho afirmar que o Governo Lula 3, é um governo de centro direita?

A dinâmica eleitoral ao redor do mundo, há alguns anos, faz o pêndulo político global se inclinar à direita, sendo esse um movimento natural na política. Sempre que o pêndulo se desloca até um extremo, o movimento de resposta é para o lado oposto. O pêndulo da política no Brasil se movimentou. Já está fazendo o caminho de volta. O espectro político nas eleições de 2018, que estava com movimento direcionado à extrema direita, mostra a convergência do eleitorado para os partidos tradicionais de centro direita, aqueles partidos oriundos da antiga Arena (Aliança Renovadora Nacional). Daí surgem nomes como Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior, Eduardo Leite e até Tarcísio de Freitas, com as bençãos da Faria Lima. Todos, com exceção de Tarcísio, já colocaram seus nomes como pré-candidatos em 2026. Até Paulo Guedes já demonstrou interesse de entrar na disputa.

De certa forma, eu sou cético em corroborar com opiniões sobre a definição dessa corrente ideológica chamada bolsonarismo. O movimento que teve seu auge político em 2018 é uma versão 2.0 do Integralismo de Plínio Salgado, evidentemente repaginado com o surgimento das tecnologias modernas, com robôs, algoritmos, fake news etc., é um evento efêmero, mais dia, menos dia, passará. Seu principal líder não se mostrou um político agregador, eficiente em manter as pontes que o fizeram chegar ao poder, deixando pelo caminho onze generais e outros tantos apoiadores de primeira hora, como Gustavo Bebianno. Trata-se de um personagem exaurido, que está sendo descartado a conta gotas. Outra situação que demonstra o enfraquecimento do ex-presidente foi o surgimento e o desempenho de Pablo Marçal, em São Paulo, demonstrando que o voto da extrema direita não tem dono, sem se esquecer, particularmente, de Bruno Engler em Belo Horizonte e André Fernandes em Fortaleza, com seus menos de 30 anos e muito tempo de política pela frente.

Para ser bem pragmático, eu nunca tive dúvidas de que a elite econômica e liberal do país, em breve, irá retomar o protagonismo dentro do cenário político nacional. O mesmo que tiveram atores políticos como Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin. Logo surgirão outros representantes, um espaço que não cabe nem Lula nem Bolsonaro. Historicamente, sempre foi assim. É só lembrar a República do Café, atualmente, sem o leite. O pêndulo que se direcionou à extrema direita, pela falta de nomes palatáveis, viáveis dentro desse campo político, hoje sai muito bem-sucedida das eleições 2024.

José Cássio Varjão é cientista político.

Luiz Caetano ( à direita, apoiado pelo governador Jerônimo ) retorna à Prefeitura de Camaçari || Foto Redes sociais
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Com 80.626 votos, o candidato do Partido dos Trabalhadores Luiz Caetano foi eleito prefeito de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. O petista, que havia terminado o primeiro turno na frente da disputa, venceu o segundo turno com apenas 2.902 votos de diferença para Flávio Matos. O candidato do União Brasil foi a escolha de 77.724 eleitores.

Luiz Caetano obteve 50,92 % dos votos válidos contra 49,08 % de Flávio, candidato apoiado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto e atual prefeito Bruno Reis. Já o petista contou com apoio das principais lideranças do partido, como governador Jerônimo Rodrigues, senador Jaques Wagner, ministro da Casa Civil, Rui Costa, e presidente Lula, que participou de evento político na reta final da campanha.

Será a quarta vez de Caetano como prefeito de Camaçari. Ele administrou o município no período de 1985 a 1988, e depois por dois mandatos consecutivos, de 2005 a 2012. A vice-prefeita eleita é a pastora Déa, do PSB.

Foi a primeira vez na história que a eleição em um dos municípios mais ricos da Bahia foi disputada em dois turnos. Camaçari será o maior município administrado pelo PT no Estado. No interior, o partido perdeu a disputa acirrada em Feira de Santana. No segundo maior município da Bahia, José Ronaldo (União) obteve 50,32 % (165.970 votos) contra 46,73 % (154.147 votos) de Zé Neto.

