Astros de Espanha e Argentina duelam pelo título da Copa 2026 || Reprodução Fifa
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Lincoln Chaves | EBC

Em uma final de Copa do Mundo que tem Lionel Messi de um lado e Lamine Yamal do outro, é natural que as estrelas sejam os rostos de tudo que diz respeito ao grande jogo deste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), em Nova Jersey. Mas há vida além dos craques em Argentina e Espanha.

Eles não são os protagonistas e talvez nem apareçam em destaque nas fotos dos jornais e sites que exaltem uma eventual conquista. Mas é possível que sem esses heróis “invisíveis”, nenhuma destas seleções estaria nesta decisão.

É verdade que Messi tem sido crucial para o sucesso argentino na Copa. Dos 19 gols da Albiceleste (alviceleste, na tradução do espanhol, apelido da seleção), o camisa 10 participou de 12, com oito gols – artilheiro da competição – e quatro assistências. Mas para o atacante decidir lá na frente, Cristian Romero, por exemplo, tem sido fundamental no sistema defensivo.

ATAQUE, CRIATIVIDADE E DEFESA

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) estabeleceu um sistema de avaliação dos jogadores de cada seleção a partir de dados coletados durante as partidas, chamado Power Ranking. No caso de atletas de linha, são três categorias: ataque, criatividade e defesa.

É nesta última que Romero se destaca, com a sexta melhor nota (7.34) entre todos os jogadores da Copa. Na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na última quarta-feira (15), em Atlanta (Estados Unidos), pelas semifinais, ninguém superou o zagueiro nas ações defensivas (7.79).

O defensor também foi importante no ataque. O gol de cabeça, após cruzamento de Messi, marcado aos 34 minutos do segundo tempo da partida contra o Egito, pelas oitavas de final, quando os hermanos perdiam por 2 a 0, deu início à reação argentina, que venceria o confronto em Atlanta por 3 a 2.

Companheiro de Romero na zaga, Lisandro Martínez é outra peça fundamental à Argentina no Mundial. Apesar da estatura considerada baixa para um jogador da posição (1,75 metro), o defensor chama atenção pela liderança e o senso de posicionamento, que justificam a confiança do técnico Lionel Scaloni.

Além disso, Lisandro tem auxiliado as movimentações ofensivas da Albiceleste com qualidade nas bolas longas. Foi a partir de um lançamento preciso do zagueiro, da intermediária, que Messi abriu o marcador contra Cabo Verde no duelo pelos 16 avos de final. Naquele jogo em Miami (Estados Unidos), o zagueiro também balançou as redes, após cobrança de escanteio do camisa 10.

Quem colaborou para esse gol de Lisandro, desviando a bola para o zagueiro finalizar, foi outro que não se destaca exatamente pela estatura (1,76 metro), mas tem chamado atenção, principalmente, no jogo aéreo. A cada confronto, Alexis Mac Allister se firma como elemento surpresa da Argentina.

Foi pelo alto que ele fez o primeiro gol da vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, em Kansas City (Estados Unidos), nas quartas de final. Contra a Inglaterra, o meia acertou duas vezes a trave, uma de cada lado. Na primeira delas, apareceu no meio de dois zagueiros bem mais altos para cabecear. É um alvo para não se descuidar.

DESTAQUES ESPANHÓIS

E se há uma defesa que não tem se descuidado é justamente a da Espanha, que sofreu apenas um gol na Copa. Era sabido que a trinca formada pelos zagueiros Aymeric Laporte e Pau Cubarsi e pelo lateral-esquerdo Marc Cucurella seria difícil de superar. O lado direito, porém, suscitava dúvidas sem o experiente Dani Carvajal, que perdeu espaço devido a lesões.

Dúvidas que Pedro Porro extinguiu. No Power Ranking da Fifa, ele tem o segundo melhor desempenho defensivo da Copa (7.69), só atrás do volante Rodri (8.03), seu parceiro de seleção. No ataque, as tramas com Yamal pela direita já renderam dois gols ao lateral, inclusive o que garantiu a vitória por 2 a 0 sobre a França, em Dallas (Estados Unidos), pelas semifinais.

