Rui Costa (à esquerda) com o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, Marão || Foto Clodoaldo Ribeiro
Tempo de leitura: < 1 minuto

O prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), disse que o anúncio de construção de policlínica regional de saúde em Ilhéus consolida parceria da gestão local com o governo baiano, além de referenciar o município como polo do setor. O anúncio da policlínica em solo ilheense foi feito pelo governador Rui Costa, na sexta (23), em Itaberaba, Chapada Diamantina (relembre aqui).

– Esse equipamento consolida a parceria com o Governo do Estado e faz com que a qualidade da saúde pública avance de uma forma jamais vista. Agradeço a atenção, o apoio e carinho que o governador Rui tem com a população de Ilhéus e da nossa região, investindo em áreas fundamentais para a saúde e bem-estar do nosso povo – disse Marão.

Para o prefeito, a implantação do modelo de policlínica regional no município marca o processo de ampliação da assistência no interior do estado. Ele ressaltou investimentos recentes na saúde local feitos pelo estado, a exemplo do Hospital Regional Costa do Cacau e o Hospital Materno-Infantil Joaquim Sampaio,  que deveria ser entregue em 28 de junho.

ATÉ 400 MIL HABITANTES

Segundo Rui, o projeto visa atender aproximadamente 400 mil habitantes das cidades que integram a região sul da Bahia. Juntas, Ilhéus e Itabuna atenderão cerca 800 mil pessoas, oferecendo acesso ambulatorial e especialidades diversas, em articulação com o setor de Atenção Básica e assistência hospitalar.

Além de descentralizar os serviços, a ampliação da estrutura física diminui os custos com atendimento e deslocamento para outras regiões. Rui destacou que o plano original previa 25 policlínicas, mas o projeto foi reconfigurado para atender a população com mais eficiência.

Tempo de leitura: 2 minutos

A atenção e o cuidado das equipes do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, resultam, muitas vezes, em agradecimentos a profissionais da unidade, que se dedicam para oferecer atendimento humanizado. Muitas mensagens de carinho e gratidão constam em depoimentos recebidos pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC).

Crislânia Meneses dos Santos, acompanhante do paciente Wallace Meneses dos Santos, parabenizou integrantes da equipe hospitalar. “Pelo atendimento e respeito ao paciente, agradeço ao enfermeiro Ivan e aos médicos dr. Gustavo e dr. Artur que atenderam o meu irmão de forma educada. Meus agradecimentos ao HRCC”, escreveu Crislânia.

O paciente Fabrício Pereira de Freitas agradeceu o “tratamento personalizado do grupo de técnicos e de enfermeiros pelo ótimo atendimento prestado” e estendeu seu reconhecimento às enfermeiras Samara e Ana Júlia e ao técnico Pablo. “Por toda atenção e cuidados comigo, agradeço também a turma que me atendeu ontem [terça], que foram super profissionais, que são a enfermeira Marília e a técnica Monique”, ratificou.

Doraci Monteiro Pereira, filha da paciente Maria da Gloria Monteiro, lembrou os nomes de muitos profissionais no momento de seu depoimento. “Estou agradecendo ao dr. Rafael e sua equipe cirúrgica, a Dra. Thaís, Leonardo, Danilo, Priscila e Júlio pela dedicação, respeito e responsabilidade nos cuidados com a minha mãe. Vocês fizeram o possível a ser feito quando eu estive desesperada, vocês me ajudaram. Muito obrigada”, registrou.

E continuou: “agradeço aos profissionais de enfermagem Gabriel, Fernanda, Wilson, Juliano, Daniela e Cristina. Também a equipe técnica do primeiro andar, pela presença e carinho, não deixou faltar nada, cuidou de minha mãe com muita dedicação e responsabilidade”.

Doraci ainda estendeu sua gratidão a mais pessoas. “Hudson, Juliano, Rafael, Leonardo, Thaís, Danilo foram super maravilhosos, se dedicaram. Só tenho a agradecer. A equipe de maqueiros Cirilo, Jabson, Eduardo, Guido, Charles e Maurício. Carlos porteiro, Julian e outros. Ao Serviço Social Daniela e Fernanda, só gratidão. Agradeço o apoio de todos”, concluiu.

