Lana Santana conclui o tratamento contra o câncer || Foto Redes sociais
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DO PIMENTA

Na manhã desta sexta-feira (6), a influenciadora digital e modelo Lana Santana reuniu a família e amigos, na Unidade de Quimioterapia da Santa Casa de Itabuna, para celebrar a última sessão de quimioterapia para eliminar um câncer de mama. Santana resumiu como foi desafiador enfrentar a doença. O tumor havia sido descoberto há pouco mais de quatro meses.

A influenciadora digital foi submetida a 16 sessões de quimioterapia. Lana Santana começou o tratamento contra o câncer no dia 9 de agosto, dias depois de anunciar para os seguidores que estava com a doença. Ela contou, nas redes sociais, que descobriu o tumor do tipo triplo negativo durante o autoexame e buscou o atendimento médico.

Nesta sexta-feira, além de familiares e amigos que acompanharam de perto todo o tratamento, a influenciadora agradeceu pelo atendimento prestado pelos profissionais da Unidade de Quimioterapia. “Quero dizer que foi um tratamento muito leve. Quando cheguei não tinha noção do que me esperava. Achava que seria um ambiente muito triste. Mas aqui é um ambiente de muita alegria, as pessoas são muito alto astral…” contou a influenciadora.

A quimioterapia, conforme o Ministério da Saúde, é um tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células doentes que formam um tumor. Os medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo.

Para concluir o tratamento, os familiares chegaram a fazer uma vaquinha virtual para aquisição de um dos medicamentos que não é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na época, Lara Santana, irmã gêmea de Lana, informou que a dose do remédio custava R$ 57 mil e o custo total seria de R$ 800 mil. A influenciadora tem mais de 57 mil seguidores em uma rede social.

Eline conta como foi a sua batalha contra o câncer de mama || Foto Divulgação
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Neste mês de campanha de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, a cerimonialista Eline Lopes conta como foi a batalha para vencer a doença. Ela sempre foi cuidadosa com a saúde, mas isso não a impediu que fosse surpreendida com o diagnóstico em dezembro de 2020. Não se abateu. Correu para iniciar o tratamento em Itabuna, no Serviço de Oncologia da Santa Casa.

Eline Lopes conta que havia acabado de sair da correria de uma campanha política quando foi diagnosticada com câncer triplo na mama direita. Para preservar a família, a cerimonialista não revelou, no início, que estava com um tumor e que tinha uma batalha para vencer. “Não me refiro à doença pelo nome. Mas como CA, que é um caminho aberto, onde podemos escolher lutar pela vida e agradecer a Deus”, explica a paciente.

A paciente fez 12 sessões de quimioterapia “branca” e quatro “vermelha”. Eline Lopes recorda-se que o visual mudou 15 dias depois do início do tratamento, quando o cabelo começou a cair. “Depois fui submetida a cirurgia e, em seguida, passei por 35 sessões de radioterapia. Fui submetida a mastectomia nas duas mamas. Considero-me uma vitoriosa”.

Eline Lopes destaca que o diagnóstico saiu numa época muito complicada, pois coincidiu com a pandemia da Covid-19. “Lembro-me como se fosse hoje. No dia 20 de dezembro de 2020, eu estava deitada e sentir uma coisa estranha. Parecia que estava em cima do controle do televisor. No dia seguinte, quando me toquei, sentir um nódulo e, imediatamente, procurei a minha médica. No dia 5 de janeiro de 2021 já estava na consulta com um especialista”.  Tratada, hoje, ela faz acompanhamento na Unidade de Quimioterapia na Santa Casa de Itabuna.

CULTO EM AÇÃO DE GRAÇAS

A paciente concorda que o câncer é uma doença terrível, dura e sofrida, mas que a pessoa deve manter a fé e confiar nos especialistas. Ela fez um culto em ação de graças para informar aos familiares que estava sendo diagnosticada. “Estou aqui hoje. Linda e loira, da mesma forma porque o senhor me concedeu a graça de escolher a gratidão como caminho. Sou grata à Santa Casa pelo acolhimento e aos profissionais que cuidam tão bem dos pacientes”, conta.

