Bahia receberá mais de 600 mil doses de vacinas contra covid-19 || Foto Reprodução/Twitter
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A Bahia receberá, nos próximos dois dias, mais de 600 mil novas doses de vacinas contra o coronavírus, segundo afirmou o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, por meio do Twitter.

Serão exatas 607.700 doses das vacinas Oxford Astrazeneca, Butantan Coronavac e Pfizer BionTech.

Quase 400 mil doses serão da Astrazeneca, conforme o secretário, das quais 314,4 mil produzidas pela Fiocruz e 79,4 mil do consórcio Covax, uma aliança global para distribuição de vacinas pelo mundo.

Outras 132,4 mil são Coronavac e outras 81,9 mil produzidas pela Pfizer. Conforme Vilas-Boas, as doses chegarão na terça (20) e na quarta (21). Somente as vacinas da Pfizer serão exclusivamente para primeira dose.

Ministro Marcelo Queiroga anuncia atualização de recomendações da pasta sobre a aplicação de vacinas contra a Covid-19 em gestantes e puérperas
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Após reincluir grávidas e puérperas (mulheres no período pós-parto, de 45 dias) entre os grupos prioritários para receber a vacina contra a covid-19, o Ministério da Saúde alertou, hoje (8), que isso deve ser feito com os imunizantes da Pfizer (ComiRNAty) ou da Sinovac/Butantan (CoronaVac e ButanVac).

“Os imunizantes que podem ser utilizados em mulheres grávidas são os da Pfizer e da Coronavac. AstraZeneca e Janssen não”, declarou o ministro, Marcelo Queiroga, esta manhã.

A exceção à recomendação ministerial é para as grávidas e puérperas que já tenham recebido uma primeira dose da vacina da AstraZeneca. Nestes casos, o ciclo vacinal deve ser completado com a aplicação da segunda dose com o imunizante do mesmo fabricante.

“Para as grávidas que tomaram a AstraZeneca, a orientação é a mesma: que após o puerpério seja feita a imunização com a mesma vacina e, com isso, completada a imunização”, disse o ministro, assegurando que, nestes casos, a vigilância sanitária será reforçada de forma a “monitorar a possibilidade de eventos tardios que, embora raros, podem acontecer.”

O ministério já tinha incluído grávidas e puérperas no Programa Nacional de Vacinação (PNI) no fim de abril deste ano, mas, em maio, a pasta recomendou a suspensão temporária da vacinação de gestantes sem comorbidades depois da morte de uma mulher que havia recebido uma dose da AstraZeneca, no Rio de Janeiro. Na ocasião, o ministério anunciou que acompanharia todas as gestantes que já tinham sido vacinadas a fim de verificar as reações aos imunizantes.

“Após a análise dos dados e do debate amplo com especialistas, houve o entendimento de se voltar a vacina nas gestantes sem comorbidade”, afirmou Queiroga, hoje.

De acordo com o ministro, a decisão de retomar a vacinação de grávidas e puérperas levou em conta o elevado índice de mortalidade entre este grupo de mulheres, bem superior que o do restante da população, conforme assinalou o secretário nacional de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara, sustentando os riscos de eventuais reações adversas superam os benefícios já comprovados das vacinas.

“Temos que pesar o risco benefício. Principalmente com a nova variante, a epidemia da covid-19 afetou as grávidas. Tanto que a letalidade [da doença] entre elas está em torno de 10%, enquanto entre a população geral é menor que 2%. Portanto, ao avaliarmos o custo benefício [de aplicar o imunizante], não há nenhuma discussão: é muito favorável o uso das vacinas nas grávidas de forma geral”, disse o secretário.

INTERCAMBIALIDADE

O ministério desautorizou a combinação de vacinas, a chamada intercambialidade – estratégia já adotada por alguns municípios, que, em alguns casos, aplicaram a primeira dose de uma vacina para, em seguida, utilizar, na mesma pessoa, o imunizante de outro fabricante. Segundo Queiroga, ainda não há nenhuma comprovação médico-científica que valide a prática da intercambialidade, que não é recomendada em nenhum caso.