A pequena Laura Gonçalves dos Santos foi a primeira paciente a embarcar no Condutores da Alegria || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

O Hospital Manoel Novaes (HMN), em Itabuna, lançou projeto que busca aliviar a tensão dos pais e das crianças internadas na unidade. A partir de agora, os pacientes que quiserem, serão transportados dos leitos para o centro cirúrgico em um carrinho elétrico de brinquedo, numa “viagem” divertida e descontraída.

Filha de dona Josilane Gonçalves de Sousa, a pequena Laura Gonçalves dos Santos, paciente do Sistema Único de Saúde (SUS), foi a primeira paciente a usar o veículo, nesta terça-feira (20), do projeto Condutores da Alegria

Os carrinhos são usados para transportar pequenos pacientes das enfermarias para o centro cirúrgico e leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “O projeto foi idealizado pela Gerência de Enfermagem em parceria com o Núcleo de Segurança do Paciente e Comunicação Institucional, seguindo exemplo de outros hospitais referência, que já usam os carrinhos para transporte de pacientes dos leitos para procedimentos cirúrgicos e exames”, explica a gerente de enfermagem do HMN, Luciana Nobre.

A gerente disse ainda que o objetivo é montar uma pequena frota de carrinhos elétrico para atender um maior número possível de pacientes. “Estamos promovendo o primeiro passeio no carrinho hoje, mas estamos trabalhando conseguir a doação de outros para aumentar essa opção para os nossos pacientes. É maravilhoso perceber a felicidade da criança ao entrar no veículo”.

MINIMIZANDO TRAUMAS

A diretora técnica do Hospital Manoel Novaes (HMN), a médica pediatra Fabiane Chávez, explica que o Projeto Condutores da Alegria integra o programa de humanização implantado na unidade, que oferece assistência por meio de ações que minimizem situações traumáticas e estressantes para as crianças, por ser um lugar fora da rotina delas. “Às vezes, o ambiente hospitalar é desconfortável. O passeio de carrinho pelos corredores faz com que as crianças sintam-se mais seguras”.

O provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Francisco Valdece, observa que o momento lúdico faz até a criança se esquecer que está indo para uma sala de procedimento cirúrgico. “Essa humanização nos procedimentos é uma das prioridades nos nossos hospitais, principalmente no Manoel Novaes, que é uma unidade materno-infantil. Temos hoje uma brinquedoteca e uma sala de tomografia ambientada para o público infantil. Essas e outras iniciativas são para deixar o ambiente mais aconchegante e acolhedor”.

DOAÇÃO DO PLANSUL

Doado pelo Plansul, o carrinho elétrico será usado pelos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos particulares. “A gente está trazendo uma humanização para um momento que, muitas vezes para a criança, é de apreensão e medo. Por isso, buscamos uma maneira de deixar a criança descontraída e transformar o pré-operatório em momento mais alegre dentro do possível”, relata o vice-provedor da SCMI, Antônio Augusto Monteiro, que também é médico auditor do Plansul.

Tempo de leitura: < 1 minuto

A Bahia registrou 654 casos novos de covid-19 e 1.923 recuperados da doença nas últimas 24 horas, segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Nesta terça (20), caiu para 8.857 o total de pacientes internados ou em isolamento domiciliar (casos ativos) no estado, o menor número desde janeiro.

O total de óbitos confirmados nesta terça chegou a 54, segundo a Sesab. Dos 1.175.267 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.141.106 já são considerados recuperados, 8.857 encontram-se ativos e 25.304 tiveram óbito confirmado, representando uma letalidade de 2,15%

53,1% VACINADOS COM A 1ª DOSE

A Bahia já 5.691.562 vacinados contra o coronavírus, de acordo com a Sesab. Destes, 2.167.844 já receberam a segunda dose e mais 238.968 vacinados com o imunizante de dose única.

O estado vacinou, até as 17h desta terça, 53,1% da população baiana acima dos 18 anos (estimada em 11.148.781) com, pelo menos, a primeira dose.