Já em Vitória da Conquista, a eleição está sub judice. A atual prefeita Sheila Lemos (União) obteve 116.488 votos (58,83 %) contra 52.947 votos (26,74 %) de Valdenor, do PT. Os moradores do município do sudoeste da Bahia só conhecerão o gestor depois da decisão da justiça.

No sul da Bahia, o União Brasil derrotou o PT  em Ilhéus. O empresário Valderico Júnior venceu, numa disputa acirrada,  a professora Adélia Pinheiro, ex-secretária estadual de educação e ex-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz.  Júnior obteve 43,24 %  (41.567 votos) dos votos válidos contra 40,49 % (38.928 votos) de Adélia. 

PRESIDENTE DO PT DA BAHIA COMEMORA

O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares, comemorou, neste domingo (27), a vitória de Luiz Caetano e da Pastora Déa. “Vitória da verdade sobre a mentira, da liberdade sobre a opressão, uma vitória com a cara e a cor do PT. Parabéns a Caetano, à nossa militância e ao povo de Camaçari! E parabéns ao governador Jerônimo Rodrigues e ao presidente Lula que coordenaram esse processo. Viva a Luiz Caetano e povo livre de Camaçari!”, destacou o dirigente estadual.

O presidente do PT Bahia afirmou que a vitória de Caetano é resultado de muito empenho de todo o partido, das suas principais lideranças, sobretudo após o resultado do primeiro turno, em que Caetano ficou em primeiro lugar. “E, obviamente, de Caetano também. Como costumo chamar, um monstro da política baiana. Não se arrefeceu em momento algum, muito pelo contrário, foi junto ao povo, à nossa militância apresentar suas propostas, com uma campanha alegre, para cima, que contagiou o povo de Camaçari”.

saiba quem são os eleitos e reeleitos para Câmara de vereadores de Ilhéus
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Os eleitores de Ilhéus mantiveram alguns vereadores e decidiram deixar sem emprego outros que tentaram a reeleição. Na lista dos que ganharam mais uma chance estão Vinicius Alcântara (UB), a escolha de 1.899 eleitores, o mais votado; e Paulo Carqueija (PSD), segundo na preferência do ilheense para o Parlamento, com 1.826 votos.

Outros vereadores reeleitos são Aldemir Almeida (PSD), com 1.747 votos; Enilda Mendonça (PT), opção para 1.746 eleitores e Doutor Tandick (UB), escolha de 1.686 ilheenses. A lista dos que garantiram emprego por mais quatro anos inclui ainda Ederjúnior Santos dos Anjos, do Republicanos, que obteve votos 1.682; Alzimário Belmonte, Gurita, do PSD (1.194) e Nerivaldo Reis (1.129), também do PSD.

Dentre os eleitos, uma das novidades é Adilson José (PT), que obteve 1.237 votos. Ex-morador do bairro São Pedro, ele já foi vereador por Itabuna e desde a eleição municipal anterior era candidato em Ilhéus, onde tem uma propriedade rural. Quem também vai estrear na Câmara de Vereadores de Ilhéus é Maurício Galvão (PSB). Filho de Bebeto Galvão, atual vice-prefeito, Maurício recebeu 1.728 votos.

Veja a votação dos demais vereadores eleitos:

Mesaque Barbosa (PSDB) – 1.380 votos
Horário do Pão (PP) – 1.376 votos
Rúbia Carvalho (Agir) – 1.365 votos
Josemar Ferreira (Republicanos) – 1.154 votos
Márcio Brandão (Avante) – 1.095 votos
Odailson Pequeno (Podemos) – 1.024 votos
Ednaldo Lopes Filho – Nal (UB) – 977 votos
César Porto (PP) – 965 votos
Juarez Júnior (Agir) – 858 votos
Manucleiton Moraes “Kêko Pizza” (DC) – 841 votos
Gildásio Campos Neto “Neto da Saúde” (PMB) – 681 votos

Miltinho é o prefeito eleito de Coaraci, no sul da Bahia
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O empresário Miltinho do Axé (PSD) venceu a disputa pela Prefeitura de Coaraci, no sul da Bahia. Com 98,33% das urnas apuradas, ele já registra 56,15% dos votos válidos contra 43,85% de Célio do Asfalto (PT).