“Estudos de intercambialidade estão sendo realizados, mas ainda não são suficientes para tomarmos decisões como estratégias de saúde pública. Na hora que houver mais estudos, aí sim os especialistas vão se manifestar no [âmbito] do Programa Nacional de Imunização, apoiado pela câmara técnica”, disse o ministro ao fazer um alerta para os secretários de saúde de estados e municípios que, porventura, tenham adotado a combinação de vacinas.

“Os secretários estaduais e municipais de Saúde que, por acaso, queiram modificar as orientações do PNI não devem fazê-lo por conta própria. Devem fazê-lo após aprovação do grupo intergestor do PNI, apoiado pela Câmara Técnica. Claro que eles têm sua autonomia, mas não para mudar o cerne do que foi discutido na política tripartite”, disse Queiroga.

“Se é uma questão operacional do município, o secretário tem autonomia plena, mas não pode ficar criando esquemas vacinais diferentes, de maneira discricionária, sem ouvir ao PNI. A melhor maneira de termos eficiência na nossa política de vacinação é a discussão ampla, com o apoio dos especialistas”, acrescentou o ministro. Informações da Agência Brasil.

Será considerado apenas o critério etários para a aplicação de vacinas na Bahia
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A Comissão Intergestores Bipartite (CIB) decidiu, nesta quinta-feira (17), que a vacinação contra o novo coronavírus na Bahia passará a ser feita apenas por critérios etários (por idade maior para menor). A CIB é uma instância deliberativa que reúne gestores de saúde municipais e do Estado,

Com deliberação de hoje, a distribuição das vacinas seguirá apenas de forma proporcional à população de cada município e não mais será levado em conta o percentual de vacinação da influenza de anos anteriores mais o quantitativo de pessoas em grupos prioritários.

“A decisão foi tomada em função de várias assimetrias identificadas na distribuição das vacinas, com alguns municípios já tendo imunizado, com a primeira dose, cerca de 80% da sua população alvo e outros com apenas 20%”, explica o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas.

MUDANÇA COMEÇA NESTA SEXTA-FEIRA

A decisão deve passar a valer a partir de amanhã com a publicação da nova resolução no Diário Oficial do Estado. A remessa de novos lotes de vacinas que chegarão nesta sexta-feira (18) já será distribuída seguindo este novo critério.

O secretário da Saúde explica também que outra medida será adotada para a distribuição dos imunizantes: “Caso algum município já tenha ultrapassado 70% de cobertura, receberá 33% do que seria destinado inicialmente e se a cobertura já estiver em 50% ou mais, o quantitativo de doses recebido será de 50%.

As doses excedentes serão redistribuídas entre os municípios com cobertura vacinal inferior a 50%. Essa medida vai perdurar até que os municípios baianos alcancem a mesma média de cobertura em todo o estado.

A médica Patrícia Marques recebeu 2ª dose da vacina Astrazeneca/Oxford 16 dias antes do nascimento do pequeno Matheus
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O primeiro bebê baiano com anticorpos contra a Covid-19 nasceu na última sexta-feira (21), em Salvador, após a mãe ser imunizada com as duas doses da vacina. “Este é mais um exemplo da eficácia da vacina, que conseguiu transferir a memória imunológica de longo prazo (IgG) da mãe para o bebê”, explica o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas. A mãe, que é médica obstetra, recebeu a primeira dose da vacina Oxford AstraZeneca em 4 de fevereiro e a segunda dose em 5 de maio, dezesseis dias antes do parto.

A diretora da Vigilância Epidemiológica do Estado, Márcia São Pedro, explica que o teste foi realizado com amostras de sangue da mãe e da criança, coletadas e processadas dois dias após o nascimento pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen-BA). “Embora não haja protocolos definidos pelo Ministério da Saúde para avaliação de recém-nascidos, consideramos que este é um importante passo no monitoramento dos casos e para novas discussões sobre vacinação de gestantes”, avalia.

A presença de anticorpos na mãe, Patrícia Marques, e no recém-nascido, Mateus, foi confirmada por teste de sorologia no Lacen-BA, que implantou a metodologia para a quantificação de anticorpos para a Covid-19 recentemente. O recém-nascido será acompanhado e passará por exames regulares para avaliar a duração da presença de anticorpos.