Mas os gols decisivos têm sido a especialidade de Mikel Merino neste Mundial. Foram dois, ambos saindo da reserva, que sentenciaram os triunfos por 1 a 0 sobre Portugal, em Dallas, pelas oitavas; e por 2 a 1 para cima da Bélgica, em Los Angeles (Estados Unidos), nas quartas.

E dá para dizer que esse “heroísmo” de Merino não surpreende. Foi dele o gol, no último minuto da prorrogação do confronto diante da Alemanha, que levou a Espanha às semifinais da Eurocopa de 2024. A Fúria (apelido da seleção espanhola) viria a ser campeã do torneio.

Se está difícil brigar por vaga de titular em um meio-campo que tem Rodri, Fabian Ruiz, Dani Olmo, Pedri e Gavi, o diferencial de Merino é a versatilidade trabalhada no Arsenal (Inglaterra), em que é comandado pelo também espanhol Mikel Arteta. O meia aprendeu a ser um elemento surpresa e, por vezes, o chamado “falso 9 “, um centroavante que não é fixo à área e recua para buscar a bola.

Já Mikel Oyarzabal é um atacante de ofício. Não é daqueles lembrados quando se elencam os candidatos a artilheiro, mas os números pela Espanha, principalmente desde que fez o gol do título da Eurocopa há dois anos, contam outra história. São 18 gols nos 22 jogos seguintes à final de 2024, contra a Inglaterra. Nesta Copa, já anotou cinco, sendo o goleador da Fúria até aqui.

Além disso, se ele está em campo em uma final, é certeza de bola na rede. Não é exagero. Oyarzabal fez gols nas seis que disputou na carreira. Entre elas, a da Olimpíada de Tóquio (Japão), vencida pelo Brasil. Em três das decisões, saiu campeão. Além da Eurocopa, o atacante deixou a marca dele em duas conquistas da Real Sociedad na Copa do Rei, em 2021, contra o rival Athletic Bilbao (foi o do título) e este ano, diante do Atlético de Madrid.

É natural que as câmeras e holofotes, a partir do momento que argentinos e espanhois entrarem em campo, voltem-se a Messi e Yamal. Mas não estranhem se a bola do título sobrar nos pés – ou na cabeça – de algum outro herói, que deixará de ser invisível para escrever o nome na história do maior momento do futebol mundial.

Isaquias conquista três ouros no Pan-Americano || Foto Fábio Canhete/ CBCa
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Os atletas do sul da Bahia encerraram a participação no Campeonato Pan-Americano, em Montreal, no Canadá, com sete medalhas, cinco de ouro e duas de bronze. Representado o Brasil, os canoístas de Itacaré, Ubaitaba e Ubatã subiram ao lugar mais alto do pódio em diferentes provas, com destaque para Isaquias Queiroz, que conquistou três medalhas de ouro, duas sozinhos e uma em dupla com Mateus Nunes.

Isaquias Queiroz foi campeão nas provas do C1 Masculino 1000 metros e C1 Masculino 500 metros, além de conquistar o ouro ao lado de Mateus Nunes no C2 Masculino 500 metros. “Temporada fora do comum, mas graças a Deus fiz boas provas nos individuais. Feliz com o resultado. Mais uma medalha, encerrando com chave de ouro a competição. A última ao lado do Mateus, meu parceiro, onde fomos muito bem. Mesmo com vento ruim do nosso lado, conseguimos buscar essa medalha”, destacou Isaquias.

Companheiro de Isaquias no C2, Mateus Nunes comemorou a conquista. “Muito feliz. Consegui ajudar minha equipe com uma prova muito boa para conquistar esse primeiro lugar”. Mateus voltou ao pódio na prova mais extensa da programação, conquistando o ouro no C1 Masculino 5000 metros. “Prova muito longa, mal sentia o corpo, mas consegui uma vantagem grande na reta final e pude relaxar um pouco”.

