Neymar vai para sua quarta Copa do Mundo || Foto Lucas Figueiredo/CBF
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O técnico Carlo Ancelotti divulgou, há pouco, a lista com os 26 jogadores que vão representar o Brasil na Copa do Mundo da Fifa, que terá início no dia 13 de junho, e será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Maior suspense em torno da convocação, o atacante Neymar Jr vai disputar seu quarto mundial.
“Foi muito difícil escolher esses 26 jogadores, porque a concorrência neste país é muito alta”, disse o treinador italiano. “Sei perfeitamente que alguns jogadores que estiveram conosco não estarão contentes com essa lista. Sinto muito por isso”, acrescentou.
Bremer volta à Seleção Brasileira || Foto Lucas Figueiredo/CBF
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O zagueiro Bremer é o representante do sul da Bahia na Seleção Brasileira de Futebol. Nascido em Itapitanga, o jogador, que atua na Juventus, na Itália, foi convocada nesta segunda-feira (16) pelo técnico Carlo Ancelotti para os amistosos com França e Croácia, no fim deste mês de março. Esta não será a primeira vez do zagueiro com as cores da seleção.
Bremer foi convocado pela primeira em 2022 pelo então treinador Tite. O zagueiro defendeu a Seleção Brasileira pela última vez durante a Copa América de 2024, ano que sofreu uma grave lesão. O atleta atua no futebol italiano desde 2018, quando foi contratado pelo Torino, e logo se destacou. Acabou sendo contratado pela Juventus.
O zagueiro comemorou o retorno à seleção. “É uma enorme felicidade voltar à Seleção Brasileira quase dois anos depois. Passei momentos muito difíceis, uma lesão grave no joelho e depois mais uma cirurgia ao menisco, mas a esperança de voltar à seleção e de lutar por uma vaga na Copa do Mundo sempre esteve ali”, disse.
A apresentação dos atletas convocados hoje está prevista para o dia 23 deste mês. A seleção terá Orlando, nos Estados Unidos, como base, onde irá treinar no ESPN Wide World of Sports Complex, a mesma estrutura utilizada durante a Copa América de 2024. No dia 25, jogadores e comissão técnica vão viajar com destino a Boston, para enfrentar a França no dia 26.
Após o amistoso, a delegação retornará à cidade da Flórida, para dar prosseguimento à preparação até o dia 31, quando irá encarar os croatas, no Camping World Stadium.
Veja a lista completa de convocados:
Confira a lista de convocados:
Goleiros
Alisson – Liverpool (ING)
Praia dos Milionários, point dos itabunenses || Foto José Nazal
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Essa é a verdadeira história da Praia dos Milionários, desbravada por itabunenses e que se transformou na grande e festejada praia das grandes cabanas da zona sul de Ilhéus. Hoje os responsáveis por essa criação são respeitáveis senhores que, aos sábados, ainda sentam praça no Beco do Fuxico, especialmente na Fuxicaria.
Walmir Rosário
No final da década de 1960 e início de 1970 o point ilheense era o distrito de Olivença. Distante 18 quilômetros da sede, era frequentada por poucos ilheenses e ainda menos itabunenses. Estrada de chão, muita poeira, areia e as chamadas costelas de vaca tornavam a viagem uma aventura. O local de área veraneio, férias ou outros desafios. Destino de alguns abastados.
Alguns itabunenses também possuíam casas, sítios ou fazendas na antiga estrada Pontal-Olivença, entre eles a família Messias. Num desses domingos, Berger Brasil, da Loja Consul, que atendia a Classe A de Itabuna, se dirigiu para encontrar o amigo José Badaró e encontra outro chegado, Antônio Brito, que o convida para passar o dia com eles.
Após as desculpas de praxe, Brasil explica que tem compromisso firmado em Olivença, onde iria jogar um baba, e, para tanto, carregava uma bola e um isopor cheio de cervejas em lata. Diante da extensão do convite para o próximo domingo, prometeu que apareceria com os colegas para o prometido baba. E chegou com uma boa turma, boa de bola e de cerveja.
De maneira informal, começaria ali a primeira partida do futuro Baba dos Milionários, que fez história e batizaria uma das mais importantes praias da zona sul de Ilhéus. No domingo seguinte – o terceiro –, apareceram também alguns ilheenses, a exemplo de Ninho (Marcos Vieira). A ideia era manter os jogos entre os itabunenses e os ilheenses.
E tudo combinava favoravelmente entre eles, pois na semana posterior apareceu um senhor de nome Sidrak, com uma galinhota (carrinho de mão) carregada de cerveja gelada. A turma jogou o baba, bebeu a cerveja que levaram e ainda acabou todo o estoque do Sidrak. Naquele dia ficou mais que provado que o baba teria vida longa e os jogos seriam entre as seleções de Itabuna e Ilhéus.
Iram Marques, Cacifão
Na segunda-feira, Renato Cunha e Ninho resolvem comprar os uniformes das duas seleções. Nisso Berger Brasil encarrega Iram Marques (Cacifão) de comprar as camisas para a Seleção de Itabuna. E por ironia do destino, ele encontra as camisas nas cores amarela e preta, no padrão da bandeira itabunense. Agora seria apenas imprimir o nome.
De repente, Renato Cunha e Ninho resolvem mudar o nome dos times, para evitar o acirramento da rivalidade existente entre as duas cidades no futebol amador. A ideia era nomear a tal Seleção de Itabuna com um nome tupi-guarani. Ao dar a contra ordem a Cacifão, Brasil ouve o que não queria:
– Agora é tarde, Brasil, as camisas já estão impressas. E o nome é Os Milionários –, informou Cacifão.