Nova remessa da vacina chegou por volta das 16h15 no aeroporto de Salvador
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A Bahia recebeu nova remessa de vacinas contra Covid-19 produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer, em parceria com a empresa alemã BioNTech. O avião trazendo a carga com 39.780 doses pousou no aeroporto de Salvador por volta das 16h15 desta terça-feira (18). Com mais este envio, a Bahia ultrapassou a marca de 6 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 recebidas. São 3.035.800 da Coronavac, 2.849.000 AstraZeneca/Oxford e 135.720 da Pfizer.

Conforme ficou definido na reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), instância deliberativa que reúne gestores de saúde dos 417 municípios e do Estado, as doses da Pfizer serão destinadas à capital (20% do total) e aos 12 municípios da Região Metropolitana de Salvador (80% do total). As Secretarias Municipais de Saúde farão a retirada gradual das vacinas na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (CEADI), em Simões Filho, em virtude do prazo de aplicação de até cinco dias quando refrigerado em temperaturas de 2°C e 8°C.

O secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, explica que isso não significará acréscimo na distribuição do total de doses para a capital e para os demais municípios da Região Metropolitana de Salvador. “Os 417 municípios baianos continuarão a receber equitativamente as vacinas, tendo como referência a quantidade de pessoas de cada público-alvo nas localidades”, explica.

Saúde distribui mais de um milhão de doses de vacina Pfizer || Foto Carlos Osorio Reuters/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde começa a distribuir a partir desta segunda-feira (10) mais um lote com 1,12 milhão de doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech. As doses são destinadas para a primeira aplicação em pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas e pessoas com deficiência permanente.

Segundo o ministério, todos os estados e o Distrito Federal receberão o imunizante de forma proporcional e igualitária. Na semana passada, o governo distribuiu o primeiro lote de vacinas da Pfizer com 1 milhão de doses.

De acordo com a pasta, a logística de distribuição das vacinas da Pfizer foi montada levando em conta as condições de armazenamento do imunizante. No Centro de Distribuição do ministério, em Guarulhos, as doses ficam armazenadas a uma temperatura de -90°C a -60°C.

Ao serem enviadas aos estados, as vacinas estarão expostas à temperatura de -20°C. Nas salas de vacinação, onde a refrigeração é de +2 a +8°C, as doses precisam ser aplicadas em até cinco dias.

“Em função disso, o Ministério da Saúde orienta que, neste momento, a vacinação com o imunizante da Pfizer seja realizada apenas em unidades de saúde das 27 capitais brasileiras, de forma a evitar prejuízos na vacinação e garantir a aplicação da primeira e segunda doses com intervalo de 12 semanas entre uma e outra”, informou o ministério.

A vacinação contra a covid-19 começou no país no dia 18 de janeiro. Até o momento, contando com esse novo lote, foram destinadas a todas as unidades da Federação aproximadamente 75,4 milhões de doses de imunizantes.

Para moradora da zona norte, Sesau divulgou falta de vacinas de forma ampla; secretário responde
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Por volta das 6 horas desta terça-feira (4), uma senhora de 62 anos tomou seu lugar na fila da vacina no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Savóia, na zona norte de Ilhéus. Estava marcada para hoje a aplicação da sua 2ª dose da Coronavac, mas, segundo ela, foi só às 7h30 que as pessoas da fila foram informadas sobre a falta de doses da vacina chinesa.

Conforme a mulher, que procurou o PIMENTA para reclamar da fila inútil, o episódio é consequência de “total desrespeito da Prefeitura de Ilhéus à população idosa que hoje receberia a segunda dose da Coronavac”.

“As pessoas se aglomeravam em filas desnecessárias desde 6 horas da manhã para apenas às 7:30h serem comunicadas que não tinha vacina. Por que este aviso não foi dado pela imprensa evitando o deslocamento e aglomerações da população idosa? Para que esta notícia não chegue à imprensa?”, questionou.

O PIMENTA levou o questionamento da moradora da zona norte ao secretário de Saúde de Ilhéus, Geraldo Magela. Ele respondeu que foi dada ampla divulgação à falta de doses para o reforço da imunização da Coronavac. E nos enviou link de nota divulgada hoje pela Prefeitura.

