Consultor dá dicas sobre como agir quando o óleo do motor está baixando || Foto STrânsito
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Ícaro Mota é consultor automotivo

É comum as pessoas se assustarem ao tirar a vareta de óleo do motor e não ver sequer uma gota de óleo. Mas, e aí… isso é normal?

É comum e absolutamente normal que um carro com motor novo consuma em torno de 600ml a 1 litro de óleo a cada 10.000 km rodados. Isso depende do esforço que o motor está gerando em relação à rotação e ao peso de carga transportada.

Então, basicamente, chega a passar despercebido a baixa do nível do óleo ao olhar a vareta.

O que deve ser levado em consideração é que um motor de carro que já rodou bastante quilômetros – acima dos 100.000 – ou um motor usado de forma severa – roda pouquíssimo e abusa da partida-fria, ou seja, que usa pouco o carro e fica no liga-desliga.

Essas situações geram desgaste natural das peças do motor que estão em constante atrito. Por isso, o uso do óleo correto se faz extremamente importante (clique aqui e leia para entender melhor).

Logo, um motor com maior desgaste causado por atrito tende a consumir um pouco mais do óleo. Mas é necessário verificar se há vazamento(s). Se sim, saná-lo. Mas se o seu veículo tem consumido algo em torno de 1 litro a cada 1 mil ou 2 mil quilômetros, muito provavelmente estará sendo queimado em excesso, e expelido pelo escape em forma de fumaça branca. Aí, meu amigo, minha amiga, isso é um sinal de que os anéis de seguimento não estão raspando o óleo da câmara de combustão como deveria. E o motor precisará passar por uma retífica.

Muitas pessoas pensam que o fato de rodar pouco não exige muito do motor, mas estão enganadas. Para se ter uma boa noção, quando o carro está parado desligado e você acaba de ligar, essa ignição causa um desgaste equivalente ao mesmo causado por um motor que rodou 100 quilômetros.

Ícaro Mota é consultor automotivo e diretor da I´CAR. A coluna é publicada às sextas-feiras.

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Ícaro Mota é consultor automotivo

É uma verdade que a fábrica da Ford fechou suas portas aqui no Brasil. Mas o que poucos sabem é que ela continua vendendo carros aqui no país. Pois, bem, se você pensa que a Ranger, Focus e Fusion eram fabricados aqui, está totalmente enganado.

É bastante comum ver esses carros rodando na cidade, e quero lhe informar que a Ford sempre os vendeu por importação. É isso mesmo! Nunca foi diferente de agora. As opções de compra atuais são: Transit, Territory, Bronco, Mustang (esportivo e pick-up) e a interminável Ranger.

Realmente, o que parou de ser comercializado por aqui foram o Ka sedan, Ka hatch e o Ecosport, pois a ford entendeu que esses carros de “entrada” – populares – não geravam o lucro necessário para se manter em produção.

Então, por ser inviável em relação aos custos, as fábricas de Camaçari (BA) e Taubaté (SP) encerraram suas atividades.

Você continuará a ver carros da Ford no Brasil por muito tempo. E é possível comprar qualquer um desses itens que estão disponíveis no “cardápio”.

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Ford Ecosport teve fabricação suspensa no Brasil, mas deixou seu legado, opina colunista
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Em abril de 2003, o Brasil passou a conhecer o Ford Ecosport. Esse SUV compacto chegou ao mercado praticamente sem concorrentes, pois, nos anos 2000, somente havia a Pajero Tr4.

A Ecosport, por ser um novato no Brasil, e ter uma fisionomia aventureira (o estepe nas “costas”), logo caiu nas graças do povo.

Produzido nas versões 1.0 8v supercharger, série XL, ou nas versões XLS e XLT com motor 1.6 8 válvulas Zetec Rocam, logo ganhou os corações dos brasileiros e do mundo. Somando as duas gerações, foram mais de 1,2 milhão de unidades fabricadas em Camaçari, Bahia, para o mercado interno e para exportação.

Ele “roubava” os possíveis compradores do Honda FIT e do C3 Citroën.

