Everaldo Anunciação assume tarefa na Executiva Nacional do PT || Foto PIMENTA
Tempo de leitura: 2 minutos

O PT se organiza para a corrida eleitoral do próximo ano, quando, pela primeira vez, as eleições municipais serão disputadas com as federações partidárias. Desde o ano passado, os petistas se juntaram a PV e PCdoB na Federação Brasil da Esperança, que comandou a conquista do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a quinta vitória consecutiva do grupo no Governo da Bahia.

Dirigente Nacional do PT e ex-presidente estadual da legenda, Everaldo Anunciação deixou a coordenação do processo de pré-campanha no eixo Bahia-Sergipe e passou a colaborar com o Grupo de Trabalho Eleitoral, responsável pela estratégia do Partido nas maiores cidades do País.

O GTE é coordenado pelo senador pernambucano Humberto Costa. “Claro que, por estar na Bahia, vou ter essa presença natural [no estado]”, explica Everaldo ao PIMENTA, por telefone.

Ontem (28), a Executiva Nacional do PT aprovou resolução sobre o pleito de 2024. “A orientação é no sentido de que haja um esforço para que, até 30 de novembro, o PT possa construir resoluções sobre as eleições, seja para ter candidaturas próprias ou para apoiar outras candidaturas, na Federação ou na base aliada”, explica Everaldo.

Para ser aprovado, qualquer posicionamento terá que receber o apoio de dois terços dos dirigentes de cada município. “Não havendo isso [apoio de 2/3], vamos abrir prazos para pré-candidaturas e plenárias, com indicativo de que a resolução não ultrapasse abril de 2024”, complementa.

FOCO

O Grupo de Trabalho Eleitoral vai se dedicar apenas aos municípios com mais de 100 mil eleitores, antecipa Everaldo ao PIMENTA. “Essas cidades vão ter autonomia para tomar decisões, mas a deliberação passará pela consulta da Direção Nacional”.

O dirigente também falou da principal diretriz da Executiva sobre as eleições de 2024. “[O caminho] é respeitar a legitimidade da candidatura própria do PT, da Federação ou de qualquer partido da base, mas o importante é construir unidade na base, porque foi isso que deu o sucesso das cinco eleições que ganhamos na Bahia e o retorno de Lula. Foi essa capacidade de aglutinar”.

CCAF é reaberto após reforma || Foto Gov/BA
Tempo de leitura: < 1 minuto

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, reinauguram o Centro de Cultura Adonias Filho (CCAF), às 18h30min do próximo sábado (2). O espaço cultural estava em reforma desde o primeiro semestre do ano passado e será entregue após obras de R$ 3,6 milhões.

A reabertura do CCAF havia sido anunciada para maio passado e foi novamente adiada. O espaço ganha poltronas acolchoadas novas, iluminação cênica e ar-condicionado central, além de substituição do telhado e instalações elétricas e hidráulicas e pintura.

O ex-governador Rui Costa (PT) com o ex-prefeito e já falecido Fernando Gomes || Foto PMI
Tempo de leitura: 4 minutos

 

 

 

Fernando Gomes também foi um adversário contumaz do Partido dos Trabalhadores (PT). E, para desgosto dos petistas itabunenses, fez acordos com os governadores Jaques Wagner e Rui Costa, dos quais passou a ser “amicíssimo desde criancinha”.

 

Walmir Rosário

Para acalmar os ânimos mais exaltados, de logo deixo evidenciado que não vou fulanizar qualquer um dos eleitos ou derrotados nas últimas eleições por esse Brasil afora. O que pretendo é apenas e tão somente, pelo que consigo vislumbrar, demonstrar que o antigo comportamento dos eleitores foi transferido para os políticos. Se antes as pelejas entre os políticos se davam apenas nos discursos, nos microfones, agora vão às vias de fato.