Bahia receberá mais de 600 mil doses de vacinas contra covid-19 || Foto Reprodução/Twitter
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Bahia receberá, nos próximos dois dias, mais de 600 mil novas doses de vacinas contra o coronavírus, segundo afirmou o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, por meio do Twitter.

Serão exatas 607.700 doses das vacinas Oxford Astrazeneca, Butantan Coronavac e Pfizer BionTech.

Quase 400 mil doses serão da Astrazeneca, conforme o secretário, das quais 314,4 mil produzidas pela Fiocruz e 79,4 mil do consórcio Covax, uma aliança global para distribuição de vacinas pelo mundo.

Outras 132,4 mil são Coronavac e outras 81,9 mil produzidas pela Pfizer. Conforme Vilas-Boas, as doses chegarão na terça (20) e na quarta (21). Somente as vacinas da Pfizer serão exclusivamente para primeira dose.

Estado libera cirurgias eletivas
Tempo de leitura: 2 minutos

O Centro de Operações de Emergência em Saúde da Bahia (Coes) autorizou, nesta quinta-feira (15), o retorno gradativo das cirurgias eletivas em todo o estado. Os procedimentos estão suspensos desde o ano passado em virtude da pandemia da Covid-19. Para que a retomada seja segura, as unidades de saúde devem manter o uso racional de medicamentos, como sedativos e bloqueadores musculares, atualmente com risco de desabastecimento no mercado.

“Decidimos liberar as cirurgias eletivas, pois sabemos da demanda reprimida e da necessidade da população, mas é preciso entender que os mercados baiano e brasileiro não estão conseguindo atender de forma plena a necessidade por sedativos. Por isso, é necessário que as unidades atuem de forma racional e consciente no uso desses recursos, também utilizados no tratamento da Covid-19”, comenta o secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas.

Para a retomada, as unidades poderão realizar na totalidade os procedimentos ambulatoriais de pequenas cirurgias, sob anestesia local; cirurgias com anestesia locorregional; e procedimentos com bloqueio de plexo, raqui e peridural.

LIMITE DE CIRURGIAS

Já as cirurgias com indicação de anestesia geral devem se limitar a 25% da capacidade operacional mensal da unidade, tendo como base de referência o ano de 2019. A exceção são os casos em que possa haver prejuízo aos pacientes pela questão tempo-dependente, tais como, cirurgias oncológicas e cardíacas.

Devem ser mantidas as orientações de resguardar todas as medidas de prevenção e controle de infecção para a Covid-19, atentando para a adoção das medidas de biossegurança em todas as dependências físicas das unidades de saúde e o uso adequado de EPI’s pelos profissionais, conforme recomendações técnicas da ANVISA.

Dentre outras recomendações, a nota técnica sugere que os pacientes internados não recebam visitas, mesmo que em leitos de enfermaria, e que sejam incentivadas as visitas virtuais, por meio de vídeo-chamadas ou ligações.

Acompanhantes estão liberados em unidades de internação tidas como abertas apenas para pacientes que necessitem de cuidado durante o período de internamento, conforme avaliação das equipes de cuidado multiprofissional e médica, com exceção dos casos previstos em lei. A nota técnica de número 66 está disponível no site da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab).

Tempo de leitura: < 1 minuto

Os núcleos de Segurança do Paciente (NSP) e de Educação Permanente em Saúde (NEPS) e o Serviço de Radiologia do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, promoveram treinamento para técnicos em radiologia da unidade. A capacitação abordou os cuidados que se deve ter com os pacientes durante os procedimentos de rotina.

Os participantes receberam capacitação sobre identificação do paciente, orientado pela enfermeira e coordenadora do NSP, Adriana Santos; e outro abordando a prevenção de quedas, indicado pela enfermeira Adrielle Acássia, do NEPS. O coordenador do Serviço de Radiologia, Edgar Ribeiro, orientou os técnicos como procederem em exames de pacientes, principalmente em situações em que o cliente usa marca-passo.

Edgar Ribeiro coordena uma equipe com 16 técnicos de radiologia e ressaltou a importância dessa capacitação. “Reforçamos o treinamento com a equipe que já atua no Costa e orientamos os novos profissionais. Todas as informações que abordamos aqui são muito importantes, como contato, identificação e outras precauções que devemos ter com os nossos pacientes”, destacou.