MAIS OURO

Outro ouro brasileiro veio com Gabriel Nascimento, vencedor do C1 Masculino 200 metros. “Prova pegada por causa do vento, mas nada de atrapalhar. Conseguimos garantir uma nova medalha. Muito feliz com os resultados que estou fazendo na Copa e agora no Pan. Com fé em Deus vamos bem para o Mundial e, se Deus quiser, nas Olimpíadas também. Obrigado a todos pela torcida”.

Entre as mulheres, Valdenice Conceição conquistou duas medalhas de bronze, nas provas do C1 Feminino 200 metros e C1 Feminino 500 metros. “Graças a Deus, duas medalhas. A de 500 é uma prova de transição. Remo mais os 200 metros, precisa ganhar mais pulmão, cansa mesmo, mas é normal. Agora é treinar mais no Brasil para chegar na próxima com mais gás. Logo estou recuperada”.

O sul da Bahia também conquistou medalhas para o Brasil na paracanoagem, com Gabriel Porto. O itacareense ficou com ouro na prova KL3 Masculino 200 metros.

No total, a equipe brasileira conquistou 20 medalhas, sendo 13 na paracanoagem e as sete na canoagem velocidade, as dos atletas de Itacaré, Ubaitaba e Ubatã. Ao todo, foram 10 medalhas de ouro, cinco de prata e cinco de bronze.

Isaquias Queiroz conquista ouro no Pan-Americano de Canoagem || Foto CBCa
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Dois canoístas do sul da Bahia aumentaram, nesta segunda-feira (13), suas coleções de medalhas. Com o tempo de 3min49s58, hoje, Isaquias Queiroz ficou com o ouro na prova C1 masculino 1000m no Pan-Americano de Canoagem de Velocidade e Paracanoagem, em Montreal, Canadá. O cubano José Cordova, com o tempo de 3min50s22, foi prata. O canadense Connor Fitzpatrick completou o pódio, com 3min52s44.

Foi a segunda conquista de Isaquias Queiroz nos últimos três dias. No sábado (11), o atleta de Ubaitaba já havia conquistado prata na prova C4 Masculino 500 metros na Copa do Mundo de Canoagem Velocidade e Paracanoagem, formando o quarteto com Gabriel Nascimento (Ubatã), Mateus Santos e Jacky Godmann, ambos de Itacaré.

Quem também garantiu medalha no Pan-Americano de Canoagem de Velocidade e Paracanoagem foi Valdenice Conceição. A itacareense foi bronze com o tempo de 45s39 na prova C1 feminino 200m. O ouro ficou com a canadense Sophia Jansen, com  44s78, seguida pela cubana Yarisleidis Duboy, prata com  45s10.

Gabriel (à esquerda) conquistou ouro na Copa do Mundo da Paranacanoagem || Foto CBCa
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Atletas do sul da Bahia conquistaram mais duas medalhas na Copa do Mundo de Canoagem Velocidade e Paracanoagem, em Montreal, no Canadá, neste final de semana. No sábado (11), o quarteto formado por por Gabriel Nascimento, de Ubatã; Isaquias Queiroz, de Ubaitaba; e Mateus Santos e Jacky Godmann, de Itacaré, conquistou a prata na prova C4 Masculino 500 metros.

Os brasileiros completaram a prova em 1:35.30. A medalha de ouro ficou com a Hungria, representada por Kristof Kollar, Istvan Juhasz, Jonatan Hajdu e Daniel Fejes, que venceu com o tempo de 1:32.96. O Canadá, com Edouard Beaumier, Alix Plomteux, Eric Chouinard e Nikita Ciudin, completou o pódio ao terminar em terceiro lugar, com 1:36.58.