E suas excelências não economizavam os empolados adjetivos encarregados de desacreditar os feitos políticos do colega parlamentar. Fora disso, eram unha e carne, como se diz, no tratamento no cafezinho, no recôndito dos gabinetes, ou nos famosos restaurantes, locais onde se decidiam mais que o plenário. É que havia o chamado espírito esportivo, o jogo limpo, ou o fair play, como queria o ilustre Barão de Coubertin.

Lembro-me bem de certos políticos que eram conhecidos pela sua violência verborrágica, capaz de inebriar seus cabos eleitorais e seguidores, quando das promessas de fazer e acontecer para derrotar, desmoralizar o adversário. Claro que do outro lado a massa ficava enfurecida e volta e meia quando se encontravam numa acirrada campanha eleitoral o resultado era a contagem de feridos nos hospitais e farmácias.

Após 31 de março de 1964, os políticos se reuniram em apenas dois partidos: a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e Movimento Democrático Brasileiro (MDB), e essa difícil acomodação era feita em sublegendas. Se a convivência aberta ao público não era boa entre os membros das duas agremiações, internamente a convivência, às vezes, nunca foi assim tão salutar. Odiavam-se e toleravam-se como mandam as regras sociais.

Nessa época um fato inusitado foi registrado na Câmara de Itabuna, em que um único – se não me engano – vereador emedebista foi eleito presidente do legislativo, embora a maioria esmagadora era filiada à Arena. Os parlamentares municipais arenistas distribuídos nas sublegendas 1, 2 e 3 não conseguiram separar suas divergências partidárias e preferiram eleger Raimundo Lima, um comunista abrigado no MDB.

Não posso esquecer a disputa nos comícios, principalmente os frequentados por Fernando Gomes, candidato da oposição, emedebista oriundo do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), e os arenistas vindos da União Democrática Nacional (UDN), do Partido Democrático Social (PDS), dentre outros. Em cima dos palanques eram promessas de brigas e mortes caso se encontrassem. Cada qual mais valente que outro.

Os discursos encantavam a multidão, principalmente por desafiar os poderosos, os militares da revolução de 64. E a plateia vibrava, se sentia representada, por um salvador Davi contra o perverso gigante Golas. No outro palanque, as promessas eram basicamente a mesma, e os seguidores de cada lado não viam a hora do juízo final, quando seriam cumpridas as promessas solenemente feitas nos palanques.

Pois bem, em Itabuna a oposição se muda de vez para a prefeitura com a eleição de José Oduque, com Fernando Gomes tomando assento na Secretaria da Administração, à época uma das mais poderosas. Destemido, Fernando Gomes se elege prefeito e a política fica, ainda mais acirrada. Eram os arenistas no Governo Federal e da Bahia e os emedebistas em Itabuna, sempre reclamando do tratamento recebido a pão e água.

Com isso, a cada obra feita, a cada carro comprado, junto com a logomarca da prefeitura vinha a inscrição em letras maiores: “Adquirido com recursos próprios”. E era preciso industrializar Itabuna a todo o custo. E nos jantares na casa Calixtinho Midlej se reuniam Antônio Carlos Magalhães e Fernando Gomes – políticos considerados impetuosos – para tratar dos interesses de Itabuna entre copos de whisky, taças de vinho e pratos de pitus.

No seu jeitão em se fazer parecer grosseiro para ganhar a confiança e o voto do eleitor, Fernando Gomes, àquela época dizia com muita propriedade: “Não tenho inimigos na política, só adversários”. Na campanha pela criação do Estado de Santa Cruz, Fernando Gomes enfrentou toda a máquina do Estado da Bahia, liderada por Antônio Carlos Magalhães, num massacre sem precedentes.

Pouco tempo depois, o Toninho Malvadeza se transforma em Toninho Ternura e Fernando Gomes era o convidado pra lá de especial no palanque de ACM. As farpas trocadas foram esquecidas com uma rapidez impressionante pelos seguidores dos dois políticos, que agora trocavam juras de amor eterno e muitos votos nas urnas. E o receio das fragorosas derrotas se transformaram em expressivas vitórias.

