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Feroz crítico do governo Newton Lima, o vereador petista Alisson Mendonça foi um dos participantes da reunião, hoje à tarde, na casa do vereador Alcides Kruschewsky, também conhecido como Pai Cidão. Conta o Jornal Bahia Online que, tão logo encerrado o encontro em Olivença, lá estavam Newton e Alisson, juntinhos, na sauna do Iate Clube Ilhéus. Verdade que o encontro foi por acaso, mas…

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Informações vindas da capital baiana dão conta de que Jonas Paulo, presidente do PT, não estará sozinha na visita que fará ao prefeito de Ilhéus, Newton Lima (PSB), ainda hoje.

Jonas vai ao encontro na companhia dos vereadores Alisson Mendonça e Paulo Carqueija, do ex-presidente do diretório municipal, Elieser Corrêa, e de Everaldo Anunciação, do diretório estadual do PT. O encontro será no Palácio Paranaguá.

O diretório estadual, aliás, sentiu as reações locais à negociação “por cima” e decidiu convidar os vereadores Alisson e Carqueija.

Na lista de edis petistas, faltou a Professora Carmelita, mas esta faz firme oposição ao prefeito como sindicalista da área de educação. Talvez para evitar dissabores, ficou de fora. O presidente do PT ilheense, Mário Amorim, não participa porque está em viagem.

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Alisson diz que só o PT faz oposição a Newton.
Alisson diz que só o PT faz oposição a Newton.

O vereador Alisson Mendonça mostrou-se mais comedido do que o ex-deputado federal Josias Gomes ao falar de um possível apoio do seu partido, o PT, ao governo de Newton Lima (PSB).

Segundo ele, o assunto ainda não foi discutido nem com a executiva municipal nem com a bancada e o diretório. “O PT é o único partido de oposição e não tem participação no governo”.

Alisson afirma que só após a reunião do presidente estadual do PT, Jonas Paulo, com o prefeito Newton Lima, agendada para hoje, o partido poderá se pronunciar e começar a discutir o convite. “Não somos o partido da boquinha”, diz o vereador, sobre a discussão a respeito de qual secretaria o governo pode aceitar.

Ele também rechaça informação de que o PT vinha tentando aliança com Newton desde o ano passado. Perguntado se essas discussões não se davam entre executiva estadual e o prefeito, Alisson voltou a negar a possibilidade. “Não houve”.

O vereador diz não haver pressa da legenda em responder ao convite do prefeito, caso seja concretizado. “Nós não sabemos quais as pretensões do prefeito, não sabemos com quem ele vai governar. Eu quero saber [antes de declarar apoio]”.

Newton busca apoio do PT.
Newton busca apoio do PT.

Ele acredita que, convite feito, o partido definirá, em 15 dias, se participa ou não da gestão de Newton Lima. Alisson reforça a posição de apoio que o município tem do governo estadual. “Wagner o apoia desde o início, quando Valderico não queria deixar o Palácio [Paranaguá, em agosto de 2007] e a PM o expulsou para que Newton assumisse”.

Por enquanto, o vereador não diz se é contra ou a favor da antes improvável (e inimaginável) aliança entre PT e Newton. “Sou a favor de se abrir uma conversa. Não tenho objeção, não fui convidado pelo prefeito. Não está colocado quais as propostas para o PT nem o que ele pretende fazer a partir das exonerações [de 230 ocupantes de cargos de confiança]”.

O vereador ainda aproveita para dar estocada num aliado oculto de Newton Lima, o PP, do ex-prefeito Jabes Ribeiro. “Eles dizem que não participam do governo. O PT é que não tem nomeação, mas os outros têm”, diz, para reforçar: “o único partido que faz oposição é o PT. Queremos saber se a população quer isso, um governo sem oposição”.

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O PT ilheense até se assanha todo com a possibilidade de assumir a Secretaria de Saúde de Ilhéus, mas o humor dos vermelhos muda rapidinho quando a pasta é a Educação. Então, se o prefeito Newton Lima estiver mesmo a fim de fechar acordo, é bom nem especular sobre a secretaria ainda comandada pelo professor Sebastião Maciel.

Petistas ouvidos pelo Pimenta consideram a Educação em Ilhéus algo mais do que complicado – primeiro, devido às dificuldades (e barbeiragens) das gestões ao longo dos anos; segundo, devido aos embates com o sindicato da categoria, comandado com mãos de ferro pelo PT.