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente entre as mulheres, atrás somente do câncer de pele, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). A estimativa é que neste ano sejam registrados 73, 6 mil novos casos, com risco de 66,54 casos a cada grupo de 100 mil mulheres. A incidência é maior nas mulheres acima dos 35 anos. Neste mês é realizada a Campanha Outubro Rosa para alertar às mulheres para importância do diagnóstico precoce do câncer.

Rei do futebol faz tratamento contra câncer no cólon || Sebastião Moreira/EFE
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Edson do Arantes do Nascimento, Pelé, de 81 anos, voltou a ser internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, nesta quarta-feira (8), para dar continuidade a tratamento contra um tumor cancerígeno no cólon.

A previsão do boletim médico é de que o rei do futebol, que tem quadro de saúde estável, receba alta nos próximos dias. O tumor foi identificado em setembro deste ano, quando ele fazia exames de rotina na mesma unidade.

A hipertensão arterial pode levar à morte
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Quatorze por nove. Dois números e um alerta que podem indicar hipertensão arterial. Mais conhecida como “pressão alta”, a doença crônica atinge mais de 38 milhões de pessoas no Brasil. É também um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de outras doenças, como cardiovasculares e renais.

O diagnóstico deve ser baseado em duas aferições de pressão arterial por consulta em pelo menos duas idas ao médico. É uma condição de muitos fatores que geralmente não está associada a sintomas, mas sim pela elevação contínua da pressão.

Indivíduos considerados hipertensos apresentam pressão igual ou maior que 14 por 9. Essa medição pode ser feita em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) do Brasil – o Sistema Único de Saúde (SUS) é referência no atendimento para pacientes com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como é o caso da hipertensão, conforme revelou a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019.

O SUS também oferece, de graça, tratamento, acompanhamento e medicamentos para controle da doença: em 2019, foram mais de 28 milhões de consultas na Atenção Primária e registradas 52 mil internações relacionadas à hipertensão.

ALIMENTAÇÃO

Obesidade, histórico familiar, estresse e envelhecimento estão associados ao desenvolvimento da hipertensão. Por isso, a mudança de hábitos cotidianos é o melhor remédio. Um deles passa pela alimentação, como reduzir a quantidade de sal nos alimentos e consumir diariamente frutas, legumes e hortaliças, eliminando do cardápio alimentos chamados de ultraprocessados, como embutidos, por exemplo. Não fumar e beber com moderação são outras iniciativas.

O número de óbitos por hipertensão arterial vem crescendo a cada ano no Brasil. Em 2015, foram registradas 47.288 mortes. Em 2019, o número saltou para 53.022, segundo o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. De acordo com o Vigitel Brasil 2019, a frequência de diagnóstico médico de hipertensão foi de 24,5% entre as 27 capitais brasileiras. A doença é mais prevalente em mulheres (27,3%) do que em homens (21,2%).

Divulgada em novembro do ano passado, a PNS 2019, feita pelo Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde, mostrou que 24% dos indivíduos alegaram diagnóstico de hipertensão em 2019, sendo essa a mais frequente entre as doenças crônicas. Desses, 72,2% afirmaram ter recebido assistência médica para hipertensão há menos de um ano no país e 66,4% tinham realizado sua última consulta no SUS. Os postos de saúde foram as unidades mais citadas (46,6%) pelos pacientes na procura por consultas.

A pequena Milena teve sonho realizado
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Mais uma criança  do interior da teve o sonho realizado pela Polícia Rodoviária Federal, na delegacia em Itabuna,  no sul da Bahia. Desta vez, os policiais atenderam um pedido feito numa carta por Milena, de 11 anos.

A menina, que já passou por 34 cirurgias, contou que, em 2013, quando iniciava seu tratamento de quimioterapia contra um câncer em uma unidade de saúde no sul da Bahia, teve sua primeira experiência especial com a PRF.

A pequena Milena toda feliz na viatura da PRF

Na ocasião, a menina seguia com seu pai para o hospital, no qual tinha horário marcado às 9h,  foram surpreendidos por uma interdição causada por um incêndio na rodovia. Prontamente, uma equipe da PRF “escoltou” Milena até o local do seu tratamento de quimioterapia.