A partir desse expressivo acordo, as obras chegavam a Itabuna com mais frequência e nunca mais foi vista a expressão adquirido ou construído com recursos próprios nas placas dos feitos e veículos municipais. Já com assento garantido nas hostes carlistas, Fernando Gomes continuou conversando com todos os segmentos políticos, até mesmo com os ferrenhos adversários.

Fernando Gomes também foi um adversário contumaz do Partido dos Trabalhadores (PT). Quando perdeu a eleição para Geraldo Simões, no dia seguinte em entrevista de rádio avisou aos eleitos que preparassem a equipe de transição (a primeira de Itabuna). E, para desgosto dos petistas itabunenses, fez acordos com os governadores Jaques Wagner e Rui Costa, dos quais passou a ser “amicíssimo desde criancinha”.

Como ele bem dizia: Não tenho inimigos, mas adversários políticos.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Lúcio e Geraldo durante encontro em Salvador, há duas semanas
Tempo de leitura: 2 minutos

O ex-prefeito Geraldo Simões (PT) mostrou otimismo sobre a probabilidade de ter o apoio do MDB em 2024. Ele iniciou conversas com a cúpula estadual do partido há duas semanas, quando se reuniu com o presidente de honra do MDB, Lúcio Vieira Lima. O otimismo avançou com os elogios e a sinalização de Lúcio em entrevista ao PIMENTA, na última quarta-feira (9). Ao site, o dirigente afirmou ser Geraldo “um forte candidato a receber o apoio do MDB”.

Geraldo falou do encontro há duas semanas e da entrevista. “Tivemos uma boa conversa [no dia 28 de junho], iniciamos o diálogo. E o que ele fala na entrevista? Fala das condições de apoio de outros partidos ao nosso nome, da solução na Federação de partidos e, o mais importante, de termos um bom programa de governo”, elencou o ex-prefeito itabunense.

O QUE LÚCIO DISSE

Durante a entrevista a este site, Lúcio Vieira Lima disse que Geraldo reúne condições para tocar novo projeto para o município sul-baiano. “Geraldo conhece Itabuna como poucos. Sem dúvida, é um fortíssimo candidato”, afirmou Lúcio Vieira Lima (reveja a entrevista aqui), que disse ainda não ter conversado com o prefeito Augusto Castro (PSD). “As conversas do MDB com Augusto ainda não se iniciaram”.

Geraldo vê amplas possibilidades de ir para a disputa em 2024 junto com o partido do vice-governador da Bahia. Ele recorre ao passado para lembrar da caminhada em Itabuna junto com os emedebistas. “Apoiei o MDB em 1996, quando Renato Costa foi nosso candidato a prefeito, e tivemos o apoio do partido em 2000. Vencemos a disputa em 2000 e Itabuna registrou importantes avanços”, afirma, elencando conquista na saúde, transporte público de qualidade, educação e o 3º melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de todo o estado. “Chegamos a lançar programas sociais primeiro que o Brasil”, afirmou.

MDB NA BAHIA

O petista ressaltou a importância do MDB no contexto recente da política baiana, quando os Vieira Lima decidiram deixar o grupo de ACM Neto e apoiar a candidatura de Jerônimo Rodrigues (PT), em 2022,  embora o hoje governador pontuasse com apenas 3% nas pesquisas.

– Decidiu nos apoiar em um momento muito difícil para a base, de perda de um grande aliado até ali, o PP – relembrou.

Além do apoio, o partido indicou o vice na chapa de Jerônimo, Geraldo Júnior, Geraldinho, que era, à época, presidente da Câmara de Vereadores de Salvador.