Em 2004, a Ford trouxe a versão 4WD (tração integral nas 4 rodas) e o motor Duratec 2.0 16v a gasolina.

Em 2009 passou por um facelift, e esse visual perdurou até 2012.

Em 2013, ele foi totalmente repaginado, tanto no visual quanto em motorização. Ele passou a ser equipado com o motor Sigma 1.6 16v, aposentou o motor Zetec Rocam, mas não abandonou o Duratec. Assim, esses dois motores deram seguimento à carreira do jipinho da Ford.

Cinco anos depois, em 2018, recebeu seu último facelift no Brasil, continuou a sua produção com os motores Duratec, equipados nas versões mais bem equipadas de série (Titanium e Storm), e o motor Sigma passou a ter 3 cilindros, na busca de economia e esperteza ao dirigir na cidade.

Já em 2020, a Ford anunciou o fim de sua fabricação aqui no Brasil, mas esse SUV compacto, bonito, charmoso e encantador deixou o seu legado.

Foi o desbravador dessa categoria, que só cresceu desde o seu surgimento.

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Problemas acabam gerando "líquido" semelhante ao bom e velho capuccino || Imagem AMHFK
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Proprietários de Argo, Cronos, Toro, Renegade e Compass fabricados entre 2016 e 2018 e equipados com câmbio automático AISIN AT6 TF-72sc (automático de 6 marchas) têm tido dores de cabeça, pois há um defeito crônico nos seus trocadores de calor, também conhecidos como resfriadores de óleo.

A Fiat e Jeep, do grupo Stellantis, se negam a reconhecer como itens a serem corrigidos por meio de recall. E essa conta está ficando no colo de quem os adquiriu.

Se você possui um desses carros citados, ligue o botão de alerta. Tenha o hábito de olhar o reservatório do radiador, pelo menos, uma vez por semana. Observe que o líquido refrigerante deve estar no seu nível correto indicado na própria peça – entre o mínimo e máximo. E tem que estar limpo e com a coloração perfeita do aditivo como saiu de fábrica.

Para quem curte tomar aquele cappuccino, é bom começar a torcer para que o seu carro não se torne uma “maquininha de café”. E não apareça a coloração que lhe traga a exata lembrança dessa bebida nem no seu reservatório de arrefecimento nem na vareta do óleo do motor, bem como na parte inferior da tampa do óleo.

Essa aparência de cappuccino se dá pelo fato do resfriador de calor apresentar alguma ruptura interna, e ocasionar a mistura óleo/água. E isso pode acontecer tanto no resfriador do óleo de câmbio como no resfriador do óleo motor.

Relatos de proprietários que passaram por esse sofrimento é de que, ao final, a conta pode variar de R$ 8 mil a R$ 40 mil, pois depende das peças que foram contaminadas, onde o serviço é feito, das peças que foram trocadas e das que foram reaproveitadas. Ou seja, esse “cappuccino” não será doce nem amargo. Ele será bem salgado!

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Chinês BYD Dolphin está chegando ao Brasil || Fotomontagem
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– Ícaro Mota é consultor automotivo

A BYD, pronuncia-se, num bom português, Biuaidí, é a sigla para Build Your Dreams (construa seus sonhos). Essa é uma marca chinesa que promete sacudir o mercado brasileiro com seus carros elétricos – e o Dolphin é a aposta para destronar um “rei” que não reinou, o Renault Kwid E-Tech (reveja aqui).

O Kwid é, atualmente, o carro elétrico mais barato do Brasil, mas será que os seus dias no trono estão contados?

A BYD oferecerá ao Brasil o Dolphin com motor elétrico de 95cv e torque de 18,3 Kgfm na versão GS 180 EV. São números que expressam que o carro será bem esperto para uso urbano.

Esse será o modelo mais barato da marca. O hacth compacto não dispõe de acabamentos luxuosos, e a sua “simplicidade” é o que garantirá a competitividade dos preços.

A bateria que alimenta o motor elétrico pode ter 30,7 kWh, que tem autonomia de até 301 quilômetros, ou 44,9 kWh, que pode chegar a 405 quilômetros com uma só carga.