E para justificar, Iram Marques, do alto de sua sabedoria e criatividade, convenceu os amigos com a narrativa de que o nome criado por ele era perfeito, pois só participava do baba quem tinha dinheiro, possuía carro, argumentando que nem todos poderiam ir, já que sequer existiria linha de ônibus. E assim Os Milionários foi o nome aprovado.
E o baba se tornou sucesso em Itabuna e Ilhéus, tanto que Os Milionários também passou a dar nome à conhecida a praia onde as partidas eram jogadas. A cada domingo chegavam novos pretendentes, muitos desconhecidos, o que levou Cacifão a adotar nova estratégia para manter o grupo pioneiro unido.
O controverso Iram Marques (Cacifão), que à época não possuía carro, saía de Itabuna para Ilhéus no ônibus das 5 da manhã e conseguia chegar de táxi primeiro que todos. Munido de uma prancheta e papel pautado, escalava os times a seu bel prazer, além de ditar todas as regras no sentido de afastar os menos favorecidos, financeiramente.
E Cacifão passou a instituir taxas para a lavagem do material esportivo (30,00, em moeda da época), além da quantidade de cervejas e tira-gostos que cada um deveria levar. Mesmo que o pretendente fosse bom de bola, era vetado, não importando os pedidos. Com isso, os incidentes entre a rivalidade entre as duas cidades também permaneceram zerados.
E o baba dos Milionários, como passou a ser chamado, ganhou a atenção dos boleiros e da mídia. Um dos primeiros jogadores profissionais a jogar no baba foi Jorge Campos, atacante do Bahia, levado pelo seu irmão César Campos. Em outra feita apareceram o jogador do Flamengo e Seleção Brasileira, Júnior (Capacete) e o técnico Cláudio Coutinho.
Dentre os frequentadores pioneiros do baba dos Milionários: Berger Brasil, Renato Cunha, Antônio Brito, Eduardo Brito, Iram Marques (Cacifão), José Verdinho, João Carlos Fontes, César Campos, Antônio Wense com os filhos Ronie e Marcos, Edulindo, Erick Etinger, Tonho Bicudo, Tonhão, Ninho, Geraldo Sessa, George Cordeiro, Alcides Paulino, Chico Orelinha, Dr. Alair, os 4 irmãos Andrade e Haroldo Messias, dentre outros.
Essa é a verdadeira história da Praia dos Milionários, desbravada por itabunenses e que se transformou na grande e festejada praia das grandes cabanas da zona sul de Ilhéus. Hoje os responsáveis por essa criação são respeitáveis senhores que, aos sábados, ainda sentam praça no Beco do Fuxico, especialmente na Fuxicaria. Outros já não habitam mais entre nós, a exemplo de Cacifão, o homem das ingrisilhas, que deixou suas histórias a serem contadas.
Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado e autor de autor de livros como O Berimbau – Valhacouto de boêmios, disponível na Amazon.
Sob a seta, Waldir de Roxinho, que fincou raízes no Rio de Janeiro
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Com o dinheiro curto, os pupilos de Robert Baden-Power embarcaram num avião da Cruzeiro do Sul na pequena viagem entre Canavieiras e Belmonte. Daí pra frente seria o que Deus quiser, sempre focados nos ensinamentos do Escotismo.
Walmir Rosário
Em 1958 Canavieiras pouco tinha a oferecer aos seus moradores, do ponto de vista exterior. Embora o cinema mostrasse o desenvolvimento ao redor do mundo, suas novidades, por aqui a vida girava em torno da economia cacaueira, das chegadas e partidas dos aviões de carreira, do movimento de navios nos portos, o futebol, a vida nas boates e bares.
De Canavieiras era possível, sim, “enxergar” o mundo através das emissoras de rádio do Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador, jornais, revistas, e pelo testemunho dos canavieirenses mais abastados que estudavam fora. Em 1958 a grande atração era a participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, a ser disputada na Suécia, e a remota chance de ser campeã.
Mas o sonho de conhecer outras terras, a exemplo do Rio de Janeiro, não saía da cabeça dos mais jovens, a maioria sem condições financeiras para realizar um passeio dessa magnitude. Flanar por Copacabana, assistir aos jogos dos seus times no Maracanã, frequentar a capital federal do Brasil representava a glória para qualquer ser vivente.
Em abril de 1958 um grupo de 10 escoteiros resolveu transformar esse sonho em realidade. Nenhum deles possuía experiência em uma viagem dessa magnitude, mas não faltavam a coragem e a convicção do aprendizado de anos no Escotismo. E assim os garotos de 16 a 18 anos iniciaram o planejamento da viagem, com a aquiescência dos pais. Entretanto, um deles não voltaria.
Com o dinheiro curto, os pupilos de Robert Baden-Power embarcaram num avião da Cruzeiro do Sul na pequena viagem entre Canavieiras e Belmonte. Daí pra frente seria o que Deus quiser, sempre focados nos ensinamentos do Escotismo. E enfrentar a segunda parte da viagem não seria moleza para eles, pois o percurso de Belmonte a Vitória, no Espírito Santo, custou 21 dias de viagem, cumpridos em jornadas a pé.
E o grupo formado por Walter e Trajano Barbosa, Coló Melo, Raimundo Oliveira (depois tenente Raimundo), Orleans da Hora, Dinael Santos, Edson Dedo, Waldyr de Roxinho, Everaldino Piloto e José Araújo empreenderam o trajeto, sob o comando de Henrique Ciência. Nesse segundo trecho eles conheceram, de verdade, o valor do slogan do escotismo: “Sempre alerta”.
