Escolhidos nomes para reitoria da UFSB|| Foto Pimenta
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A atual reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufsb) foi a mais votada na eleição de candidatos que compõem a lista tríplice a ser enviada para o Ministério da Educação (MEC). A professora Joana Guimarães recebeu 23 votos. Os outros dois concorrentes, Sandro Augusto Silva Ferreira e Francismary Alves da Silva, tiveram um voto cada.

Houve eleição também para o cargo de vice-reitor da Ufsb. O mais votado foi o professor Francisco José Gomes Mesquita, com 23 votos. Francesco Lanciotti Júnior e Lilian Reichert Coelho obtiveram um voto cada. A eleição foi organizada pelo Conselho Universitário da Ufsb.

Agora, a lista tríplice com os nomes será enviada para o Ministério da Educação para que o presidente da República escolha o reitor e o vice que ficarão no comando da universidade no quadriênio 2022/2026. Por lei,  o presidente da República só pode escolher os nomes indicados na lista. A eleição ocorreu nesta quinta-feira (24).

Ita e Marcos formam a Chapa 2 na disputa à reitoria da UFSB
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A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) escolherá, na próxima semana, quem comandará a instituição pelos próximos quatros anos. A reitora Joana Guimarães disputa a reeleição e tem como adversário o professor Marcos Bernardes. A votação será na segunda e na terça-feiras (7 e 8).

Marcos Bernardes diz que é preciso lutar pela excelência na gestão, “mas sempre nos marcos democráticos”. Ele reconhece conquistas na UFSB, porém observa que é preciso avançar.

– Nós estamos falando de uma universidade que abrange um território de diferentes características e particularidades, um território singular e plural. Precisamos olhar tudo isso com mais sensibilidade, avançar em práticas antirracistas, queremos um espaço de trabalho menos sexista, que abrace todos os gêneros e sexualidades, que seja inclusiva e que acolha os povos originários, quilombolas e populações tradicionais – afirma Bernardes.

Decana do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências, a exemplo de Marcos Bernardes, a candidata a vice-reitora da Chapa 2 reforça a necessidade de “olhar a UFSB como um todo”, escutando, dialogando com todas as linhas de pensamento.

– Estando dentro ou fora de sala de aula, temos que respeitar como um todo a comunidade acadêmica, não podemos tolerar gestos antidemocráticos dentro da universidade, assim como não podemos tolerar esses mesmos gestos no país. 2022 chegou para gente repensar não só que Brasil que queremos como também que Universidade queremos” conta Ita. 
A votação para escolha da nova reitoria da UFSB será online, pelo Sigeleições. 

Joana Guimarães é reitora da UFSB
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Séculos de exclusão e discriminação criaram a premissa do menor potencial. Frases como “Isso não é pra gente como nós”, “Nosso lugar é na cozinha”, entre outras, ouvidas de pessoas negras que estavam ao meu redor, acompanharam-me em grande parte da minha infância e adolescência. Mas eu me insurgi, resisti, reconfigurei a situação e cheguei até aqui. Porém, não foi fácil. E não é para nenhuma de nós.

 

Joana Guimarães

Desde que assumi o cargo de reitora na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), sempre me perguntam como é ser uma mulher negra ocupando um cargo em que tão poucas pessoas na minha condição estão presentes. Ao pensar sobre isso, vem à mente que a questão não é esse ou aquele cargo, mas a ocupação dos espaços de prestígio na sociedade que sempre foi algo de difícil alcance para pessoas negras. Estou na vida acadêmica como gestora desde 2006, quando assumi o cargo de diretora do campus da UFBA em Barreiras. Em 2011, fui para a vice-coordenação da Comissão de Implantação da UFSB. Em 2013, assumi a vice-reitoria dessa mesma universidade e, em 2018, o cargo de reitora, o qual exerço até aqui. Nessa trajetória, sempre fui a exceção que comprovava a regra do racismo.

