Contorno Norte fará ligação com a nova Itabuna-Ilhéus, a BA-649 || Foto PIMENTA
Tempo de leitura: < 1minuto
Do PIMENTA
Anunciado há dois dias pelo ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, o edital da obra do Contorno Litoral Norte foi publicado nesta sexta-feira (17), no Diário Oficial da União, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT). O contorno ligará a BA-649, inaugurada no último dia 3 pelo governador Jerônimo Rodrigues, com a BA-262 e o litoral norte ilheense.
A abertura das propostas para execução da obra está programada para o dia 3 de setembro deste ano. De acordo com o edital, o Contorno terá extensão de 7,63 quilômetros e custo estimado de R$ 96.028.921,34, bancado pelo Governo Federal. O prazo de execução é de 14 meses.
A ligação entre as duas rodovias seguirá da quarta ponte da BA-649, no Banco da Vitória, até a BA-262, na zona norte ilheense. Assinado pelo ministro dos Transportes, George André Santoro, além do diretor-executivo do DNIT, Carlos Antônio Barros, e o superintendente do DNIT na Bahia, Roberto Alcântara Souza.
Bruno diz que acordo entre governo e oposição é "falácia" e Caso Master terá impacto eleitoral
Tempo de leitura: < 1minuto
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), acredita que o Escândalo do Banco Master terá reflexos no voto do eleitor baiano que vai às urnas no próximo dia 4 de outubro. Pelo menos duas figuras da política estadual que disputarão voto em 2026 foram atingidas pelo caso do banco de Daniel Vorcaro, o ex-prefeito ACM Neto, pré-candidato a governador da Bahia, e o senador e ex-governador Jaques Wagner (PT).
Questionado pelo PIMENTA, Bruno não tergiversou, porém sem citar nomes. “Quem cometeu erro, tem que pagar. Se você perguntar se [para] parte do eleitorado impacta, impacta, claro. Ver o que foi apresentado na televisão, é óbvio que isso tem consequências na avaliação do eleitor quando vai tomar a decisão em relação ao seu voto”.
SEM ACORDO ENTRE JERÔNIMO E ACM NETO
Bruno Reis rebateu informações que circularam na imprensa e nos bastidores de um suposto acordo entre governistas e oposição para tratar, lateralmente, do Escândalo do Master.
Acordo assim, disse, dificilmente prosperaria porque os dois lados disputam um só cargo, o de governador da Bahia. “Tenho 28 anos de vida pública… Não existe, não há possibilidade de prosperar quando os dois disputam o mesmo objetivo”, afirmou ao responder a pergunta do jornalista Gilvan Rodrigues para o PIMENTA durante ação da pré-campanha de Neto em Itabuna.
Rui, com Jerônimo e Wagner, durante inauguração da BA-649, em Itabuna || Foto GovBA/Divulgação
Tempo de leitura: 2minutos
Ex-ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa anunciou lançamento do edital para construção do Contorno Norte de Ilhéus. A obra tem orçamento inicial de R$ 96 milhões e deverá ligará a BA-649 ao litoral norte de Ilhéus e à área do Intermodal Porto Sul, além de tornar mais rápida a viagem para quem sai de Itabuna em direção a Serra Grande e Itacaré, por exemplo.
O ex-ministro, que estará em Itabuna nesta quinta-feira (16), na edição do Litoral Sul do Programa de Governo Participativo (PGP).
– Nós vamos iniciar a licitação do desvio Contorno Norte de Ilhéus. Quem chega na via duplicada e quer se dirigir à região de Itacaré, ao litoral norte, não precisará mais passar por dentro da cidade, passará pelo contorno. Será feito o Contorno Norte, um investimento da ordem de R$ 96 milhões – explicou.
Para ele, além de desafogar o trânsito de Ilhéus, a nova obra deve impulsionar o desenvolvimento econômico da região, ampliando a capacidade de atração de novos empreendimentos.
– É uma intervenção que ajuda muito o trânsito na região, a mobilidade urbana de Ilhéus, além, evidentemente, de estimular vetores de desenvolvimento. Nós vamos presenciar, como já estamos presenciando, muitos investimentos chegando. Com a duplicação, por exemplo, há uma explosão de investimentos imobiliários e de lojas comerciais chegando a Ilhéus, gerando emprego e a população crescendo – afirmou.
Rui ainda lembrou, em entrevista à Boa FM, a decisão de construir a BA-649 com recursos estaduais. “Nós recentemente inauguramos uma parte da duplicação de Ilhéus-Itabuna, mas foi uma intervenção difícil porque, na época, o então presidente da República [Jair Bolsonaro] foi contra a obra, tentou impedir que a gente fizesse, alegando que a BR era propriedade do Governo Federal. Cancelou o convênio que [a presidente] Dilma tinha deixado e nós tocamos a obra com recurso próprio”, lembrou.