No percurso, privilegiaram a caminhada nos trechos de praias, superando as dificuldades que surgiam com frequência, atravessando a pé ou a nado os ribeirões e bocas de barras. Também tiveram que usar de artifícios para caminhar no meio de florestas, evitando as armadilhas naturais e os animais, principalmente as cobras.
Quando encontravam um sítio conversavam com os moradores sobre o melhor caminho que deveriam tomar e eram avisados sobre em que trechos poderiam parar para descansar e dormir. Num desses locais em que passaram a noite, como sempre, armaram e tocaram fogo numa grande fogueira para espantar as onças, cujas pegadas e os esturros foram vistas e escutados bem próximas.
Em um costado do mar foram obrigados a acelerar o passo para conseguir vencer o percurso enquanto a maré estava em baixa, do contrário poderiam ser tragados pelas grandes ondas. Cansados, já sem quase nenhum recurso financeiro e víveres, finalmente chegaram a Vitória, no Espírito Santo, e tiveram a ideia de se apresentarem ao prefeito.
A aventura dos escoteiros canavieirenses emocionou o prefeito, que os ajudou com alimentação e passagens de trem para o Rio de Janeiro. Na Guanabara se apresentaram na sede dos Escoteiros do Mar, foram recepcionados pelo General canavieirense Asclepíades Santos, participaram de uma feijoada, e no Maracanã assistiram ao jogo Brasil e Portugal, com a presença de Pelé e Garrincha, dois novatos na Seleção Brasileira.
Missão cumprida, 21 dias após embarcam no navio Comandante Capela com destino a Ilhéus, numa viagem de seis dias. Em seguida, viajaram na carroceria de um caminhão até Camacan, e a partir daí uma picape os levou a Canavieiras. Entretanto, dos 10 que empreenderam a viagem de ao Rio de Janeiro, um deles não voltou, continuou na Guanabara. Na bagagem, nem uma foto, selfie, ou vídeo, só as lembranças contadas.
É que Waldir Souza, o Waldir de Roxinho, resolveu se engajar na Marinha do Brasil, com a permissão de seu pai. Músico, saxofonista, foi incorporado à Banda dos Fuzileiros Navais, agora como clarinetista, conforme as recomendações do maestro regente. E Waldir faz carreira como militar e músico, viajando, conhecendo o mundo, até sua baixa como oficial.
No Rio de Janeiro constitui família, criou os filhos, depois formados e com carreiras pós-tituladas, prontos para enfrentarem a vida. Reformado na vida militar, eis que Waldir retorna a Canavieiras, onde retoma a vida civil, suas obrigações familiares. Nas horas de folga, se encontra com os amigos no Bar Laranjeiras, no qual possui cadeira cativa, e em sábados pretéritos, quando ainda existia a Confraria d’O Berimbau, como confrade batia o ponto.
Esse é o feito de quem determinou e direcionou sua vida no propósito de seguir carreira, transitar na sociedade com distinção, fazer amigos por onde passou e cuidar bem de suas obrigações. E na última quarta-feira – 15 de outubro de 2025 – Waldir de Roxinho alcança os 89 anos de vida, sempre rodeado pelos amigos: os que aqui deixou em 1958, e os que construiu ao longos desses anos.
Parabéns, Waldir!
Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado e autor de autor de livros como O Berimbau – Valhacouto de boêmios, disponível na Amazon.
Coutinho comemora seu primeiro gol pelo Mundial Sub-20 || Foto Divulgação FIFA
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O jogador itabunense Rafael Coutinho foi um dos destaques na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo Sub-20, na noite de domingo (28), no Estádio Nacional de Santiago, no Chile. O meio campista foi autor de um dos gols no empate de 2 a 2 com o México pelo Grupo C. Luighi marcou o segundo gol do Brasil, que saiu perdendo, empatou, virou, mas vacilou no final da partida.
Além de marcar o primeiro gol da Seleção Brasileira no Mundial Sub-20 deste ano, Rafael Coutinho participou das principais jogadas da equipe, que volta a campo na quarta-feira (1º), às 20h, para enfrentar Marrocos, no Estádio Nacional do Chile, em Santiago. “Só tenho agradecer a Deus pela oportunidade. Feliz pelo gol. Vamos Brasil!”, publicou o jogador na sua rede social.
As outras duas seleções do Grupo C são Marrocos e Espanha. Antes da estreia do Brasil, Marrocos venceu a Espanha por 2 a 0, também no Estádio Nacional de Santiago. Classificam-se às oitavas de final do Mundial Sub-20 os dois primeiros de cada chave e os quatro melhores terceiros colocados dos seis grupos.
O Brasil saiu atrás do placar. Quando pressionava o adversário, a equipe foi surpreendida por um ataque certeiro do México, aos 9 minutos do primeiro tempo, com gol de Domínguez. A Seleção Canarinho chegou ao empate aos 21 minutos de jogo, num chute forte de Coutinho, de esquerda, de fora da área.
JOGO SEGUIU INTENSO
No segundo tempo, o México teve mais intensidade nos minutos iniciais e levou perigo à meta brasileira muitas vezes. Mas foi o Brasil quem quase marcou o segundo gol. Aos 26, em jogada que começou com Coutinho, Gilberto cruzou da direita e, após uma dividida de Erick Belé com um zagueiro mexicano, a bola bateu na trave.
O lance antecedeu o gol da virada, aos 30, num toque de categoria de Luighi depois de uma cobrança de lateral. Ele se antecipou à marcação e encobriu o goleiro do México. Mas, aos 40 da etapa final, o Brasil levou empate, com Uchoa, de cabeça, após cobrança de escanteio.