Everaldo Anunciação assume tarefa na Executiva Nacional do PT || Foto PIMENTA
Tempo de leitura: 2 minutos

Dirigente nacional do PT, Everaldo Anunciação recebeu do partido a tarefa de acompanhar as definições para os pleitos municipais de 2024 na Bahia e em Sergipe. Além de Salvador, a cúpula petista olha com atenção para os polos regionais do interior baiano, a exemplo de Itabuna e Ilhéus. Questionado se o PT terá candidatos a prefeito nas duas cidades, o ex-presidente do PT da Bahia defendeu a costura de consensos.

As eleições de 2024 terão as primeiras disputas municipais com as federações partidárias, como a formada por PT, PCdoB e PV. “Vamos ter que conviver com essa nova realidade. As decisões não são somente do PT. Serão tomadas conjuntamente”, disse Everaldo ao PIMENTA.

“No caso específico de Itabuna”, continuou Everaldo, “temos a experiência do ex-prefeito Geraldo Simões, que colocou o nome à disposição, tem história de gestão na cidade e mudou os indicadores sociais. Fez uma gestão diferenciada. É legítimo que Geraldo coloque o nome dele”.

O dirigente ponderou que o prefeito Augusto Castro (PSD) é da base do governador Jerônimo Rodrigues e, segundo Everaldo, tem legitimidade para tentar um novo mandato. “É Natural”. O PT não ganhou sozinho as cinco eleições consecutivas ao Governo do Estado, acrescenta o ex-presidente estadual do partido. “Vou trabalhar para que a gente busque construir consenso progressivo”.

REITOR ENTRA EM CENA

Jerônimo e Alessandro: nome do reitor foi levado ao PT, diz Everaldo

Quando passou a avaliar o cenário de Ilhéus, Everaldo Anunciação disse que o debate eleitoral na cidade tem um facilitador. “O prefeito Marão [PSD] é da base, mas já foi reeleito. Abre-se espaço para uma nova discussão”.

Ainda sobre a possibilidade de uma candidatura majoritária do PT ilheense, Everaldo citou os nomes do vereador Augustão, do ex-vereador Makrisi Angeli e da secretária da Educação da Bahia, Adélia Pinheiro, que não é filiada ao partido, mas recebeu convite público da direção local para se filiar e se candidatar a prefeita em 2024 pela legenda.

Um quarto nome completou a lista de Everaldo, o professor Alessandro Fernandes de Santana, reitor da Uesc. “Algumas pessoas apresentaram o nome dele ao partido. E nós dissemos: que bom, agora temos a ex-reitora [da Uesc] e o atual reitor, além de um vereador atuante, Augustão, e o ex-vereador Makrisi, pessoas extremamente qualificadas”, declara o dirigente.

O dirigente petista pregou atuação coesa no sul da Bahia. “A gente não pode perder como referencial que a gente tem que ceder, em alguns espaços, para construir unidade. Se a gente construir unidade, não tenho dúvida de que a base de Jerônimo e Lula ganha as eleições de novo em Itabuna e Ilhéus”, avaliou Everaldo Anunciação.

O nome de Alessandro já circulava nos bastidores da política ilheense. Questionado pelo PIMENTA sobre o assunto há cerca de um mês, o reitor preferiu não se manifestar.

ACM Neto critica avanço da criminalidade na capital baiana || Reprodução/Instagram
Tempo de leitura: < 1 minuto

Candidato derrotado ao governo da Bahia em 2022 e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto usou as redes sociais para criticar a “escalada assustadora” da criminalidade em municípios baianos. A reação do político ocorreu horas depois de a estudante universitária Camila dos Santos, de 23 anos, morrer ao ser atingida por bala perdida. Os disparos seriam de um confronto entre facções rivais na capital baiana.

“No interior, a realidade não é diferente: uma criança de 10 anos foi assassinada em Juazeiro e uma família foi sequestrada em Jequié. Isso, inclusive, afeta a educação de crianças e jovens porque 46 escolas, somente em Salvador, foram obrigadas a suspender as aulas este ano por causa da violência”, disse ACM Neto.