Construído sob a nova plataforma e-plataform 3.0, esse compacto têm as seguintes dimensões: 4,07 metros de comprimento, 2,70m de entre-eixo, 1,77m de largura e 1,57m de altura.

O subcompacto tem traços dianteiros que lembram o Honda Fit e a sua lanterna traseira única interligada mostra que essa é a tendência do mercado. Em seu interior, traz cores que dão a sensação de sofisticação, o painel tem linhas arrojadas, e esbanjam beleza. O seu quadro de instrumentos faz lembrar um tablet e sua multimídia flutuante é 100% digital.

Até o momento não foi divulgado o preço que o BYD Dolphin chegará ao Brasil.

Mas, me diz aí: o que você achou?

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Consultor Ícaro Mota dá dica de ouro para veículos Zetec Rocam
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Ícaro Mota é consultor automotivo

Vocês, meus amigos reparadores (mecânicos) e proprietários de Ford Ka, Fiesta e Ecosport equipados com motor Zetec Rocam 1.0 e 1.6 fabricados entre os anos 2000 e 2014, com certeza, sabem que o “Calcanhar de Aquiles” desses carros é a válvula termostática. Pois, bem. Dentre esses anos existem dois tipos dessas peças. A primeira é a usada em carros somente à gasolina, e a outra em carros flex.

O defeito em questão para conhecimento de todos os nossos leitores, é que a válvula trabalha associada a um sensor de temperatura, e quando o motor do carro atinge em torno de 92°C, essa peça deverá se comprimir, abrindo um espaço dentro da carcaça por onde circulará o líquido refrigerante ainda frio, e fará com que a temperatura diminua, evitando o superaquecimento.

Para você saber se realmente é esse item que está com defeito, basta, com o carro ligado em torno de 10 minutos, verificar as mangueiras inferior e superior do radiador. Elas devem estar com temperaturas semelhantes, você pode colher essa informação através de um aparelho de medição de temperatura a laser. Ou, para quem tem mais perícia, consegue identificar somente tocando-as.

É sabido que a válvula que equipa o motor flex é blindada, e quando ela dá defeito, é necessário que seja substituída em sua totalidade. Por outro lado, a equipada no motor somente a gasolina, a válvula é apenas um refil, e pode ser trocada apenas ela – caso os outros componentes estejam íntegros.

Volto-me nesse momento aos reparadores. Você já pegou alguma situação em relação ao motor somente à gasolina, onde, foi trocado a válvula (refil), e o carro voltou a apresentar o mesmo defeito, e você levou a peça para fazer o procedimento de garantia ou até mesmo trocar de marca, e mesmo assim, não resolveu?

Se você já passou por isso, e a dor de cabeça veio junto, receba essa dica de ouro…

Literalmente, digo no imperativo!

1 – Retire a válvula (refil)

2 – Pegue uma broca de ferro que tenha a mesma espessura de um palito de dente, e faça 5 furos espalhados na base da peça.

3 – Instale novamente a peça

4 – Abasteça novamente o líquido refrigerante

5 – Tire o ar do sistema

6 – Funcione o motor do carro

7 – E assim, como num truque de mágica, o problema desaparecerá!

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Produção e venda de motos registra grande alta em 2022 || Foto Honda/Divulgação
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Em um período pandêmico, inflação subindo, combustível e cesta básica mais caros, o orçamento estreitando, e com a intenção de evitar aglomeração, o brasileiro buscou uma alternativa de locomoção mais barata, independente e inteligente.

O resultado para essa busca se materializou em compra de motocicletas. E a demanda ficou tão alta que fez a venda de motos e scooters decolar, mesmo com salto nos preços – alguns modelos passaram dos 50%- e a gerar uma fila de espera que pode chegar a 6 meses.

Até maio deste ano foram registradas mais de 515 mil unidades comercializadas, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Essa quantidade representa um crescimento de 25,61% se comparado ao mesmo período de 2021.

Cito inteligente, pois numa conta grosseira, para os proprietários de carros, somente pelo aumento do custo do combustível, o seu gasto mensal com o mesmo, pode estar superando o valor de uma parcela de uma motocicleta. E para quem faz percursos curtos e rápidos, e principalmente sozinho ou com um (a) companheiro (a), a diferença será nítida no bolso.