Rafael Coutinho treinando pela Seleção Brasileira || Foto Rafael Ribeiro/CBF
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Do PIMENTA
Destaque das categorias de base do Palmeiras, o itabunense Rafael Barbosa Coutinho, de 19 anos, está entre os 21 jogadores da Seleção Brasileira que embarcam, na próxima terça-feira (23), para a disputa da Copa do Mundo Sub-20, que será disputada no Chile, entre os dias 27 de setembro e 19 de outubro. Nascido no município do sul da Bahia, em março de 2006, Rafael Coutinho é considerado uma joia do clube paulista.
Para o itabunense, era um sonho de criança vestir a camisa da Seleção Brasileira de Futebol. ” Um sonho de menino, agora se tornando realidade. Ser convocado para a Copa do Mundo Sub-20 é a prova de que todo o esforço, dedicação e fé valem a pena. Sei que essa é só mais uma etapa de uma longa caminhada, mas sigo firme, confiante e grato a Deus por cada oportunidade”, afirmou em sua rede social.
Canhoto, o meio-campista conquistou, neste ano, o seu quarto título brasileiro com a camisa do Palmeiras. O atleta conquistou dois Campeonatos Brasileiros Sub-17 e dois Sub-20, além de Paulista Sub-20 (2023), Paulista Sub-17 (2022), Copa do Brasil Sub-17 (2022 e 2023), Paulista Sub-15 e Nike Premier Cup Sub-15. Ele está no clube paulista desde 2021.
COPA DO MUNDO SUB-20
Comandada pelo ex-jogador Ramon Menezes, a Seleção Brasileira garantiu a classificação para o Mundial Sub-20 deste ano ao conquistar o Sul-Americano, no início deste ano. A equipe está no grupo C e enfrenta México, Marrocos e Espanha na primeira fase do torneio.
A Seleção Brasileira estreia no Mundial Sub-20 no próximo domingo (28), às 20h, contra o México, Estádio Nacional do Chile, em Santiago. No dia 1º de outubro, o Brasil enfrenta o Marrocos, também às 20h, neste mesmo estádio. A última partida da fase de grupos será diante da Espanha, no dia 4 de outubro, às 17h, no Nacional do Chile.
A Copa do Mundo Sub-20 conta com 24 seleções divididas em seis grupos com quatro equipes em cada. As duas melhores seleções de cada chave avançam para as oitavas de final, assim como as quatro melhores terceiras colocadas no geral. A partir desta fase, a competição segue no formato mata-mata até a decisão. O Brasil é pentacampeão mundial da categoria Sub-20, conquistando os títulos de 1983, 1985, 1993, 2003 e 2011.
Ancelotti comandará Seleção Brasileira pela primeira vez || Foto CBF/Divulgação
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A Seleção Brasileira enfrentará a do Equador, a partir das 20h desta quinta-feira (5), na partida que marca o início da Era Carlo Ancelotti. O confronto entre brasileiros e equatorianos será no estádio Monumental Isidro Romero Carbo, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo.
– Penso que estar aqui é algo muito bonito para a minha carreira, treinar uma seleção pela primeira vez, ainda mais a seleção do Brasil, que não é uma qualquer. Histórica. Tenho uma grande ilusão, motivação para fazer o melhor possível e tentar chegar ao objetivo final. Me dá muita confiança o que vejo, os jogadores, a gana que os jogadores têm para vestir a camisa amarela – afirmou um motivado Ancelotti em entrevista coletiva concedida na última quarta-feira (4).
A Seleção Brasileira entra em campo ocupando a quarta posição da classificação com 21 pontos. Em seu último compromisso, que foi determinante para a demissão de Dorival Júnior, o Brasil foi goleado por 4 a 1 pela Argentina. Desta forma, uma vitória fora de casa sobre os equatorianos seria de grande importância para encaminhar a vaga para o próximo Mundial.
Segundo o treinador italiano, para sair com os três pontos, a equipe canarinho terá de fazer uma partida completa:
– Não dá para fazer apenas uma coisa boa. Acredito que no aspecto ofensivo vamos ir bem pela criatividade que temos. Já na defesa, temos que ter uma equipe solidária, que compete, luta e trabalha junta. Os dois aspectos são importantes para amanhã. Quero uma equipe que joga uma partida completa.
Para buscar este objetivo, Carlo Ancelotti pode optar por uma formação inédita diante do Equador, inclusive com a estreia de um jogador na seleção, o zagueiro Alexsandro, do Lille (França). Assim, uma possível formação inicial é: Alisson; Vanderson, Marquinhos, Alexsandro e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Gerson; Estêvão, Richarlison e Vinicius Júnior. Com informações d´Agência Brasil.
Carlo Ancelotti assume comando da Seleção Brasileira || Fonte CBF
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O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ednaldo Rodrigues, anunciou a contratação de Carlo Ancelotti para comandar a comissão técnica da Seleção. Ex-técnico do Real Madrid, o italiano assume a Canarinho ainda neste mês, a tempo de estar à frente da equipe no próximo compromisso das Eliminatórias Sul-americanas da Copa do Mundo 2026.
O próximo duelo do Brasil será no dia 5 de junho, às 20h, fora de casa, contra o Equador, que tem 23 pontos e está na segunda posição da tabela. O Brasil é o quarto colocado, com 21 pontos.
“Trazer Carlo Ancelotti para comandar o Brasil é mais do que um movimento estratégico. É uma declaração ao mundo de que estamos determinados a recuperar o lugar mais alto do pódio. Ele é o maior técnico da história e, agora, está à frente da maior seleção do planeta. Juntos, escreveremos novos capítulos gloriosos do futebol brasileiro”, afirmou Ednaldo Rodrigues.