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Apaixonado por Geddel, Newton anuncia apoio a Wagner.
Apaixonado pelo peemedebista Geddel Vieira, Newton anunciará apoio a Wagner.

O prefeito Newton Lima (PSB) anunciará, publicamente, o seu apoio à reeleição de Jaques Wagner e convidará o PT ilheense a integrar o seu governo, informa o Jornal Bahia Online. A composição com o Partido dos Trabalhadores e o apoio a Wagner foram fechados ainda ontem, em Salvador, durante encontro entre o governador e a deputada federal e presidente do PSB baiano, Lídice da Mata.

Newton aproveitará viagem de Wagner a Ilhéus, em fevereiro, para fazer o anúncio. Quanto à participação do PT no Palácio Paranaguá, primeiro o presidente estadual Jonas Paulo fará uma consulta aos petistas. Após a sondagem de “campo”, Newton fará o convite oficialmente. Jonas estará em Ilhéus amanhã, dia 8.

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Miralva (em pé) e Zito (camisa vermelha, à direita) debateram 'na paz'

Os dois postulantes a presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Itabuna, Miralva Moitinho e Zito do Queijo, debateram com a militância suas propostas para a presidência do DM nos próximos dois anos. O evento ocorreu na manhã de hoje, no plenário da Câmara Municipal. O processo de eleição direta do PT em todo o país ocorre no próximo dia 22.

Embora o choque de ideologias seja evidente entre as correntes que estão na disputa, o debate em si foi marcado por muitos pontos comuns entre os dois candidatos. Divergência, mesmo, só em relação à postura do partido na questão das demissões dos secretários do governo Wagner ligados ao Sul da Bahia – Geraldo Simões (Agricultura) e Adeum Sauer (Educação).

E é nesse ponto também que as duas candidaturas contradizem suas posições históricas: a chapa liderada por Miralva e ligada aos ex-secretários Geraldo e Adeum, entende que o governo é maior do que as duas secretarias. Portanto, mesmo sem concordar com as decisões de Wagner, as aceita como um mal necessário para a governabilidade e a reeleição do governador.

Já a tendência “O Trabalho”, que exige um governo petista “de raiz”, acaba por fazer a defesa dos dois ex-secretários, membros da CNB. “Não aceitamos alianças com PP e outros partidos da direita, em detrimento de nossos companheiros petistas”, disparou Zito.

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Marco Wense

O caminho natural do DEM, ex-Partido da Frente Liberal, o antigo PFL do mandonismo e do chicote na mão, é se unir ao PSDB em todos os Estados que a coligação for possível.

O comando nacional das duas legendas já mandou avisar que pode destituir os diretórios rebeldes. O PSDB e o DEM são os mais importantes partidos de oposição ao governo do presidente Lula.

Aqui na Bahia, a aliança dos democratas com os tucanos é, sem dúvida, a mais harmoniosa de todas. Chega a ser um exemplo para outras unidades federativas. A unanimidade em torno da necessária junção não é burra.

Os tucanos, na sucessão estadual de 2006, diziam que a recondução de Paulo Souto, então candidato (reeleição) ao Palácio de Ondina, depois de 16 anos de carlismo, seria uma catástrofe para a Bahia. Um retrocesso.

Agora, sem nenhum tipo de constrangimento, defendem a volta do ex-governador, achando que ele é a solução de todos os problemas, inclusive da própria herança maldita deixada para o governador Jaques Wagner (PT).

O DEM e o PSDB, com suas respectivas lideranças, estão conduzindo o processo sucessório com muita inteligência. Sabem que a união é condição indispensável para impedir a reeleição do governador Jaques Wagner.

A possibilidade de um prefeito democrata trair o partido, apoiando Wagner ou o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), em detrimento do pré-candidato Paulo Souto, é muito remota.

A posição de Souto nas pesquisas de intenção de votos cria uma perspectiva de vitória, impedindo que prefeitos do DEM passem para o lado de Wagner. Se o candidato do DEM estivesse na mesma situação de Geddel, a debandada seria inevitável.

A composição da chapa majoritária, encabeçada pelo ex-governador Paulo Souto, salvo algum acidente de percurso, já está quase definida, não em termos de nomes, mas dos partidos.

A vaga de vice-governador e uma das duas vagas para o Senado da República cabe ao PSDB. A outra vaga fica com o DEM, com ACM Júnior buscando sua permanência na Casa.