“A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informa que a aplicação da 2ª dose da CoronaVac continua suspensa em Ilhéus. De acordo com a pasta, o município não recebeu até o momento quantitativo suficiente do imunizante, voltado ao reforço da vacinação. A Sesau reitera que a estratégia será retomada conforme a entrega de novas remessas. Os dias, horários e pontos de vacinação serão divulgados previamente, por meio dos canais oficiais da Prefeitura”, diz a nota publicada às 8 horas.

Antes, na terça-feira (27) da semana passada, outra nota da Sesau informou que o município aguardava nova remessa da Coronavac para retomar a aplicação da 2º dose.

A falta de doses da Coronavac para o reforço da imunização se deve ao atraso do cronograma de entregas do Ministério da Saúde e afeta todo o país. Antes do atraso, a pasta recomendou o uso de vacinas reservadas para a 2ª dose. Sem a reserva, faltam lotes para as pessoas que tomaram a primeira dose da vacina no início de abril.

60 ANOS

Também perguntamos ao secretário quando será retomada a imunização de idosos de 60 anos ou mais contra a Covid-19. “O repasse dos acima de 60 anos ocorrerá na próxima sexta feira [7], no Drive Thru do Centro de Convenções e do Pontal”, respondeu Magela.

Presidente conseguiu emplacar medo de vacina num país onde o vírus contra o qual ela protege chegou a matar 4 mil pessoas num dia
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Do ponto de vista de quem sabotou a compra de vacinas e discursou contra as medidas restritivas (e impopulares) de combate ao vírus, faz sentido convencer as pessoas de que não há justificativa para pressa em se proteger contra uma doença que matou mais de 3 milhões de semelhantes em 18 meses.

Thiago Dias

No segundo semestre de 2020, enquanto o mundo corria atrás de farmacêuticas para garantir a compra de vacinas entregues a tempo de salvar vidas,  o presidente da República não aceitou os termos do contrato da Pfizer, que ofereceu sua vacina contra covid-19 ao Brasil.

Feita em agosto, a oferta previa a entrega de 500 mil doses em dezembro, 3 milhões em fevereiro e 70 milhões até junho de 2021. No sábado (24), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o Brasil vai receber 1 milhão de doses da Pfizer até esta quinta-feira (29).

Dessa vez, o governo aceitou todas as cláusulas da fabricante, inclusive a que a isenta de responsabilização por eventuais efeitos colaterais da vacina. Essa cláusula está presente nos contratos de todos os países com a Pfizer. Um mês depois de negar a oferta, Bolsonaro não se insurgiu contra o acordo da Fiocruz com a Astrazeneca, que tem a mesma cláusula.

Segundo as associações farmacêuticas, essa isenção é regra comum há décadas, mesmo porque os países têm instituições que controlam a qualidade de vacinas e medicamentos disponibilizados à população, a exemplo da nossa Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Portanto, são as nações e seus governantes, orientados por agências especializadas, que assumem a responsabilidade inerente ao exercício do mandado político.

“E DAÍ?”

Bolsonaro age como se fosse inimputável, pois zomba da responsabilidade do cargo mais poderoso do sistema de governo presidencialista. Na sua versão distorcida sobre a competência concorrente entre os entes federativos na gestão da crise, ele não tem culpa pelo descontrole da pandemia, porque o STF teria esvaziado o poder do Executivo Federal nessa matéria. Mentira. O Supremo apenas reconheceu a autonomia de estados e municípios, sem afastar a competência da União, para legislar sobre as medidas de saúde pública. A verdade é que Bolsonaro não quis assumir a parte que lhe cabe desse latifúndio macabro.

Quem esqueceu o questionamento lapidar do ex-ministro Pazuello, feito em dezembro de 2020, quando o país beirava a marca de 200 mil mortes pela Covid-19, e jornalistas, estes idiotas, pediam o cronograma da campanha nacional de vacinação? “Pra que essa ansiedade, essa angústia?”, perguntou o auxiliar do capitão. Talvez não imaginasse que o dobro de vidas seriam perdidas quatro meses depois. Apesar do flagrante descolamento da realidade, pode ter faltado imaginação ao general de 3 estrelas.