Estão instituídas as seis metas de segurança do paciente estabelecidas pelo Ministério da Saúde. O protocolo de identificação do paciente foi implantado no HRCC, em 2019, e determina que todo usuário que entra na unidade hospitalar deve ser identificado, com a colocação de uma pulseira, em sua chegada, que só deve ser retirada em sua saída.

O protocolo de prevenção de queda, implantado em abril de 2021, deve abranger todas as áreas do atendimento hospitalar, desde o ingresso do paciente até a sua saída da unidade. Nele são observadas questões como avaliação médica periódica, observação de uso do calçado, revisão de ocorrências, identificação de possíveis causas de queda, entre outras. Também envolve o processo de educação do paciente e dos profissionais, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Subiu para 605 o total de pessoas mortas pelo novo coronavírus em Itabuna, de acordo com o boletim divulgado na noite desta quinta (8) pela Vigilância Epidemiológica Municipal. Quatro dos óbitos foram registrados entre a noite de quarta (7) e o final da tarde de ontem.

O município registrou 33 novos casos de pessoas infectadas pelo vírus, atingindo 33.141 contaminados desde o início da pandemia. Dos infectados, 32.157 são considerados recuperados.

Ainda de acordo com a Vigilância Epidemiológica, o município possui 64 pacientes internados por causa da covid-19. São 39 pacientes internados em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 25 em leitos clínicos. Até a noite de ontem, eram 10 leitos disponíveis para os casos graves da doença.

Malhada de Pedras não registra novos casos de covid-19 há 18 dias || Foto Google Street
Tempo de leitura: < 1 minuto

Malhada de Pedras é o único município baiano que está há mais de duas semanas sem registrar novos casos de Covid-19. Segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado deste domingo (4), a cidade está há 18 dias sem novas notificações da doença, segundo levantamento do Metro1.

Localizada a 638 km de Salvador, Malhada das Pedras possui mais de 8 mil habitantes. Confira os municípios com maior tempo sem casos de infecção pelo coronavírus:

Malhada de Pedras – 18 dias
Nova Redenção (Chapada Diamantina) – 12 dias
Buritirama (Oeste) – 10 dias
Boninal (Chapada Diamantina) – 9 dias
Catolândia (Oeste) – 9 dias
Pintadas (Bacia do Jacuípe) – 9 dias

Papa Francisco reage bem a cirurgia no intestino || Foto Vatican News
Tempo de leitura: < 1 minuto

A cirurgia pela qual o papa Francisco passou neste domingo (4) terminou e o pontífice reagiu bem ao procedimento, de acordo com um comunicado do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. “O Santo Padre, internado à tarde no Hospital A. Gemelli, foi submetido à noite a uma operação cirúrgica programada para tratar uma estenose diverticular do cólon”, informou Bruni,

Segundo Bruni, o papa Franscisco “reagiu bem à operação”.

A unidade onde o papa Francisco foi operado é um extenso hospital-escola de medicina administrado por católicos e localizado na parte norte de Roma. Tradicionalmente, a instituição trata os papas e uma parte de seu 10º andar está permanentemente reservada para eles.

Algumas horas antes da cirurgia, o papa realizou sua benção de domingo para milhares de pessoas que estavam na Praça de São Pedro e anunciou uma viagem para a Eslováquia e para Budapeste em setembro.

Francisco sofre de estenose diverticular sintomática do cólon, uma condição em que bolsas em forma de saco se projetam da camada muscular do cólon, fazendo com que se torne estreito. Além de causar dor, a condição pode causar distensão abdominal, inflamação e dificuldade para evacuar.

Francisco às vezes fica sem fôlego porque uma parte de um de seus pulmões foi removida após uma doença quando ele era jovem e morava na Argentina, sua terra natal. Com informações d´Agência Brasil.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Agenda do governador Rui Costa em Saúde e Caém reúne até opositores

No melhor estilo correria, o governador Rui Costa abriu e fechou a quinta-feira (1°) com agenda que teve até a oposição. Hoje, ele conseguiu reunir num só dia mais de 30 grandes lideranças políticas, entre prefeitos e vices, deputados federais e estaduais. Na agenda de entregas e inaugurações em Caém e Saúde, no Piemonte de Jacobina, Rui pavimentou a caminhada demonstrando a força da boa política em uma região marcada por acirradas disputas eleitorais.

