Miltinho, com a vereadora Rúbia, lidera corrida municipal em Coaraci || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2minutos
A corrida sucessória em Coaraci, no sul da Bahia, tem a liderança do pré-candidato Miltinho do Axé (PSD), com 55,83% das intenções de voto ante 28,67% de Célio do Asfalto (PT), segundo aponta levantamento feito pelo Instituto Séculus.
De acordo com a pesquisa, a vantagem é superior a 27 pontos percentuais na estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor na consulta. Na estimulada, 4,5% dos eleitores não votariam em nenhum dos candidatos e 11% não souberam ou não responderam.
Célio ainda busca aprovação de nome pelo PT; ele tem apoio de Jadson || Reprodução
ESPONTÂNEA
A vantagem também é superior a 20 pontos percentuais quando o eleitor diz em quem vai votar sem que o entrevistador informe os nomes dos concorrentes (espontânea). Miltinho atinge 49,83% e Célio do Asfalto obtém 26,33%.
Outros nomes foram citados pelo eleitor, a exemplo do prefeito Jadson Albano (Avante), com 0,83%, e a ex-prefeito Josefina Castro (PT), com 0,33%. Jadson foi reeleito em 2020 e não pode concorrer à Prefeitura de Coaraci neste pleito. Ele apoia Célio. Josefina, que governou Coaraci no período de 2009 a 2016, apoia Miltinho.
Há, ainda, citação a Rúbia Soraia e Carlos Maia, ambos com 0,17% cada um. Na espontânea, 18,67% se disseram indecisos e 3,67% não souberam ou não responderam, de acordo com o Instituto Séculus.
REJEIÇÃO DOS CANDIDATOS
Célio do Asfalto é o mais rejeitado, conforme o instituto. Dos eleitores consultados, 42% disseram não votar no candidato do PT, enquanto 22,33% afirmaram não votar em Miltinho do Axé. Outros 6,83% não votariam em nenhum dos concorrentes e 28,83% não souberam responder.
Encomendada pelo Bahia Notícias, a pesquisa ouviu 600 eleitores nos dias 11 e 12 de julho e apresenta margem de erro de 3,9 pontos percentuais. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BA-02852/2024.
Augusto com o governador Jerônimo nesta sexta-feira (5), em Itabuna || Foto Mateus Landim/GovBA
Tempo de leitura: 4minutos
Do PIMENTA
Desde a ascensão do PT ao Palácio de Ondina, em 2007, com Jaques Wagner, pela primeira vez a base aliada do governo estadual terá candidatura única a prefeito em Itabuna. Principal economia do sul-baiano, o município foi o escolhido pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) para encerrar agenda com atos com prefeitos pré-candidatos à reeleição no prazo permitido pela legislação eleitoral, encerrado nesta sexta-feira (5).
O gesto em direção ao prefeito Augusto Castro, do aliado PSD, acabou vitaminado com o governador assinando ordens de serviço e lançamento de licitações para pacote de obras de R$ 103 milhões, duas delas emblemáticas e que serão ligações do município com a BA-649, além da reforma da feira livre da Califórnia, um dos bairros mais populosos de Itabuna.
“Confiamos na gestão de Augusto [Castro]”, disse Jerônimo em resposta ao PIMENTA numa tarde de gestos políticos de que o governo fará todo o esforço para a reeleição do aliado do PSD.
Horas depois, já no palanque, lembrou 2022. E a retribuição:
– Você [Augusto] me carregou. Agora, eu te carrego. Vamos trabalhar para ganhar. Mas, se a gente perder as eleições, eu estarei fazendo justiça [retribuindo o apoio em 2022] – ao que completou: – é assim que a gente tem que tratar as coisas da política, com seriedade.
ENTREGAS E NOVAS OBRAS
A maratona de Jerônimo na sexta-feira, em Itabuna, começou quando o relógio ainda nem marcava 14h. Juntos, prefeito e governador deram a largada com visita às obras de ampliação do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), onde o investimento alcança R$ 60 milhões. Na sequência, os dois inauguraram Unidade Básica de Saúde no Vila Anália e rumaram para a entrega do Jardim Jaçanã, um conjunto habitacional de 80 moradias para parte das vítimas da enchente de 2021, a segunda pior da história de Itabuna.
Do Jaçanã, prefeito e governador partiram em comitiva com deputados, prefeitos e secretários estaduais para a Avenida Juracy Magalhães, no Fátima. No local, Jerônimo assinou ordens de serviço para duplicar trecho da BR-415 que vai do Posto Cachoeira às proximidades do Cidadelle, onde serão construídos viaduto e rotatória no entroncamento da rodovia federal com a BA-649, nova ligação da Ilhéus-Itabuna, esta na margem direita do Rio Cachoeira. Ainda assinou a ordem para a nova orla da Beira-Rio, com ligação da Rua do Prado à nova rodovia estadual que tem cerca de 70% das obras concluídas. O novo prazo de conclusão da BA-649 é este segundo semestre.