Gabriel, Isaquias, Mateus Santos e Jack conquistaram prata || Foto CBCa

OURO NA PARACANOAGEM

Neste domingo (12), foi a vez de Gabriel Porto, de Itacaré, conquistar a medalha de ouro na Paracanoagem ao completar a prova em 40.04. O Brasil também ficou com a prata, com Miqueias Rodrigues, registrando o tempo de 40.50. A medalha de bronze ficou com o espanhol Juan Valle, que cruzou a linha de chegada em 40.83.

“Fizemos uma boa prova, largamos bem forte e vimos que, seja em Mundial ou Copa do Mundo, o nível é muito alto. Temos que trabalhar muito para sempre estar no pódio e, graças a Deus, conseguimos isso hoje”, afirmou Gabriel Porto.

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Gabriel Nascimento conquista ouro na Copa do Mundo || Foto CBCa
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Atletas do sul da Bahia seguem fazendo história na canoagem mundial. Nesta sexta-feira (10), foi a vez de Gabriel Nascimento conquistar a medalha de ouro na prova C1 200 metros na Copa do Mundo de Canoagem Velocidade e Paracanoagem, em Montreal, no Canadá.  O atleta de Ubatã cruzou a linha de chegada com o tempo de 40s69.

Gabriel Nascimento  superou Aleksandre Tsivtsivadze, da Geórgia (41s09), e Chenwei Yu, da China (41s34), para colocar o Brasil no lugar mais alto do pódio. “Consegui remar bem essa prova. Consegui pegar a medalha de ouro, graças a Deus, competir pelo meu país e garantir essa medalha para o Brasil. Estou muito feliz”, comemorou o atleta baiano.

“Tive uma largada ali na primeira parte, mas consegui pegar a medalha de ouro, graças a Deus. Estou remando para isso e estou aqui para garantir a medalha para o Brasil. Estou muito feliz pelo resultado que fiz aqui. Foi minha primeira prova em Copa do Mundo e consegui garantir minha primeira medalha -reforçou Gabriel.

Para o técnico da Seleção Brasileira de Canoagem, Lauro de Souza Júnior, a conquista representa a confirmação do potencial que Gabriel Nascimento vem demonstrando nas últimas temporadas e pode ser um marco importante para a sequência da carreira do atleta. “É um resultado muito importante. O Gabriel é um atleta em quem a gente sempre acreditou e esperava uma grande atuação, especialmente no C1 200. Mas, até a prova terminar, sempre existe aquela expectativa”.

“Essa medalha de ouro tem um peso enorme porque ele ainda é um atleta jovem, que está adquirindo experiência nas grandes competições internacionais. Tenho certeza de que essa conquista vai dar ainda mais confiança para que ele siga brigando por medalhas nas próximas etapas e nos principais campeonatos internacionais”, afirmou o treinador.

O Brasil deve conquistar mais medalhas de ouro neste final de semana.  O país segue na disputa nas provas C1 Masculino 1000 metros, além das provas do C2 Masculino 500 metros, com as duplas Mateus Nunes/Isaquias Queiroz e Jacky Godmann/Gabriel Nascimento, todos canoístas do sul da Bahia que fazem parte da Seleção Brasileira.

Confronto de semifinal será às 18h de hoje, no horário de Brasília || Arte GPT
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Depois de uma breve pausa na quarta-feira (8), a Copa do Mundo 2026 retorna nesta quinta-feira (9), com o início das quartas de final. No único jogo do dia, a França enfrenta o Marrocos, às 17h (18h, hora de Brasília), em Boston.

Com o futebol mais vistoso e convincente da Copa até agora, a França aposta nos seus jogadores de frente para passar às semifinais. Olise tem sido um dos destaques desse time, além, é claro, de Mbappé. O camisa 10 tem mostrado a cada jogo porque desponta como o principal jogador desta Copa.

Do outro lado, Marrocos chega com a autoridade de ter eliminado a Holanda na fase de 16 avos de final. Não teve dificuldades para passar pelo Canadá, nas oitavas de final, mas pode ficar sem um de seus principais jogadores. Saibari, lesionado, é dúvida para o confronto.