Jeferson Batista terá de devolver R$ 605 mil aos cofres públicos, decide TCM || Foto Divulgação
Tempo de leitura: < 1minuto
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) determinou que o ex-prefeito de Madre de Deus Jeferson Batista devolva R$ 605.460 aos cofres municipais por irregularidades na distribuição de tíquetes de alimentação em 2018. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (14).
Além do ressarcimento com recursos próprios, o ex-gestor foi multado em R$ 5 mil. O TCM também decidiu encaminhar representação ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) para apuração de possível ilícito.
Segundo o tribunal, a investigação identificou ausência de critérios legais para a concessão do benefício, distribuição desigual entre servidores, entrega de tíquetes a pessoas sem vínculo com a Prefeitura e indícios de fraude no contrato firmado para fornecer o auxílio-alimentação.
O plenário concluiu que o benefício foi concedido a categorias não previstas na legislação municipal, como servidores comissionados, temporários, terceirizados e até pessoas sem vínculo com a administração pública. Para o TCM, a prática caracterizou desvio de finalidade e justificou as sanções. Cabe recurso.
Genesson Honorato profere palestra no Teatro Municipal de Ilhéus || Foto Redes Sociais
Tempo de leitura: < 1minuto
O Festival de Inovação de Ilhéus começa nesta quarta-feira (15), às 18h, no Teatro Municipal, com a palestra magna Inovação, Uma Vantagem Competitiva Chamada Brasil, ministrada por Genesson Honorato. O evento segue até sábado (18), com atividades gratuitas no Centro Histórico da cidade.
Promovido pelo Sebrae em parceria com o CNPq, Uesc, Sinec, Sesi, Prefeitura de Ilhéus e Governo da Bahia, o festival reunirá palestras, oficinas, debates, vivências e apresentações culturais voltadas para tecnologia, empreendedorismo, educação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico.
A programação está organizada em circuitos temáticos que abordam áreas como gestão pública, turismo, economia do cuidado, indústria, gastronomia, educação e meio ambiente. As atividades serão distribuídas por ruas, praças e equipamentos culturais do Centro Histórico.
Segundo os organizadores, o festival busca fortalecer o ecossistema de inovação do sul da Bahia, promovendo a integração entre empreendedores, startups, pesquisadores, estudantes e instituições. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site oficial do evento.
Gordinho da Favela e Luciano Sandes são investigados por supostos desvios de dinheiro da Prefeitura de Salvador || Fotos Redes Sociais
Tempo de leitura: 3minutos
A Justiça determinou o afastamento do secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro de Salvador, Luciano Sandes, e a suspensão cautelar do mandato do vereador George Carlos Reis Pereira, o Gordinho da Favela (PP). As medidas integram investigação do Ministério Público da Bahia sobre supostas fraudes em contratos municipais, com prejuízo estimado em R$ 38,3 milhões aos cofres públicos.
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) cumpriu, na segunda-feira (13), mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos agentes públicos, empresários, servidores e empresas investigadas. As ordens partiram da 3ª Vara das Garantias de Salvador.
A investigação apura suspeitas de organização criminosa, fraude em licitações, peculato, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, o grupo teria atuado durante cerca de dez anos em contratos da Secretaria Municipal de Manutenção da Cidade (Seman) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador, nos governos do ex-prefeito ACM Neto e do prefeito Bruno Reis, ambos do União Brasil.
O empresário Lázaro de Carvalho Nunes é apontado pelo Ministério Público como uma das lideranças do núcleo empresarial investigado. Também são citados nesse grupo Caroline Xavier da Cruz, Jandson de Carvalho Nunes e Ivan Rodrigo Ferreira de Almeida.
De acordo com a investigação, eles seriam os controladores ou gestores de fato de um conglomerado formado por empresas como G3 Polaris Serviços, MP2 Construções, LN Distribuidora e Comércio, Podium Distribuidora e WLSP Logística e Transportes. A suspeita é de que empresas ligadas ao mesmo grupo participavam alternadamente de licitações, criando uma aparência de concorrência.
CONTRATOS E ADITIVOS
Um dos contratos analisados decorre do Pregão Eletrônico nº 25 de 2018, ligado à Seman. Conforme os autos, o valor inicial era de aproximadamente R$ 8,9 milhões, mas contratos, pagamentos e aditivos elevaram o montante para cerca de R$ 15,2 milhões.
O Ministério Público sustenta que o aumento, superior a 60%, não teve justificativa técnica suficiente. Luciano Sandes aparece na investigação por ter ocupado funções de comando na Seman e atuado como gestor e ordenador de despesas em parte do período analisado.