Garrincha em jogo da Seleção Brasileira contra a Portuguesa em 1962
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Melhor ser socorrido pelo Youtube e relembrar os bons jogos do passado, que mesmo já sabendo do resultado, voltamos a assistir com emoção.
Walmir Rosário
Inacreditável! A desastrada Confederação Brasileira de Futebol, mais conhecida como CBF, tenta acabar de vez com o futebol brasileiro, mas não é deixando de realizar os jogos em todo o Brasil. Não, eles escolheram um jeitinho e pretendem tornar o futebol um jogo amorfo, sem espetáculo, sem jogadas bonitas, um jogo praticado por pernas de pau ou autômatos.
Se hoje os jogos de futebol não merecem mais serem chamados de espetáculos, com raríssimas exceções, as frequentes canetadas oficiais o tornarão uma espécie de filme mudo, mas sem a graças dos grandes artistas. E essas proibições vêm sendo implantadas há anos, sob qualquer pretexto, quem sabe até globalistas. Perdoa, Pai, pois eles não sabem o que fazem.
O buraco é mais em baixo e eles sabem, sim, o que querem, e isto está largamente comprovado. De início, foram proibidos os dribles, os olés, as embaixadinhas, eliminando em campo as habilidades individuais. Agora não podem pisar com os dois pés na bola. Isso não pega bem, pois parece histórias de antigamente, quando quem mandava no jogo era o dono da bola. Ou ele jogava ou levava a bola para casa.
Sei que hoje não temos mais o Garrincha com as pernas tortas promovendo misérias em campo, fazendo os adversários de gato e sapato. Para alguns, os dribles do camisa 7 do Botafogo eram desmoralizantes, nem tanto, pois ele jogava o que sabia e mais alguma coisa. Daqui a mais um tempo os craques do futebol serão “castrados” e não poderão fazer qualquer espetáculo.
Meu saudoso amigo Danielzão, que jogou como goleiro e centroavante no futebol amador e profissional de Itabuna e Salvador, dizia há muitos anos que os cartolas e técnicos tinham a intenção de acabar a beleza e produtividade do futebol. Ele explicava que, enquanto os gringos levavam nossos jogadores para a Europa a peso de ouro, para a aprenderem nosso futebol, por aqui queríamos jogar como os gringos, sem gingas e maneios de corpo.
Não sabe – ou não quer saber – o presidente da CBF, que os “arquibaldos e geraldinos”, expressão criada pelo tricolor Nelson Rodrigues para se referir aos frequentadores das arquibancadas e geral do Maracanã, iam aos jogos para assistirem verdadeiros espetáculos. E as partidas no “Maraca” contabilizavam até mais de 200 mil expectadores, melhor, torcedores.
Duvido que alguém sairia de sua casa numa noite chuvosa ou numa tarde escaldante para assistir a uma partida de futebol maçante, sem os dribles de tempos recuados, hoje proibidos…nem pensar. Jamais veremos um lançamento de 80 metros feito pelo canhotinha Gerson, cuja bola morreria no peito do companheiro, que marcará o gol. Um espetáculo pra ninguém botar defeito, nem os adversários.
Será que a direção da CBF já assistiu aos jogos entre o Botafogo e Santos, em qualquer um deles impossível de adivinhar o placar final? Com a CBF de hoje Pelé seria ainda um jogadorzinho de várzea, por ser tolhido de protagonizar suas brilhantes jogadas. Garrincha nem entraria em campo, pois com certeza não saberia jogar o futebol burocrático pregado pelos atuais cartolas.
Hoje vale mais para a CBF os astronômicos salários dos dirigentes das federações, bem acima dos R$ 200 mil mensais, do que oferecer um espetáculo futebolístico à altura dos praticados pelos brasileiros. Ao que parece eles tentam matar a galinha dos ovos de ouro, não se contentando meter a mão somente nos ovos. Tudo indica que querem comer a galinha, e de uma só vez.
Na minha geração, bem como a dos mais novos, nos acostumávamos com os espetáculos já nos campinhos de babas próximos de nossas casas, nos entusiasmando ir às tardes de domingo ao campo da Desportiva assistir às apresentações cinematográficas dos nossos craques amadores. E digo mais: tínhamos pra mais 100, para formar seleções brasileiras superiores às de hoje.
Sou do tempo em que o futebol em campo obedecia a uma cadência musical espetacular, sem destoar das músicas tocadas pelas charangas nas arquibancadas de nossos estádios. Sou do tempo em que um jogador era escalado pelo futebol que praticava seria substituído por outro de igual qualidade. E não me arrependo, pelo contrário, me orgulho.
Não tenho receio em dizer que não perco mais o meu tempo a ver malfadados jogos da seleção brasileira com jogadores escalados pelos seus empresários, como dizem largamente representantes da imprensa brasileira. Melhor ser socorrido pelo Youtube e relembrar os bons jogos do passado, que mesmo já sabendo do resultado, voltamos a assistir com emoção.
Nesse diapasão, provavelmente chegará o tempo em que os times terão seus resultados programados para que não sofram qualquer tipo de bullying e se sintam assediados e oprimidos pelas equipes adversários. Lembrem-se, no futebol o jogador bom é aquele que provoca o jogo e intimida os adversários com gols de beleza plástica sem igual. É do futebol!
Acredito que serei classificado como um saudosista, que não conhece nada de futebol, haja vista o presidente da CBF ter sido reeleito por 100% dos presidentes de federações e dos clubes das séries A e B. Portanto, nada de reclamações. Pelo visto nunca mais assistiremos aos espetáculos com mais de 200 mil torcedores, números que minguam a cada dia. VARlei-me….