Certamente a cor da pele define nossa posição na sociedade e como esta nos vê. Isso pode ser observado nas discussões sobre o desempenho dos cotistas na universidade. Havia e em certa medida ainda há uma preocupação com desempenho — fruto da concepção de que essas pessoas possuem dificuldades no aprendizado por conta da falta de exposição a elementos educacionais e culturais dominantes na nossa sociedade, tais como escolas renomadas, bons livros, cinema, teatro, museus — o que chamamos de capital cultural. Porém, não se levam em consideração as experiências comunitárias e culturais descentradas que também fazem com que, mesmo sem acesso a tudo isso, essa maioria minorizada desenvolva vivências que fazem com que não só tenham capacidade outras como a resiliência e um enorme potencial para agarrar as oportunidades que surgem à frente. Uma espécie de rebeldia contra a subalternidade determinada historicamente. Aliado ao fato de que pessoas negras devem estar onde estão porque esse é o seu lugar na sociedade — construiu-se a premissa dominante de que elas têm menor potencial que pessoas brancas.

No meu caso particular, quando adentrei esse mundo da gestão e, consequentemente, passei a ocupar cargos de destaque mesmo detendo todas as credenciais de uma egressa da Ivy League, não à toa, o racismo teimou em se rearticular em várias imagens de controle na tentativa de invisibilizar minha atuação como reitora e menoscabar a minha agência.

A intersecção entre racismo, machismo e pobreza inscreve, socialmente, as mulheres como pessoas com menor potencial para ocupar espaços de poder, sendo determinado a elas o cuidado com a família, com atividades relacionadas ao ambiente doméstico. Isso é, em grande medida, incorporado ao imaginário das próprias mulheres que, em muitos casos, se sentem culpadas ou impossibilitadas de investir na carreira, considerando que isso as afasta da sua função definida, historicamente, pela sociedade, que é a de cuidado com a família. Séculos de exclusão e discriminação criaram a premissa do menor potencial. Frases como “Isso não é pra gente como nós”, “Nosso lugar é na cozinha”, entre outras, ouvidas de pessoas negras que estavam ao meu redor, acompanharam-me em grande parte da minha infância e adolescência. Mas eu me insurgi, resisti, reconfigurei a situação e cheguei até aqui. Porém, não foi fácil. E não é para nenhuma de nós.

Essa breve reflexão conduz-me à resposta de que ocupar o cargo de reitora de uma universidade federal parece-me perfeitamente natural, em especial pelo fato de estar de volta, depois de 40 anos, à terra onde nasci e vivi a minha infância e parte da adolescência, onde tenho raízes familiares. Tudo isso faz com que eu tenha profunda relação com a região e compreenda a importância de uma instituição como a Universidade Federal do Sul da Bahia. Importante por saber o que teria significado para a vida de muitos dos meus colegas dos primeiros anos de estudo a existência de uma universidade pública na região, o quanto isso lhes teria impactado a vida. Além do impacto pessoal, há ainda o aspecto do desenvolvimento regional, com a possibilidade de construção de projetos de interesse da sociedade em todas as áreas do conhecimento, o que almejamos aqui na UFSB.

Para finalizar, deixo aqui o testemunho de que me sinto acolhida pelos colegas reitores e reitoras das universidades federais, por meio da Andifes, que, neste momento de dificuldade econômica, política e sanitária pelo qual passa o Brasil, agravado pelas enchentes no sul e extremo-sul da Bahia, tem se colocado firmemente numa rede de apoio, solidariedade e troca de experiências que muito tem nos ajudado a atravessar essa difícil conjuntura.

Joana Guimarães é reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

Ação do Rotary com parceiros restaura casas na Rua de Palha em Itabuna
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O Rotary Club de Itabuna começou, no último sábado (15), trabalho de recuperação de casas do bairro Maria Matos (Rua de Palha, com o objetivo de contribuir para que as famílias da comunidade possam retornar aos seus lares. A localidade, que possui cerca de 250 moradias, foi das mais gravemente afetadas pela enchente do Rio Cachoeira em dezembro.

A ação do Rotary é coordenada pelo Comitê de Crise e inclui a retirada de entulhos, higienização, pintura e pequenas reformas realizadas por profissionais da área e voluntários. Serão contempladas as casas que não foram construídas em área de preservação ambiental ou estejam condenadas pela Defesa Civil, segundo o clube de serviço.

De acordo com a presidente do Comitê de Crise, Mírian Paranhos, a ação é uma forma de ajudar também a recuperar a autoestima das famílias atingidas. Destas, 132 pessoas que estão alojadas nas dependências da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Ferradas, e no Parque de Exposições Antônio Setenta, no Maria Matos, aguardando o momento ideal para retornar aos seus lares.