Entre os destaques de Marrocos estão o lateral Hakimi e o goleiro Bono. Hakimi, inclusive, joga em um time francês, o Paris Saint-Germain, atual campeão europeu.

Essa partida é uma repetição do que ocorreu na semifinal da última Copa, no Catar. Naquela ocasião, a França saiu vencedora por 2 a 0, gols de Theo Hernández e Kolo Muani. Hernández está no elenco desta Copa, mas Muani não foi convocado.

Maior campeonato de futebol amador do sul da Bahia teve início recheado de gols || Foto Pedro Augusto/PMI
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A 25ª edição do Campeonato Interbairros de Futebol começou em alto nível, neste domingo (5), com seis partidas, 19 gols e boa presença de público nos campos espalhados por Itabuna. Considerada o maior torneio de futebol amador do sul da Bahia, a competição reúne 36 seleções de bairros e distribuirá R$ 47 mil em premiações ao longo da temporada.

Atual pentacampeão e defensor do título, o Califórnia confirmou o favoritismo na rodada de abertura ao vencer o João Soares por 3 a 0, no campo do Caic. Antes da partida, o goleiro Jefferson Rocha Silva, Papito, eleito o melhor da posição em 2025, afirmou que a equipe entrou em campo focada em começar a campanha com vitória. Já o capitão do João Soares, Dado, destacou a renovação do elenco e a confiança em um bom desempenho na competição.

Além do triunfo do Califórnia, o Daniel Gomes também estreou bem ao aplicar 3 a 0 no selecionado de Ribeirão Seco. A Vila Zara repetiu o placar diante do Novo Fonseca, enquanto o Nova Itabuna venceu a Bananeira por 3 a 2, no confronto mais equilibrado da rodada. Já o Jorge Amado foi o destaque ofensivo do domingo ao derrotar a Nova Mangabinha por 4 a 1. O único empate ocorreu entre Ceplac e Parque Santa Clara, que ficaram no 0 a 0.

Para o secretário municipal de Esportes e Lazer, José Alcântara Pellegrini, a edição que marca as bodas de prata do campeonato reforça a tradição da competição como espaço de integração entre os bairros e de revelação de talentos. Segundo ele, as mudanças implementadas nos últimos anos elevaram o nível técnico do torneio, que mobiliza atletas, dirigentes, torcedores e diversas secretarias municipais para garantir a estrutura dos jogos.

Zagueiro Marquinhos sinaliza fim de ciclo na Seleção Brasileira || Foto Rafael Ribeiro/CBF
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Artilheiro do Brasil na Copa do Mundo com quatro gols, Vinícius Júnior pediu desculpas à torcida pela eliminação nas oitavas de final da competição. Em entrevista neste domingo (5), após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), o atacante disse ainda que a meta de ajudar a seleção brasileira a conquistar o hexa segue inabalável.

“É um momento muito delicado. Tenho poucas palavras agora, por conta de como foi o jogo, da eliminação, não ter feito as coisas corretas no jogo que precisava tanto. Peço desculpas à torcida que acreditou em nós. Desta vez, não foi possível. Mas não vou desistir de tentar botar o Brasil no topo de volta”, disse Vinícius Júnior, ao atender a imprensa na saída da delegação.

O Brasil terminou a partida com apenas 32% de posse de bola e trocou praticamente metade dos passes na comparação com a Noruega. O próprio Vinícius Júnior foi o jogador com mais erros forçados (15) na partida, segundo estatística da Federação Internacional de Futebol (Fifa) que leva em conta ações em jogadas provocadas pela pressão do adversário.

“Sem dúvida, a gente jogou muito pouco hoje e acredito que isso nos dificultou muito. Mas é Copa do Mundo, não tem adversário bobo. A Noruega é uma grande seleção”, reconheceu o camisa 7.