A apuração também menciona suspeitas de medições irregulares, serviços pagos sem a correspondente comprovação e fiscalização deficiente dos contratos. O fiscal José Nazareno Gonçalves é citado por supostamente ter atestado boletins de medição e recebido transferências financeiras relacionadas ao grupo empresarial investigado.
Para o Ministério Público, o esquema funcionaria por meio de três núcleos: empresarial, operacional e de agentes públicos. O primeiro controlaria as empresas e os recursos; o segundo cuidaria da execução dos contratos e da movimentação administrativa; e o terceiro garantiria o acesso e a permanência do grupo dentro da administração municipal.
PAPEL ATRIBUÍDO AO VEREADOR
George Gordinho da Favela é ex-diretor-geral e ex-secretário da Seman. Segundo a investigação, mesmo depois de deixar a pasta e assumir o mandato na Câmara de Salvador, ele teria mantido influência sobre procedimentos administrativos e interesses ligados às empresas investigadas.
Ao suspender o exercício do mandato, a juíza Martha Carneiro Terrin e Souza considerou que os elementos apresentados indicavam risco de interferência na apuração. A decisão atribui ao vereador possível atuação como articulador dos interesses do núcleo empresarial dentro da estrutura municipal.
George já estava licenciado da Câmara de Salvador para se dedicar à pré-candidatura a deputado estadual. O mandato vinha sendo exercido pelo suplente Tiago Queiroz, também do PP. A decisão judicial, porém, suspendeu formalmente o exercício da função pública pelo titular.
PRISÕES NEGADAS
O Ministério Público pediu a prisão preventiva de Lázaro de Carvalho Nunes, Caroline Xavier da Cruz, Jandson de Carvalho Nunes, Ivan Rodrigo Ferreira de Almeida, Luciano Sandes e George Gordinho da Favela.
A Justiça negou as prisões por considerar, neste estágio da investigação, que medidas cautelares menos severas seriam suficientes para impedir a continuidade das supostas irregularidades e preservar a coleta de provas.
Além dos afastamentos, a Justiça determinou a indisponibilidade de bens até o limite de R$ 38.321.127,95, proibiu contatos entre investigados e autorizou o acesso ao conteúdo de celulares, computadores e arquivos digitais apreendidos.
Também tiveram o afastamento das funções públicas determinado Lívia Iracema Silva dos Santos, Antônio Matheus Montenegro Dourado Cardoso e José Nazareno Gonçalves, citados na investigação como integrantes da estrutura operacional ou administrativa do suposto esquema.
PREFEITURA VAI ABRIR APURAÇÃO
A Prefeitura de Salvador informou que cumprirá a decisão judicial e colaborará com as investigações conduzidas pelo Ministério Público. Anunciou ainda a abertura de um procedimento administrativo para verificar a existência de eventual dano ao patrimônio público.
George Gordinho da Favela afirmou, em nota, que ainda não teve acesso integral aos autos e, por isso, desconhece os elementos que fundamentam a investigação. O vereador declarou estar à disposição das autoridades, disse confiar no devido processo legal e sustentou que sua defesa demonstrará a legalidade das condutas.
Jerônimo e Augusto estarão juntos na edição do PGP Litoral Sul, nesta quinta (16), em Itabuna || Foto PMI/Divulgação
Tempo de leitura: < 1minuto
O prefeito Augusto Castro (PSD) estima que o Programa de Governo Participativo (PGP) do governador Jerônimo Rodrigues (PT), pré-candidato à reeleição, reúna mais de 10 mil pessoas na próxima quinta-feira (16), às 18h, na Arena Zé Cachoeira, no Banco Raso, em Itabuna. A expectativa, segundo o prefeito, é resultado da mobilização conduzida por lideranças da base aliada do governo estadual na região.
Augusto lembrou que, em 2022, o PGP promovido em Itabuna reuniu mais de 8 mil participantes e marcou o início da campanha que levou Jerônimo ao Palácio de Ondina. Agora, segundo ele, o objetivo é superar aquele público.
Para o prefeito, a expectativa de grande participação também está relacionada ao volume de investimentos do Governo da Bahia no sul do estado. Augusto afirmou que as obras estaduais, somadas às intervenções executadas pela Prefeitura de Itabuna com apoio dos governos estadual e federal, fortalecem a mobilização para o evento.
O encontro integra a etapa de construção participativa do programa de governo de Jerônimo Rodrigues para a disputa pela reeleição. A atividade reunirá lideranças políticas de Itabuna e de municípios da região.
Além de Jerônimo Rodrigues, estão previstas as presenças do ex-ministro Rui Costa (PT) e dos senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD), além de deputados federais, estaduais e outras lideranças da base governista.
