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Paixão Barbosa (Blog Política e Cidadania)

Mais uma demonstração de como os programas e princípios dos partidos políticos no Brasil não tem nenhuma importância nem são levados a sério principalmente pelos seus filiados. Falo da anunciada decisão do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaff, de se filiar ao PMDB. Para quem não se lembra, Skaff, um dos grandes empresários da indústria brasileira, disputou o governo de São Paulo pelo PSB, sigla que, para não deixar dúvidas, quer dizer Partido Socialista Brasileiro.

É claro que em nenhum momento empresário revelou ter pendores socialistas e sua entrada no PSB se deu apenas pela necessidade de uma legenda para ser candidato. Tanto é que, agora, passados somente pouco mais de três meses da eleição, já busca novo novo abrigo para tentar atingir o seu sonho que é governar o maior Estado do Brasil.

E assim acontece com quase todos partidos brasileiros – e digo quase porque sempre há algumas exceções que confirmam a regra. Não há o menor compromisso por parte de quem quer entrar nem tampouco qualquer cobrança por parte de quem recebe a filiação.

Desta realidade surgem duas certezas. A primeira é que mais do que nunca se faz necessária uma reforma política séria, profunda e moralizadora no País. A segunda é que, se depender dos partidos e dos seus parlamentares, tal reforma nunca acontecerá.