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Sami Storch é titular da 2ª Vara da Família em Itabuna desde o ano passado.
Sami Storch é titular da 2ª Vara da Família em Itabuna desde o ano passado.

Ilhéus e Itabuna estarão no Fantástico, da Rede Globo, neste Domingo das Mães. Por motivos distintos. Ilhéus será alvo de reportagem sobre o golpe que rendeu R$ 25 milhões a um grupo acusado de fraudar licitações e até servir, na merenda escolar, carne com data de validade vencida há dois anos.

Já Itabuna, aparecerá por outro motivo, a adoção das Constelações Familiares, que envolve mediação de conflitos entre familiares. A iniciativa, no município, é coordenada pelo juiz Sami Storch, titular da 2ª Vara da Família da Comarca de Itabuna.

A reportagem falará dos resultados obtidos pelo projeto, que também atende adolescentes em conflito com a lei. Storch foi um dos primeiros magistrados brasileiros a levar para o Judiciário a iniciativa que pretende humanizar as práticas no âmbito da Justiça.

Sami Storch começou a adotar a prática em 2012, na Comarca de Castro Alves, também na Bahia. Já ali, o índice de conciliação chegava a 91%, quando uma das partes participou da dinâmica. Nas audiências simples, sem a prática, cai a 73%.

Os processos chegaram a 100% de resultado positivo quando as partes participaram do Constelação, segundo o magistrado, que anunciou a dinâmica também para processos de inventários, que são mais demorados. Redação com CNJ.

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conciliação cnjDa Agência do CNJ
No interior da Bahia, um juiz tem conseguido evitar que conflitos familiares e pessoais transformem-se em processos judiciais com a utilização de uma técnica de psicologia antes das sessões de conciliação. Com ajuda da chamada Constelação Familiar, dinâmica criada pelo teólogo, filósofo e psicólogo alemão Bert Hellinger, o magistrado Sami Storch conseguiu índice de acordo de 100% em processos judiciais onde as partes participaram do método terapêutico.
Durante a Semana Nacional da Conciliação deste ano, que ocorrerá entre os dias 24 e 28 de novembro em todo o país, já estão agendadas 29 audiências cujas partes participaram da vivência de Constelação Familiar. Para o magistrado, o método contribui fortemente para o fim do conflito impactando tanto os atores diretos quanto os envolvidos indiretamente na causa, como filhos e família.
Neste ano, a técnica vem sendo direcionada aos adolescentes envolvidos em atos infracionais, processos de adoção e autores de violência doméstica. Na Vara Criminal e de Infância e Juventude de Amargosa, a 140 km de Salvador, onde atualmente o juiz Sami Storch dá expediente, o índice de reincidência desses jovens ainda não foi mensurado, mas o magistrado acredita que, se fosse medido, esse número seria com certeza menor.
“Um jovem atormentado por questões familiares pode tornar-se violento e agredir outras pessoas. Não adianta simplesmente encarcerar esse indivíduo problemático, pois se ele tiver filhos que, com as mesmas raízes familiares, apresentem os mesmos transtornos, o problema social persistirá e um processo judicial dificilmente resolve essa realidade complexa. Pode até trazer algum alívio momentâneo, mas o problema ainda está lá”, afirma.
O QUE E CONSTELAÇÃO FAMILIAR
A sessão de Constelação Familiar começa com uma palestra proferida pelo juiz sobre os vínculos familiares, as causas das crises nos relacionamentos e a melhor forma de lidar com esses conflitos. Em seguida, há um momento de meditação, para que cada um avalie seu sentimento. Após isso, inicia-se o processo de Constelação propriamente dito. Durante a prática, os cidadãos começam a manifestar sentimentos ocultos, chegando muitas vezes às origens das crises e dificuldades enfrentadas.
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