“As casas estão úmidas, sujas, com paredes manchadas e algumas com forte odor, o que tem impedido o retorno, então, nossa ação tem o intuito de trazê-los de volta após a devida higienização, reparo e pintura delas”, explica Mírian Paranhos.

Família tem casa restaurada pelo Rotary Club de Itabuna

PARCERIA COM PAI MENDONÇA E CONLAR

Após o cadastramento das famílias, realizado com a colaboração da Paróquia Bom Jesus da Lapa, por meio do padre José Roberto, foi feito levantamento das necessidades de reparo em cada casa. Essa etapa contou com orientação da arquiteta Leila Lessa, servidora da Prefeitura, e também do engenheiro civil Emerson Loiola, que, acompanhados dos representantes do comitê, visitaram as moradias para avaliar o estado de cada uma.

As visitas tiveram a participação do rotariano Ailton Matos e do governador 2019-20 Paulo Pereira, do Distrito 4391 do Rotary. Em seguida, numa parceria firmada com o grupo Pai Mendonça e com o grupo Conlar, foram adquiridos os materiais a serem utilizados, dentre eles, tintas, argamassa, areia e cimento.

Imóveis são recuperados em ação do Rotary com parceiros

AÇÃO SOLIDÁRIA

O presidente do Rotary Club de Itabuna neste ano rotário 2021-22, Diogo Matheus Rodrigues, recorda que, logo na primeira visita à comunidade da Rua de Palha, o comitê identificou qual seria a ajuda humanitária, visto que outras instituições e até mesmo o poder público já os estavam auxiliando com donativos e não havia esse olhar para a restauração das casas. “Todos os companheiros do nosso clube concordaram em direcionar a nossa ajuda para essa ação, pois é desumano as pessoas conviverem naqueles ambientes da forma destruída em que ficaram após a enchente”, justificou.

De acordo com o presidente, essa foi apenas uma primeira ação solidária do clube para atender as famílias vitimadas, entregando um ambiente seguro, limpo e até mesmo livre de doenças. “O trabalho não para. Nosso intuito é contribuir de outras formas para levar bem estar e esperança a essas pessoas. Concluindo essa etapa das reformas, já estaremos nos organizando para as próximas”, afirmou.

UFSB abre vagas para professor || Foto Pimenta
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A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) abre, na sexta-feira (8), inscrições no Processo Seletivo para ingresso no Programa de Pós-Graduação em Estado e Sociedade – Mestrado e Doutorado (PPGES). De acordo com o edital, serão oferecidas 25 vagas, sendo 15 para Mestrado e 10 para Doutorado.

Para o mestrado (são 15 vagas), poderão se inscrever portadoras de Diploma ou Ata de defesa de Curso Superior reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Já para o Doutorado (são 10 vagas), além do Diploma de Graduação de curso reconhecido pelo MEC, será exigido o Diploma de Mestrado ou Certificado de Conclusão de Curso de Mestrado reconhecido pela CAPES.

Também poderão se inscrever portadores de diplomas de Graduação ou de Mestrado emitidos por instituições em outros países. As inscrições poderão ser feitas até o dia 28 deste mês, pelo portal da UFSB. A taxa de inscrição custa R$ 100,00.

O processo seletivo será composto de Avaliação do Anteprojeto para o Mestrado e para o Doutorado, Prova Oral e Exame de Proficiência. As linhas de pesquisa e o quadro de docentes podem ser vistos no anexo do edital, que pode ser acessado aqui. As inscrições serão homologadas no dia 11 de novembro.

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A Uesc é a prova maior de união e vitória dessa região. Foi um sonho de toda a sociedade que virou realidade. Foi fruto da articulação e envolvimento de todos. Não houve divisão. Houve integração, e essa energia e exemplo precisam ser colocados em prática como fio na luta pelo nosso patrimônio Rio Cachoeira.

Rosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

Os tempos atuais exigem cada vez mais responsabilidade do conjunto da sociedade em relação ao desenvolvimento sustentável. O tema, embora importante, sempre fica no imaginário de parte da população das cidades e parece algo intangível. Sempre aparece nas discussões eleitorais dos municípios a cada quatro anos.