A vantagem de Miltinho é de 1.508 votos até aqui.

Miltinho foi para a disputa com o apoio majoritário do PT de Coaraci, principalmente da ala ligada à professora Josefina Castro, que apoio o nome de Miltinho contra Célio, e do deputado estadual e líder do Governo Jerônimo Rodrigues (PT), Rosemberg Pinto.

Nego de Saronga, à esquerda, com o prefeito Antônio de Anízio, tem candidatura liberada
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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) deferiu o registro de candidatura de Nego de Saronga (PT) a prefeito de Itacaré. O recurso foi votado nesta segunda-feira (16). O recurso foi acatado por unanimidade.

Ainda no sábado (14), a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-BA) já havia se pronunciado pela liberação do registro do petista para a disputa no município sul-baiano (reveja aqui). O juízo eleitoral na Comarca de Uruçuca, que abrange Itacaré, havia indeferido o pedido.

– É uma vitória do povo, de toda a cidade, que deseja eleger Nego de Saronga como nosso novo prefeito depois de oito anos de sucesso da gestão petista de Antônio de Anízio – afirmou o presidente do PT Itacaré, o hoje vice-prefeito Genilson Souza.

O prefeito Antônio de Anízio também comemorou a decisão do TRE-BA. Para ele, a liberação do registro é justa e reconhece a história de Nego. “Queriam ganhar no tapetão, mas a Justiça Eleitoral demonstrou sua importância e coerência para a democracia, mais uma vez”, afirmou Anízio.

Adélia com o ministro Rui Costa durante entrevista em Ilhéus || Foto PIMENTA
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O ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa, reservou a tarde e início de noite desta sexta-feira (13) para participar de ato político da candidata a prefeita de Ilhéus pelo PT, Adélia Pinheiro. Era por volta das 13h quando o ministro desembarcou no Aeroporto Jorge Amado, onde concedeu entrevista e abordou eleições 2024.

Acompanhado de Adélia Pinheiro e dos deputados Rosemberg Pinto e Josias Gomes, ambos do PT, e de Paulo Magalhães, Rui disse que cumpriu acordo eleitoral com a ex-secretária e com o prefeito Mário Alexandre de somente se posicionar e fazer campanha em Ilhéus em setembro, optando pela candidatura da base estadual melhor posicionada.

– Eu havia conversado com Adélia e com [o prefeito] Marão e havia dito que quem chegasse melhor até setembro [entre a petista e o ex-secretário Bento Lima] teria meu apoio. Adélia reúne todas as condições de ganhar a eleição. Pela primeira vez na história, Ilhéus eleger uma mulher e acho que pode fazer a diferença daqui para frente – acrescentou.

RISCOS

Ainda durante a entrevista, Rui citou o risco de, ao não se posicionar sobre a disputa na Terra da Gabriela, Ilhéus não ter nome alinhado com os governos estadual e federal. “Nós não podemos, em hipótese nenhuma, por tudo que trabalhamos e pelo que ainda falta, correr o risco de Ilhéus não estar alinhada com o governo do estado e o governo federal”.

Na sequência, o ministro da Casa Civil elencou qualidades da petista. “Acho que podemos fazer muito e, portanto, acho fundamental ter alguém com experiência e sensibilidade política e que possa trazer para Ilhéus os projetos federais e estaduais, a exemplo da escola de tempo integral, da universalização de creches. O presidente Lula quer chegar ao fim do mandato com o maior número de creches possível, ampliar o atendimento a saúde, geração de emprego, turismo”.

Durante a entrevista, o otimismo somente deixou o semblante ao falar da noite anterior. Torcedor do Bahia, lamentou, entre risos, a derrota e eliminação para o Flamengo nas quartas de final da Copa do Brasil, ontem (12), quando o Tricolor de Aço perdeu por 1 a 0, no Maracanã. O Rubro-Negro carioca havia vencido a partida de ida, na Fonte Nova, também por 1 a 0.