Assim você diminuirá o desgaste dos componentes do seu carro, e passará a usá-lo somente em caso de necessidade (chovendo, ir ao mercado, fazer um passeio, viagem e etc…), e será proprietário de mais um bem. Mas essa conta varia de pessoa para pessoa!

Então, convido você a pensar e calcular: o seu custo com combustível mensal, a quilometragem que percorre, os perigos, os custos com documentação anual (IPVA), seguro e viabilidade. Esse conjunto, aliado ao cálculo estimado sobre os custos com a motocicleta, pode “devolver” um pouco do seu próprio dinheiro que está escorrendo pelo “ralo”.

Voltando aos números da Fenabrave…

Líder absoluta no segmento, a Honda ultrapassou as 103.000 unidades emplacadas, e representa 77,68% no ranking de vendas. A sua principal “arma” é a CG Titan 160, que foi comercializada 39.601 vezes até o quinto mês.

RANKING DE MAIS VENDIDAS EM 2022 (ATÉ MAIO)

1º – Honda CG 160: 39.601 unidades

2º – Honda Biz: 19.474 unidades

3º – Honda NXR 160: 13.428 unidades

4º – Honda Pop 110I: 12.637 unidades

5º – Honda CB 250F Twister: 4.349 unidades

6º – Yamaha YBR 150: 3.790 unidades

7º – Honda PCX 150: 3.739 unidades

8º – Honda XRE 300: 3.562 unidades

9º – Yamaha Crosser 150: 2.834 unidades

10º – Honda Elite 125: 2.278 unidades

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O nosso combustível, além de ter má qualidade, é bastante sujo – e disso ninguém tem dúvida, “né”?

Pois, bem, ele tem tanta sujeira que nem mesmo o filtro de combustível dá conta de filtrar tanta impureza (mesmo trocando no período correto de manutenção). E isso faz com que acumule resíduos em todo o sistema por onde circulam o principal “alimento” para o funcionamento dos veículos (álcool, gasolina e diesel).

Acarretando comumente em entupimento parcial dos bicos injetores e – em alguns casos “mais graves” – o fechamento total dos furos. Trazendo dores de cabeça, seja pelo falhamento e mau funcionamento do motor, como também pelo valor gerado para efetuar a troca, e mais o custo do reparo mecânico. Principalmente quando falamos sobre carros que usam o sistema de injeção direta (Fusion, A3, Golf turbo).

Se, por algum motivo, você não tem tempo para parar o carro numa oficina e fazer uma limpeza do sistema de injeção eletrônica, tanto por manutenção corretiva, como por manutenção preventiva, eu vim trazer a solução para o seu problema!

Ela existe faz tempo, mas poucas pessoas sabem e/ou conhecem.

É um produto chamado Perfect Clean – limpeza perfeita.

Para o uso corretivo, quando você percebe que o carro tá com um leve falhamento, e quando dá uma olhadinha no conta-giros, ele tá oscilando, ali na casa dos 700 a 1000 RPM – rotações por minuto. Esse produto pode resolver a sua situação.

Você vai deixar o tanque de combustível chegar à reserva, vai despejar todo o líquido (900ml), deixar o motor funcionando com o carro parado por 20 minutos. Depois de passado esse tempo, você irá até um posto de combustíveis fazer um abastecimento com, pelo menos, 30% da capacidade total do tanque.

Após abastecido, ande pelo menos uns 15 quilômetros em BR, onde possa trafegar numa velocidade de 80km/h. Esse “remédio” é tiro e queda se o seu problema for pela sujeira, pois esse produto “pega” toda a sujeira e transforma em nanopartículas – e elas são expelidas pelo escape, após a combustão.

No caso da manutenção preventiva, você despejará todo o produto do Perfect Clean no tanque de combustível, só que desta vez, o tanque deverá estar cheio! Assim, o produto deixará tudo limpinho. E isso evitará a criação da sujeira no sistema.