Do ponto de vista de quem sabotou a compra de vacinas e discursou contra as medidas restritivas (e impopulares) de combate ao vírus, faz sentido convencer as pessoas de que não há justificativa para pressa em se proteger contra uma doença que matou mais de 3 milhões de semelhantes em 18 meses.

No meio desse terror, o presidente conseguiu emplacar o medo de vacina. Alguém, neste exato momento, está sendo surpreendido por outro alguém dizendo-lhe que não quer ser vacinado, e o mérito desse grande feito de convencimento contra a razão é, em grande parte, de Jair. Um grande feito, como se sabe, não é necessariamente bom. O adjetivo dimensiona o substantivo, mas seu produto pode ser uma catástrofe. É esse o caso da obra de Bolsonaro, o protagonista de uma tragédia nacional.

Thiago Dias é repórter e comentarista do PIMENTA.

Novas remessas chegaram hoje no Aeroporto Luís Eduardo Magalhães, em Salvador
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Mais 396 mil doses de vacinas contra a Covid-19 chegaram à Bahia nesta sexta-feira (16). Do total, 239 mil foram produzidas pela Fiocruz/Astrazeneca/Oxford e 157 mil pelo Instituto Butantan/Sinovac.

Com esta carga, que chegou ao aeroporto de Salvador por volta das 9h30, o estado totaliza 3.670.000 doses recebidas desde o dia 18 de janeiro. Este é décimo terceiro envio feito pelo Ministério da Saúde à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia.

Segundo a coordenadora estadual de Imunização, Vânia Vanden Broucke, as vacinas serão imediatamente conferidas e separadas para todos os núcleos regionais de saúde e também para todos os municípios da região metropolitana.

“Quando as vacinas chegam lá nas regionais de Saúde, elas também são distribuídas para todos os seus municípios de abrangência, completando assim a entrega para os 417 municípios do estado da Bahia”, explicou.

A idosa acabou sendo vacinada na delegacia por outro profissional
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Um técnico de enfermagem, que fazia parte da equipe de vacinação da rede pública de saúde de Porto Seguro, no extremo-sul da Bahia, está sendo investigado depois de ser flagrado simulando a imunização de uma mulher de 71 anos. A filmagem mostra que o profissional chegou inserir a agulha no braço de dona Maria Alves Soares, mas deixou a dose do imunizante contra o novo coronavírus na seringa, que logo foi descartada.

A falsa vacinação pelo profissional de saúde, que não teve o nome divulgado, gerou confusão. Ele acabou sendo conduzido para a Delegacia da Polícia Civil de Porto Seguro, onde um boletim foi registrado. O incidente ocorreu na segunda-feira (12), no auditório da Secretara de Saúde, e foi filmado pela filha da idosa, que percebeu que o líquido do imunizante continuava na seringa.

Na delegacia, o técnico de enfermagem alegou que a não aplicação da vacina não foi intencional e que estava cansado e estressado. Já idosa tomou a primeira dose da vacina logo após prestar depoimento, ainda na delegacia. A imunização foi feita por outra equipe enviada pela Secretaria Municipal de Saúde.

O município informou que já afastou o profissional das atividades e instaurou procedimento administrativo para investigar o fato e adotar outras possíveis medidas. Além disso, adiantou que a conduta do servidor foi inadequada e destoa das determinações da Secretaria de Saúde.

Municípios baianos reclamam de doses menores da vacina contra a Covid-19
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Um estudo realizado pelo Instituto Butantan divulgado ontem (11) mostrou que a eficácia da Coronavac, vacina desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, pode ser ampliada com um intervalo maior entre as doses.

De acordo com a nova pesquisa, caso o período de espera entre as duas injeções seja estendido, a eficácia da Coronavac pode chegar a 62,3%. Apesar disso, a eficácia mínima da vacina já aparece na segunda semana após a primeira dose. O resultado inicial da eficácia do imunizante divulgado em janeiro deste ano era de 50,38% e passou para 50,7% com outra análise publicada na revista científica Lancet. Ou seja, a vacina reduz pela metade os novos registros de casos, considerando o intervalo de 21 dias entre as aplicações.

O índice de eficácia considera todos os casos, de leves a moderados. Em relação aos casos que necessitam de assistência médica, a eficácia também aumentou: foi de 78% a 100% para 83,7% a 100% com o novo intervalo avaliado.