A cidade de Itabuna e a região sempre têm ligação umbilical com a bacia do Cachoeira e com o próprio rio, sempre foi uma fonte de inspiração, cantado em verso e prosa, uma fonte inesgotável de história e estórias, mas que sofre com a falta de empatia e responsabilidade de todos nós ao longo do tempo. Itabuna, por exemplo, nasceu a partir do Cachoeira.

Essa desatenção abrange do setor público ao privado e, nesse caso, não cabe citar exceções, pois se existem, são incipientes para mexer nas estruturas de estado. Destacá-las seria mais um subterfúgio para esses mecanismos. Em Itabuna e em outras cidades as pessoas literalmente deram as costas para o rio, construindo em suas margens e fazendo os seus lançamentos de esgoto diretamente no curso d’água do Cachoeira.

Pensar o Rio Cachoeira é tarefa urgente, importante e necessária e obriga toda a sociedade a sair da posição de letargia, dos muros da reclamação e falação para o papel de agente de transformação. Precisamos agradecer a todos que fazem do Rio uma fonte de pesquisa e contribuem com seus estudos. Toda essa contribuição faz nascer a hora da virada. A hora de sermos pragmáticos e dizermos com ações concretas: o Rio Cachoeira é a nossa voz!

Aconteceram dois encontros nessa semana na Uesc, o primeiro no dia 31 de agosto e o segundo no dia 1° de setembro. Foram encontros liderados por Itabuna, tendo a Amurc e o CDS Litoral Sul como parceiros. Estiveram na formatação dessa discussão UFSB, UESC, Embasa, Emasa, Portal Santo Agostinho, Ramboll e comitê das bacias hidrográficas do leste, com a participação de diversos outros técnicos e estudiosos da temática.

Foi Um rico encontro, sem donos da verdade, sem arroubos, sem personalismo, nem mesmo mesa oficial foi formada, justamente para rompermos com o formalismo, colocando todos em pé de igualdade. Algumas cidades demostraram maior envolvimento: Itabuna, Ilhéus e Floresta Azul, sendo as demais representadas pela Amurc e CDS-LS. Aliás, cabe aqui destacar a participação de Luciano Veiga, gerente executivo das duas entidades e vice-presidente do Comitê das Bacias do Leste, mas sentimos a ausência de representantes direto dos demais municípios envolvidos.

O registro aqui é didático, não visa polemizar nem criar cisões; ao contrário, serve de alerta pela importância estratégica deles na construção e fortalecimento do braço político dessa ação em nível de região, afinal, a pauta nos une: recuperação ambiental, social e econômica da região passa pela recuperação do Rio Cachoeira, especialmente com a chegada de novas oportunidades advindas do Porto Sul.

Para não perdermos de vista a luta que estamos iniciando, tem simetria com a que fizemos com a Universidade Estadual de Santa Cruz. Não à toa, escolhemos a Uesc para sediar os dois eventos iniciais na luta pelo nosso Cachoeira. A Uesc é a prova maior de união e vitória dessa região. Foi um sonho de toda a sociedade que virou realidade. Foi fruto da articulação e envolvimento de todos. Não houve divisão. Houve integração, e essa energia e exemplo precisam ser colocados em prática como fio na luta pelo nosso patrimônio Rio Cachoeira.

Rosivaldo Pinheiro é economista, especialista em Planejamento de Cidades (Uesc) e subsecretário de Planejamento de Itabuna.

UFSB abre vagas para professor || Foto Pimenta
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O Centro de Formação em Tecno-Ciências e Inovação (CFTCI) da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) está com inscrições abertas para o curso de especialização em Engenharia Ambiental Urbana (PGEAU), no Campus Jorge Amado, em Itabuna.

As inscrições podem ser feitas por meio de formulário eletrônico e estão abertas até o dia 20 deste mês. São ofertadas 35 vagas distribuídas em duas linhas de pesquisa: Poluição Ambiental e Saneamento (13 vagas) e Sustentabilidade e Mobilidade Urbana (22 vagas).

Podem inscrever-se na seleção para a Especialização quem possui diploma de cursos de nível superior em engenharias e demais áreas relacionadas às linhas de pesquisa do Curso. Se o candidato não tiver concluído o curso de graduação na época de inscrição no processo seletivo, deverá apresentar documento que comprove estar apto a concluí-lo antes de sua matrícula na pós-graduação.