Itabunense Victória Rosário conquista mais um ouro em águas abertas || Foto COB
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Grande promessa da natação baiana e integrante da Seleção Brasileira, a itabunense Victoria Rosário conquistou, neste domingo (30), em Salvador, mais uma medalha de ouro para a sua coleção. Ela deixou as concorrentes para trás e venceu nos 10 KM da prova feminina da Oceanman.
Apesar de sobrar na prova, Victoria Rosário acredita que poderia fazer o percurso em tempo menor, o que não possível, segundo a avaliação da atleta, por não conhecer o trajeto direito. “ Prova foi boa. Dificuldade só de me localizar, primeira prova em linha reta”, disse ao repórter Sérgio Pinheiro, do GE.
No ano passado, Victória Rosário também conquistou medalha de ouro na prova de águas abertas dos Jogos da Juventude, em João Pessoa (PB). Naquela oportunidade, ela competiu nos 5 km. O treinado da itabunense é George Cabral Cunha, irmão de campeã olímpica Ana Marcela.
PROVA INTENACIONAL REUNIU ATLETAS DE 20 PAÍSES
A edição da Oceanman em Salvador contou com a participação de 670 atletas de 20 países em cinco provas. O circuito vale etapas seletivas em 35 países, que classificam os melhores atletas para o Mundial de Natação. A competição internacional será disputada em dezembro deste ano, em local ainda não definido.
Além de Salvador, as provas serão realizadas em São Paulo e Rio de Janeiro. O trajeto do circuito da capital baiana inclui a Forte de Santa Maria, Forte de São Diogo, Forte de São Marcelo e o Museu de Arte Moderna, com chegada no Porto da Barra.
Dorival Júnior é reprovado após goleada histórica para a Argentina || Foto Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação
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Menos de 24 horas após a goleada aplicada pela Seleção da Argentina, pesquisa Realtime Big Data revela que 62% dos torcedores brasileiros defendem a demissão do treinador Dorival Júnior do comando da Seleção Brasileira.
Apenas 27% defendem a permanência do técnico no comando da equipe. Com 21 pontos, a equipe está em quarto lugar nas Eliminatórias da América do Sul da Copa 2026. Segundo o Instituto, 11% dos pesquisados não souberam responder à questão.
O trabalho de Dorival Júnior é reprovado por 64% dos 900 torcedores consultados pela Real Time Big Data. Na outra ponta, 23% aprovam e outros 13% não souberam responder. A pesquisa foi encomendada pela Rede Record de Televisão, e tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
TÉCNICO ESTRANGEIRO E NEYMAR NA SELEÇÃO
Se há maioria pedindo a demissão do técnico e reprovando o trabalho de Dorival, a pesquisa detectou divisão quanto à possibilidade de um treinador estrangeiro no comando do Brasil. A ideia é aprovada por 45% dos torcedores e rejeitada por 41%. Outros 14% não souberam responder.
Dentre os nomes estrangeiros ventilados está o português Jorge Jesus, que tem a reprovação do astro Neymar Jr. O jogador é visto como imprescindível pelos torcedores: 69% dizem que ele faz falta à Seleção. Apenas 20% pensam o contrário, conforme a Realtime Big Data.
Apesar do revés ontem e do nível de jogo apresentado nas Eliminatórias até aqui, 73% acreditam em classificação da Canarinho para a Copa 2026 – e 16%, não. Outros 11% não souberam responder.
André relembra a infância em Salvador || Foto Rafael Ribeiro/CBF
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O volante André é o único baiano na Seleção Brasileira. O jogador nascido em Algodão, distrito de Ibirataia, disse que o confronto contra o Uruguai, na Fonte Nova, tem um significado especial. O volante morou também em Salvador, antes de se transferir para o Rio de Janeiro para jogar na base do Fluminense. Nestes dias na cidade, ele está relembrando da sua infância na capital.
“Essa convocação está sendo muito especial. Quando a gente estava vindo do aeroporto, passa por onde eu morava, onde tinha uma quadra de barro que eu jogava. Então passa um filme na cabeça, saber que eu fiz a escolha certa”, afirmou o volante, que jogou na base do Bahia antes de seguir para o Fluminense em 2013.
“Saí de casa com dez anos, atrás de sonho e hoje eu tenho a certeza que deu certo. É muito gratificante. Então para fechar com chave de ouro é conseguir essa vitória, é o time jogar bem. É o Brasil estar sendo sempre o destaque, não só ganhar, mas ganhar e convencer”, acrescentou o volante.
Na terça-feira (19), a partir das 21h45min, o Brasil enfrenta o Uruguai, na Arena Fonte Nova, em Salvador, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. A Seleção está em quarto lugar, com 17 pontos. Os uruguaios são segundo colocados, com 19 pontos, atrás apenas da Argentina, que lidera com 22 pontos.
TRANSFERÊNCIA PARA A INGLATERRA
Campeão da Libertadores pelo Fluminense, André se transferiu no segundo semestre para o Wolverhampton, da Inglaterra. Ele precisou de pouco mais de um mês para conquistar os torcedores do time inglês. Em setembro, ele foi eleito o melhor jogador do mês do clube em escolha feita pelos torcedores da equipe.
“Nosso time está em fase de recuperação agora, três jogos sem perder. Isso também é muito importante. No geral, já estou me adaptando bem, minha família se mudou para lá e acredito que é questão de processo”, disse o volante.