Valdemar destinou o maior valor para Porto Seguro || Foto Divulgação PMPS
Tempo de leitura: 2minutos
As investigações da Polícia Federal indicam que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, conseguiu destinar, ilegalmente, duas emendas parlamentares para municípios baianos. Condenado no mensalão, o ex-deputado federal enviou, mesmo desprovido de mandato eletivo, R$ 24.999.298 para Porto Seguro, no extremo sul da Bahia.
Os municípios administrados por gestores do mesmo partido ou aliados, segundo as investigações, eram os escolhidos pelo ex-deputado para receberem os recursos ilegalmente. O prefeito de Porto Seguro, Jânio Natal, é do mesmo partido de Valdemar Costa Neto. Na Bahia, outro município contemplado foi Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina. Foi escolhido para receber R$ 4,78 milhões.
Mesmo desprovido de mandato eletivo no legislativo, Valdemar Costa Neto, conseguiu destinar R$ 119 milhões em emendas parlamentares para 21 municípios, sendo 11 deles em São Paulo, conforme as investigações da Polícia Federal. As indicações irregulares de emendas ocorriam com a participação de servidores da Câmara dos Deputados, segundo investigações.
O ESQUEMA
A Polícia Federal apurou que funcionários da liderança do PL entravam em contato com uma servidora responsável pelo registro das emendas e solicitavam a inclusão das indicações de recursos em nome de Valdemar. Em uma mensagem descoberta pelos investigadores, Garigham Amarante Pinto, apontado como interlocutor direto de Valdemar, procurou a servidora Mariângela Fialek para saber se as indicações foram formalizadas.
“No dia seguinte (26/08/2025), Garigham cobra a Mariângela: ‘Fechou o valor do Pres. Valdemar?’, uma provável referência ao presidente do PL. Mariângela responde: ‘Se puder trocar tudo turismo ótimo’. Em resposta a essa mensagem, Garigham diz: “24 milhões tá bom”, diz trecho da investigação.
Os valores foram registrados entre os anos de 2024, 2025 e 2026. A emenda com maior valor foi R$ 24 milhões, destinada ao município de Porto Seguro. Em seguida, aparecem duas emendas de R$ 15,8 milhões e R$ 11 milhões para Suzano (SP).
Ex-ministro diz que eventual reeleição de Lula permitirá novo pacto de investimentos entre governo e sociedade || Foto PIMENTA
Tempo de leitura: 2minutos
O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa afirma que um quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá abrir espaço para novo pacto entre governo, sociedade e investidores com o objetivo de ampliar os investimentos públicos. Segundo ele, o mandato atual teve como prioridade recuperar a confiança na economia:
– O presidente Lula encontrou a casa absolutamente desarrumada; um mercado que não acreditava no governo – disse o ex-governador ao PIMENTA, na sexta-feira passada (3), em Ilhéus, no sul da Bahia.
A estratégia mencionada guarda semelhança com a adotada no primeiro governo Lula. Após assumir a Presidência em 2003, o petista adotou política fiscal rigorosa. Nos anos seguintes, passou a ampliar gradualmente os investimentos públicos, movimento que ganhou força com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em 2007, já no segundo mandato. No atual, Rui Costa liderou o Novo PAC.
Economista formado pela Universidade Federal da Bahia e pré-candidato ao Senado, Rui sustenta que o investimento público desempenhou papel decisivo em países que deram saltos de crescimento econômico.
Ao PIMENTA, também falou do regime fiscal criado pela Lei Complementar nº 200/2023, que substituiu o teto de gastos instituído em 2016, no governo Michel Temer. A regra anterior permitia apenas a correção das despesas primárias pela inflação, sem crescimento real. Já o arcabouço vigente prevê reajustes reais de 0,6% a 2,5% ao ano, a depender de variáveis como volume de arrecadação e resultado primário, que é a diferença entre as receitas e as despesas do governo, excluindo os gastos com o pagamento de juros da dívida pública. Confira.
PIMENTA – Os governos do PT na Bahia e na Presidência são caracterizam por responsabilidade fiscal com alta capacidade de investimento. O arcabouço fiscal não impõe limites muito severos diante das necessidades do País?
RUI COSTA – Você tem que organizar as finanças do país de acordo com a realidade que encontra. O presidente Lula encontrou a casa absolutamente desarrumada; um mercado que não acreditava no governo; uma inflação crescendo por conta dessa desconfiança. Uma desconfiança enorme no mundo financeiro internacional. Precisamos reconquistar essa confiança de todos; baixar a inflação e organizar econômica e financeiramente o país. Uma vez feito isso, consolidados os pilares, todo mundo voltando à confiança, você faz um novo pacto de investimento.