O PSDB, no entanto, cederia a vaga do Senado para o democrata José Ronaldo, ex-prefeito de Feira de Santana. Se o senador César Borges ficar com Souto, ACM Júnior deixa de ser candidato.

Enquanto a oposição busca o consenso, evitando qualquer tipo de atrito entre seus pares, os governistas se engalfinham.

E mais: o Partido dos Trabalhadores, além de não abrir mão da disputa pelo Senado, quer também um petista como candidato a vice-governador na chapa da reeleição.

A defesa de uma chapa puro sangue é a prova inconteste de que o bom governador Jaques Wagner tem dois obstáculos pela frente: a oposição, que é inerente ao sistema democrático, e o próprio PT, que pensa que pode tudo sozinho.

Paulo Souto, pré-candidato do DEM ao cobiçado Palácio de Ondina, que não tem nada a ver com a vaidade e a burrice política dos adversários, agradece penhoradamente.

Nos bastidores, em conversas reservadas, restritas a poucos correligionários, Paulo Souto tem confessado que alguns governistas são os melhores “cabo eleitorais” da sua campanha.

Quando alguém pergunta por que são os melhores cabos eleitorais, o democrata, sem pestanejar, responde: “Eles azucrinam o governador Jaques Wagner”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Andréia e Delmara anunciam apoio a Rosemberg (C) e Wagner.
Andréia (esq.) e Delmara anunciam apoio a Rosemberg e Wagner.

Pense em dois quadros históricos do PMDB. Pensou? Pois é. Alheias à determinação da cúpula estadual do partido, duas mulheres arretadas resolveram contrariar os irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima, um pré-candidato a deputado federal e o outro, a governador da Bahia.

Vice-prefeita de Itororó, no sudoeste baiano, a peemedebista Delmara Brito apoiará a reeleição de Jaques Wagner. A vereadora Andréia Figueiredo também vai pelo mesmo caminho.

Os “culpados” pela decisão das peemedebistas em apoiar Wagner são os petistas Adroaldo Almeida, prefeito de Itororó, e Rosemberg Pinto, assessor especial da presidência da Petrobras, filho da terra, e pré-candidato a deputado estadual.

Delmara e Andréia até posaram ao lado de Rosemberg, com quem fecharam apoio para 2010. A presidenciável Dilma Roussef e o deputado federal Geraldo Simões também estão na lista fechada de apoios e votos para o próximo ano.

Delmara é vice-prefeita e fiel a Adroaldo Almeida. Mais que isso, é prima de Marco Brito, um geddelista roxo e ex-prefeito de Itororó. A vice é tida como apoio fortíssimo no município. Antes do processo eleitoral do ano passado, Delmara pontuava nas pesquisas com 16% dos votos. Acabou fechando aliança vitoriosa com o petista Adroaldo Almeida.

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O PT itabunense definiu a data do debate dos candidatos a presidente do partido em eleições que ocorrem no dia 22 de novembro. O debate ocorrerá no próximo sábado (7), às 9h, no plenário da Câmara de Vereadores.

O debate será entre os candidatos a presidente e vices. A chapa da tendência Construindo um Novo Brasil, encabeçada por Miralva Moitinho e Flávio Barreto, terá como adversária a “Terra, Trabalho e Cidadania, da tendência O Trabalho, encabeçada por Ozilton Monteiro Ferreira (Zito do Queijo) e Francisco Estevam (Chico do PT).

Atualizado às 15h03min

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Marco Wense

Os petistas precisam entender que a reeleição do governador Jaques Wagner não depende só do PT. Se não houver uma conjunção de forças, o pré-candidato do DEM, Paulo Souto, pode até encomendar o terno da posse.

Tenha santa paciência! É o mínimo que Wagner deve estar dizendo dos companheiros.

Agora, para aumentar o desespero do governador, vem o presidente estadual da legenda, Jonas Paulo, e diz que o PT não abre mão da vaga de vice-governador.

Segura, Wagner! O touro vermelho é bravo.

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Ricardo “Aloprados” Berzoini é daqueles petistas que quase sempre surpreendem ao abrir a boca (pro bem ou pro mal). Indagado pelo Terra Magazine sobre a possibilidade de dois palanques para a ministra Dilma Roussef na Bahia, ele não titubeou e jogou o amigo (?) Jaques Wagner na fogueira:

– (…) Eu acho que quem tem dois palanques pode até se fortalecer.