NOVA FEIRA DA CALIFÓRNIA
Além de obra de reforma e modernização de escolas estaduais, como o Ciomf, Jerônimo garantiu recursos e ordenou licitar a obra da nova Feira da Califórnia. A licitação será publicada na próxima terça-feira (9), segundo o presidente da Conder, José Trindade, e terá investimento de R$ 12 milhões. Ali, também, houve anúncio de entrega da Feira do São Caetano até o final de agosto, início de setembro. Com entrega adiada algumas vezes, a obra é tocada pela Conder.
O ato com o mandatário estadual acabou por volta das 19h20min. Dele participaram dezenas de aliados, a exemplo do deputado estadual e líder do Governo Jerônimo Rodrigues, Rosemberg Pinto (PT), um dos principais defensores da candidatura única da base e apoio do PT itabunense à reeleição de Augusto. Também festejado, o deputado federal Paulo Magalhães (PSD) participou do evento.
CHEGADA DO PP
Hoje, o prefeito já conta com apoio de 12 partidos para a reeleição. Hoje, reúne desde PV, PCdoB e PT a PSB e Republicanos. A lista pode ganhar um reforço de peso com a confirmação de adesão do PP. As conversas evoluíram nas últimas horas. Os Progressistas devem assumir a Secretaria de Transporte e Trânsito (Settran). Ontem (5), no evento, o deputado estadual Eduardo Salles, um dos principais nomes do PP, era dos mais animados nos eventos em Itabuna.
Wagner, Rui e Jerônimo: a linha do tempo da peleja municipal em Itabuna || Montagem TodaBahia
EM 16 ANOS, A LINHA DO TEMPO DA BASE ALIADA
Nas eleições de 2008, a Bahia era governada por Jaques Wagner. A base aliada em Itabuna teve as candidaturas de Juçara Feitosa (PT) e Edson Dantas (PSB). Deu Capitão Azevedo (DEM).
Wagner ainda governava o estado na eleição de 2012, quando foram lançados os nomes de Juçara e Vane do Renascer (PRB), que acabou eleito prefeito.
Já em 2016, o vencedor foi Fernando Gomes (PTC), que recebeu apoio não declarado do governador Rui Costa, e os partidos da base aliada apresentaram Geraldo Simões (PT) e Davidson Magalhães (PCdoB).
Em 2020, a base foi à disputa com dois nomes: Augusto Castro (PSD) e Geraldo Simões (PT). Deu Augusto, candidato à reeleição e sem adversários na base.
No campo adversário para 2024, os nomes estabelecidos como pré-candidatos são Capitão Azevedo (UB), Fabrício Pancadinha (SDD) e Isaac Nery (PDT), além do bolsonarista Chico França (PL). Pancadinha é do Solidariedade, partido hoje oficialmente na base de Jerônimo, mas o parlamentar foi eleito deputado estadual pela oposição ao governo petista e marcha politicamente com o ex-prefeito ACM Neto, derrotado na disputa de 2022 pelo candidato petista.
Jerônimo enfatiza autonomia de Adélia para articulação política em Ilhéus || Foto PIMENTA
Tempo de leitura: 2minutos
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) disse, há pouco, ao desembarcar no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, que o seu cargo o leva a trabalhar pela unidade na base aliada na disputa eleitoral na Terra da Gabriela. “Se estivesse na militância partidária, teria uma posição, a do meu partido. Na condição de governador, dirijo um conselho político que tenta mediar o tempo inteiro”, afirmou ao analisar a insatisfação do grupo da pré-candidata Adélia Pinheiro (PT) com falas de Jerônimo apontando composição com o PSD do também pré-candidato Bento Lima, indicado do prefeito Mário Alexandre.
Jerônimo vê o nome de Adélia consolidado na disputa, mas aponta a legitimidade do grupo do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), em ter um nome na peleja. “O prefeito Marão, com dois mandatos, tem gordura e ambiente de apresentação. É legítimo isso”, frisou.
Para o mandatário baiano, embora consolidado, o nome de Adélia “surgiu há pouco tempo, não está posto desde o início”. E acrescentou: “Ela tem autonomia, não tem vinculação direta ao governo Marão. Meu papel é buscar uma unidade. Se há resistência de um lado e de outro, meu papel, como presidente de conselho [político], é ver até que ponto eu posso ir”, enfatizou em entrevista exclusiva ao PIMENTA.
DIÁLOGO
Pela unidade, Jerônimo diz estar dialogando com os presidentes estaduais Eden Valadares (PT) e Otto Alencar (PSD) e descartou tomada de decisão sem ouvir os nubentes. “Eu não vou governar impondo, de Salvador, quais são as realidades de cada canto desse estado. Alguém pode perguntar: mas você está na dúvida? Nesse lugar [de governador] não é lugar de dúvida, é de tomada de decisão”, disse acrescentando que, também em Ilhéus, há, ainda, a pré-candidatura do vice-prefeito e suplente de senador Bebeto Galvão (PSB).