Seleção de 1958 tinha 4 jogadores do Botafogo entre os titulares
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Só quem é botafoguense sabe ver nesse esporte uma paixão. É só dar uma olhada nos craques que nos deram alegria na Seleção Brasileira, desde que existe Copa do Mundo. Não canso de contar os 47 que já fizeram história nas copas do mundo até hoje e os três que prometem recolocar nossa seleção no pedestal que merece.
Walmir Rosário
“De repente é aquela corrente pra frente, parece que todo o Brasil deu a mão”. Esse trecho do hino da Seleção Brasileira tricampeã de 1970, composto por Raul de Souza e Miguel Gustavo, dormiu eternamente em berço esplêndido por muitos anos. E sabe o motivo: a falta de jogadores do Botafogo na Seleção Brasileira. Isto fez com que ela se tornasse um azarão.
Mas agora – quem sabe? –, voltaremos a cantar: “Todos unidos na mesma emoção, tudo é um só coração. Todos juntos vamos, pra frente Brasil, salve a seleção”. Essa é uma pequena amostra da volta de jogadores da Estrela Solitária à seleção canarinho, decretada pelo técnico Dorival Júnior. No primeiro jogo, 2X1 aplicados contra a seleção chilena, sem dó nem piedade por Igor Jesus e Luiz Henrique.
Realmente, têm coisas que somente acontecem com o Botafogo, seja de forma positiva ou negativa. Eu até entendo esse boicote contra o Glorioso de General Severiano, liderados, principalmente, pelos rivais cansados de apanhar. Diria até desmoralizados em campo com goleadas acachapantes. Não são obrigados a reconhecer a grandeza do Botafogo, mas pelo menos respeitem.
A magia do Botafogo é real e isso está escrito dentro das quatro linhas do Maracanã, de Guadalajara, México, Copenhague, Santiago, e outros tantos estádios que os jogadores do Glorioso atuaram pela nossa seleção. Vocês se lembram de Garrincha, Nilton Santos, Didi, Gerson Canhotinha de Ouro, Zagallo, Amarildo e tantos outros? Era assim que nossa seleção funcionava.
Quem mais cedeu jogadores em copas do mundo que o Botafogo? Nenhum, apesar do boicote que durou anos. Mesmo assim, 47 jogadores foram cedidos à seleção brasileira, sem contar aos selecionados da Venezuela, Argentina, Uruguai e por aí a fora. Mas as estatísticas colecionam ainda 10 jogadores diferentes que marcaram gols nos últimos 50 anos.
E o Botafogo quebra mais um tabu aos demonstrar que nosso selecionado pode ganhar sem precisar convocar os jogadores por acordo com o prestígio de seus empresários. Bastou Igor de Jesus e Luiz Henrique cravarem dois gols e os brasileiros voltarem a acreditar. E aí, sim, voltaremos a cantar “Noventa milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração”, por mais 110 milhões de brasileiros.
Na Copa de 1958, na Suécia, três jogadores da Seleção Brasileira faziam a diferença dentro e fora de campo: Nilton Santos, Didi e Garrincha. Na partida final contra a Suécia, dona da casa, o Brasil sofre o primeiro gol. Uma ducha de água gelada! Mais eis que Didi vai até o gol defendido por Gilmar, pega a bola e calmamente se dirige ao meio do campo e diz: “Calma vamos ganhar”. E ganhamos por 5X2. Didi é eleito o craque da Copa. Apenas isso!
Mais uma vez vou refrescar a memória do torcedor brasileiro com os jogadores do Botafogo, desta vez na Copa de 1962, no Chile. A Espanha ganhava do Brasil por 1X0, quando Nilton Santos, a “Enciclopédia do Futebol”, derruba Enrique Collar na grande área. Seria um pênalti, se nosso lateral-esquerdo não desse um passinho pra frente e levantasse os braços. Falta fora da área.
Nesse mesmo jogo, um jogador da constelação de astros do Botafogo, Amarildo, que substituía Pelé, contundido no jogo contra a Tchecoslováquia, marcou os dois gols que viraram o placar. E eram cinco jogadores titulares naquela seleção, que contava com Nilton Santos, Didi, Garrincha, Amarildo e Zagallo. A seleção sequer precisava gastar tempo em treinamentos táticos.
Até esse jogo contra o Chile (2024), o Botafogo se colocava em primeiro lugar na cessão de jogadores para a Seleção Brasileira, com 47 jogadores. Agora somam 50, com Igor Jesus, Luiz Henrique e Alex Telles. Quando quase ninguém acreditava na seleção, eis que o Botafogo ressurge e ganha dos chilenos. Com isso, sai do sétimo lugar e sobe para a quarta posição.
Não apenas ganhou fôlego para a próxima, mas dá ânimo aos jogadores e torcida, que acreditam que nem tudo está perdido no “reino da CBF”. Mais que vencer, a mística botafoguense mexe na estatística mostrando que pela quarta vez o Brasil venceu o Chile, no mesmo estádio e com mais de um gol marcado por jogadores do Glorioso.
Para os que não gostam ou simplesmente ignoram a história, vamos para a Copa do Mundo de 1970, no México, quando trouxemos o “caneco” Jules Rimet em definitivo, para casa. Imaginem o criatório de cobras do Botafogo na Seleção: Jarzinho, Roberto Miranda e Paulo Cezar, o técnico Zagallo, além do zagueiro Leônidas e o ponta-direita Rogério (lesionados e cortados do elenco).
Não resta a menor dúvida de que um componente essencial para vencer uma copa do mundo é a convocação dos jogadores do Botafogo, que hoje disputa três certames diferentes: o Campeonato Brasileiro, a Taça Libertadores da América e agora a Classificação do Brasil para a Copa do Mundo. Mas fiquem tranquilos, pois saberemos dar conta do recado, e bem direitinho.