A taxa mínima de eficácia recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de 50%, informa o Metro1.

Bahia assume lidera em percentual de vacinados contra a Covid-19
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A Bahia assumiu, nesta quinta-feira (1º), o topo do ranking nacional que inclui os estados que mais vacinaram, proporcionalmente, pessoas com a primeira dose contra o novo coronavírus. De acordo com dados oficiais, na Bahia 1.664.055 pessoas receberam uma dose de uma das duas vacinas autorizadas no País.

O número de vacinados com a primeira dose representa 11,15% da população baiana. O percentual de beneficiados com as duas doses do imunizante é bem menor nos 417 municípios do estado. São 313.507 pessoas contempladas. Esse número equivale a 2,15% da população. No total, quando computadas a primeira e segunda doses, são 1.985.406 doses aplicadas até esta quinta-feira.

O segundo estado que mais vacinou, proporcionalmente, é o Mato Grosso do Sul, com 11,06%.  Em seguida aparecem os estados do Rio Grande do Sul (10,26%), Amazonas (10,22%) e Paraíba (10,10%), empatada com São Paulo (10,10%), que tem a maior população do País e quantidade de pessoas imunizadas. São 4.674.840 pessoas vacinadas.

PMs de Itabuna serão vacinados nesta quinta
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A Secretaria de Saúde de Itabuna vacina, nesta quinta-feira (1°), policiais militares do 15º Batalhão da Bahia, a partir das 8h30min. As doses da Coronovac serão aplicadas somente em militares com idade acima de 50 anos.

A coordenadora de Imunização do município, Camila Brito, 153 policiais serão vacinados. “A lista com os nomes foi enviada pelo Comando Geral da Polícia Militar da Bahia”, destacou. Os imunizantes serão aplicados por profissionais da Rede de Frio, na sede do 15º Batalhão, na Avenida Manoel Chaves, no São Caetano. O processo será acompanhado pelo comandante do 15º BPM, tenente-coronel Sandro Ferreira Lopes.

De acordo com o que foi estabelecido, só poderá receber a dose o policial militar que ainda está na ativa e que não teve a Covid-19 nos últimos 28 dias. A coordenadora de Imunização informou que ainda não há expectativa de vacinas para outras faixas etárias da corporação.

VACINAÇÃO DE IDOSOS SUSPENSA NA QUINTA

A Secretaria Municipal de Saúde informou que mantém o cronograma de vacinar idosos de 60 a 69 anos até que todos estejam imunizados, para só então se passar à próxima faixa etária. A secretária Lívia Mendes disse que ninguém ficará sem ser imunizado.

A secretária informa que o município recebeu 5.700 doses, ou seja, apenas 30% dos imunizantes da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), mesmo tendo superado a meta de 85% de aplicação das doses recebidas. A expectativa é que novo lote de doses sejam repassados na segunda-feira (5) para que a vacinação de pessoas da faixa etária de 69 a 60 seja retomada.

Por isso, a recomendação é que ninguém deve ir às unidades básicas de saúde e de saúde da família na quinta-feira (1º). “Para otimizar a vacinação na próxima semana, as pessoas foram cadastradas nas unidades de saúde”, finaliza.

O novo ministro da Defesa, Braga Netto, e o presidente da República: é bandeira demais
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Enquanto costura sustentação política com o Arenão, Bolsonaro estica as cordas em várias frentes, sobretudo na disputa das polícias, que aderiram ao presidente, presas aos governadores apenas pelas amarras frouxas da institucionalidade.

Thiago Dias

Os planos do golpe estão aí, só não vê quem não quer. O presidente da República e seu novo ministro da Defesa propagam descaradamente o ideário de 64 e usam a ameaça golpista como instrumento político.

Enquanto costura sustentação política com o Arenão – adoto a terminologia do Foro de Teresina para nomear o conjunto partidário herdeiro da Arena -, Bolsonaro estica as cordas em várias frentes, sobretudo na disputa das polícias, que aderiram ao presidente, presas aos governadores apenas pelas amarras frouxas da institucionalidade.