Com a reeleição do presidente Lula, ele pode refazer um pacto com a sociedade, com os investidores, para que todos percebam que não há uma desassociação entre responsabilidade fiscal e volume de investimento significativo, que vai transformando o Brasil. Todos os países do mundo fizeram um volume grande de investimento para dar saltos na sua economia. Isso, evidentemente, tem que ter lastro de sustentabilidade econômica e financeira. Nesta primeira etapa, o presidente fez correto. E agora restará, ele ganhando a eleição, repactuar isso e, quem sabe, reorganizar o futuro do investimento no Brasil.
Ex-prefeito Zé Filho é um dos alvos de decisão do TCM-BA || Foto Redes Sociais
Tempo de leitura: < 1minuto
Os conselheiros da 2ª Câmara do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) determinaram que o ex-prefeito de Remanso José Clementino de Carvalho Filho, Zé Filho, e o ex-tesoureiro Charles Clay Moreira da Silva devolvam R$ 23 milhões aos cofres públicos. A decisão foi resultado de julgamento de uma Tomada de Contas que apontou a retirada de recursos sem comprovação de aplicação em obras ou serviços públicos ao longo de 2020.
Além da restituição dos valores, os dois ex-gestores foram multados em R$ 5 mil cada. O TCM também decidiu encaminhar representação ao Ministério Público da Bahia para apuração de eventuais crimes relacionados aos fatos apurados. Ainda cabe recurso da decisão da última quarta-feira (8).
A investigação foi conduzida por auditores da 21ª Inspetoria Regional de Controle Externo do TCM. Segundo o relatório técnico, foram identificadas transferências bancárias que somam R$ 16,15 milhões sem documentação que indicasse a destinação dos recursos. Os auditores também apontaram irregularidades na movimentação da conta destinada aos precatórios do Fundef, onde constataram a ausência de R$ 7,57 milhões.
PAGAMENTOS
Outro ponto destacado foi a efetivação de pagamentos a três empresas sem apresentação de contratos, empenhos ou processos de pagamento que justificassem as despesas. Entre elas está a C. C. M. da Silva Consultoria Contábil, pertencente ao então tesoureiro Charles Clay Moreira da Silva. Também receberam recursos as empresas Igor Cerqueira de Oliveira e Comércio Valle R. Ltda., em operações que, juntas, ultrapassam R$ 11,7 milhões.
Relatora do processo, a conselheira Aline Peixoto afirmou que o silêncio dos responsáveis diante das irregularidades demonstrou “descaso com o dever de prestar contas sobre os recursos públicos sob suas responsabilidades”, além de indicar “fortes indícios da ocorrência de condutas dolosas”.
Novas decisões judiciais abrangem patrimônio público, Lei de Uso e Ocupação do Solo e caso das maritacas || Foto Clodoaldo Ribeiro
Tempo de leitura: 5minutos
Do PIMENTA
A Justiça da Bahia suspendeu os efeitos da lei que autorizou a alienação do Parque de Exposições de Ilhéus, do Parque das Mangueiras, no CSU, e do antigo prédio do Centro de Referência à Inclusão Escolar (Crie), na Avenida Itabuna. Já em outras duas decisões, também obtidas pelo PIMENTA, a juíza substituta da 1ª Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, Carine Nassri da Silva, manteve em andamento a ação que questiona alterações na Lei de Uso e Ocupação do Solo e reforçou medidas de proteção ambiental no processo sobre a derrubada das amendoeiras da Avenida Soares Lopes, o caso das maritacas.
A decisão sobre os bens municipais não significa que havia uma venda iminente dos imóveis. A liminar suspende os efeitos da Lei Municipal nº 4.243/2023, retirando sua eficácia até o julgamento definitivo da ação. Na prática, o Município fica impedido de publicar editais, promover leilões ou adotar qualquer medida destinada à alienação dos três imóveis.
TRIBUNAL REABRIU AÇÃO
O Judiciário concedeu a liminar no mês passado, quase três anos após o ajuizamento da ação.
Originalmente, após uma primeira suspensão da lei (relembre), o processo foi extinto sem resolução do mérito. As entidades que integram o coletivo Preserva Ilhéus recorreram, e a Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia reformou, por unanimidade, a decisão. O colegiado reconheceu que a ação civil pública era o instrumento adequado para discutir a legalidade da Lei Municipal nº 4.243/2023 e determinou o retorno do processo à Vara da Fazenda Pública de Ilhéus.
Com a devolução dos autos, o processo coube à juíza Carine Nassri da Silva, que estabeleceu a tutela de urgência.
A ação foi proposta pelo Instituto Nossa Ilhéus, Grupo Amigos da Praia, Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia e Instituto Floresta Viva, que integram o coletivo Preserva Ilhéus. As entidades afirmam que a lei autorizou a alienação dos imóveis sem demonstração de interesse público, sem estudos técnicos que justificassem a medida, sem avaliação individualizada do patrimônio e com falhas na descrição topográfica do Parque de Exposições.