ESTRATÉGIA

Brincou ao dizer que gravava vídeos de apoio a candidatos da base na Bahia e ficava de olho na TV. Ainda riu ao ser questionado pelo repórter da Interativa FM, Neto Terra Branca, se a escolha para o ato em Ilhéus em um dia 13, número de legenda do PT, foi estratégico. “Foi coincidência. Não foi estratégico, mas casou bem”, disse aos risos, para, novamente, enaltecer a candidata: “Acredito muito na candidatura de Adélia, foi minha secretária, reitora de universidade, tem experiência, capacidade de fazer parcerias com os governos estadual e federal”.

Adélia ainda na entrevista agradeceu a confirmação de apoio e participação do ministro da Casa Civil em atividade pública da campanha. “A presença do ministro Rui Costa traz a força,a energia da responsabilidade do nosso partido. É reforço à nossa candidatura. É sextou diferente, é sextou com Adélia, com Rui Correria, e isso reafirma o compromisso que temos de trabalhar pelas pessoas, com as pessoas, cuidando de gente, fazendo a virada de chave para a vida melhorar”.

Lula grava para campanha de Adélia à Prefeitura de Ilhéus || Foto Divulgação
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Ilhéus poderá receber a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ato de campanha de apoio à candidata a prefeita Adélia Pinheiro (PT). A expectativa é que ele participe de carreata com a prefeiturável ilheense na segunda quinzena de setembro e turbine o nome petista em disputa que envolve ainda dois nomes de partidos da base do governo federal: o ex-secretário municipal Bento Lima, do PSD, e o empresário Valderico Junior, do União Brasil.

Ex-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e ex-secretária de Saúde e de Educação da Bahia nos governos Rui Costa e Jerônimo Rodrigues, respectivamente, Adélia é apontada como uma das prioridades do partido em níveis estadual e nacional, segundo o presidente do diretório baiano do PT, Éden Valadares.

A sinalização da importância de Adélia para os projetos eleitorais do PT foi a gravação de vídeo em que Lula pede à população o voto na candidata do seu partido. “Agora, é hora de votar em quem vai nos ajudar a colocar a sua cidade no rumo certo. Em Ilhéus, vote Adélia”, afirmou.

PRIMEIRA VEZ

Usando estratégia que rendeu dividendos ao PT nas eleições ao governo baiano nas cinco últimas eleições, Lula fala em ter alguém que trabalhe em sintonia com a gestão federal. “A gente sabe que ninguém governa sozinho. Precisamos estar juntos, trabalhando para melhorar a sua vida e a da sua família”, explicou, antes falando de programas federais como o Farmácia Popular e o Mais Médicos.

O partido nunca comandou o município que fez 490 anos em junho passado. Se eleita, Adélia será a primeira mulher a governar Ilhéus.

Adélia Pinheiro faz caminhada no primeiro dia de campanha || Foto Divulgação
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A campanha para prefeito de Ilhéus começou movimentada, com atividades dos principais candidatos. A professora e médica Adélia Pinheiro (PT), junto com o candidato a vice Augustão (PDT) e lideranças de nove partidos que apoiam os candidatos, iniciou a batalha pelos votos com uma caminhada pelo bairro da Conquista.

Logo depois da caminhada, a professora Adélia e o seu vice Augustão reuniram apoiadores na Praça Santa Rita e seguiram para a inauguração do comitê da campanha, na Avenida Canavieiras, em frente à Igreja Assembleia de Deus. Os dois eventos contaram com a presença do deputado federal Josias Gomes e do deputado estadual Rosemberg Pinto, líder do Governo Jerônimo na Assembleia Legislativa.

Além de apoiadores e moradores do bairro da Conquista,  participaram dos dois eventos lideres comunitários, empresários, sindicalistas e os dirigentes dos nove partidos da Coligação Mudança para a Vida Melhorar (PT, PDT, PSB, PCdoB, PV, PSOL, Rede, Mobiliza e Solidariedade).

Filiada ao PT e candidata pela Coligação Mudança para a Vida Melhorar, Adélia destacou que o município de Ilhéus tem a oportunidade de se alinhar completamente aos governos federal e estadual. “O nosso time é Lula, é Jerônimo, é Rui Costa, é Jaques Wagner. É o povo”.