Na entrevista, o gestor estadual também fez questão de apontar a decisão de governar com estilo próprio. “Vai chegar uma hora que eu não vou ficar sacrificando nem um lado nem outro. O meu desejo é que a gente possa continuar tendo uma prefeitura parceira. Rui governou 6 anos com o Governo Marão. Independente de avaliação do passado, eu estabelecerei quais são os padrões que eu desejo, como Rui estabeleceu. Quando Rui [sucedeu] a Wagner, estabeleceu padrão com Ilhéus, com Marão e o time de Marão. Eu vou estabelecer os meus. Vou jogar na lata? Claro que não, mas eu tenho o meu estilo de governar”, asseverou.
ELOGIOS A ADÉLIA
O governador não deixou de apontar paralelos entre ele e a pré-candidata Adélia Pinheiro. Vindos da carreira acadêmica, ambos vão para disputa na majoritária pela primeira vez, ele ao governo baiano e Adélia, agora, à Prefeitura de Ilhéus. “Tenho muita identidade com Adélia: partidária, o jeito, secretária de Educação [da Bahia]”, disse recordando pastas por onde ela passou anteriormente, as de Ciência e Tecnologia e de Saúde.
Por fim, ainda afirmou ver, na ex-secretária de Educação, papel de agregadora. “Tenho muita afinidade, identidade com a ex-secretária, a reitora Adélia. Ela agremia as forças tanto de Ilhéus quanto da região. A avaliação que eu faço: é um quadro qualificado do Partido dos Trabalhadores. É uma pessoa muita equilibrada e [que tem] um jeito muito firme de fazer a política”.
Adélia Pinheiro: PSD não faz parte do campo progressista || Foto Pimenta
Tempo de leitura: 3minutos
Do escritório da professora Adélia Pinheiro (PT) é possível ver quase todo o campo do Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus. Um grande mapa do município toma a parede diante da mesa de reunião. “Esse não tem anotação”, observou a pré-candidata a prefeita, autorizando o PIMENTA a fotografar o mapa. Nesta pré-campanha, até aqui, a cartografia da ex-secretária de Estado desenha aliança de centro-esquerda, com os partidos Mobiliza e PSOL, além de PCdoB e PV, que integram a federação com o PT.
“A adesão do Mobiliza e do PSOL e o ato de apoio do PCdoB são marcos importantes, significativos, de fortalecimento da pré-candidatura e do nosso campo”, avalia a pré-candidata.
Ouvidos pelo site, membros do PSOL afirmaram que o acordo com o PT enfrentou resistência de socialistas que não querem estar no mesmo palanque do prefeito Mário Alexandre e do pré-candidato de seu partido, PSD, o advogado e ex-secretário municipal Bento Lima, num eventual acordo entre PSD e PT.
Segundo a petista, a conversa com o PSOL não abordou essa hipótese e se concentrou na busca de estratégia vitoriosa para as eleições de 6 de outubro. “Estamos colocando toda a força e expectativa no diálogo com partidos do campo progressista”, emendou. O PIMENTA questionou se o PSD faz parte do mesmo campo. “A princípio, não”, respondeu Adélia Pinheiro.
BEBETO
O site também quis saber das conversas com o PSB do vice-prefeito Bebeto Galvão, pré-candidato a prefeito. “Nossos diálogos são sempre respeitosos, com o entendimento de que há um percurso de pré-campanha, e cada um e uma [segue] da sua forma. Tenho todo o respeito pelo percurso que o PSB e o pré-candidato Bebeto vêm percorrendo”, declarou Adélia, acrescentando ter expectativa de aprofundamento da interlocução com o partido.
AUGUSTÃO
O vereador Augustão, pré-candidato a prefeito de Ilhéus pelo PDT, já fez declarações hostis a Adélia, para quem perdeu disputa interna antes de deixar o PT. Diante dessa constatação, a petista respondeu com elogios, recordando que o parlamentar tem história no campo progressista, assim como o PDT.
– Ele tem trajetória de vida muito alinhada ao campo de esquerda. Já não estou falando exclusivamente do PDT, mas sim do pré-candidato Augustão, como o conhecem, com sua trajetória que me traz muito respeito e admiração. Tenho a convicção de que assim ele permanece.
VICE
Médica e professora aposentada da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), onde exerceu dois mandatos de reitora, Adélia Pinheiro traçou as características do (a) vice ideal. Para ela, uma majoritária deve ser formada por candidatos com histórias de vida, experiências e competências complementares:
– É o que nos leva à chapa que esteja mais de acordo com os anseios da população e dos compromissos que a gente tem e que venha a firmar com a população de Ilhéus.
A definição, no entanto, ficará para as vésperas das convenções, ponderou.
“MOVIMENTAÇÃO ESTRATÉGICA”Adélia defende renovação política || Foto PIMENTA
Numa manhã de setembro de 2021, o então governador e hoje ministro da Casa Civil, Rui Costa, entregou a segunda ponte construída em seu governo, em Ilhéus, sobre o Rio Almada, no distrito de Aritaguá, e de uso exclusivo do Complexo Intermodal Porto Sul. Havia acabado de voltar de viagem à China e usou o gigante asiático como exemplo de país onde se priorizam as políticas de Estado e não de governo.