A decisão alcança um dos imóveis mais valorizados do patrimônio municipal. Matéria do PIMENTA estimou que, em 2023, a área do Parque valia cerca de R$ 62 milhões, com base em avaliação de especialista, por estar localizada no litoral sul da cidade, uma das regiões mais valorizadas no mercado imobiliário do município (relembre).
FUNDAMENTOS DA DECISÃO
Na decisão provisória, a juíza concluiu que o Município não apresentou elementos técnicos suficientes para justificar a alienação dos imóveis.
– A probabilidade e o perigo de dano revelam uma fundamentação genérica, abstrata e carente de estudos técnicos concretos – escreveu a magistrada.
Também afastou o argumento de que o custo de manutenção justificaria a venda do patrimônio. “A mera alegação de que a manutenção dos bens gera custos elevados e abre espaço para invasões não se afigura suficiente para justificar a dilapidação do patrimônio municipal.”
Outro ponto destacado na decisão é que o Parque de Exposições ainda cumpre finalidade pública. A área abriga atividades ligadas à agropecuária, ao turismo regional e o projeto de equoterapia desenvolvido pela ONG Mara.
A juíza ainda constatou que o Município não apresentou avaliação individualizada dos imóveis nem estudos sobre seus valores de mercado e os impactos financeiros da alienação. A liminar ainda proíbe qualquer procedimento administrativo baseado na lei suspensa, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 200 mil.
LEGISLAÇÃO URBANÍSTICA
A segunda decisão trata da Lei de Uso e Ocupação do Solo. A ação questiona alterações promovidas pelas leis municipais nº 3.967/2018, nº 4.064/2020 e nº 4.147/2022. Durante a tramitação, as entidades autoras também pediram a inclusão da Lei nº 4.299/2024.
Segundo os autores, essas mudanças ocorreram sem participação popular adequada, sem consulta ao Conselho da Cidade e ao Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente e sem revisão do Plano Diretor. A ação sustenta que alterações relevantes no planejamento urbano foram aprovadas sem observar as exigências legais.
A juíza rejeitou as principais preliminares apresentadas pelo Município e manteve o processo em andamento. Também determinou que a Lei nº 4.299/2024 passe a integrar a ação.
Carine Nassri determinou que o Município apresente toda a documentação referente à tramitação das leis questionadas, incluindo editais, atas e pareceres dos conselhos municipais. Também solicitou à Universidade Estadual de Santa Cruz a indicação de especialistas em Engenharia Ambiental, Arquitetura e Planejamento Urbano para produzir perícia técnica. O mérito da ação será analisado após a produção dessas provas.
CASO DAS MARITACASUma das maritacas que morreram após a derrubada das amendoeiras da Soares Lopes, em 2020
A terceira decisão trata da derrubada das amendoeiras da Avenida Soares Lopes, em julho de 2020. O episódio ganhou repercussão nacional depois que centenas de maritacas perderam o dormitório utilizado havia décadas. Desorientadas, muitas aves passaram dias pousando em fachadas, redes de proteção, postes e fios elétricos. Outras morreram após colidir contra prédios.
Durante o processo, o Município e a Mazza Engenharia firmaram acordo para executar o plantio compensatório ao longo da BA-001, instalar sistema de irrigação e garantir a manutenção das mudas. Uma vistoria judicial feita em 2024 encontrou cerca de 250 mudas sem identificação técnica, sem irrigação e em estado de abandono, segundo a decisão.
A juíza concluiu que o acordo não foi cumprido. “O abandono constatado frustra a finalidade ecológica da avença e atenta contra a boa-fé objetiva.”
Ao fundamentar a decisão, Carine Nassri também destacou os impactos provocados pela supressão das árvores sobre a fauna. “A intervenção desordenada causou grave e comprovado dano à biota local, desalojando milhares de maritacas, gerando estresse severo, colisões em edifícios e mortandade da fauna”.
A magistrada determinou que o Município e a Mazza Engenharia regularizem imediatamente o plantio compensatório, instalem o sistema de irrigação e substituam as mudas mortas ou degradadas. Também restabeleceu a proibição de novas derrubadas ou podas drásticas de árvores de médio e grande porte em Ilhéus, especialmente na Avenida Soares Lopes, salvo em situações de risco comprovadas por laudo técnico e precedidas de manejo da fauna.
“PATRIMÔNIO PÚBLICO NÃO TEM DONO”
Para a advogada Marta Serafim, voluntária do coletivo Preserva Ilhéus, as três decisões demonstram a importância do controle social sobre os atos da administração pública e do uso dos instrumentos previstos na Constituição para proteger o patrimônio coletivo.