E digo isso, pois minha estrela é mais que solitária, é altaneira como a constelação que sempre foi o Botafogo. E o botafoguense, mais que outro torcedor, sabe diferenciar a emoção dos números frios da estatística da paixão. Nada melhor do que ganhar bem, no campo. Perder é apenas uma consequência que faz parte do futebol.
Só quem é botafoguense sabe ver nesse esporte uma paixão. É só dar uma olhada nos craques que nos deram alegria na Seleção Brasileira, desde que existe Copa do Mundo. Não canso de contar os 47 que já fizeram história nas copas do mundo até hoje e os três que prometem recolocar nossa seleção no pedestal que merece.
E veio o Peru. Morreu de véspera! Bastou entrar no Estádio Mané Garrincha, tomou um 4X0, com o último prego no caixão batido pelo botafoguense Luiz Henrique. Realmente, tem coisas que somente acontece com o Botafogo! E assim voltaremos a cantar, em alto e bom som: “Todos juntos vamos pra frente, Brasil! Salve a seleção!”.
Dorival Jr divulga lista de convocados para jogos da Eliminatórias || Foto Rafael Ribeiro /CBF
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Dois jogadores nascidos no sul da Bahia foram convocados para as Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026 . O zagueiro Bremer foi um dos chamados, nesta sexta-feira (27), pelo treinador Dorival Jr para os jogos da Seleção Brasileiro contra Chile e Peru, em outubro.
Nascido em Itapitanga, Bremer atua na Juventus. Um dos destaques da equipe italiana, o zagueiro havia ficado de fora das últimas listas de convocados. Outro chamado hoje por Dorival Jr foi o volante André, que recentemente trocou o Fluminense pelo Wolverhampton, da Inglaterra.
André nasceu no distrito de Algodão, em Ibirataia, e tornou-se a maior venda da história do Fluminense. A transferência de André rendeu mais de R$ 150 milhões ao clube carioca. O atleta chegou ao Fluminense em agosto de 2013, com apenas 12 anos de idade.
O volante estreou pela equipe profissional em agosto de 2020. Desde então, se firmou como um dos principais jogadores do país e acumulou convocações para a Seleção Brasileira e diversos prêmios individuais. Ele tem sido nome frequente na lista do treinador Dorival Jr.
CONFRONTOS DA SELEÇÃO EM OUTUBRO
Nesta sexta-feira, Dorival convocou os 23 atletas para os jogos no dia 10 de outubro, diante dos chilenos, no Nacional de Santiago, em Santiago, e no dia 15, contra os peruanos, no Mané Garrincha, em Brasília. A apresentação dos jogadores e da comissão técnica será o dia 7 de outubro, em São Paulo (SP).
O Brasil ocupa a quinta posição da tabela de classificação para o Mundial, com 10 pontos. O Chile é o nono colocado, com cinco pontos, seguido do Peru, em décimo lugar, com três pontos. Veja em Leia Mais a lista completa de convocados.Leia Mais
André pode se tornar a maior venda da história do Fluminense || Foto Marcelo Gonçalves /Fluminense FC
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O Fluminense encaminhou, nesta quarta-feira (28), a transferência do volante André para o futebol inglês. O jogador deve ser vendido pelo Tricolor ao Wolverhampton por R$ 154 milhões, sendo R$ 135,5 milhões por 100% dos direitos federativos e outros R$ 18,5 milhões de metas a serem atingidas.
André não enfrentará o São Paulo no próximo domingo (1º), pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida está prevista para começar às 18h30min, no Maracanã. O jogador deverá viajar à Inglaterra ainda nesta semana para realização de exames e assinatura de contrato com o Wolverhampton.
Nascido em 16 de julho de 2001, no distrito de Algodão, no município de Ibirataia, no sul da Bahia, o jogador foi convocado mais uma vez para a Seleção Brasileira. A equipe do técnico Dorival Júnior enfrentará o Equador e Paraguai pelas Eliminatórias, nos dias 6 e 10 de setembro, respectivamente. A partida contra os equatorianos será no Couto Pereira, em Curitiba. O duelo com Paraguai está marcado para o estádio Defensores del Chaco, em Assunção.
André vem se destacando no Fluminense e se firmou como um dos principais jogadores do país. O jogador do sul da Bahia estreou como profissional em agosto de 2020, aos 19 anos de idade, em amistoso contra o Botafogo. O Moleque de Xerém deve tornar-se a maior venda da história do Fluminense.
André Trindade da Costa Neto começou a carreira como atacante na Escolinha de Futebol Futuro Certo. Aos 10 anos participou de uma peneira do Bahia e foi convocado para outros testes na base do clube em Salvador, onde ficou no período 2011-2013. Em 2013 foi descoberto pelo Fluminense durante um torneio em Bom Jesus da Lapa. No Rio de Janeiro, o menino teve dificuldade nos primeiros anos na base e começou a ser escalado no meio-campo, onde encontrou o seu melhor futebol.
André passou pela Seleção Brasileira Sub-20, em 19-20. Em jogo oficial, estreou pelos profissionais do Fluminense, em 2020, contra o Atlético Goianiense, no dia 17 de setembro, na partida de ida pelas quartas de final da Copa do Brasil.
O Tricolor Carioca venceu a partida pelo placar de 1 a 0, e o atleta entrou aos 42 minutos do segundo tempo. Mas aos poucos o baiano de Ibirataia foi caindo nas graças dos treinadores que passavam pelo Flu. Hoje é um dos destaques da equipe comandada pelo técnico Mano Menezes.