COBRANÇA DE PÊNALTI

O atacante também foi questionado sobre o porquê de não ter sido ele a bater o pênalti que o Brasil teve a favor no começo do jogo. O chute de Bruno Guimarães foi defendido pelo goleiro Orjan Nyland.

“O mister [Carlo Ancelotti, técnico] escolheu o Bruno para fazer as cobranças. A gente treina todos os dias. Nunca fui vaidoso de querer artilharia. Eu jogo pela equipe e o momento correto era o Bruno bater. Futebol é isso, você pode errar e acertar. Temos que seguir de cabeça erguida. Muita força ao Bruno pela competição que ele fez, que infelizmente vai ser manchada pelo pênalti”, finalizou o artilheiro do Brasil.

FIM DE CICLO?

O zagueiro Marquinhos, que também falou com os jornalistas após a partida em Nova Jersey, fez coro a Vinícius Júnior e reforçou que a escolha do cobrador da penalidade foi decisão da comissão técnica. Mas ao contrário do atacante, que completa 25 anos no dia 12 de julho, o capitão evitou projetar um novo ciclo na seleção brasileira.

“Foi minha terceira Copa e, infelizmente, não consegui sair com título em nenhuma. Isso mostra como é difícil. Que sirva de lição para a próxima geração que ficar, para o treinador também. Eu não sei qual será o futuro. Quatro anos é muita coisa”, lamentou o defensor de 32 anos e que terá 36 no próximo Mundial, em 2030, sediado em Portugal, Espanha e Marrocos.

Lucas, Lorrane e Tailon conquistam ouro no mundial de canoagem || Foto CBCa
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A canoagem do sul da Bahia segue em alta. Os atletas da região conquistaram, neste final de semana, cinco ouros e um bronze no Campeonato Mundial Júnior e Sub-23 de Canoagem Velocidade, em Halifax, no Canadá. No sábado (4), a delegação brasileira conquistou quatro medalhas de ouro, com Lucas Santos, Lorrane Souza e Tailon Nascimento. Lucas e Tailon são de Itacaré e Lorrane é de Ubatã.

O desempenho deles garantiu ao Brasil uma das melhores campanhas da história do esporte. Com os resultados, o Brasil chega a cinco títulos mundiais conquistados na edição. Neste domingo (5), Lorrane voltou às águas canadenses para conquistar a sua segunda medalha no Mundial Júnior. Com o tempo de 47seg22, ela ficou com o bronze nos 200 metros C1. A canadense Isabel Lowry fez 46seg68 e ficou com o ouro, seguida pela ucraniana Yelizaveta Vozniuk.

Lucas conquistou duas medalhas no individual, e Tailon ganhou um ouro. Eles voltaram ao lugar mais alto do pódio na disputa por equipes. Ao lado de Rafick Santos e João Silva, venceram na categoria C4 500m. O time brasileiro terminou a prova em 1min41s72 e conquistou o ouro, seguido pela equipe espanhola, que finalizou 14 centésimos de segundo depois, com o tempo de 1min41s86. Os poloneses ficaram com o bronze, em 1min43s07.

INDIVIDUAL

No sábado, Lucas Santos faturou o título no C1 Masculino Júnior 200 metros. O brasileiro dominou a Final A e cruzou a linha de chegada em 40s61, garantindo sua terceira medalha de ouro no Mundial. O tcheco Ondrej Prochazka ficou com a prata, enquanto o terceiro lugar foi para o espanhol Anton Lagares. “Muito feliz com o meu terceiro ouro na competição. Quero agradecer todos meus companheiros e treinadores. Agora é descansar que amanhã tem a decisão do C2”, celebrou Lucas.

Ainda no sábado, Lorrane Souza colocou o Brasil no lugar mais alto do pódio. Na Final A do C1 Feminino Júnior 500 metros, a atleta venceu com o tempo de 2min23s22, superando a alemã Lykka Strobel, medalhista de prata, e a terceira colocada, a húngara Anna Trenycsenyi. “Estou muito feliz com a minha medalha conquistada e também feliz com a minha parceira Emille, pois lutamos bastante mas acabamos não conseguindo o pódio no C2. Agradeço a Deus, minha família e todos os meus treinadores”, comemorou Lorrane.