Para Rui, o mesmo foi feito pelos governos do PT na Bahia com os projetos do Porto Sul e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), fazendo justiça, segundo ele, ao legado do engenheiro Vasco Neto (1916-2010) para o desenvolvimento da infraestrutura de transporte do Brasil.
Perguntamos a Adélia Pinheiro se aquela perspectiva de longo prazo, defendida por Rui, poderia ser transportada para a formação de quadros políticos e se era a ideia que o ex-governador tinha no horizonte quando a delegou, em 2019, o comando da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e, em 2021, da Pasta de Saúde. A pré-candidata concordou. Foi uma semente?
“Prefiro chamar de movimentação estratégica, que deu visibilidade, participação e empoderou um agente político do interior da Bahia. No Litoral Sul, no eixo de Ilhéus, há algum tempo, vínhamos falando da necessidade de renovação, de novas lideranças mais alinhadas com as necessidades da população e a construção de políticas públicas vinculadas à garantia de direitos e aos compromissos do campo progressista. Tem uma coerência muito grande. Fazer parte, ser uma pessoa com essa movimentação no tabuleiro político, é muito importante para mim. Me dá a oportunidade de trazer a liderança em benefício da minha terra e das pessoas que moram aqui”.
Prefeito Mário Alexandre opina sobre pré-candidatura de Adélia Pinheiro
Tempo de leitura: 3minutos
O prefeito Mário Alexandre (PSD) afirmou que a pré-candidatura de Adélia Pinheiro a prefeita de Ilhéus é sustentada pela estratégia eleitoral da vereadora Enilda Mendonça e do irmão da parlamentar e presidente local do PT, Ednei Mendonça. Ele falou sobre o assunto em entrevista a’O Tabuleiro, da Ilhéus FM, nesta sexta-feira (7).
O prefeito recordou que foi candidato a vice na chapa liderada pela professora Carmelita, em 2012. E lamentou que o petismo nunca tenha retribuído o gesto. “Fui candidato a prefeito. O PT me apoiou? Fui candidato à reeleição. O PT me apoiou?”.
Ele avaliou que o instituto da federação partidária submeteu PCdoB e PV à aliança tutelada pelo PT. Conforme o prefeito, quadros desses partidos estariam dispostos a se aliar ao PSD, que apresentou a pré-candidatura do advogado e ex-secretário Bento Lima, mas essa posição perdeu a disputa na Federação Brasil da Esperança.
– Infelizmente, existe o que eles chamam lá, uma eleição, um tipo de eleição que fazem lá. Os grupos internos. Até para a eleição do PT é uma briga dentro do partido. Então, tem o Ednei, que tem a candidatura de Enilda como vereadora, que tem, é o que está segurando a candidatura da candidata lá”, disse o prefeito Mário Alexandre, referindo-se à colega médica, professora, ex-reitora e ex-secretária de Estado Adélia Pinheiro (assista à declaração ao final do texto).
EDNEI: NOSSA PRÉ-CANDIDATA É MAIS VIÁVEL QUE O DELE
Ouvido pelo PIMENTA, o presidente do PT em Ilhéus, Ednei Mendonça, comentou a entrevista do prefeito. Segundo Ednei, Mário Alexandre nutria o desejo de indicar, sem contestação, um nome para representar a base do Governo do Estado.
– Marão queria que o PT não entrasse na disputa. Ele acha que, porque é prefeito da cidade, tinha a prerrogativa de dizer quem era o candidato e todo mundo ligado ao Governo do Estado o acompanhasse. Na política, as construções são conquistas. Nunca escondemos dele e dos partidos aliados o desejo de ter Adélia como candidata a prefeita. Vamos trabalhar por isso. Na vida, quando você tem um desejo, você luta por ele. O PT de Ilhéus lutou para ter a candidatura de Adélia – disse o presidente.
O site perguntou como o dirigente recebe a interpretação do prefeito, de que a pré-candidatura de Adélia seria sustentada pela estratégia da reeleição de Enilda. “Ele está equivocado. A pré-candidatura de Adélia é muito mais do que isso. É para ganhar a eleição. É sacanagem dele, é reduzir a pré-candidatura de Adélia à reeleição de uma vereadora. [Ele disse isso] para queimar Adélia e Enilda”, criticou Ednei.
“[O prefeito] não esperava que Adélia topasse ser candidata e que a pré-candidatura se colocasse na disputa real, com muito mais viabilidade eleitoral do que o pré-candidato dele. Hoje, Adélia tem mais viabilidade eleitoral do que o pré-candidato do prefeito”, repetiu Ednei Mendonça.
TEM CONVERSA?