Passados 7 anos, Milena teve seu sonho de natal realizado e pode fazer um passeio na viatura, conhecer a equipe de policiais da delegacia de Itabuna e, até falar por meio de videochamada com o superintendente da instituição, Virgílio de Paula Tourinho, que agradeceu todo carinho demonstrado pela menina.

Na carta, além da presença da PRF, ela pediu um celular que, foi dado pelos policias. De acordo com a instituição, a ação é uma forma carinhosa de levar alegria, luz e esperança de dias melhores. Também foi uma forma de mostra que os sonhos sejam de crianças ou de adultos são possíveis.

Médico José Bandeira Neto apela para que pacientes não abandonem tratamento
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Há 10 anos na equipe do Centro de Radioterapia da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (SCMI) e formado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) do Rio de Janeiro, o médico radioncologista José Bandeira Neto recomenda que as pessoas não interrompam o tratamento contra o câncer por medo do novo coronavírus. 

Confira a entrevista a seguir:

Com medo de ser infectada, muita gente abandonou o tratamento na radioterapia. Quais medidas foram adotadas para evitar a transmissão da doença entre pacientes?

José Bandeira Neto – Antes mesmo da chegada da pandemia na nossa região, reforçamos todas as medidas de segurança, com a triagem e separação dos pacientes suspeitos para o novo coronavírus. Temos dois espaços para o atendimento inicial, sendo que um deles é para entrada de paciente com os sintomas gripais. Essa medida foi implantada em março, com a separação dos fluxos desde a entrada, com a instalação de toldos na área externa. Lá, sempre mantendo o distanciamento, fazemos a aferição de temperatura e anamnese (entrevista com os pacientes).

Muitas pessoas passaram pela triagem?

No período de 18 de março a 13 de maio, por exemplo, foram realizadas 3.062 consultas de triagem, sendo 19% oriundos de Itabuna e 81% de outros municípios. Do total de analisados nesse período 70 apresentavam algum sintoma do novo coronavírus, mas nenhum deu positivo. Tivemos de fazer uma avaliação bem criteriosa, porque o paciente em tratamento contra o câncer, às vezes, apresenta sintomas parecidos com os da Covid-19. Do total de monitorados, apenas uma pessoa foi encaminhada para a Vigilância Epidemiológica de Itabuna. Ele fez teste e deu negativo.

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Tivemos de fazer uma avaliação bem criteriosa, porque o paciente em tratamento contra o câncer, às vezes, apresenta sintomas parecidos com os da Covid-19.

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Esse processo de triagem foi mantido?

Sim. Mantivemos esse trabalho cuidadoso de triagem e encontramos, até o momento, um paciente que está internado e testou positivo para Covid-19. Como preveem os protocolos, ele foi colocado em isolamento e o tratamento dele na unidade foi temporariamente suspenso após análise do caso e tipo tumoral pela equipe.

E os cuidados internos para evitar a transmissão da doença?

Reduzimos a quantidade de reuniões presenciais, reorganizamos a quantidade de colaboradores em alguns espaços coletivos, como o café. A orientação é que apenas uma pessoa se dirija ao local por vez, porque é um momento que ela precisa retirar a máscara para fazer as refeições, tomar café ou água. A nossa recomendação é: se tirar a máscara, fique em local isolado, sem a presença de outras pessoas, em casos de ambientes fechados. Não é recomendado que duas ou mais pessoas façam refeições juntas porque o risco de transmissão do vírus aumenta.

O medo tem causado o afastamento de muita gente do serviço de saúde. Isso ocorreu aqui na unidade?

Aqui, na radioterapia, assim como tem ocorrido em todo o país, tivemos uma redução significativa no número de pacientes no serviço de oncologia. Em 16 de março, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica aventou a possibilidade de suspensão das cirurgias eletivas e até interrupção das cirurgias oncológicas de menor gravidade. Mas eles recomendaram que a agenda de cirurgias não fosse interrompida para os tumores biológicos mais agressivos, como de pâncreas, fígado, colo do útero, vias biliares, estômago, ovário, reto e pulmão.

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De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia e de Cirurgia Oncológica, mais de 50 mil pacientes deixaram de ter diagnóstico de câncer nos últimos quatro meses por causa da pandemia do novo coronavírus.