“Estamos utilizando instrumentos democráticos colocados à disposição da sociedade, como a ação civil pública. As decisões reforçam a necessidade de proteger o meio ambiente, a ordem urbanística e o patrimônio histórico e arquitetônico. Não podemos mais conceber decisões elaboradas em gabinetes fechados, sem a efetiva consideração do interesse público. O patrimônio público não tem dono. Ele pertence a todos nós”, afirmou.
Segundo Marta, as decisões são resultado de trabalho iniciado em 2020, após a derrubada das amendoeiras da Soares Lopes e a morte de centenas de maritacas.
“Essas decisões representam o coroamento de um trabalho coletivo, voluntário e qualificado, desenvolvido desde 2020. Também esperamos que elas inspirem outras pessoas a deixarem a inércia diante de atos que considerem incompatíveis com o interesse público. Nada disso seria possível sem o trabalho coletivo e voluntário. Continuaremos atuando”, concluiu.
Na avaliação de Adélia, a trajetória de Marcos Flávio credencia sua chegada à Corte trabalhista. “Marcos Flávio construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a advocacia, com as instituições e com o fortalecimento da Justiça”, afirmou.
A ex-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) também ressaltou a história compartilhada entre a instituição e o novo desembargador. Formado em Direito pela então Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (Fespi), que daria origem à Uesc, Marcos Flávio, segundo ela, “representa uma geração de profissionais que ajudou a projetar a excelência do ensino superior e da advocacia do sul da Bahia”.
PRESENÇA SUL-BAIANA
Para Adélia, a nomeação ultrapassa o reconhecimento individual e simboliza o protagonismo regional na construção de quadros qualificados para a magistratura e para a vida pública. “Sua chegada ao TRT da Bahia fortalece a presença do sul do estado em uma das mais importantes Cortes do país e renova a confiança em uma Justiça do Trabalho cada vez mais qualificada, acessível e comprometida com os direitos de trabalhadores e empregadores”. Como representante da região cacaueira sul-baiana, o TRT-5 também conta com a desembargadora Heloína Machado, de Itabuna.
Ao desejar sucesso ao novo magistrado, Adélia ressaltou a importância da missão que ele passa a exercer. “Desejo ao desembargador Marcos Flávio muito êxito nesta nova missão. Que sua experiência, equilíbrio e compromisso com o interesse público continuem guiando sua atuação em favor da Justiça e da sociedade baiana”.
Augusto Castro obtém mais de 79% de avaliação positiva || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2minutos
Segundo a Sócio-Estatística, 79,93% dos itabunenses avaliam o governo do prefeito Augusto Castro como ótimo, bom ou regular. A avaliação foi feita ouvindo 1.116 moradores de Itabuna com 16 anos ou mais no período e 1º a 7 de julho. Os números foram divulgados pela gestão, que não forneceu os demais percentuais da avaliativa.
Na opinião do prefeito Augusto Castro, a avaliação obtida é resultado de governo pautado no planejamento, na responsabilidade e no compromisso com a população.
– Recebo esse resultado com muita gratidão e, principalmente, com o sentimento de que estamos no caminho certo. Nossa equipe trabalha todos os dias para transformar Itabuna, com investimentos que melhoram a vida das pessoas, recuperam a autoestima da cidade e constroem um futuro cada vez melhor. Esse reconhecimento aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de seguir trabalhando e entregando resultados – disse ele.
OBRAS ESTRUTURANTES
Primeiro prefeito reeleito da história de Itabuna, Augusto considera que o percentual obtido de ótimo e bom agregando o conceito regular reflete “o volume de investimentos realizados pela administração municipal, com obras estruturantes de infraestrutura e mobilidade urbana, como o Complexo Viário, a nova ponte sobre o Rio Cachoeira ligando a Avenida Amélia Amado ao Bairro da Conceição, a requalificação da Avenida Amélia Amado”.
Dentre os motivos que colaboram para a boa avaliação, Augusto ainda enumera “ampliação da rede de saúde, fortalecimento da assistência social, avanços na educação, recuperação de equipamentos públicos, programas de pavimentação, melhorias no abastecimento de água e iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico e à geração de oportunidades”.
PESQUISA DE AVALIAÇÃO E DE APROVAÇÃO
Tradicionalmente, os governos fazem pesquisas de avaliação e de aprovação de governo. As pesquisas de avaliação são qualitativas, pois questionam o eleitor se ele considera a gestão ótima, boa, regular, ruim ou péssima.
Quando os percentuais de ótimo ou bom são superiores aos de ruim e péssimo, o regular tende ao positivo. Se o outro polo é superior, o mediano tende ao negativo. Algumas pesquisas vão além e perguntam ao eleitor se ele avalia o governo regular positivo ou negativo.