Crise deixou carros populares cada vez menos acessíveis no Brasil
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Quando buscamos a palavra “popular” no dicionário, encontramos: que pertence ao povo; feito ou pensado para atender às necessidades do povo; cujo valor de compra é acessível à maioria; que recebe aprovação do povo; lugares mais baratos; tendo em conta a vontade do povo; e etc…

Hoje, vamos focar na frase “cujo valor de compra é acessível à maioria”.

Num país em que se valoriza mais “os bens materiais do que as pessoas”, o salário mínimo é de R$ 1.212,00 e mais de 30 milhões de trabalhadores ganham até um salário e 90% dos brasileiros ganham menos de R$ 3.500,00. Sempre existiu uma enorme dificuldade quando falamos sobre o poder de compra da população brasileira. A maioria de nós cresce com um “kit desejo” (material), comprar carro e casa – e muitos “sacrificam a própria vida” para poder conquistar esses sonhos.

Infelizmente, no período pandêmico a dificuldade de conquistar esses sonhos só aumentou. Tudo foi inflacionado, principalmente pela falta de insumos e reajuste absurdo em ferro, borracha, PVC e combustíveis, fazendo com que os carros atingissem valores astronômicos.

E o carro “popular” sumiu!

Mas, não fisicamente e, sim, financeiramente, pois, como se já não bastasse a alta em cifras, também subiu a taxa Selic (responsável por elevar as taxas de juros dos financiamentos e empréstimos). Como exemplo, um Volkswagen Gol que custava pouco mais de R$ 40.000,00 em 2019, já passa dos R$ 75.000,00 em 2022. Sendo ele o carro mais vendido da marca, e atingindo esse patamar de preço, foi um dos principais responsáveis na queda das vendas da Volkswagen em 60%, no primeiro quadrimestre de 2022.

Se, por um lado, os valores subiram; por outro, as esperanças diminuíram. Mas creio que, em breve, entraremos no processo de “oferta e demanda”. Penso que chegaremos ao ponto de ter tantos carros parados nos pátios das concessionárias – por causa dos preços exorbitantes – que tudo se normalizará na base dos “trancos e barrancos”. Os preços terão que cair, e o poder de compra voltará a crescer.

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Golf R 20 Years é um foguete que, no entanto, não será comercializado no Brasil
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Em 1992, o Golf R32 foi o primeiro carro da Volkswagen a receber a logo “r”. E em seu vigésimo aniversário, a VW resolveu comemorar e revelou o Golf R “20 Years” (20 anos). Essa edição especial do hatchback tem um atrativo de “tirar o chapéu”. Um propulsor que gera 333cv, e faz com que esse “jovem adulto” receba o título de Golf mais potente (produzido em série).

A VW pegou o mesmo motor equipado nas versões GTI e R, o 2.0 turbo de 4 cilindros e 320cv, e aumentou a sua potência em 13cv, continua equipado com o velho câmbio conhecido, DSG de 7 velocidades, e dupla embreagem. Esse é o conjunto responsável por “tocar” a tração integral – 4motion –, mesmo sistema utilizado na Amarok.

O pacote R-Performance deixa der ser opcional e passa a ser item de série. Foi adicionado um aerofólio, sistema de vetorização de torque e os modos de condução special e drift.

Aparece a logos “R” na grade frontal, laterais, tampa do porta-malas e no encosto dos bancos dianteiros.

Os detalhes azuis arremetem aos carros elétricos, porém essa não é a proposta dele, e o cliente pode optar pelos detalhes na cor preta.

Os emblemas “20” foram posicionados nas colunas “B”, e ao abrir as portas, acendem luzes de cortesia direcionadas ao chão, também com o número 20.

Outro destaque fica pelo uso de fibra de carbono no painel e nas portas (primeira vez utilizado pela VW). Mas, para você que está pensando que ele será o concorrente do “foguete sobre rodas”, o Golf R 20 Years não será comercializado aqui no Brasil.

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Aditivo é vital para evitar super aquecimento e problemas maiores para o motor do carro
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Um dos principais sistemas responsáveis pela vida útil de um motor e seu bom funcionamento é o de arrefecimento – componentes por onde circulam água e/ou aditivo – bastante importante, e muito ignorado.