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Tem informações sobre a quantidade de atendimento?

Aqui, no Centro de Radioterapia, houve queda no movimento no período de março a maio. Foram 75 atendimentos em março, contra 73 no mesmo mês do ano passado. Em abril houve uma redução em torno de 30%, baixando de 97 para 67. Em maio, a queda foi de 63%, caindo de 110 para 41 atendimentos.

Por que ocorreu essa queda?

Acredito que essa redução está muito aliada à dificuldade de o paciente realizar exames, consultas e fazer biópsia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia e de Cirurgia Oncológica, mais de 50 mil pacientes deixaram de ter diagnóstico de câncer nos últimos quatro meses por causa da pandemia do novo coronavírus.

Isso retarda todo o processo de tratamento, não é mesmo, doutor?

Essa falta de diagnóstico e tratamento da doença fará com que essas pessoas cheguem às unidades com os tumores em fase mais avançada. Podem ocorrer até casos de pacientes que eram operáveis, que não poderão mais ser submetidos ao procedimento de cirurgia por causa do avanço da doença. O número de pessoas precisando de atendimento vai aumentar, neste semestre, e teremos uma maior demanda de pacientes já em estágio mais avançado da doença.

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O fluxo por consulta ainda está um pouco menor na comparação com o mesmo período do ano passado, mas já notamos um crescimento no movimento.

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A manutenção do tratamento é muito importante nessa época de pandemia?

É muito importante que os pacientes com o diagnóstico confirmado por biópsia se esforcem para ter o atendimento, porque os serviços não pararam exatamente porque são essenciais e podem salvar vidas. Nesse mês de julho já observamos um retorno de pacientes, com aumento na demanda. O fluxo por consulta ainda está um pouco menor na comparação com o mesmo período do ano passado, mas já notamos um crescimento no movimento. As pessoas que precisam de atendimento não podem esperar essa pandemia acabar. Confira outros trechos da entrevista em leia mais, abaixo.

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Extrato de cannabis é liberado para tratamento
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A Universidade de São Paulo (USP) informou, nesta segunda-feira (11), que o primeiro extrato de canabidiol desenvolvido no Brasil já está sendo comercializado nas farmácias de todo o País. O produto é resultado de uma parceria entre a indústria farmacêutica e cientistas da USP, que há décadas pesquisam possíveis aplicações farmacêuticas para compostos derivados da planta Cannabis sativa — a maconha.

Fabricado pelo laboratório Prati-Donaduzzi, no Paraná, o produto foi liberado para comercialização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 22 de abril, e os primeiros lotes foram entregues ao mercado neste início de semana. Mas não adianta procurar por ele nas prateleiras — a venda está condicionada à apresentação de receituário tipo B (azul), de numeração controlada, a exemplo do que já ocorre com calmantes, antidepressivos e outras substâncias psicoativas, que atuam sobre o sistema nervoso central.

Diferentemente do medicamento Mevatyl (ou Sativex) — único canabidiol disponível no mercado nacional até agora, produzido pela britânica GW Pharma —, que tem indicação específica para o tratamento de espasticidade (contrações musculares involuntárias) relacionada à esclerose múltipla, o produto brasileiro foi registrado como um fitofármaco (fármaco de origem vegetal), sem indicação clínica pré-definida. Isso significa que ele pode ser receitado para qualquer condição em que o canabidiol seja considerado potencialmente benéfico para o paciente.

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Entra em vigor hoje (10) a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que regulamenta a fabricação, a importação e a comercialização de produtos derivados da cannabis para fins medicinais. A norma foi aprovada em dezembro do ano passado. A íntegra está disponível no site do órgão.

O produto estará disponível somente em farmácias sem manipulação e em drogarias. Para a compra, o paciente deverá ter uma receita fornecida exclusivamente por um médico. Os produtos devem ter teor de THC de até 0,2%. Acima desse patamar, o uso só poderá ser prescrito a pacientes terminais que tenham esgotado outras formas de tratamento visando a cuidados paliativos.