Acompanhada de lideranças do PT, Adélia faz caminhada em Ilhéus || Foto Divulgação

“ME SINTO PREPARADA

Adélia afirmou que está preparada para o cargo de prefeita de Ilhéus. “É a minha paixão por essa terra que me traz aqui. É a minha trajetória de trabalho, de competência, de seriedade e de aprendizagem que me faz dizer para vocês (e para cada pessoa dessa cidade) que eu me sinto pronta, preparada, para governar Ilhéus, que vai ter, pela primeira vez, uma mulher na prefeitura”, acrescentou.

Candidato a vice-prefeito, o vereador Augustão (PDT) disse que a largada da campanha demonstrou que o time está no caminho certo. “Não temos dúvida alguma. Esta campanha está largando com chave de ouro. O primeiro dia já demonstra que a vitória é logo ali!”.

QUEM É

Adélia é médica e professora. Ela foi reitora por dois mandatos e é professora aposentada da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Além disso, comandou as secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação; de Saúde e de Educação.

Lula se reúne com Adélia Pinheiro em Brasília || Foto Divulgação
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A candidata a prefeita de Ilhéus pelo PT, Adélia Pinheiro, participou de encontro especial com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e com a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. A prefeiturável se reuniu com Lula para sessão de fotos e gravação de vídeos que serão utilizados na campanha eleitoral, que, oficialmente, começa na próxima sexta-feira (16).

Adélia está entre os 160 prefeituráveis de todo o país que conversaram com o presidente, em Brasília, no último sábado (10). Segundo a candidata do PT à Prefeitura de Ilhéus, Lula pediu que ela “cuidasse mais ainda” do povo ilheense. É a primeira vez que Adélia disputa uma eleição ao executivo.

PROJEÇÃO

A candidatura da professora, médica, ex-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e ex-secretária estadual de Ciência e Tecnologia, de Saúde e de Educação é considerada prioritária pelo PT na Bahia (reveja aqui). Além de encontro com o presidente da República e com Hoffmann, Adélia também se reuniu com ministros do Governo Lula.

– Além de mostrar o tamanho da nossa candidatura, este encontro foi muito motivador para todo o nosso grupo. Lula é reconhecido e admirado em todo o mundo e foi o homem que mudou o Brasil. Sua sabedoria e carisma são inspiradores, sobretudo nessa proximidade da campanha – disse Adélia.

Rui Costa fala de política e apoios eleitorais em 2024 || Foto Rafa Neyddemeyer/ABr
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O ex-governador da Bahia e hoje ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que vai participar, pessoalmente, da campanha eleitoral em Itabuna e em Ilhéus, em setembro. Na manhã desta quinta-feira (8), numa entrevista à Interativa FM, o petista confirmou o apoio à reeleição de Augusto Castro (PSD), em Itabuna, e abordou o pleito em Ilhéus.

Rui afirmou que não ficará no muro quanto à disputa na Terra de Gabriela, onde a base tem duas candidaturas postas, a da ex-secretária estadual de Saúde e de Educação Adélia Pinheiro (PT) e do ex-secretário municipal de Gestão e Inovação do Governo Marão Bento Lima (PSD).

“Já conversei com [o prefeito Mário Alexandre,] Marão (PSD), e com Adélia. Não ficarei em cima do muro, não. Não é do meu perfil”, disse ele ao apresentador do Interativa News, Fábio Ferreira. Na entrevista, referiu-se a Bento Lima sempre como “o candidato de Marão” e a Adélia como “pessoa competente, capaz”. E, a despeito do sussurrado em bastidores, afirmou manter “ótima relação” com o prefeito Mário Alexandre.

APOIO DE AZEVEDO A AUGUSTO

Rui foi questionado se manteve conversa com Capitão Azevedo (UB) para que o ex-prefeito itabunense apoie a reeleição de Augusto Castro, conforme ventilado nos bastidores da política grapiúna. O suposto diálogo teria a participação do deputado federal Paulo Magalhães (PSD).