N’O Tabuleiro, o radialista Vila Nova questionou a Marão se a disputa contra o PT deixou o grupo do prefeito à vontade para negociar eventual composição com partidos que não apoiaram o governador Jerônimo Rodrigues em 2022. O apresentador citou o União Brasil de Valderico Junior e o PP do ex-prefeito Jabes Ribeiro como exemplos.
“Eu não vejo dificuldade, sendo o PSD na cabeça. Não tem dificuldade. A eleição é municipal, não é uma eleição estadual”, respondeu Mário, que preside o PSD em Ilhéus.
O PIMENTA tentou ouvir Jabes Ribeiro e Valderico Junior sobre a declaração do prefeito, mas ainda não obteve retorno. Abaixo, assista ao trecho da entrevista mencionada.
Bernadete explica apoio do PSOL a Adélia em Ilhéus
Tempo de leitura: < 1minuto
A presidente municipal do PSOL, Bernadete Souza, afirma que a adesão à pré-candidatura de Adélia Pinheiro, da Federação PT, PCdoB e PV, tem como decorrência lógica o desejo de compor a chapa majoritária na disputa da Prefeitura de Ilhéus. Os socialistas vão formalizar o apoio em ato com a presença de Adélia, amanhã (6), às 10h, no Sindicato dos Bancários, localizado na Rua Ana Neri, 140, no Centro. O movimento estava em discussão desde a semana passada, como antecipado pelo PIMENTA (relembre).
O PIMENTA questionou quem o PSOL indicaria numa eventual composição da majoritária, citando os nomes do ex-vereador Makrisi Angeli, que retira a pré-candidatura a prefeito, e da própria Bernadete. “É um diálogo que a gente vai fazer internamente. Isso não está decidido nem está sendo debatido”, respondeu a dirigente, pré-candidata a vereadora.
O site também perguntou se predomina no PSOL o desejo de compor a majoritária, independente do nome que possa ser escolhido. “Sim, é lógico, porque dentro de um debate, de uma construção em que o PSOL vem compor uma frente, esse diálogo está aberto”, respondeu Bernadete.
PARTIDO ACERTOU DUAS VEZES, DIZ PRESIDENTE
Ialorixá do Ilê Axé Odé Omí Ewá, Bernadete Souza é educadora do campo e liderança da luta pela reforma agrária no Assentamento D. Hélder Câmara, no Banco do Pedro, zona rural de Ilhéus, onde fundou o terreiro. Para ela, o PSOL ilheense acertou ao apresentar a pré-candidatura de Makrisi, a quem chamou de companheiro valoroso, e volta a agir corretamente agora, com respaldo de resolução da Executiva Nacional.
Resolução nacional orienta que o PSOL deve compor frentes amplas à esquerda para evitar o avanço de candidatos da direita e extrema-direita. Segundo Bernadete, essa é a conjuntura de Ilhéus para as eleições de 6 de outubro.
Nego, lançado pré-candidato, é o nome de Tonho de Anízio na sucessão em Itacaré || Fotos Divulgação
Tempo de leitura: < 1minuto
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e os partidos aliados PSD, MDB, Solidariedade, Republicanos, Podemos, PSB e PP lançaram, no último sábado (1º), as pré-candidaturas de Nego de Saronga (prefeito), professor José Washington (vice) e de 87 nomes a para a Câmara Municipal.
O evento contou com a presença do prefeito de Itacaré, Tonho de Anízio (PT); dos deputados federais Paulo Magalhães e Márcio Marinho; e dos deputados estaduais Rosemberg Pinto e Jurailton Santos; além de diversas personalidades políticas da região.
Evento atraiu multidão simpatizantes da pré-candidatura de Nego e Zé Washington
O evento teve declarações de apoio em vídeo feito pelos senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD) e dos deputados federais Alice Portugal e Raimundo Costa.
Os parlamentares apontaram as qualidades e características do pré-candidato do PT à Prefeitura de Itacaré, Nego de Saronga, visto pelas lideranças políticas como pessoa “humilde, honesta”.
Edson Mendes, Nego de Saronga, filho de Taboquinhas, assim como Tonho de Anízio, foi gari, vereador e é professor de formação. Presidiu a Câmara de Vereadores de Itacaré por dois mandatos.
Washington e Saronga vão para a disputa com o apoio do prefeito Tonho de Anízio
Tempo de leitura: < 1minuto
Dez partidos devem formar o arco de alianças no apoio à pré-candidatura a prefeito de Itacaré do ex-vereador Edson Arantes Mendes, Nego de Saronga. No próximo sábado (1º), Saronga anunciará o professor José Washington (PSD) como seu pré-candidato a vice-prefeito. O ato marcado para começar às 18h13min, na Rua do Campo, em frente ao Mercado Municipal de Itacaré (Feira Livre).
A pré-candidatura de Nego de Saronga a prefeito de Itacaré reunirá, além do seu partido, o PT, o PSD de Washington, PCdoB, PV, MDB, PSB, Podemos, Solidariedade, Republicanos e PP. Além da majoritária, o evento também será de apresentação dos nomes dos pré-candidatos a vereador.