De acordo com o político, que também preside da Fundação Índigo, do União Brasil, nas estatística apresentada por ele, houve 300 tiroteios na capital baiana e Região Metropolitana de Salvador, provocando 229 mortes em dois meses. Na quarta e na quinta-feira (12 e 13), episódios de criminalidade na capital baiana foram ao ar no Jornal Nacional, da Rede Globo, canal aos quais as emissoras de TV da família do ex-prefeito são afiliadas (Rede Bahia), mostrou duas matérias sobre a criminalidade na capital baiana (veja aqui).

A CULPA É DE QUEM?

Ele aproveitou para retomar as críticas ao PT. “São 17 anos de governo do PT, 17 anos de inércia, 17 anos em que as famílias perderam a condição de viver em paz. E a pergunta que fica é: o que o governo estadual está fazendo? Quais as medidas tomadas pelo governador Jerônimo Rodrigues para conter a escalada de violência? E a resposta é: nenhuma medida foi tomada. Pelo contrário, o que o governo faz é negar, é procurar culpados e desculpas, é empurrar a responsabilidade para os outros”.

Lula durante café da manhã com o ex-deputado e ex-prefeito Geraldo Simões em Ilhéus
Tempo de leitura: 2 minutos

O ex-prefeito de Itabuna e ex-deputado federal Geraldo Simões foi recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um café da manhã do qual participaram apenas os dois petistas, a primeira-dama Janja e a ex-secretária de Desenvolvimento Social Jussara Feitosa, esposa do político itabunense, além do anfitrião, o empresário Nilton Cruz. O encontro ocorreu na mansão onde o presidente esteve hospedado, no Sítio São Paulo, na zona sul de Ilhéus, nesta segunda-feira (3).

Durante o encontro, Geraldo relembrou a primeira vez em que Lula esteve no sul da Bahia. “Foi em 29 de novembro de 1981”, recorda Geraldo Simões em conversa com o PIMENTA há pouco. “Era um ato de Lula e eu, com 500 pessoas na Praça. Passou um trio elétrico de Tancredo Neves na hora e metade foi embora”, disse um sorridente Geraldo. Da praça, saíram para a casa da saudosa Mirinha, na Vila Zara.

PORTO SECO EM ITABUNA

Segundo o ex-prefeito de Itabuna, o encontro especial com o compadre Lula teve agradecimento por grandes obras executadas pelos governos do PT no sul da Bahia – a exemplo do gasoduto e o seu city gate no Maria Matos (Rua de Palha), a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), início das obras da barragem do Colônia, em Itapé, e a construção de quase 10 mil moradias populares apenas em Itabuna -, mas também um pedido:

– Conversamos sobre a Ferrovia Oeste-Leste e o Porto Sul e uma obra estratégica para trazer desenvolvimento para Itabuna, que perdeu quase 20 mil habitantes nos últimos anos e está em declínio. O Porto Seco (estação aduaneira interligada aos modais) atenderá o novo complexo logístico do sul da Bahia, será estratégico para a economia de Itabuna e do sul da Bahia – revelou ao PIMENTA, especulando que este terminal pode ser construído na região de Mutuns, aproveitando o traçado da Fiol e a proximidade com o Porto Sul (“Mas isso quem definirá será a área técnica”).

O café da manhã também serviu para falar de política estadual e nacional e os planos para fortalecer o PT também no sul da Bahia em 2024, segundo ele. Questionado sobre quais teriam sido os pedidos, Geraldo revelou ter aprendido, no movimento social que, em encontros como este, deve-se fazer apenas um (grande) pedido. Ainda no café da manhã, Lula conversou, por videochamada, com o afilhado e aniversariante Thiago Feitosa.