O processo seletivo está dividido em duas etapas: a primeira é eliminatória e classificatória, na qual é feita a análise do currículo; e a segunda consiste na apresentação e arguição da carta de intenção. Veja todos os detalhes no edital.

UFSB abre vagas para professor || Foto Pimenta
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A sede definitiva da reitoria da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) será inaugurada nesta quarta-feira (28), aniversário de 111 anos de emancipação político-administrativa de Itabuna. A reitoria deixa Ferradas e passa a funcionar no prédio do antigo Fórum Ruy Barbosa, na praça José Bastos, centro, após obras de reconstrução do prédio e investimento total de R$ 4,9 milhões.

A expectativa da instituição é de que a mudança para uma área própria e no centro de Itabuna estreite “ainda mais” os laços institucionais com diferentes setores da comunidade itabunense e regional. Todos os setores da Reitoria e todas as sete pró-reitorias serão instalados no prédio, além da estrutura do Conselho Universitário e o centro de dados da instituição.

A transferência para o centro da cidade significa a consolidação da UFSB em Itabuna, favorecendo a integração ao cotidiano da comunidade, segundo avalia a reitora Joana Angélica Guimarães da Luz. Já as obras do novo campus em Itabuna, construído na região da sede regional da Ceplac, entre Itabuna e Ilhéus, devem ser concluídas em 2022.

Ufsb abre inscrições em processo seletivo para colégios universitários|| Foto Pimenta
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O Conselho Universitário da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) aprovou a criação de mais uma vaga supranumerária destinada a pessoas em situação de privação de liberdade (detentos), egressos do sistema prisional e para refugiados. O Conselho também atualizou medidas e ajustes na aplicação da reserva de vagas nos fluxos dos processos seletivos.

Pessoas egressas do sistema prisional, ainda em privação de liberdade, e também refugiados – pelas mais diversas razões – poderão acessar a vaga supranumerária via Sistema de Seleção Unificada (SiSU) e Colégios Universitários. Haverá uma vaga para cada curso, turno e campus da instituição.  A UFSB é a primeira universidade a oferecer reserva de vagas para o público interno ou egresso do sistema prisional no Brasil.

O programa de ações afirmativas da Universidade Federal do Sul da Bahia é um dos mais destacados e reconhecidos nacionalmente por meio da atuação institucional no debate sobre a política de cotas. A expectativa é que as novas medidas já sejam aplicadas nos próximos processos de ingresso na UFSB.

INOVAÇÕES

Segundo o pró-reitor de Ações Afirmativas da UFSB, Sandro Ferreira, é importante destacar que a UFSB vem realizando inovações importantes em sua política de ações afirmativas, ao longo desses últimos quatro anos. “A nossa universidade vem se consolidando como uma instituição sempre disposta a promover a inclusão e o combate às desigualdades por meio da educação”.

Nesta semana, representantes da universidade e a direção do Conjunto Penal de Itabuna se reuniram para apresentação da resolução e alinhamento de ações conjuntas para que os detentos se preparem para prestar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O pró-reitor relata que a direção convidou a equipe da universidade a visitar as instalações de aula que existem no presídio, o que deve ter agenda confirmada nos próximos dias.

A instituição foi pioneira também na reserva de vagas supranumerárias para pessoas transexuais, travestis e transgêneros, além de manter em sua política de ações afirmativas vagas supranumerárias para povos indígenas aldeados, povos de comunidades remanescentes de quilombos ou comunidades indenitárias tradicionais e pessoas de origem cigana.

Escolhidos nomes para reitoria da UFSB|| Foto Pimenta
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A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) anunciou, nesta quinta-feira (15), que inaugura a nova sede da administração no próximo dia 28 de julho, feriado em homenagem aos 111 anos da emancipação política e administrativa de Itabuna. O espaço no centro da cidade foi reformado para abrigar o gabinete da Reitoria, suas assessorias, as pró-reitorias e o centro de dados da instituição.

Devido aos protocolos sanitários em vigor por causa da pandemia do novo coronavírus, a solenidade será transmitida para evitar aglomeração e disseminação do vírus. Os detalhes da cerimônia estão em fase final de preparação e devem ser divulgados nos próximos dias.