A entrada no mercado só poderá ocorrer mediante autorização da agência, que avaliará os pleitos de laboratórios e empresas com vistas à atuação nessa área e fornecerá uma autorização sanitária, e não um registro, permitindo a oferta.

Cannabis é um elemento encontrado nas plantas de maconha. Os produtos derivados não serão considerados medicamentos, mas uma categoria específica. A resolução da Anvisa abriu perspectivas de comercialização dessas substâncias, demandadas para o tratamento de doenças neurológicas diversas, da dor crônica ao parkinson.

Elas não são consideradas medicamentos porque, segundo a Anvisa, “não há dados suficientes para a comprovação da segurança, eficácia e qualidade da maior parte dos produtos obtidos”. Por isso, a liberação se deu levando em consideração informações sobre o emprego desses elementos em tratamentos em outros países, como Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Israel.

O uso de medicamentos derivados de cannabis já pode ser solicitado à Anvisa desde 2016, mas a análise se dá caso a caso e demanda a aquisição de um produto no exterior, o que encarecia o acesso a esse tipo de terapia. Na resolução que entra em vigor hoje, a agência diferencia os produtos dos medicamentos à base de cannabis.

EXIGÊNCIAS

A autorização sanitária será fornecida apenas para substâncias de aplicação pelas vias nasal e oral. Não cabem aí, por exemplo, aquelas de consumo sublingual ou por inalação.

A resolução veda a comercialização do que chama de “forma de droga vegetal da planta ou suas partes, mesmo após processo de estabilização e secagem, ou na sua forma rasurada, triturada ou pulverizada, ainda que disponibilizada em qualquer forma farmacêutica”. Também são proibidos cosméticos, cigarros e outros fumígenos e alimentos à base de cannabis.Leia Mais

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Jovens pesquisadores tentam apresentar descoberta no exterior

No Brasil, cerca de 12,5 milhões de pessoas sofrem com a diabetes.Em busca de diminuir este índice, estudantes do Curso Técnico em Química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano), em Catu, iniciaram pesquisas para utilizar uma fruta típica do extremo-sul baiano, o mangostão, para tratar a doença.

A ideia de utilizar o fruto como alternativa para o tratamento da diabetes partiu de um credo popular de que a mesma é benéfica para diminuir o açúcar no organismo. Segundo o orientador do projeto, o professor Saulo Capim, foi em uma feira, em Ilhéus, que surgiu o interesse sobre o alimento.

Ela conta que “ao ver o mangostão pela primeira vez, a vendedora me informou que várias pessoas consomem a infusão da casca. Depois, descobri que nos países asiáticos, a população costuma utilizar o fruto para tratar várias doenças”.

DESCOBERTA

A investigação logo constatou que o mangostão possui alto valor de pectina, substância que ajuda a eliminar colesterol e açúcar do organismo. Mas a questão era, como transformar essa matéria prima em um alimento acessível e prático para consumo? A solução foi criar uma farinha a partir da casca do fruto.

Saulo Capim explica que “cerca de 80% do peso do mangostão está na casca, que geralmente é descartada. Ao ser reutilizado, o material pode ser considerado sustentável, uma vez que não será depositado no meio ambiente. Além disso, a farinha pode ajudar no tratamento de quem tem diabetes ou auxiliar, de forma preventiva, as pessoas que fazem parte do quadro de risco”.

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Andirlei Nascimento foi um dos que caíram na água gelada
Andirlei Nascimento foi um dos que caíram na água gelada

O apresentador Tom Ribeiro, da TV Cabrália, lançou campanha em seu programa para divulgar uma terapia simples que pode ajudar no tratamento da esclerose lateral amiotrófica, doença que provoca perda de sensibilidade muscular. O tratamento consiste em banhar-se regularmente com água gelada.
Com a finalidade de chamar atenção para a campanha, que acontece em todo o mundo, o apresentador virou um balde de água gelada sobre a própria cabeça. O banho foi ao vivo, em um dos blocos do programa Balanço Geral.
Depois de encarar o desafio, Tom Ribeiro passou  a convidar personalidades itabunenses para a mesma empreitada. O presidente da subseção local da OAB, Andirlei Nascimento, e o oftalmologista Rafael Andrade foram dois dos que experimentaram o banho congelante. Também foram convidados o prefeito Claudevane Leite, o músico Kokó e o secretário municipal da Saúde, Eric Ettinger.
Será que vão encarar?
 