Berzoini é presidente nacional do PT, mas está bem mais preocupado com o cenário nacional e a eleição da ministra Dilma Roussef a presidente. Quem ri, de orelha a orelha, é o ministro Geddel Vieira Lima, pré-candidato a governador da Bahia. Ele já garantiu que apoia Dilma e a ela será oferecido mais um palanque. Se cuida, “Galego”.

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waldirpires
Waldir: na disputa pelo Senado.

O ex-ministro e ex-governador Waldir Pires adorou a ideia de ser lançado a senador, ontem, num almoço de comemoração dos seus 83 anos. E confessou ao jornalista Levi Vasconcelos, de A Tarde:

– Para mim, teria o sabor de um resgate, já que eu fui estupidamente roubado em 1994.

À época, a votação era em cédulas e o eleitor deveria deixar, na base da canetinha, em qual candidato estava votando. O mecanismo dava margem a fraudes. Waldir acabou perdendo a segunda vaga para Waldeck Ornelas por apenas 3.066 votos.

O detalhe é que o ex-senador Ornelas conseguiu obter mais de 100 votos, ante 10 de ACM e outros 10 de Waldir, o que levou todos a suspeitarem de eleição… roubada. Se foi ou não, são outros quinhentos.

Waldir entrando na parada para compor a chapa majoritária do petista Jaques Wagner embolará ainda mais o meio de campo do governador baiano, que tem muitos pepinos a descascar – além da disputa PPxPT. Outro que está gostando da ideia de lancar-se na disputa é o deputado licenciado e secretário estadual Walter Pinheiro.

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Geraldo: PT fará 120 federais.
Geraldo: PT fará 120 federais.

Logicamente incluindo o “próprio si” na conta, o deputado Geraldo Simões diz que o PT trabalha para aumentar em mais da metade a sua bancada na Câmara Federal, hoje com 77 parlamentares. Através de sua assessoria, ele afirmou em Ibicaraí, ontem, que os prognósticos apontam a legenda com 120 deputados ao fim da apuração das urnas em outubro do ano que vem.

Para o vice-líder do PT na Câmara Federal, o que colabora no prognóstico é a falta de projetos da oposição e os avanços conquistados nos quase sete anos de governo Lula. O deputado ainda fez troça de José Serra a comparar os estilos do tucano e da petista Dilma Roussef (PT): “Tem alguém mais enfezado do que Serra?”.

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Um dos mais fiéis aliados do deputado federal Geraldo Simões e petista de carteirinha, Lecival Santos cansou. Lecival, quem é Lecival? É, pelo nome, assim… talvez poucos saibam de quem estamos falando. O cabra é pau pra todo obra e conhecido na área do Pontalzinho, loteamento São João e Corbiniano Freire como uma das maiores lideres comunitários de Itabuna. Liderança na essência do termo. Mas considera-se abandonado. Cansou mesmo.

– Ó, cansei. Vou é trabalhar com Paulo Souto [para governador] e Coronel Santana [para deputado estadual].

Agora, leitor, pense num cara honesto e que defendia o antigo grupo até debaixo d´água. É ele, o velho Babau. Cansou de destinar grande parte da sua vida a um grupo. E não lhe ofereceram oportunidade de crescer, mas só de tornar-se dependente. Ele trilhou novo caminho.

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Informa o Política Et Cetera (acesse aqui) que a guilhotina no PT de Itabuna está afiadíssima. A mãe de uma ex-petista que aceitou cargo no governo de Capitão Azevedo (DEM)  é a nova vítima da tal guilhotina. Dona Genália Araújo Santos era supervisora numa escola estadual em Itabuna e foi exonerada do cargo “a juízo da autoridade”.

A princípio, a causa da exoneração foi o fato de Dona Genália ser a mãe de Cristiane Araújo Santos. O ato de exoneração está publicado no Diário Oficial de 17 de outubro. Agora já pensou se os pais fossem responsáveis por todos os atos de seus filhos adultos e bem crescidos?

Dona Genália era conhecida na Mangabinha como “a petista”, mais de sessenta anos de vida. A maldade contra a educadora sexagenária é atribuída à diretora da 7ª Diretoria Regional de Educação (Direc), Miralva Moitinho, como ato de vingança contra a sua ex-colaboradora Cristiane Araújo.