O ministro disse que ainda não manteve contato com Azevedo, mas afirmou que dialoga com todos e mostrou disponibilidade para trabalhar pelo apoio de Azevedo, que foi rifado da disputa em 2024 por ACM Neto. O ex-prefeito de Salvador e cacique do UB na Bahia preferiu ver o seu partido apoiando a candidatura de Fabrício Pancadinha.

FERNANDO, GERALDO E PANCADINHA

Rui se esquivou de uma pergunta que relacionava o apoio dele a Fernando Gomes, em 2016, e o de Geraldo Simões a Fabrício Pancadinha na disputa à Prefeitura de Itabuna em 2024. Fernando era adversário ferrenho do PT.

“Eu me orgulho de ter feito relação com o prefeito Fernando Gomes, porque eu pude ajudar o povo de Itabuna com essa parceria”, disse ele citando como um dos resultados dessa união a entrega do Teatro Municipal Candinha Doria. “Cada um vai escolher o seu caminho na história. A vida vai nos ensinando e cada um vai aprendendo qual o melhor caminho”, completou.

Após anunciar apoio a Pancadinha (SDD), na semana passada, Geraldo participou da convenção do deputado estadual, no sábado (3). No palco, saudou ACM Neto (UB) com um aperto de mão, na cena política mais forte daquela tarde/noite do início da campanha. Logo depois, o ex-deputado estadual e federal e ex-prefeito de Itabuna pediu afastamento do PT até o final do primeiro turno das eleições.

Coligação de Augusto reúne mais de 190 pré-candidatos a vereador || Foto Divulgação
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A coligação Itabuna não pode parar terá 193 candidatos a vereador na disputa pelas 21 cadeiras da Câmara Municipal, informou a coordenação de pré-campanha de Augusto Castro, que entra na disputa com o desafio de quebrar o tabu da reeleição no município sul-baiano.

A coligação reúne os partidos PSD, Republicanos, Progressistas, PCdoB, PT, PV, PSB, Avante, PSDB, Cidadania, Agir, Podemos e PRTB. O quantitativo de pré-candidatos a vereador está sendo confirmado com as últimas convenções dos partidos que formam o arco de aliança eleitoral do prefeito.

– Os nomes indicados pelos partidos na nossa coligação representam segmentos importantes da comunidade. Vamos eleger uma grande bancada na Câmara, porque o trabalho dos vereadores é fundamental no nosso projeto de manter Itabuna no rumo do desenvolvimento – disse Augusto.

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Contador, economista, professor e prefeito de Ibicaraí por dois mandatos (2009-2016), Lenildo Santana (PT) terá seu nome oficializado neste sábado (3) para concorrer, pela quarta vez, à Prefeitura de Ibicaraí, no sul da Bahia. A convenção está marcada para começar às 16h13min, no Espaço Vip, no centro da cidade.

A candidatura terá apoio de, pelo menos, sete partidos: além das três siglas que compõem a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), também se unem a Lenildo as legendas Avante, PSB, PSD e PMB. A convenção também formalizará os pré-candidatos a uma vaga no legislativo municipal.

Lenildo terá como vice o ex-prefeito Lula Brandão (Avante). A união contou com a articulação do deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) e do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

“É um momento muito especial para a nossa cidade, onde juntos poderemos planejar e discutir o futuro de Ibicaraí”, pontou Lenildo.

OBRAS

A campanha conta com fortes apoios na Bahia e nacionalmente. Entre elas o presidente Lula, o governador Jerônimo Rodrigues, o ministro da Casa Civil e ex-governador, Rui Costa, e os senadores Jacques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD).

Lenildo diz que vai para a campanha levando na bagagem um conjunto de obras estruturantes e equipamentos de serviços e de geração de renda executados em seu governo. Cita como exemplos, o asfaltamento das principais ruas, a construção da agência do INSS e da primeira fábrica de chocolate da agricultura familiar da Bahia.

Jerônimo Rodrigues deve participar de evento em Itabuna na terça-feira (30). Foto arquivo
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O PSD marcou para terça-feira (30), no estacionamento do Centro de Cultura Adonias Filho, a partir das 17h, a convenção para confirmar o nome do prefeito de Itabuna, Augusto Castro, como candidato a um segundo mandato (reeleição). O evento deve contar com a participação de lideranças políticas como o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e o senador Otto Alencar (PSD).