É composto por reservatório, bomba d’água, radiador, mangueiras, válvula, sensores, eletroventilador e bloco. Ele tem a função de resfriar ou amenizar o aquecimento causado pela combustão – mistura ar-combustível.

Cada fabricante indica quando deve ser feita a troca do líquido de arrefecimento. Há casos em que se orienta trocar a cada 30 mil quilômetros ou 1 ano e situações que devem ser trocadas a cada 120 mil quilômetros ou 5 anos.

É ideal que seja usado aditivo no sistema com proporção de 60% água desmineralizada e 40% de aditivo concentrado (utilize sempre marca de qualidade).

O aditivo (líquido refrigerante) tem a função de amenizar o risco de fervura no sistema (aumenta o nível de ebulição) e evita o congelamento (onde as temperaturas são baixas), evita a oxidação e, principalmente, faz com que o sistema atinja a temperatura ideal com mais rapidez.

O nível no reservatório sempre deverá estar entre o mínimo e o máximo. Se o reservatório estiver com o líquido abaixo do mínimo, com toda a certeza há vazamento, pois o sistema é vedado e não há por onde evaporar. É preciso identificar e sanar imediatamente, pois, por falta de refrigeração, certamente o motor fundirá.

De maneira alguma deve ser ignorado qualquer tipo de vazamento, e não se deve brincar de repor o líquido. Isso seria um paliativo que pode lhe trazer grandes danos. Pois até mesmo em uma eventual mistura com líquido em temperaturas diferentes ou der entrada de ar por falha humana, pode queimar facilmente a junta do cabeçote. E, por consequência, fundir o motor – o que irá gerar um prejuízo enorme.

O óleo lubrificante e o líquido de arrefecimento são para o carro assim como o sangue e a água são para o nosso corpo. Por isso, mantenha a revisão preventiva em dia e evite dores de cabeça.

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Kwid E-Tech não é o que se pode chamar de barato no Brasil, opina Ícaro Mota, da AutoInfo
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Lançado no Brasil no início do segundo trimestre de 2022, o Renault Kwid E-Tech (o “SUV” dos subcompactos) chega como o carro elétrico mais barato do país. Mas não podemos falar que uma caixa de fósforo com bateria, que custa mais de R$ 142.000,00, seja acessível ao proletariado.

Importado da China, podemos observar que em seu visual houve um facelift, e sua tomada de recarga fica escondida abaixo da logo Renault (ela suspende feito uma porta basculante).

O para-choque traseiro também mudou, recebeu um novo grafismo em suas lanternas, ganhou molduras nas caixas de roda, uma faixa lateral com o nome (E-Tech) e abandonou a ideia dos engenheiros dos Ford Pampa, Del-Rey e Belina, que utilizavam somente 3 parafusos em cada uma de suas rodas. Como diria uma família de 3 pessoas com a chegada de um novo integrante: agora somos 4.

Em relação à sua autonomia, está equipado com uma bateria de 26,8 kwh que garante autonomia de 298 km na cidade e 265 km no ciclo combinado, segundo os padrões do Inmetro. Ou seja, se você estiver pensando em comprar um e fazer um passeio de Itabuna a Porto Seguro (264km segundo o Google), você terá que deixar o carro na entrada da cidade – e o restante do percurso fazer a pé ou empurrando. Ou esperar recarregar a bateria.

Ele leva cerca de nove horas para recuperar 190 km de autonomia quando plugado em uma tomada comum de 220v. Essa mesma quilometragem é alcançada em apenas 40 minutos se o carro estiver conectado a uma fonte de recarga rápida DC. Já em um wallbox de 7 kw, 80% da bateria é recuperada em cerca de três horas.

Sobre a motorização, o Kwid gera 65 cv e 11,4 kgfm de torque. Com esse propulsor elétrico, a velocidade máxima não passa dos 130 km/h e a sua incrível aceleração de 0 a 100 km/h leva “intermináveis” 14,6 segundos (que é tão chato quanto assistir a 3 propagandas de 5 segundos no Youtube). E isso gera esperança nos proprietários de fusca, pois conseguirão encontrar nas estradas um carro novo (atual) que eles possam ultrapassar com segurança.

