Bebê entrou em hospital para tratar bronquiolite e saiu com ferida gravíssima no pé || Foto Sesab
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Com menos de três meses de vida, o pequeno Heitor Gustavo dos Santos perderá o pezinho direito. Ele foi vítima de infecção, no mês passado, no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, onde havia sido internado, em maio, para tratamento de um quadro de bronquiolite. O ferimento no pé teve origem no acesso intravenoso usado para medicá-lo (relembre).

Após decisão judicial, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) transferiu o bebê, no dia 8 de junho, para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador (veja aqui).

Na unidade da capital, a equipe médica informou à mãe de Heitor, Sara Ribeiro Santos, que o procedimento cirúrgico para tentar reconstruir o pé do seu filho envolveria a retirada de músculo da região torácica da criança para enxerto, com alto risco de rejeição e complicações que poderiam ameaçar a vida de Heitor.

Ciente dos riscos envolvidos, a família autorizou a amputação. Ao PIMENTA, Sara Ribeiro informou que a cirurgia de retirada do pé de seu filho está marcada para esta quarta-feira (2), no HGE, onde Heitor permanece internado.

“Estou muito triste. Não tenho nem mais lágrimas para derramar. É uma mistura de revolta e tristeza. A justiça do homem pode até falhar, mas a de Deus não falha. A partir de agora, vou ter que me adaptar a isso”, concluiu Sara Ribeiro Santos.

Bebê foi transferido de Ilhéus para o HGE, em Salvador || Foto GovBA
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O bebê Heitor Gustavo dos Santos, que estava internado desde 15 de maio no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, foi transferido ontem (8), pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), para o Hospital Geral do Estado, em Salvador. Ele deverá ser submetido a uma cirurgia vascular e a tratamento hiperbárico por causa de ferimento gravíssimo no pé direito.

Ao PIMENTA, a mãe de Heitor, Sara Ribeiro Santos, disse que a ferida foi provocada por erro médico na administração de medicamento intravenoso por meio de acesso colocado no pé da criança. Procurado pelo site, o Hospital Materno-Infantil não comentou a acusação de erro médico e alegou que, enquanto o paciente esteve na unidade, recebeu toda a assistência, assim como a família.

Devido à gravidade do ferimento, que se expandiu nas últimas semanas, Sara afirmou que já era possível ver o tecido ósseo do pé direito do pequeno Heitor. A família buscou ajuda do Ministério Público, que acionou a Justiça para obrigar a Sesab a transferir o bebê para unidade capaz de conter o avanço da ferida e reconstituir o pé da criança.

Ainda na quinta-feira (5), a juíza Sandra Magali Brito Silva Mendonça, titular da Vara da Infância e Juventude de Ilhéus, proferiu decisão liminar obrigando a Sesab a promover a transferência da criança em até 48h (leia mais aqui). Após a decisão judicial e a repercussão na imprensa, a espera da família do pequeno Heitor pela transferência, que se arrastava há duas semanas, terminou em menos de 72h.

Criança internada no Materno-Infantil corre o risco de ter pé amputado, diz mãe || Foto GovBA
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A Justiça determinou que a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) providencie a transferência de um paciente do Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, para unidade que ofereça cirurgia vascular e tratamento hiperbárico. Com menos de dois meses de vida, o pequeno Heitor Gustavo dos Santos tem ferimento gravíssimo no pé direito. A juíza Sandra Magali Brito Silva Mendonça, titular da Vara da Infância e Juventude de Ilhéus, proferiu a decisão nesta quinta-feira (5) e, devido à gravidade do caso, fixou prazo de 48h para o cumprimento da ordem judicial.

Ao PIMENTA, a mãe de Heitor, Sara Ribeiro Santos, disse que o ferimento foi provocado por erro na administração de medicamento por via intravenosa. “Cheguei com meu filho aqui com suspeita de bronquiolite. Ele foi internado no dia 15 de maio. No dia 16, foi entubado e colocaram um acesso no pé para poder passar os medicamentos. Até aí, tudo bem, mas, quando chegou de manhã, no dia 17, eu olhei o pé do meu filho e vi todo roxo, duro”.

Segundo Sara, um enfermeiro da unidade disse a ela que o problema foi ocasionado pelo extravasamento da medicação. Apesar das tentativas de conter o ferimento, ele se expandiu, diz a mãe. “O pé do meu filho foi necrosando. Hoje a situação está mais feia ainda. Estou vendo até o osso”.

Após sobreviver à bronquiolite e enfrentar o invasivo procedimento de entubação, Heitor tem dores severas. “Ele sente muita dor. Toda vez que faz o curativo, é muita dor, muito sofrimento, fica aqui gritando e já foi pedida a transferência, mas, até agora, não houve resposta. Estou até aqui com ele gritando de dor”, relatou Sara Ribeiro Santos, que falou ao PIMENTA por telefone. Enquanto ela relatava o sofrimento do filho, era possível ouvir o pequeno Heitor chorando.

“Com essa demora para a transferência, meu filho pode sair daqui sem o pé. Minha indignação é essa: a demora para poder fazer esse tratamento. Já tem 20 dias que estou aqui”, concluiu.

ALTERNATIVA

Por se tratar de caso em que o tempo de resposta pode ser decisivo para a recuperação do bebê, a juíza Sandra Magali Brito Silva Mendonça ordenou que o Governo da Bahia transfira a criança para unidade privada, se não for possível fazer o procedimento em um hospital público no prazo determinado.

Também intimou a família a apresentar orçamento do tratamento em unidade privada, com o objetivo de determinar o bloqueio do valor correspondente nas contas do estado. A magistrada fixou multa de R$ 5 mil por cada dia de atraso no cumprimento da decisão, até o limite de R$ 100 mil.

OUTRO LADO

O PIMENTA entrou em contato com o Hospital Materno-Infantil, que emitiu nota sobre o caso. Sem comentar a denúncia de erro médico, a unidade informa que o paciente é “acompanhado de forma contínua por uma especialista em cirurgia vascular”.

“Considerando a evolução do caso e visando à melhor resposta terapêutica, o paciente será transferido para uma unidade com estrutura adequada à realização de oxigenoterapia hiperbárica — tratamento que promove maior oxigenação dos tecidos, favorecendo a cicatrização e contribuindo para o controle de infecções”, diz a nota do Hospital.

Ainda segundo a direção do Materno-Infantil, equipe multidisciplinar segue dedicada e em contato com os familiares, prestando toda a assistência necessária.

Atualizado às 12h48min para acrescentar as informações do Hospital.

COM FERIDA GRAVE NO PÉ, BEBÊ ILHEENSE É TRANSFERIDO PARA SALVADOR