A administração funcionará no prédio do antigo fórum Ruy Barbosa. O imóvel foi cedido à universidade em 5 de fevereiro de 2019, após negociação com o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA).

A licitação para a reforma do edifício foi lançada em setembro do mesmo ano, prevendo serviços especializados de arquitetura, climatização, comunicação visual, rede elétrica, estrutura, rede hidráulica, prevenção de incêndios, paisagismo, escoamento pluvial, rede sanitária e telefonia.

Reitora reclama de perda de R$ 7 bilhões nas universidades federais
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A reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Joana Angélica Guimarães, lamentou, nesta sexta-feira (7), o descaso do governo com as universidades federais brasileiras, que deveriam receber neste ano, em valores corrigidos, pelo menos R$ 11 bilhões. No entanto, o Orçamento da União prevê o envio de apenas R$ 4 bilhões.

Joana Guimarães observa que o valor é quase metade da quantia repassada em 2014, quando as universidades federais receberam R$ 7,5 bilhões. ” Então a situação é bastante crítica. Todas as universidades estão extremamente preocupadas como chegarão ao final do ano com esse orçamento (de R$ 4 bilhões). Temos feito ações buscando sensibilizar várias pessoas no Parlamento”, relata a professora, em vídeo publicado na página da UFSB.

A reitora afirma que hoje já há um déficit de R$ 1 bilhão em relação a 2020. “Ontem (quinta-feira (6), nós, reitores de todas as universidades federais, tivemos uma reunião com o secretário-executivo do Ministério da Educação (Victor Godoy Veiga) para tratarmos dessa questão financeira e qual saída teremos para que não comprometamos as nossas universidades nos seus funcionamentos”.

UFBS possui campi em Itabuna, no sul da Bahia, Porto Seguro e Teixeira de Freitas, no extremo-sul do estado. A reitoria fica em Itabuna, onde está sendo construído um campus. Já a sede da reitoria funcionará no centro da cidade, no prédio do antigo Fórum Ruy Barbosa, que está sendo reformado e deve ser inaugurado neste ano.

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Nesta terça (4), audiência pública na Câmara de Vereadores discutirá a mobilidade urbana em Ilhéus. Proposta pelo vereador Augustão (PT), a audiência analisa as perspectivas de grandes investimentos no municípío nos próximos anos, principalmente com a chegada da Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) e terminal marítimo do Porto Sul e os seus impactos na mobilidade ilheense. A audiência começará às 16h e será transmitida pela TV Câmara nas redes sociais.

O evento terá a participação da professora Peolla Paula Stein, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Priscila Costa, da Ecolev Soluções Sustentáveis, dos professores Elvis Barbosa e Zina Cáceres Benavides, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e da professora Adriane Batata, da Faculdade Madre Thais.

UFSB abre inscrições em colégios universitários
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Das 106 instituições de educação superior públicas federais com o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) 2019, 71% atingiram os conceitos 4 e 5 do indicador. Ao todo, os resultados foram calculados para 2.070 instituições (públicas e privadas), considerando os 24.145 cursos avaliados entre 2017 e 2019.

Os resultados do IGC 2019 foram divulgados pelo Ministério da Educação  e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), na última sexta-feira (23). Do total de instituições que participaram desta edição, 87,1% (1.801) são privadas e 12,9% (269), públicas. A Universidade Federal do Sul da Bahia está entre as instituições de destaque.

A maioria (73,1%) é composta por faculdades, seguida dos centros universitários (15,6%) e das universidades (9,4%). Além de institutos federais e centros federais de educação tecnológica, que, juntos, representam 1,9% das instituições de ensino com o índice atribuído nesta edição. A concentração na faixa 3 abarcou mais da metade das instituições avaliadas (63,77%).

Quanto às 1.507 faculdades com IGC, 83,4% delas ficaram nas faixas igual ou acima de 3. Já quando se trata dos 326 centros universitários, o percentual correspondente às três faixas de maior desempenho é de 98,5% (321). No caso das 197 universidades, 99% (195) alcançaram desempenho nas faixas de 3 a 5. Dos 40 institutos federais e centros federais de educação tecnológica, 65% (26) ficaram na terceira e 35% (14) na quarta faixa do IGC.