De corações alegres e saltitantes, por receberem máquinas de manutenção de estradas e ônibus escolares, além da conversa ao pé de ouvido com Rui, os prefeitos de Senhor do Bonfim, Laércio Júnior(DEM), e de Pindobaçu, Dr. David(PP), ao lado de outros gestores, eram os que mais agradeciam ao governador o grande presente para a região que é a distribuição de equipamentos que ajudam as cidades a melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados à população.

As imagens falam por si e a proximidade de gestos cordiais não deixou dúvida da diferença que Rui faz na política. Do encontro da política boa, ao lado de 15 prefeitos e do governador, participaram os deputados federais Daniel Almeida, Lídice da Mata e Marcelo Nilo; e os estaduais Adolfo Menezes, Ângelo Almeida, Fabíola Mansur, Jurandy Oliveira, Neusa Cadore e Niltinho. Tudo sob a batuta também do secretário de Relações Institucionais, Luiz Caetano.

E a cena não poderia ser outra, com manifestações das mais diversas formas, mas com cumprimentos a curta distância por causa da pandemia e sorrisos largos, mesmo que escondidos nas máscaras que protegem contra o coronavírus, revelaram a hegemonia que Rui tão bem caracteriza na Bahia mostrando que ele faz a diferença. Por lá, se dizia que ele “É o cara!”.

Clínica Amo tem unidades em Ilhéus, Salvador, Aracaju e Natal
Tempo de leitura: < 1 minuto

Uma das maiores redes de serviços em saúde o País, a Dasa anunciou, na manhã desta quinta (1º), a aquisição da Clínica Amo, especializada em Oncologia e com unidades em Salvador e Ilhéus, na Bahia, além de Aracaju (SE) e Natal (RN). A operação ainda está sujeita a aprovação dos órgãos reguladores, conforme comunicado.

A AMO é das maiores no país na área de oncologia e está posicionada entre os principais players do setor em faturamento. É a primeira na Bahia a receber a certificação internacional QOPI (Quality Oncology Practice Initiative) pela Sociedade Americana de Oncologia.

“Com 27 anos de história, a Clínica AMO é reconhecida pelo alto padrão de atendimento no cuidado multidisciplinar, integrado e efetivo em oncologia, hematologia e especialidades correlatas por meio da prevenção, diagnóstico, tratamento, cura, suporte paliativo e pesquisa clínica”, reforça o comunicado da Dasa.

AQUISIÇÕES

A aquisição é a terceira realizada pela companhia no Nordeste em 2021. Em março, a empresa anunciou a aquisição do Hospital São Domingos (HSD), sediado em São Luís, Maranhão, e, em junho, integrou-se ao Hospital da Bahia, unidade de alta complexidade em Salvador (BA). A Dasa informa que todos os negócios ainda estão sujeitos à aprovação dos órgãos regulatórios.

Jaqueline Andrade fala pela primeira vez após o parto de Fanny, sua quarta filha, que nasceu na calçada da Maternidade Santa Helena
Tempo de leitura: 5 minutos

Jaqueline Andrade não recorda o que aconteceu nos momentos seguintes ao instante em que Fanny começou a deixar seu útero, na manhã do último dia 15, na calçada da Maternidade Santa Helena, em Ilhéus. Do parto na rua, lembra apenas de ouvir a voz do marido, Felipe, pedindo que ela tentasse se manter acordada. Nesta entrevista ao PIMENTA, a jovem de 27 anos fala pela primeira vez sobre a experiência, que define como humilhante.

Para Jaqueline, o parto só ocorreu na rua porque o serviço de recepção da maternidade não ouviu os apelos de Felipe por ajuda. Ela estima que decorreram 20 minutos desde a chegada ao local, às 6 horas, e o rompimento da bolsa.

