MPF pede continuidade de investigação de suposta fraude na UFBA
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O Ministério Público Federal (MPF) defendeu, no Supremo Tribunal Federal (STF), a continuidade de inquérito policial que apura supostas fraudes no ingresso de estudantes na Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio do regime de cotas, no período de 2015 a 2018. O objetivo da investigação é verificar se os candidatos praticaram o crime de falsidade ideológica.

O pedido de trancamento da investigação foi feito por meio de habeas corpus apresentado por um dos alunos investigados. O estudante ingressou no curso de Medicina em 2016 pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), vinculado ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

De acordo com o MPF, ao fazer inscrição no processo seletivo, o suspeito informou ter cursado o ensino médio integralmente em escola pública e se autodeclarou pardo. O caso passou a ser analisado após o MPF receber denúncias de irregularidades.

ALEGAÇÃO

O estudante questiona o fato de a investigação ter sido iniciada a partir de fotos extraídas do seu perfil em rede social. Alega que, segundo o edital do certame, o reconhecimento da etnia do candidato decorreria, exclusivamente, da autoidentificação, mostrando-se indevida análises fenotípicas ou outro exame similar. Ele sustenta ainda que a conduta está amparada na Lei 12.711/2012, que estabelece a reserva de vagas para autodeclarados pretos, pardos e indígenas.

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