O governo, com o auxílio da bancada da bala, desfigurou projeto de lei de 2001 para subverter o pacto federativo usurpando o comando das polícias estaduais. Quer criar a figura do general PM, que responderia diretamente ao presidente. No mundo de Bolsonaro, os governadores só atrapalham.

O deputado federal Vitor Hugo (PSL-GO), bolsonarista até os ossos, propôs ampliação das hipóteses de uso do instituto da mobilização nacional, típico de guerra, para momentos como o atual, de calamidade pública em razão da pandemia.

A demissão dos três comandantes das Forças Armadas deixou ainda mais clara a ameaça civilizatória do projeto de Bolsonaro, que investe no Arenão e no autoritarismo ao mesmo tempo.

Para completar, Messias entrou na mente de boa parte da população. Pessoas andam por aí repetindo que Lula é uma ameaça comunista e que desconfiam da segurança das vacinas contra a Covid-19.

A ameaça comunista e o medo contemporâneo de vacina são produtos do glossário da extrema-direita, palavras de ordem que evidenciam a dimensão discursiva do embate político brasileiro.

Conforme tese do professor Idelber Avelar, da Universidade de Tulane, o bolsonarismo expressa os ressentimentos daqueles que ficaram (ou se sentiram) fora do grande pacto lulista – o oximoro do lulismo, que mete o pau na TV Globo no comício de manhã e janta com diretores da empresa à noite.

Esse é só um dos exemplos da complexidade do arranjo do governo do ex-presidente, segundo a análise acurada de Idelber no livro Eles e Nós – retórica e antagonismo político no Brasil do século XXI.

Idelber recorre ao que o filósofo Marcos Nobre chamou de emedebismo ao analisar as coalizões que governaram o país antes de Bolsonaro. Segundo Nobre, uma coalizão, por maior que seja, tem que deixar alguém do lado de fora. Isso interessa aos seus membros, porque os frutos dados a quem ajuda a governar são limitados.

Nesse embate, como se sabe, não é a revolução comunista que assusta o bolsonarismo. O que Lula ameaça são os planos do presidente para 2022.

Bolsonaro adorava ter o ex-presidente como adversário quando o petista não podia entrar no ringue. Agora, está muito claro quem mais sentiu o impacto do renascimento político de Lula, que tirou Jair da zona de conforto – aquela logo acima de 317 mil cadáveres.

Os gestos recentes de Bolsonaro, que passou a atirar para todos os lados, foram incitados pela volta do petista ao jogo, notadamente aqueles que levaram os ex-comandantes militares a impor limites a Jair na demissão conjunta e inédita desta terça-feira (30).

Lula, satisfeito com a estocada que deixou o oponente sangrando junto com o povo brasileiro, ficou em silêncio por duas semanas. Vai falar amanhã, em entrevista a Reinaldo Azevedo, o mais novo xodó do garantismo petista. A bibliografia do jornalista, o rottweiller amoroso, ficou no passado.

Thiago Dias é repórter e comentarista do PIMENTA.

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O Brasil recebe hoje (21) o primeiro lote de vacinas contra covid-19 provenientes do consórcio Covax-Facility. Serão 1.022.400 doses que chegarão ao país às 18h. A chegada das vacinas foi confirmada pela representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Galiano.

Galiano enviou na sexta-feira (19) uma carta endereçada ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. “É com satisfação que informamos que o primeiro embarque, referente a 1.022.400 doses da vacina contra Covid-19, adquiridas através do mecanismo Covax, chegará ao Brasil no dia 21 de março de 2021”, disse ela, na carta.

Na carta ao ministro, a representante da Opas/OMS no Brasil também acrescentou que 90% das doses têm vencimento em 31 de maio de 2021 e as demais 10% em 30 abril de 2021. A Covax-Facility é uma aliança internacional da Organização Mundial de Saúde (OMS) que tem como principal objetivo acelerar o desenvolvimento e a fabricação de vacinas contra a covid-19. Trata-se de um consórcio internacional com o objetivo de garantir acesso igualitário à imunização.

De acordo com o comunicado do consórcio, a projeção é que sejam enviadas 330 milhões de doses das vacinas da Pfizer/BioNTech e Oxford/AstraZeneca na primeira metade de 2021 para 145 países integrantes da aliança, que reúne mais de 150 nações. Informações da Agência Brasil.