Por outro lado, a direção da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, responsável pela maternidade, afirmou, em nota pública, que a parturiente já chegou ao local em trabalho de parto num estado muito avançado, inclusive com a expulsão do feto, o que impossibilitou o uso de cadeira de rodas para acolhê-la dentro da unidade.

Momento do parto foi registrado em fotos que circularam nas redes sociais

O advogado da família, Dimitre Carvalho Padilha, informou, em nota enviada ao site, que vai solicitar as gravações das câmeras de segurança instaladas em torno do hospital. Com isso, espera esclarecer a cronologia dos eventos daquela manhã e outros pontos controversos. Para ele, a demora do atendimento submeteu a família, sobretudo a criança e a mãe, a um constrangimento desumano e degradante.

“Mesmo após o parto, não foi fornecida cadeira de rodas pelo hospital. A criança foi enrolada em uma toalha suja trazida pela família para enxugar o líquido perdido pela parturiente. Uma pessoa que presenciou os fatos foi quem entrou na maternidade e pegou uma cadeira de rodas para ajudar a família”, relata Dimitre Padilha.

O advogado também afirma que, considerando o risco da gravidez de Jaqueline – diagnosticada com mioma intrauterino e pedra na vesícula -, ela deveria ter sido internada na noite de segunda-feira (14), quando esteve na Santa Helena. “Caso [a maternidade] adotasse a referida conduta, a vida da gestante e sua filha não seriam expostas aos riscos experimentados”, escreveu o advogado.

Segundo Jaqueline, a enfermeira que lhe atendeu naquela noite recomendou que ela voltasse na manhã seguinte. Pelas suas contas, Fanny, quarta filha do casal, nasceu após 41 semanas de gravidez. Ontem (22), a família levou o caso ao conhecimento da Polícia Civil.  Leia a entrevista.

BLOG PIMENTANa última terça-feira, você deu à luz na calçada da Maternidade Santa Helena. Qual é o significado disso para você?

JAQUELINE ANDRADE – Eu achei muita humilhação, porque é uma coisa que nunca pensei que eu iria passar. A gente vê acontecendo com outra pessoa, mas nunca imagina passar por isso. É muita humilhação.

Por que sua gravidez era de risco? Quando você descobriu isso?

Antes de engravidar, eu já sabia que estava com pedra na vesícula e o mioma.

Onde você fez o acompanhamento pré-natal?

Eu fiz o pré-natal no CSU [Centro Social Urbano] e CMAE [Clínica Municipal de Atendimento Especializado].

A maternidade foi informada que era uma gravidez de risco?

No dia anterior, eu estive lá e eles já sabiam.

Na segunda-feira (14), você teve a oportunidade de dizer – para uma médica, enfermeira ou outra pessoa do hospital – que a sua gravidez era de risco?

A enfermeira olhou a caderneta. No ultrassom, ela circulou o peso da criança, que estava marcando um número grande [Fanny nasceu com 4 quilos, segundo Felipe]. Ela perguntou porque eu estava fazendo o acompanhamento com a doutora Cintia [Maria Freire Silva], no CMAE, que é só gravidez de risco. A gente falou que eu tenho pedra na vesícula e um mioma.

Quando você foi à maternidade pela primeira vez?

Eu não lembro o dia exato.

Foi no início da gravidez?

Eu fui na maternidade com 41 semanas e 5 dias de gravidez.

Foi fazer uma avaliação?

Foi, porque já estava saindo o tampão [do colo do útero].

Isso foi quando?

No dia 14 [de junho], à noite.

A primeira vez foi no dia 14?

Eu já tinha ido duas semanas antes, mas elas [as enfermeiras] fizeram o toque e falaram que não estava tendo dilatação, e o útero ainda estava alto. Disseram que a contagem [do tempo de gravidez] do ultrassom estava errada. O ultrassom estava marcando 41 semanas e 5 dias. Aí ela falou que refez a contagem e o ultrassom estava errado. [Explicou] que o último ultrassom não conta as semanas; eles usam só para olhar o tamanho do bebê, como o bebê está, a placenta, mas não conta as semanas. Ela foi olhar no caderno da gestante, a caderneta. Ela olhou o primeiro ultrassom e falou que faltavam três dias para fazer 41 semanas. Era para eu retornar no dia 12 [de junho], no máximo, caso sentisse alguma coisa. Como não senti nada, fui lá no dia 14, na segunda-feira. Lá, ela falou que eu estava com dois dedos de dilatação e mandou eu vim embora. Era para voltar caso sentisse dor ou se a bolsa tivesse estourado, tivesse sangrando, alguma coisa. De madrugada as dores já começaram. Eu cheguei lá 6 horas da manhã. Quando [Felipe] foi fazer a ficha, ela pediu para esperar, porque estava ocupada. A contração já estava vindo muito. Foram duas na porta da maternidade. A bolsa estourou na segunda, e a menina nasceu.