Rosemberg (ao centro) faz convite a Elder (à esq) durante audiência em Salvador
Tempo de leitura: < 1 minuto

Ao receber demandas do município de Itaju do Colônia, no sul da Bahia, nesta terça-feira (23), o deputado estadual Rosemberg Pinto convidou o pecuarista Elder Fontes a se filiar ao PT. O encontro do deputado e líder do Governo na Assembleia Legislativa (Alba) com o empresário e pecuarista ocorreu em Salvador durante audiência com o prefeito de Itaju do Colônia, Djalma Orrico (PSD).

Dentre as demandas do município de Itaju do Colônia estão melhoria do saneamento básico, banda de fanfarra escolar, perfuração de poços e o envio de um carro-pipa para atender a comunidade indígena da aldeia Barretá.

Da comitiva liderada pelo prefeito Djalma Orrico (PSD) e pelo empresário, pecuarista e pré-candidato a prefeito de Itaju do Colônia, Elder Fontes, integraram os vereadores Tales Oliveira (PSD), Capela (PSD), Júnior Andrade (PSD), Jota Alves (PT), Jessé (PT) e Suzana Rocha (PT), a secretária Municipal de Finanças de Itaju do Colônia, Juliana Duarte, e a superintendente de Políticas para os Povos Indígenas da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia, Patrícia Pataxó.

FILIAÇÃO AO PT

O parlamentar se comprometeu a auxiliar a atender as demandas e, na oportunidade, elogiou a gestão do prefeito Orrico, além de reforçar o convite ao pré-candidato Elder Fontes para ingressar no Partido dos Trabalhadores.

– Sigo em parceria com o prefeito Djalma, que, em sintonia com o Governo da Bahia, proporcionou melhorias à população itajuense. Sigo em parceria com o município e já fiz o convite para Elder Fontes ingressar no PT visando as eleições de 2024 – disse Rosemberg.

Rosemberg foi o autor da proposta de concessão da Comenda a Ismerim || Fotomontagem Pimenta
Tempo de leitura: < 1 minuto

Por unanimidade, a Assembleia Legislativa aprovou a concessão da Comenda 2 de Julho ao advogado Ademir Ismerim Medina, especialista e referência em Direito Eleitoral no país. A proposta do projeto de resolução em homenagem ao advogado baiano é de autoria do deputado estadual Rosemberg Pinto (PT).

Para o parlamentar, o jurista tem legitimidade para receber a maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) pelo seu currículo “impecável e trajetória pessoal irretocável” ao longo da sua vida. “É em vida que devemos condecorar quem se destaca com contribuições sociais – e Ismerim fez e faz isso com maestria. Então, não é nenhum favor que estamos oferecendo a ele e, sim, justiça”, repete Rosemberg.

No campo político, Ademir Ismerim tem como um dos seus clientes o União Brasil, liderado pelo ex-prefeito ACM Neto. Para o parlamentar petista e líder do Governo na Alba, isso não o impede de reconhecer o mérito do homenageado. A data de entrega da Comenda 2 de Julho a Ademir Ismerim ainda será definida.

PERFIL

Nascido em 17 de janeiro de 1957 em Maragojipe, no recôncavo baiano, Ademir Ismerim formou-se em Direito pela Universidade Católica de Salvador (Ucsal). Na capital baiana, fundou escritório e ali se tornou referência em Direito Eleitoral no país.

Na literatura, é autor do livro Comentários à Lei Eleitoral, lançado pela editora Quartier Latim. Representando os seus pares junto ao Conselho de Classe, Ademir foi presidente da Comissão Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Bahia (OAB/BA) por três eleições consecutivas: 2015, 2018 e 2021.

Anúncios dos pré-candidatos Augustão e Makrisi não empolgam comando do PT ilheense
Tempo de leitura: < 1 minuto

Faltam 17 meses para as eleições de 2024, mas engana-se quem vê o pleito distante no horizonte. Para os políticos, a corrida já começou. A Federação Brasil da Esperança, que reúne PV, PCdoB e PT, acaba de anunciar o seminário “Pensando o Futuro de Ilhéus”, a ser realizado no próximo dia 29, no Centro de Convenções.