Podemos concluir que o Kwid e-tech foi feito para rodagem urbana, e que de barato na Renault só existe a revenda.

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Dicas evitam dor de cabeça quando for colocar o carro para andar || Fotomontagem
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Algumas pessoas passam ou pretendem passar um tempo fora da cidade, estado ou país, e precisam deixar os seus carros em casa, mas não sabem o que fazer. Se basta simplesmente guardar, desligar… e partiu viagem… Ou se deve seguir uma espécie de “protocolo”.

Pois, bem. Se você vai se ausentar por um período inferior a 10 dias, realmente, nada precisa ser feito. Porém, em casos que sejam acima de 10 dias, é interessante que você delegue a uma pessoa da sua confiança para que ele (a) ligue o carro ao menos uma vez por semana, em torno de 10 minutos a 20 minutos. Caso você não tenha ninguém que possa fazer esse favor, eu vou lhe passar 3 dicas importantes.

1- Lave o carro e seque-o

É interessante deixar o seu veículo limpinho, tirar farelos e restos de comida para evitar infestação de insetos e, se possível, deixá-lo coberto por uma capa (própria para carros). Assim você evitará o acúmulo de poeira – e a capa não arranhará a pintura, pois não haverá atrito com sujeira entre o forro e a carroceria.

2- Retire a bateria

Retirando a bateria do carro, ela conseguirá ficar carregada por mais tempo. E, no seu retorno, é possível que ela tenha carga suficiente para promover a ignição. Mas é importante lembrar que com a retirada dela, você perderá algumas configurações no veículo, a exemplo de display, configurações do aparelho de som e etc…

3 – Calibrar os pneus

É bastante comum que os pneus percam a pressão do ar, principalmente quando estão parados. Então é ideal calibrá-los em torno de 20% acima do que o manual indica.

Se faz necessário saber o que se deve fazer ao retornar. E por isso também separei mais umas dicas para você.

Caso a sua ausência supere 3 meses, é ideal ter alguns cuidados. Essas 5 dicas são para o carro e para a sua saúde.

1 – Trocar o óleo lubrificante

O óleo lubrificante deve ser trocado na quilometragem ou por tempo de uso. Varia de acordo a cada fabricante. Então, pelo fato dele estar sem uso por um longo período, se faz necessário a sua troca, pois isso evitará um maior desgaste pelo atrito entre as peças do motor.

2- Recolocar a bateria

É nesse momento que você saberá se ela ainda tem carga para gerar o sistema de partida ou precisará levá-la para dar uma recarga lenta.

3- Trocar o filtro de ar-condicionado

O carro parado por um longo período ocasiona a proliferação de bactérias pela umidade gerada nos dutos do ar-condicionado. É ideal que substitua o filtro, deixe o ar ligado e os vidros baixos por uns 15 minutos ou fazer uma higienização do sistema numa oficina especializada (melhor opção).

4- Recalibrar os pneus

Deixar os pneus com a calibragem correta para que não minimize a vida útil deles.

5- Freios

Vá até o mecânico de sua confiança, e peça para avaliar o sistema de freios, incluindo o fluido. Isso evitará que você tenha algum susto, e evitará acidentes.

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Veja o que fazer se a luz do ABS do seu veículo acendeu
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Ícaro Mota é consultor automotivo

Uma massa de proprietários de Gol G5, G6, G7 e G8 e Fox e Polo, com certeza, já viu “brilhar” a luz do ABS no painel do seu carro. Infelizmente, isso é corriqueiro na linha Volkswagen, mas não é exclusivo da marca.

E surge a pergunta na cabeça dos motoristas: Qual a função do sensor de ABS?

Os sensores de ABS (anti-lock braking system) – sistema antibloqueio de frenagem – é responsável por emitir o sinal de velocidade das rodas para uma unidade eletrônica do sistema, processa as informações necessárias para o controle do veículo, controlando a pressão do freio sobre a roda que estiver na iminência de travamento ou escorregamento. Pois, ativa as válvulas hidráulicas para receberem o fluido de freio, e dão início ao travamento mais sutil das rodas.

Quais são os seus benefícios?