Como foram os momentos seguintes ao parto?

Eu só lembro da hora que a cabeça dela estava saindo. E daí eu só lembro depois, lá dentro, quando botaram o soro em mim.

Você chegou a desmaiar?

Eu não lembro. Eu só lembro do meu esposo me chamando, pedindo para eu reagir, enquanto eles colocavam remédio na minha veia para voltar ao normal.

Felipe disse que Fanny nasceu com falta de ar.

Ela nasceu com o cordão [umbilical] enrolado no pescoço e com insuficiência respiratória, baixa saturação. Foi para a incubadora e ficou lá a manhã inteira, da hora que nasceu até 1 hora da tarde, recebendo oxigênio e sendo monitorado os batimentos dela.

Você também ficou lá?

Eles me levaram para o quarto umas 11 horas da manhã. Eu fiquei esperando até o horário dela subir.

A partir desse momento, então, a maternidade lhe acolheu?

Acolheu ela [Fanny], porque só deram remédio na minha veia para eu reagir. Quando eu estava lá, eles não me deram nem um remédio para dor.

Você passou quanto tempo lá?

Passei um pouquinho mais de 24 horas. A gente não foi liberado de manhã porque estavam esperando o resultado do exame dela sair.

Na nota de esclarecimento, a direção da Santa Casa afirma que sempre acolhe todo mundo e explica que não foi possível levar você para dentro da maternidade porque o trabalho de parto já estava muito avançado. Você avalia que não deu mesmo tempo?

Se eles tivessem feito a ficha na hora que eu cheguei, daria tempo, sim, porque eu cheguei e esperamos uns 20 minutos. Daria tempo de eu ter entrado.

Houve um intervalo de 20 minutos desde a sua chegada até o momento do parto?

Isso, então daria tempo de eu ter entrado.

Você se sentiu maltratada?

Lá dentro mesmo me senti como se eu fosse ninguém, porque eu fiquei lá isolada, como se não tivesse acontecido nada. Eu [estava] sentindo muita dor. Não vieram perguntar se eu estava precisando de alguma coisa, um remédio, se eu estava sentindo alguma coisa. Não, eu só fiquei lá num canto. Teve uma hora que eu chamei a enfermeira, porque não estava aguentando e pedi para ir no banheiro. Na hora que levantei, desceu muito sangue. Aí ela foi olhar. Como eles não me deram atenção, quando ela pegou na minha barriga, minha barriga estava cheia de coágulos de sangue. Ela teve que ficar mexendo para os coágulos descer. Se eles tivessem prestado atenção antes, não tinha dado o coágulo.

Vice-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Belo Campo, José Henrique Tigre (Quinho)
Tempo de leitura: 2 minutos

O gargalo do financiamento de leitos de tratamento da Covid-19 na Bahia foi tema da 19º Reunião da Comissão Intergestores Bipartite da Bahia (CIB), ocorrida nesta quinta-feira (10), na qual foi discutido o aumento da demanda nos municípios baianos por atendimento de pessoas infectadas pelo coronavírus.

De acordo com prefeitos e secretários municipais de saúde, o recurso encaminhado pelo governo federal para a manutenção de leitos não tem correspondido com o crescimento da demanda por atendimento. Nesta quarta-feira (9), a Bahia registrou em 24 horas o segundo maior número de novos casos da Covid-19, desde o início da pandemia. Foram 6.733 pessoas infectadas, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab).