A atividade contará com os deputados federais Jorge Solla e Josias Gomes e com os deputados estaduais Rosemberg Pinto e Paulo Rangel, todos do PT, além dos secretários estaduais Maurício Bacelar (Turismo) e Adélia Pinheiro (Educação).

Também foi confirmada a participação dos presidentes estaduais do PT e do PV, Éden Valadares e Ivanilson Gomes, respectivamente, assim como do secretário de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Davidson Magalhães, que preside o PCdoB no estado.

DISPUTA INTERNA 

A mesma Federação já tem dois pré-candidatos a prefeito de Ilhéus, o vereador Carlos Augusto, Augustão, e o ex-vereador Makrisi Angeli, ambos petistas. Presidente municipal da legenda, Ednei Mendonça não se empolgou com os anúncios dos companheiros. O dirigente, em mais de uma ocasião, afirmou que deseja ver Adélia Pinheiro candidata ao Executivo ilheense pelo PT.

Até o momento, a secretária não tem partido. Ouvida recentemente pelo PIMENTA, Adélia comentou as especulações sobre seu futuro político (relembre).

Rui Costa explica que Lei das Estatais impede sua nomeação para a Petrobras || Reprodução Instagram
Tempo de leitura: < 1 minuto

Cogitado como um dos nomes petistas para assumir o comando da Petrobras, o governador Rui Costa, da Bahia, descartou essa hipótese. Não por vontade própria, mas por causa da legislação. Numa entrevista coletiva, há pouco, antecipou que não comentaria sobre especulações envolvendo seu nome no governo de Lula.

– Pela lei atual, nem posso assumir direção ou presidência de empresa nenhuma. São 30 meses (de quarentena). Acho essa legislação absurda, não pela possibilidade de eu assumir, mas é tão desorientada essa lei, na minha opinião, que você pode ser governador de São Paulo, da Bahia ou de Minas, mas não pode ser presidente da Petrobras ou de outra estatal, da Codevasf – disse ele.

Desde 2016, a Lei das Estatais impõe quarentena de 36 meses (três anos) a político que ocupe mandato eletivo ou direção partidária para que se torne apto a assumir cargo em empresa pública. A Lei das Estatais foi sancionada pelo presidente-tampão, Michel Temer (MDB), no bojo do escândalo envolvendo a Petrobras.

Rui comentou sobre as especulações depois de concluir a entrega de ônibus do transporte escolar a dezenas de prefeitos. Ainda na entrevista, acompanhado do governador eleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues, Rui se negou a falar da possibilidade de assumir ministério no Governo Lula e, voltando-se para o aliado, disse ser contra pressionar gestores por nomeações.

Jerônimo Rodrigues e ACM Neto disputam o governo da Bahia
Tempo de leitura: < 1 minuto

A totalização dos votos começa com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB) na frente na disputa pelo Governo da Bahia contra Jerônimo Rodrigues (PT) neste segundo turno.

Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Neto tem 50,7% dos votos válidos (552.293) contra 49,3% (537.065) de Jerônimo, que é apoiado pelo governador Rui Costa.

Nova pesquisa Ipec afere intenções de voto na disputa entre Jerônimo e ACM Neto
Tempo de leitura: < 1 minuto

Pesquisa Ipec, contratada pela Rede Bahia, traz o candidato ao governo pelo PT, Jerônimo Rodrigues, com 48% das intenções de voto.

O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB) atinge 47%, 3 pontos a mais do que o registrado na semana passada. O percentual de brancos e nulos somam 2% – contra 5% na semana passada. Já o percentual de indecisos ficou em 3%, conforme o Ipec.