Diminui as chances de derrapagens, dá maior estabilidade quando há necessidade do uso da frenagem de emergência pelo fato de as rodas não travarem. E como ajuda a parar de forma mais suave, acarreta numa economia maior quando falamos em desgaste de pneus.

Se o sensor acende no painel significa que há avaria ou falha no sistema, então o que devo fazer?

É necessário ir até uma oficina para passar o scanner e detectar em qual (ais) sensor (es) está (ão) com defeito, e faça a substituição, pois, por causa desta avaria não haverá o correto funcionamento do sistema hidráulico referente à roda com a peça defeituosa, tendo como consequência o travamento da mesma, podendo desestabilizar o carro – e até ocasionar um acidente pela perda de controle do motorista.

Podemos afirmar que o sistema de ABS foi desenvolvido para melhorar a segurança e a dirigibilidade de um veículo e seus ocupantes. E que é fundamental ter atenção sobre as luzes do painel do seu carro.

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Correia de distribuição do Ford Ka requer atenção redobrada || Foto AE
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O Ford Ka fabricado a partir de 2014, equipado com o propulsor 1.0 de 3 cilindros, possui duplo comando de válvulas variável Ti-VCT, que conta com 4 válvulas por cilindro (total de 12). A sua correia de distribuição, também conhecida popularmente por correia dentada, tem um regime de trabalho “especial”. Diferentemente dos demais carros, essa correia “trabalha” em lubrificação permanente. Ou seja, ela fica submersa no óleo lubrificante durante toda a sua vida útil.

Segundo recomendações do fabricante, a sua troca deverá ser efetuada a cada 240 mil km ou 10 anos. Porém, encontra-se aí o “x” da questão! Pelo fato da correia ficar submersa no óleo, já temos que “ligar a chave” e saber que o material que a compõe é diferente das demais, pois as outras correias não podem nem sonhar em tocar qualquer tipo de óleo, pois este seria o seu fim. É o que ocorre quando um retentor de comando de válvulas perde a eficácia, e deixa que o lubrificante transpasse, e derrame sobre a correia dentada de um Uno, Palio ou Gol e etc.

Faz-se necessário saber que o óleo lubrificante que deverá ser usado nesse motor também é especial, assim como a correia. E por falta de atenção – e perícia – muitos mecânicos têm ceifado não só a vida útil da correia, mas também a do motor do Ka 1.0 3 cilindros.

Por que?

Porque essa correia que vive submersa deve estar lubrificada pelo óleo 5w20 com especificações iguais ou excedentes ao ILSAC GF-6A, Ford WSS-M2C960-A1, API SP/RC, 100% sintético

O não uso do lubrificante com essas especificações faz com que a correia de distribuição solte fiapos – e esses fiapos desçam para o carter. Por sua vez, o pescador (tubo de sucção) puxa esses fiapos, e entopem parcialmente ou totalmente a passagem de óleo para os comandos de válvulas, ocasionando falta de lubrificação – e acarretando em desgaste prematuro nos eixos, bronzinas e anéis de segmento, essas são as peças principais que trabalham em atrito dentro do propulsor. E, por esse motivo, ele pode “trancar” (bater o motor), sendo necessário a retífica ou até mesmo a substituição do propulsor parcial (bastante comercializado).

A minha dica é: Se for comprar um Ford Ka 3 cilindros, certifique-se de que todas as revisões tenham sido realizadas na rede autorizada (comprovada pelo manual do proprietário ou em contato direto com a concessionária), caso não tenha sido feito e/ou haja dúvidas, procure por uma oficina mecânica para que faça a vistoria dos componentes internos do motor, troque o óleo e o kit de correias e rolamentos tensores imediatamente.

Estenda a revisão para a limpeza total do carter e também do pescador. Assim, você terá a certeza de que a manutenção estará correta, e evitará um gasto que poderá chegar facilmente aos R$ 7.000,00. E tudo isso por imperícia ou até mesmo para tentar economizar alguns trocados na hora de substituir o óleo lubrificante do motor.

Ícaro Mota é consultor automotivo e diretor da I´CAR. A coluna é publicada às sextas-feiras.

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