APOIOS
Nego de Saronga é o pré-candidato do prefeito Antônio de Anízio para a sucessão. Filho de Taboquinhas, principal distrito de Itacaré, Nego é ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal.
Além do arco de alianças anunciado, Nego vai para a disputa com o apoio dos deputados Rosemberg Pinto, Paulo Magalhães, Jorge Solla, Alice Portugal, Márcio Marinho e Raimundo da Pesca; dos senadores Otto Alencar e Jaques Wagner, do ex-governador e ministro Rui Costa, do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Lula.
Adélia ouve demandas para construção do plano de governo participativo || Foto Daniel Ribeiro
Tempo de leitura: < 1minuto
A pré-candidata a prefeita de Ilhéus pelo PT, Adélia Pinheiro, promove o terceiro encontro do Fala, Ilhéus, iniciativa voltada para a construção do plano de governo participativo. Depois de passar pelo Teotônio Vilela e por Olivença, a professora vai se reunir com moradores da Conquista, segundo bairro mais populoso do município, hoje (29), a partir das 18h30min, no Clube 19 de Março, próximo ao semáforo da Avenida Itabuna com a Canavieiras.
“Agora é a vez das pessoas que moram na Conquista contribuírem para formularmos propostas de mudança e de melhorias para a cidade, a partir das suas próprias vivências, percepções e necessidades”, explica a pré-candidata da Federação da Esperança (PT, PV e PCdoB).
Para Adélia, as pessoas que vivem os problemas cotidianos de cada lugar têm autoridade para apontar as prioridades da gestão municipal. “É quem tem, de fato, autoridade para dizer o que é preciso melhorar”, reforça. Nos encontros, os moradores dos bairros têm o microfone aberto para falar sobre os problemas que enfrentam e as soluções possíveis.
MALHADO
A quarta edição do Fala, Ilhéus chegará ao Malhado no próximo sábado (1º), às 18h30min, na Cabana Pinah 3, localizada na Avenida Litorânea.
Tom Ribeiro já disse que aceita compor chapa como vice de Augusto || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2minutos
Augusto Castro (PSD) foi o político de vitória mais expressiva na disputa pela Prefeitura de Itabuna em duas décadas. Há quatro anos, ele saiu das urnas com 40.868 votos ante 17.817 do segundo colocado, o ex-prefeito Capitão Azevedo, então no PL e hoje no União Brasil, numa peleja em que ainda havia dois monstros eleitorais dos anos 1990 e 2000 e protagonistas de fla-flu eleitoral na terra de Jorge Amado – Geraldo Simões (PT) e Fernando Gomes, que buscava a reeleição e o sexto mandato como prefeito.
Em 2020, Augusto Castro disputava a principal cadeira do Centro Administrativo Firmino Alves pela segunda vez. A superação da então desconhecida covid-19 depois de mais de 40 dias em estado gravíssimo na UTI do Hospital Calixto Midlej Filho ajudou a içar o ex-tucano na disputa passada em um cenário que contou com nomes de peso e novatos em ascensão, a exemplo do médico Isaac Nery.
O desafio em 2024 será baixar mais a rejeição e escalar nas intenções de voto para buscar quebrar o tabu da reeleição a prefeito no município sul-baiano. A primeira tentativa por aqui foi há 24 anos. Desde lá, quem tentou, naufragou. Fernando Gomes em 2000 e 2020, Geraldo Simões em 2004 e Azevedo em 2012.
SEM FERNANDO, GERALDO E MANGABEIRA
Augusto não terá pela frente dois dos adversários de quatro anos atrás – Fernando Gomes, falecido, e Geraldo Simões, abatido na interminável prévia do PT. Nem o médico Antônio Mangabeira, que flutuou entre o PDT e o bolsonarista PL, hoje sob o domínio do engenheiro Francisco França. São três a menos, porém enfrentará um nome que, embora em viés de baixa nos últimos dois meses, é grande ameaça: o ex-vereador e hoje deputado estadual Fabrício Pancadinha, do Solidariedade.
Na primeira pesquisa registrada em 2024 no TRE-BA, sob o número BA-06062-2024, e divulgada neste final de semana, a da Ampla, Pancadinha marcou 28,5% ante 24,2% de Augusto. A situação de empate técnico levou preocupação ao QG do deputado, que, no entanto, pôde com o seu grupo apontar a rejeição considerada alta (acima de 29%) do principal adversário.
Pesquisa, aliás, mas a qualitativa, ajudará Augusto Castro a definir o vice da sua chapa. O nome mais falado até o momento é o de Tom Ribeiro, apresentador do Balanço Geral (TV Cabrália/Record).
Tom Ribeiro já admitiu interesse e posicionou-se. “Meu nome está à disposição e quero dar minha contribuição para o desenvolvimento da cidade e a melhoria das condições de vida da população”, disse o Tom, que não poupou elogios ao noivo (reveja aqui).