Já a pesquisa de aprovação difere da de avaliação por somente questionar ao eleitor se ele aprova ou reprova a gestão. Como “escape”, ele pode informar se não sabe (ou não prefere opinar). Políticos tendem a somar ótimo, bom e regular para ter ideia de como anda a sua aprovação. E o inverso também ocorre, quando se quer extrair a negativa.
O ministro Luiz Marinho, liderança pesqueira Zé Neguinho e Magno Lavigne || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2minutos
Uma conquista aguardada por milhares de famílias que vivem da pesca artesanal começou a se concretizar nesta terça-feira, 7 de julho. Mais de 149 mil pescadores artesanais em todo o Brasil passam a receber, em parcela única, o pagamento retroativo do seguro-defeso referente aos períodos anteriores a 2026. A medida representa um importante reconhecimento ao trabalho de uma categoria essencial para a economia, a segurança alimentar e a preservação dos recursos pesqueiros.
Em Ilhéus, a notícia foi recebida com entusiasmo pelo presidente da Colônia de Pescadores Z-34, Zé Neguinho, que comemorou a conquista ao lado do ex-secretário de Qualificação, Emprego e Juventude do Ministério do Trabalho e Emprego, Magno Lavigne. Ambos participaram de uma importante agenda em Brasília, quando estiveram reunidos com o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, em busca de uma solução definitiva para a liberação do seguro-defeso retroativo.
Durante a audiência, o ministro afirmou que a pauta já era de conhecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que o governo federal estava empenhado em encontrar uma solução para garantir o pagamento aos pescadores que aguardavam havia anos pelo benefício.
AUDIÊNCIA COM MINISTRO LUIZ MARINHO
Na reunião, Magno Lavigne destacou que o seguro-defeso representa muito mais do que um auxílio financeiro. Ressaltou que o benefício assegura dignidade a milhares de homens e mulheres que vivem da pesca artesanal e sustentam suas famílias com o fruto do trabalho no mar, nos rios e nos estuários. Também enfatizou a importância da presença de Zé Neguinho na audiência, representando os pescadores de Ilhéus e levando diretamente ao governo federal as demandas da categoria.
“Zé Neguinho veio de Ilhéus para representar seus companheiros de profissão e fazer com que a voz dos pescadores artesanais fosse ouvida. Hoje celebramos uma conquista construída pelo diálogo, pela união e pelo compromisso com quem vive da pesca”, destacou Magno Lavigne.
O pagamento foi autorizado pela Lei nº 15.399/2026 e contempla os pescadores artesanais que tiveram seus requerimentos deferidos e aguardavam apenas a liberação dos recursos. Nesta etapa, o Governo Federal destinará cerca de R$ 874 milhões em parcela única.
DEPÓSITO DE BENEFÍCIO
Os valores serão depositados em conta simplificada ou conta poupança da Caixa Econômica Federal. A consulta pode ser feita pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo Portal Emprega Brasil. Já os pescadores com processos ainda em análise ou com pendências devem acompanhar a situação pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central 135, permanecendo aptos para inclusão nos próximos lotes após a regularização.
O seguro-defeso garante um salário mínimo mensal ao pescador artesanal durante o período em que a pesca é temporariamente proibida para assegurar a reprodução das espécies. Mais do que um benefício social, trata-se de uma política pública que protege tanto o trabalhador quanto a sustentabilidade da atividade pesqueira.
Para milhares de famílias brasileiras, este pagamento representa o reconhecimento de uma luta antiga e reafirma a importância da pesca artesanal como patrimônio econômico, cultural e social do país.
Pix é um dos alvos da investigação || Imagem IA/PIMENTA
Tempo de leitura: < 1minuto
O governo dos Estados Unidos iniciou nesta semana audiências públicas para apurar práticas comerciais do Brasil consideradas prejudiciais aos interesses norte-americanos. Os encontros, promovidos pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, fazem parte de investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento que autoriza Washington a adotar medidas contra países acusados de manter práticas comerciais consideradas desleais.
A primeira audiência, iniciada na segunda-feira (6) e encerrada nesta terça (7), analisa a proposta de aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros. O Escritório avalia seis temas: comércio digital e sistemas de pagamento eletrônico, incluindo o Pix; tarifas preferenciais; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro; e ações de combate ao desmatamento ilegal.
Já a segunda audiência, aberta nesta terça-feira (7), reúne representantes de 60 países, entre eles o Brasil, e deve seguir até quinta-feira (9). O foco é investigar supostas falhas no enfrentamento ao trabalho análogo à escravidão e no controle da exportação de produtos fabricados com mão de obra forçada. O processo inclui consultas a governos, entidades empresariais e representantes de setores produtivos dos países envolvidos. Com Agência Brasil.