O nome do vice na chapa encabeçada por Augusto Castro deve ser anunciado na terça-feira. O companheiro de chapa do prefeito pode ser o ex-vereador e ex-secretário municipal Júnior Brandão. O professor seria o indicado pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PC do B e PV.

POSSÍVEIS NOMES

Júnior Brandão ocupou, na gestão de Augusto Castro, as secretarias de Governo, de Promoção Social e Combate à Pobreza e Educação e de Governo. Brandão deixou o governo por exigência da lei eleitoral para ficar apto a disputar a eleição de outubro. Caso não seja confirmado como vice, disputará vaga na Câmara de Vereadores.

Outro nome ventilado para a vice é o ex-secretário Zé Alberto, hoje no PSB. Ele foi o mais votado para deputado estadual em Itabuna em 2022. O Avante, outro partido do arco de alianças, oferece Sandra Neilma, viúva do ex-prefeito Fernando Gomes, e o médico e ex-provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna Eric Ettinger.

TABU

Augusto Castro tenta quebrar tabu numa Itabuna que nunca reelegeu prefeito. Ele terá como principais concorrentes Isaac Nery (PDT), Francisco França (PL) e Fabrício Pancadinha (Solidariedade). Além de PT, PC do B, PV, Castro terá o apoio de Avante, Agir, PSB, Republicanos, PRTB, PSDB, Progressistas, Cidadania e Podemos.

Economia de Coaraci, no sul da Bahia, teme impactos de disputa no PT || Foto GiroBahia
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O PT de Coaraci, no sul da Bahia, está numa sinuca de bico. Uma ala do partido defende a indicação da vereadora Rúbia Soraia para vice de Miltinho do Axé (PSD), enquanto outra parte defende a candidatura de Célio do Asfalto a prefeito.

Rúbia filiou-se ao PT, recentemente, em uma articulação que contou com a participação do deputado estadual e líder do Governo Jerônimo Rodrigues, Rosemberg Pinto, e da professora Josefina Castro, ex-prefeita de Coaraci por dois mandatos. A articulação levaria Rúbia a compor na chapa de Miltinho do Axé.

Antes próximo do Progressistas, Célio do Asfalto tornou-se o nome do prefeito Jadson Albano na corrida sucessória. Jadson havia lançado um pré-candidato, que não decolou. O prefeito decidiu mudar a estratégia e contou, para isso, com apoios de parlamentares e políticos tidos como de ligação recente com o município.

A disputa em torno dos nomes foi parar na Executiva Nacional. Isso por que a maioria da Federação Brasil da Esperança, composta por PV, PCdoB e PT, defende apoio a Miltinho do Axé. PV e PCdoB apoiam o pré-candidato do PSD, assim como a maioria do PT.

Após submetida à Executiva Nacional do PT e presidência da Federação, a decisão de candidatura de Célio ou apoio a Miltinho do Axé caiu nas mãos do governador Jerônimo Rodrigues.

Há desconforto dentro do PT com Célio do Asfalto devido a dossiê no município com ações judiciais contra o empresário envolvendo desde busca e apreensão a guarda de filho, além de acusação de agressão a uma ex-namorada, episódio ocorrido em 2010.

“ENTRE UMA MULHER E AGRESSOR DE MULHERES”

Presidente Municipal da Federação Brasil da Esperança, o ex-vereador Lourival Júnior (PCdoB) faz um resumo do que, para ele, é a disputa: – A Federação Brasil da Esperança está para decidir entre uma mulher ou um agressor de mulheres.

A indecisão do PT também afeta a economia da cidade. Nesta semana, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Coaraci se pronunciou, por meio de nota. Há preocupação dos dirigentes lojistas com uma possível judicialização do caso, com impacto em vários segmentos da sociedade.

“A classe comercial e empresarial da cidade clama por uma definição oficial dessa situação, para que possam a partir do registro dos candidatos a prefeito, poder abrir uma discussão acerca dos projetos e propostas para o desenvolvimento econômico do município”, informa a nota da CDL de Coaraci.