Para buscar uma solução, o vice-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Belo Campo, José Henrique Tigre (Quinho), afirmou que a entidade mobilizará a bancada baiana de deputados e senadores e a Confederação Nacional de Municípios (CNM) para agendar uma reunião com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Quinho explica que a situação é gravíssima.

– A população entende que foram repassados milhões aos municípios, mas uma caixa de luvas que custava R$ 17,00 antes da covid, hoje custa R$ 110,00. O município não tem como arcar com essa situação. O problema da covid em nosso país não é só do prefeito, do secretário, do governo estadual ou federal, mas de todos nós gestores. Não podemos deixar o munícipe morrer à míngua”, explicou o prefeito.

VITÓRIA DA CONQUISTA

Municípios da macrorregião de Vitória da Conquista já enfrentam dificuldades em regular pacientes para leitos de tratamento da covid. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, há seis meses o Estado da Bahia não recebe recurso novo, além do já pactuado, e é inviável ampliar o número de leitos sob responsabilidade da Sesab. Diante da questão, a CIB deliberou que será realizada uma reunião de emergência para discutir a situação da região Sudoeste, com prefeitos, a UPB e a Sesab, com o objetivo de debater a estrutura de financiamento dos municípios que compõem a macrorregião.

Na Bahia, atualmente, 19 municípios aguardam habilitação de leitos para tratamento da covid, junto ao Ministério da Saúde, e outros 14 manifestaram interesse em obter novos leitos. A presidente do Conselho Estadual de Secretários Municipais da Saúde (Cosems-BA), Stela Souza, acrescentou que “proporcionalmente, todos estão sofrendo” com a falta de recurso, seja município pequeno ou de macrorregião. Segundo Stella, o Cosems da Bahia tem acompanhado atentamente a situação, mas o financiamento da saúde sofre com a falta de investimento em diversas áreas, inclusive, com perda de recursos na atenção básica.

Vacina pode acelerar imunização na China || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

A China se encaminha para a aplicação de uma nova vacina contra o SARS-CoV-2 por meio de inalação. A epidemiologista e virologista Chen Wei e a empresa de biotecnologia CanSino Biologics Inc. desenvolveram o medicamento e destacam várias vantagens em relação à injetável.

Eles informam que, nesta nova vacina, é necessário apenas um quinto da quantidade da vacina injetável do vetor do adenovírus da covid-19. Por outro lado, o produto não requer armazenamento e transporte em caixas frigoríficas.

“Se a vacina for inalada por aerossol, pode formar uma imunidade da mucosa, além da imunidade humoral e celular, normalmente formada pela vacina injetável”, disse Chen Wei, citada pela Euronews. Os investigadores apostam na inalação por aerossol para reforçar a imunidade da mucosa.

O imunizante inalado combina a mesma tecnologia já aplicada pela empresa durante a investigação de uma vacina inalada contra tuberculose e a vacina injetável contra a covid-19, também produzida em seus laboratórios.

“Uma vacina inalada poderá ser mais eficaz do que as injetadas, pois o SARS-COV-2 entra no corpo humano por meio das vias aéreas. Uma vacina inalada pode ativar anticorpos nas vias aéreas, oferecendo proteção extra” diz Xuefeng Yu, executivo da CanSino Biologics.

EFICIÊNCIA IMUNOLÓGICA

A atual vacina injetável é de 0,5 mililitros por dose, explicou o especialista de Xangai Tao Lina, citado no Global Times. Segundo ele, a vacina inalada, desenvolvida pela equipe de Chen Wei, pode atingir o mesmo efeito protetor com apenas uma dose de 0,1 mililitro, “isso significa que tem maior eficiência imunológica”.

“A maior eficiência da pode vir da forma como a vacina entra no corpo”, destacou Tao. “É inalado diretamente, o que mimetiza a infecção natural do vírus respiratório COVID-19, e então forma uma imunidade da mucosa”, explicou.

A pesquisadora Chen Wei acrescenta que o imunizante aplicado por inalação poderá reduzir custo da produção e, consequentemente, ficar mais acessível a todos.

Os laboratórios podem produzir cinco vezes mais vacinas inaladas com a mesma capacidade de produção de vacinas injetáveis, o que contribuirá para acelerar a vacinação na China. Com informações da RTP.