Considerando apenas os votos válidos – exclusão de brancos e nulos e indecisos, Jerônimo tem 51% e ACM Neto 49%.

A pesquisa foi feita no período de 27 a 29 de outubro, tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%. Segundo o Ipec, 2.000 eleitores foram ouvidos presencialmente. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BA-02006/2022.

Lula aparece à frente nas pesquisas feitas por Atlas, Ipec e Datafolha divulgadas hoje (29) || Fotos Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

O ex-presidente Lula (PT) chega à véspera do segundo turno da eleição presidencial com 52,4% das intenções de voto, informa a AtlasIntel em levantamento divulgado neste sábado (29). Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 45,7%. Ainda segundo a AtlasIntel, o total de eleitores que tende a votar em branco ou nulo chega a 1,9%.

Quando considerados apenas os votos válidos, Lula tem 53,4% ante 46,6% do presidente Bolsonaro.

A pesquisa foi feita no período de quarta-feira (26) até este sábado (29), quando 7.500 eleitores responderam à pesquisa feita por meio de coleta aleatória de dados pela internet. A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.

IPEC

Levantamento feito pelo Ipec, ex-Ibope, aponta números semelhantes ao da AtlasIntel. O instituto ouviu 4.272 eleitores em 236 municípios no período que vai de quinta-feira (27) até este sábado (29).

Apurou 54% dos votos válidos para Lula e 46% para Bolsonaro.

Nos votos totais, dá 50% a 43%, com 5% de brancos e nulos e 2% de indecisos. Os percentuais são os mesmos aferidos em outra pesquisa divulgada pelo Ipec no início desta semana. Pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-05256/12.

DATAFOLHA

Pesquisa traz o ex-presidente Lula e Bolsonaro empatados no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais. Lula tem 52% dos votos válidos. Bolsonaro, 48%. Nos votos totais, Lula mantém-se com 49%, enquanto Bolsonaro oscila de 44% para 45%. São 4% os que pretendem cravar branco ou nulo (eram 5%) e 2% de indecisos.

A pesquisa, encomendada pela Folha e Rede Globo, ouviu 8.308 mil pessoas em 253 municípios ontem e hoje (28 e 29). O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-08297/2022.

Lula vê a vantagem aumentar para 6 pontos || Fotos Ricardo Stuckert/ Renato Pizzuto-Band
Tempo de leitura: < 1 minuto

O ex-presidente Lula (PT) manteve 49% das intenções de voto na corrida ao Palácio do Planalto e viu Jair Bolsonaro (PL), que disputa a reeleição, oscilar um ponto para baixo, agora com 44%, na mais nova pesquisa Datafolha. Os números foram divulgados há pouco, a três dias das eleições.

Os pesquisadores foram às ruas no período de terça-feira (25) até hoje (27). Das consultas extraíram percentual estável para Lula, que manteve os 49% da semana passada. Os dados de agora não foram bons para o presidente Jair Bolsonaro (PL), que oscilou de 45% para 44% nos votos totais.

O percentual de eleitores indecisos subiu de 1% para 2%, enquanto houve queda de 5% para 4% daqueles que pretendem votar em branco ou anular no próximo domingo (30).

VOTOS VÁLIDOS E ESPONTÂNEA

Quando considerados apenas votos válidos, Lula atinge 53% (eram 52% na semana passada). Na outra ponta, Bolsonaro caiu de 48% para 47% no período. Lula viu a sua rejeição no Datafolha oscilar para 45%, enquanto o presidente manteve os 50%.

Na espontânea, quando o pesquisador não apresenta cartela com opções de candidatos, Lula manteve os 47% da semana passada, enquanto Bolsonaro oscilou de 44% para 42%, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

A pesquisa Datafolha foi contratada pela Folha de São Paulo e pela Rede Globo. De 25 a 27 de outubro, o instituto consultou 4.580 eleitores em 252 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o protocolo BR-04208/2022.