O apresentador do programa popular de maior audiência da TV regional começou a ser tratado como uma opção para a vice pelo próprio entorno de Augusto Castro no início deste ano. Era estratégia para tentar igualar o jogo com Pancadinha na periferia.
PESQUISA QUALITATIVA
Hoje, com o jogo virando, não se descarta o nome ligado ao Republicanos, mas a definição vai levar em conta outros fatores:
– A vice está aberta. O pensamento inicial é [fazer] uma pesquisa qualitativa para melhor direcionar a tomada de decisão [de escolha do nome] – afirmou uma fonte do governo ao PIMENTA sem deixar de elogiar o apresentador e nome do Republicanos.
Geraldo Simões questiona política de alianças petistas na Bahia
Tempo de leitura: 2minutos
Uma coisa é certa: o descarte de candidaturas pela força do governo vai deixar traumas e um sentimento de que Jerônimo abandona os companheiros de primeira hora.
Geraldo Simões
O governador Jerônimo está prestes a tropeçar em uma armadilha, por conta de uma avaliação equivocada da profundidade de algumas questões políticas, próprias de um Estado tão grande e diverso quanto a Bahia. Falo, por exemplo, da forma simplista com que trata a questão das eleições municipais.
Falta um pouco de exercício para encontrar o molejo que a Bahia requer, para não dizer uma cintura mais flexível. Jerônimo acha, por exemplo, que é possível simplificar o processo político para essas eleições municipais a tal ponto que a solução de todos os seus problemas se resume a uma ideia de retribuição automática de apoio recebido em 2022.
Faz isso ignorando a real política dos 417 municípios baianos.
Ora, se é assim tão simples, o que fazer onde mais de uma liderança o apoiou em 22? E onde entre os que o apoiaram haja mais de um “da base”? Ou, onde algum da base esteja em disputa com alguém de seu partido? A base vale mais do que o próprio partido? Se vale, qual desses dois tem maior probabilidade de continuar no projeto da reeleição dele – Jerônimo – e de Lula, em 2026?
Há, claro, outras variantes. Em Itabuna, por exemplo, o prefeito esteve na campanha do governador, mas ostenta uma rejeição de 70%. Só que há os companheiros do PT, que entraram na campanha quando Jerônimo tinha apenas 3% de intenções de voto. E, entre estes, há quem também esteja em pré-campanha. O que o governador faz? Simplesmente cancela as candidaturas?
Vejamos outros números. Nas eleições para governador, o PT tinha apenas 32 prefeituras, 7% do total de municípios, portanto pouca gente “sentada na cadeira”, como diz o governador. O objetivo então é reduzir ainda mais as prefeituras petistas? E o PT, tem que achar isso positivo? Me parece uma tese que enfraquece o partido e o próprio Jerônimo Rodrigues como candidato em 2026.
O desleixo com candidaturas petistas foi uma prática adotada pelo então governador Rui Costa, o que nos relegou à redução de 94 prefeitos do PT para 32; de 14 deputados estaduais, para 9; e de 10 federais, elegemos apenas 7. Embora se possa dizer que ainda assim Jerônimo se elegeu em 2022, não é demais lembrar que o feito foi possível devido ao fenômeno Lula, conforme dito pelas pesquisas ao longo da campanha.
Uma coisa é certa: o descarte de candidaturas pela força do governo vai deixar traumas e um sentimento de que Jerônimo abandona os companheiros de primeira hora. Para quem busca uma reeleição por coalizão este não é um sentimento positivo para se começar um diálogo político.
O governador Jerônimo tem a importante missão de dar continuidade ao projeto do Partido dos Trabalhadores de transformar a Bahia. Queremos nosso estado liderando o Brasil em diversos segmentos e para isso não nos é permitido cometer erros estratégicos, nem na política nem de gestão.
Geraldo Simões é ex-deputado estadual e ex-deputado federal e ex-prefeito e pré-candidato a prefeito de Itabuna.
"Ele não me recebia", relembra Zezo Aragão, de Santa Rita de Cássia || Foto Divulgação
Tempo de leitura: < 1minuto
Zezo Aragão (PSDB) aproveitou a visita do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para fazer um desabafo sobre o tratamento recebido, no período eleitoral, de ACM Neto (UB). Na cerimônia de inauguração de um complexo policial em Santa Rita de Cássia, Zezo relatou ter tentado vários contatos com Neto em 2022, quando o ex-prefeito de Salvador disputou a eleição a governador contra Jerônimo.
– Tentei várias vezes falar com o candidato da oposição quando ele ainda era candidato. Por eu ser de um partido que tinha uma linha próxima da dele, eu pensei em me aproximar e fazer a campanha dele, mas todas as minhas tentativas foram inúteis e ele não me recebia. E isso é benção! Por ele não ter me recebido, por eu não ter dado a palavra que votaria nele, eu fiquei livre para votar em você – desabafou.
O descaso de ACM Neto gerou reação também nas urnas. No município do oeste baiano, Jerônimo Rodrigues acabou vencedor. Obteve 63,7% dos votos. Neto ficou com apenas 28,5% no primeiro turno. A diferença foi ainda maior no segundo turno, quando Jerônimo abocanhou 74,43% e ACM Neto registrou 25,57%.
