Os moradores das ruas da Liberdade e Epitácio Pessoa já não sabem a quem recorrer para que a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) faça reparo na rede de esgoto que serve a localidade. Embora os consumidores paguem taxa de esgoto sem ter coleta ou tratamento, a empresa se nega a corrigir o problema.
Todo o dejeto das residências é jogado diretamente na rua, pois há muito tempo a rede estourou. “É uma fedentina infernal”, descreve Cláudio Nascimento, uma das vítimas. O esgoto é lançado na rua há um ano e meio. Não adianta nem recorrer ao Ministério Público. “Já não sabemos mais a quem apelar”, desespera-se.
O resultado do descaso da Emasa: crianças doentes e com ferimentos pelo corpo – pois são obrigadas a pisar nos dejetos para sair de casa. Cláudio conta que seus pais, de 85 e 73 anos, adoecem frequentemente por causa do esgoto fétido.

