POR ESTADOS

Proporcionalmente, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte apresentaram os melhores resultados no IGC 2019, obtendo, respectivamente, 9,2%, 6,7% e 4,2% de suas instituições de educação superior com faixa 5 no indicador. Do total de 2.070 instituições avaliadas, apenas 2,2% alcançaram essa faixa.

Na segunda maior faixa do indicador, Rio Grande do Sul (39,4%), Ceará (33,3%) e Distrito Federal (30,6%) foram os que obtiveram, proporcionalmente, o maior número de instituições com IGC 4. Considerando o total das instituições de educação superior avaliadas, 21,64% se enquadraram nessa faixa.

POR REGIÕES

Em valores absolutos, o Sudeste apresentou o maior número de instituições com faixa 5. A região também é a que possui mais instituições com o IGC calculado, destacando-se Minas Gerais (265) e São Paulo (509). Este último lidera o conjunto de instituições mais bem avaliadas: são 16 na faixa 5 e 84 na faixa 4.

No Nordeste, Bahia e Ceará são os estados com a maior quantidade de instituições nas faixas 4 e 5 do indicador, sendo 27 e 19 instituições, respectivamente, participando desse processo avaliativo.

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UFSB obtém conceito máximo e Uesc atinge 4 no IGC
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As duas universidades públicas sul-baianas obtiveram bom desempenho no Índice Geral de Cursos (IGC) relativo ao período 2017 a 2019. O IGC é divulgado anualmente pelo Ministério da Educação, por meio do Instituto de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira. A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), fundada em 2014, obteve conceito máximo (5), enquanto a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) atingiu 4 numa escala que vai de 0 a 5.

A avaliação considera a média do Conceito Preliminar de Curso (CPC) a cada triênio, a distribuição de alunos entre graduação e pós-graduação e as notas dos programas de pós-graduação de cada instituição. A nota de um curso no CPC representa o valor agregado pelo processo formativo e em insumos referentes às condições de oferta – corpo docente, infraestrutura e recursos didático-pedagógicos.

Além da UFSB, que tem reitoria em Itabuna, apenas outras 45 instituições obtiveram esse conceito máximo, com doze universidades federais nessa lista. Além de Itabuna, a instituição possui campi em Porto Seguro e Teixeira de Freitas.

Para a reitora, professora Joana Angélica Guimarães da Luz, o resultado mostra o valor do trabalho desenvolvido pelas equipes em cada campus e na reitoria. Segundo a gestora, a nota máxima do IGC representa a consolidação dos cursos, incluindo os de segundo ciclo que começaram a funcionar em 2018, além da tranquilidade institucional perante a legislação.

– Isso mostra para nós, da gestão, que estamos no caminho certo, na proposição e organização administrativa e acadêmica que estamos realizando. Quando você tem fluxos mais claros, isso dá mais tranquilidade para que a comunidade obtenha resultados como este – pondera a reitora.

UFSB tem predominância de mulheres nas entradas de 2º ciclo
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A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) publicou, nesta segunda (8), os resultados de estudo sobre a ocupação de vagas por mulheres nos cursos de segundo ciclo da instituição. Os números se referem ao período de 2019 e 2020.

A cada dez novas matrículas no segundo ciclo, seis são de mulheres, com destaque para a área das Engenharias. A média nacional aponta uma ocupação de pouco mais de 37% das vagas por mulheres, enquanto na UFSB, a média está em torno de 50% nas últimas entradas. A UFSB tem no comando uma mulher, a reitora Joana Guimarães.

Segundo Sandro Ferreira, Pró-Reitor de Ações Afirmativas (Proaf), apesar dos dados nacionais, que apontam um crescimento proporcional de mulheres mesmo nas Ciências Exatas, a reprodução de estereótipos de gênero em algumas áreas de conhecimento ainda persiste. Segundo ele, essa reprodução impacta, inclusive, na capacidade destas áreas em produzir conhecimentos científicos que reconheçam direitos e saberes próprios das mulheres.

“A avaliação destes estudos, e de suas expressões no cotidiano acadêmico da UFSB, passa a ser uma tarefa central para que os objetivos de inclusão e promoção da diversidade definidos em nossos documentos e resoluções sejam alcançados”. Para conferir a íntegra do estudo, clique aqui.