Rui Costa defende apoio à reeleição do prefeito Augusto Castro || Foto Arquivo
Tempo de leitura: 2minutos
Durante entrevista ao Jornal Interativa News, da Rádio Interativa, na manhã desta quinta-feira (18), o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), defendeu que o seu partido apoie a candidatura à reeleição do prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD).
– A gente tem uma parceria, uma relação com o prefeito Augusto Castro. Acho que o PT deveria se somar a essa parceria, garantindo a aliança para a gente continuar os investimentos na cidade – disse ele na entrevista ao programa ancorado pelo jornalista Fábio Ferreira.
O ministro do Governo Lula reconhece que os embates internos e as discussões são naturais no PT. Disse que, embora defenda a reeleição de Augusto Castro, respeitará a decisão do seu partido.
– Democrático que sou, respeitarei qualquer posição do Partido dos Trabalhadores. Porém, a minha posição pessoal é que a gente some esforços, una forças, no sentido de fortalecer os investimentos em Itabuna, fortalecer a atual gestão e acompanhar a reeleição do prefeito Augusto Castro – afirmou.
INDEFINIÇÃO NO PT
O PT ainda definirá, oficialmente, qual será sua posição na disputa à Prefeitura de Itabuna. No último dia 6, filiados votaram para eleição de delegados. Deu empate em 44 a 44 para as teses de defesa da reeleição de Augusto ou lançamento de candidatura própria – hoje o nome cotado é o do ex-prefeito Geraldo Simões. A votação dos delegados, antes prevista para o último dia 13, foi adiada para o dia 27 de abril (entenda clicando aqui).
Ainda na votação do dia 6, a tese de apoio à reeleição do prefeito de Itabuna ganhou por 594 a 590, mas a decisão caberá aos delegados eleitos naquele sábado. A tendência é de novo empate, o que levaria o caso a ser definido pelo Diretório Nacional do PT, onde o ex-prefeito e ex-deputado Geraldo Simões teria ligeira vantagem.
Geraldo Simões e Augusto Castro: PT remarca decisão para 27 de abril
Tempo de leitura: < 1minuto
O PT adiou em 15 dias a definição de seu papel nas eleições em Itabuna. O partido avalia o apoio à tentativa de reeleição do prefeito Augusto Castro (PSD) ou a apresentação de candidatura própria no pleito deste ano, com o ex-prefeito Geraldo Simões na cabeça de chapa. A decisão, que seria tomada amanhã (13), ficou para o dia 27 de abril.
Segundo o PT, o Grupo de Trabalho do Diretório Estadual decidiu pelo adiamento, porque não houve tempo hábil para o preparativo do segundo Encontro Municipal e Tática Eleitoral no município.
“As chapas de delegados e delegadas não chegaram em tempo hábil para que pudesse dar conhecimento às duas chapas e o material de apoio para a realização do encontro municipal não puderam ser gerados pela plataforma Nacional”, informou o Partido, em comunicado.
Partido ainda terá "novo round" em torno de candidatura própria ou apoio a Augusto
Tempo de leitura: 2minutos
O PT de Itabuna definirá somente no sábado (13) os nomes do partido para concorrer às vagas de vereador e se terá candidatura própria a prefeito ou se apoiará a reeleição de Augusto Castro (PSD). As escolhas serão feitas pelos 88 delegados eleitos no último sábado (6), na Câmara de Vereadores (clique aqui).
Por 594 a 590, neste final de semana, o grupo de Manoel Porfírio registrou vitória nominal em defesa do apoio à reeleição de Augusto em vez de candidatura própria. Percentualmente, 50,17% a 49,83% nos votos válidos.
Porém, houve empate para cada lado na escolha dos delegados, que serão aqueles que vão dar a palavra final, no nível local, sobre a chapa majoritária.
Com isso, a tendência é que a peleja petista em torno da candidatura própria, até aqui a posta foi a do ex-prefeito Geraldo Simões, ou apoio à reeleição do prefeito pelo PSD seja decidida somente pelo Diretório Nacional.
Quem explica os próximos passos é o presidente do PT de Itabuna, Jackson Moreira. Ligado ao grupo do ex-prefeito, ele reforça:
– O resultado [da votação dos delegados] será encaminhado ao Diretório Nacional, que homologa decisões em cidades com mais de 100 mil eleitores e 1.000 filiados – explicou Jackson ao PIMENTA.
Há no grupo ligado ao ex-prefeito Geraldo Simões a convicção de vitória no Diretório Nacional, assegurando a candidatura própria em 2024.
Do lado do vereador Manoel Porfírio, o que se diz é que uma decisão que não seja a de apoio à reeleição de Augusto Castro será interpretada como “tapetão” (alteração de resultado fora do campo, conforme a linguagem futebolística).
Abaixo, veja o comunicado emitido pela presidência do Diretório do PT.