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artriteDa Agência Brasil
Pesquisadores do Instituto Butantan identificaram os genes reguladores da intensidade de doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide, o que poderá levar a uma prevenção mais eficaz à doença e ao desenvolvimento de novos medicamentos.
Marcelo de Franco, vice-diretor do Instituto Butantan e coordenador do estudo, explica que a artrite reumatoide é mais comum em pessoas idosas, porém os fatores que a causam não são plenamente conhecidos pela ciência. “A artrite é uma doença complexa, pois há vários fatores interagindo. Fatores ambientais, mas fatores genéticos também. A complexidade se dá pelo somatório dos dois”, disse ele.
A artrite começa como um processo inflamatório nas articulações, que pode chegar a um quadro sistêmico de febre, lúpus ou problemas renais. “É uma síndrome que evolui para vários órgãos”, explicou o pesquisador. Segundo ele, a doença pode ser desencadeada por razões diferentes como uma infecção viral, bacteriana ou até mesmo estresse.
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JÁ MUITO ALÉM DO CABO DA BOA ESPERANÇA

Ousarme Citoaian
Foi com Emílio de Menezes que aprendi a beber uísque com água de coco. “Como?” – gritariam horrorizados puristas, para os quais uísque não se mistura – e, no seu espanto, me levantariam a bola para um mau trocadilho: eu não como, bebo. Mais: se o poeta morreu em 1918, este humilde e hebdomático colunista, para gabar-se de com ele ter bebericado, precisaria carregar no costado, pelo menos, 100 anos – e ter começado a beber ainda usando fraldas. Convenhamos que já estou meio para a idade provecta, mais pra lá do que pra cá, dobrado o Cabo da Boa Esperança e ofensas semelhantes, mas não tanto que ultrapasse uma centena de verões ardentes.  Meu convívio com o poeta não se deu em boteco, mas em livro.

EMÍLIO, QUEM DIRIA, NÃO É MAIS AQUELE


Trata-se de Emílio de Menezes, o último boêmio, de Raimundo de Menezes, bebido (ops!) na adolescência, e que agora recuperei num sebo. Réu, confesso: precoce, lia, bebia uísque e fumava (de fumar, logo me cansei, pois odeio vícios pequenos). Pois saibam todos que o velho e bom Emílio (a voz poética mais destrutiva que já se ouviu neste País) está também num livro psicografado por Chico Xavier (Parnaso de além túmulo) e, crenças à parte, não gostei de vê-lo “recuperado”, como ali se mostra em dois sonetos. Num deles, confessa: “Sou o Emílio, distante da garrafa,/ mas que não se entristece nem se abafa,/ longe das anedotas indecentes”. Não é Emílio, é anti-Emílio. 

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OPINIÃO DE LINGUISTA “PESA” EM DECISÃO

A variedade de entendimentos é um dos muitos encantos do Direito e, por extensão, da democracia e da vida. Um juiz de Niterói (poderia ser qualquer outro cidadão) recorreu à Justiça, exigindo ser tratado por “senhor”, pois se sentira ofendido ao ser chamado de “vocêpelo síndico do edifício onde mora. Pleiteava que também suas visitas recebessem do mesmo síndico o tratamento de “senhor”, “senhora”, “doutor”, “doutora” e por aí vai – e ainda pedia que, em caso contrário, fosse o “infrator” levado a pagar multa não inferior a 100 salários mínimos, por danos morais. No tribunal, o julgador negou-lhe a pretensão, com base em parecer da linguista Eliana Pitombo Teixeira.

DOUTOR É TÍTULO, NÃO FORMA TRATAMENTO

Segundo a professora, “você” é tratamento formal – por ser variante (contração) da alocução respeitosa “Vossa Mercê”. Para o magistrado sentenciante, “´Doutor´ não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de um doutoramento”. Estou perfeitamente de acordo quanto à segunda justificativa. Da primeira, data vênia, discordo frontalmente: “você”, embora vindo de uma expressão formal, é, na linguagem de todos os quadrantes do Brasil (exceto, talvez, alguns locais da região Sul), tratamento íntimo. Nenhuma pessoa medianamente educada usa “você” com pessoa idosa, autoridade ou desconhecido.

COMO REGRA, “VOCÊ” É TRATAMENTO ÍNTIMO

Não opino se há direito ou apenas pose na “exigência” do cidadão em não querer ser tratado por “você”. Apenas digo que “você”, em não sendo, por si só, forma ofensiva de abordagem, não é formal, como diz a ilustre professora, opinando a distância do falar brasileiro. Mas ela tem seguidores, obviamente: o ótimo apresentador Jô Soares costuma tratar todos seus convidados por “você” – e há quem ache isto normal (ele, por exemplo, acha). Assustou-me ver, por exemplo, Fernando Henrique Cardoso e D. Evaristo Arns (para citar apenas duas figuras que devem receber trato formal) serem chamados de “você”. No meu entender, cometeu-se, nestes dois casos, uma descortesia. Ou mais.

“JUSTIÇA, PARA SER BOA, COMEÇA EM CASA”

Não resisto a esticar o assunto e fazer um comentário em torno da palavra “doutor”, de sentido hoje já desvirtuado (para não dizer desmoralizado) entre nós. Aqui, a tese aprovada por banca especializada não está entre as formas mais comuns de chegar ao título: mais fácil é obter uma licenciatura qualquer ou, na falta desta, vestir-se de branco. Bem fez famoso bacharel em Direito, de Itabuna, que, tão logo recebeu o diploma, reuniu a família e fez seu primeiro grande discurso: “A justiça, para ser boa, começa em casa; portanto, a partir de hoje, quero ser chamado de doutor”. Assim foi feito e assim é até hoje, “doutor pra lá, doutor pra cá”, com (quase) todos felizes.

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NOEL, UMA IMENSA PRODUÇÃO EM OITO ANOS

Vinícius de Morais, que praticamente abandonou a carreira de poeta “sério” para se dedicar a um gênero então considerado menor, a MPB, foi letrista dos mais profícuos. Penso que, em termos de produtividade, ele só tem rival em Noel Rosa, que fez mais de 200 composições – sem contar muitas que vendeu e foram assinadas por outros compositores. Vinícius ultrapassou a marca de 300. Não faltará fã de Noel a fazer as contas e concluir que o Poeta da Vila, que viveu 27 anos (1910-1937) realizou toda sua carreira musical em curtíssimo período (de 1929 a 1937). Já Vinícius (1913-1980) produziu durante 22 anos, a partir de 1958.

VINÍCIUS FOI BARROCO, NOEL FOI CAIPIRA

Visto assim, Noel foi mais produtivo. Porém a ideia não é comparar os dois autores e levantar polêmica, mas mostrar alguns pontos curiosos. Além desse da alta produção, os dois começaram com gêneros que logo abandonaram: Noel estreou com a embolada Minha viola, cuja letra hoje parece fora do padrão noelino: “Minha viola tá chorando com razão,/com saudade da marvada que roubou meu coração”. Vinícius começou em tom barroco, com Serenata do adeus. Refere-se à mulher como “estrela a refulgir” e cria estes versos: “Crava as garras em peito em dor/ e esvai em sangue todo o amor,/ toda desilusão”. Cândido das Neves assinaria.

EM VINÍCIUS, ATÉ CÂNCER ERA INSPIRAÇÃO

Noel subiu o nível dos seus versos, assumindo-se como poeta urbano “culto”, Vinícius abandonou a escola antiga, integrou-se à Bossa Nova, popularizou-se, sem fazer concessões à vulgaridade. Como costuma acontecer, o espaço se finda, e tanto ainda resta a dizer. Há tempo para citar Chico Buarque (foto), para quem Vinícius fazia letra de música com “qualquer coisa”. Certa noite, numa clínica para se tratar do excesso de uísque, o Poetinha ouviu que no quarto vizinho um homem com câncer estava em estado terminal – e alguém, logicamente, chorava seu desenlace iminente: Vinícius fez e mandou pra Baden pôr a melodia em Pra que chorar (aqui, com Zeca Pagodinho).
 

 O.C.

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