Fechando o dia, Tailon Nascimento brilhou no C1 Masculino Júnior 1000 metros. O brasileiro travou uma disputa equilibrada até os metros finais e conquistou a medalha de ouro com o tempo de 4min33s39, à frente do canadense Matthew Brown. O húngaro Huba Gyorko completou o pódio com a medalha de bronze.

Brasil treina antes de enfrentar a Noruega neste domingo (5)|| Rafael Ribeiro/CBF
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Brasil e Noruega brigaram, neste domingo (5), por vaga nas quartas de final da Copa do Mundo 2026, às 17h (de Brasília), no Estádio de Nova York/Nova Jersey. O duelo reúne duas seleções que se classificaram para as oitavas de final em partidas movimentadas e decididas no fim.

Caso haja empate ao fim dos 90 minutos, haverá 30 minutos de prorrogação. Se a igualdade no placar permanecer, haverá uma decisão por pênaltis. Grabriel Martinelli, autor do gol da virada e vitória do Brasil contra o Japão, deverá ser titular no meio de campo.

Adversários em apenas quatro oportunidades, Brasil e Noruega não se enfrentam há cerca de 20 anos. O último confronto se deu em 16 de agosto de 2006 e terminou com empate por 1 a 1, em Oslo. Daniel Carvalho marcou naquela partida.

O retrospecto é favorável para os noruegueses, que obtiveram duas vitórias e não foram derrotados. Houve empate entre as seleções em dois jogos. Entre as cerca de 90 seleções que o Brasil já se deparou na história, a Noruega é a única sobre a qual a Seleção Canarinho ainda busca a primeira vitória.

Em sua quarta participação (1938, 1994, 1998 e 2026), a Noruega não disputava uma Copa do Mundo desde a edição de 1998, na França. Na ocasião, chegou a vencer o Brasil por 2 a 1, pela última rodada da fase de grupos. Bebeto marcou o gol da Seleção neste jogo.

Haaland marca gol da vitória norueguesa diante da Costa do Marfim || Frame Cazé TV/YouTube
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A Noruega está nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Num duelo equilibrado, a seleção nórdica venceu a Costa do Marfim por 2 a 1, nesta terça-feira (30), em Arlington, no Texas, e garantiu vaga para enfrentar o Brasil na próxima fase do torneio.

Os africanos chegaram a equilibrar a partida, mas não conseguiram evitar a eliminação diante de uma equipe mais eficiente nas oportunidades criadas.

Com o resultado, a Noruega mantém viva a campanha no Mundial e terá pela frente um dos confrontos mais aguardados das oitavas de final, diante da seleção brasileira, classificada após derrotar o Japão. O jogo será no domingo (5), às 17h, em Nova Jersey.

Martinelli marca gol da classificação brasileira || Frame Cazé TV/YouTube
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O Brasil sofreu mais do que imaginava, mas encontrou forças nos minutos finais para derrotar o Japão por 2 a 1, nesta segunda-feira (29), em Houston (EUA), e garantir vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Depois de um primeiro tempo abaixo do esperado e de sair atrás no placar, a seleção comandada por Carlo Ancelotti reagiu na etapa final e construiu a virada diante de uma equipe japonesa organizada e eficiente na marcação.

Os japoneses abriram o placar após uma recuperação de bola no campo de ataque. Sano arrancou e bateu da entrada da área, no canto de Alisson. O gol obrigou o Brasil a assumir de vez o controle da partida, mas o goleiro Suzuki protagonizou uma sequência de defesas importantes.

A pressão brasileira aumentou no segundo tempo e foi premiada aos nove minutos. Casemiro apareceu livre na área para completar de cabeça um cruzamento preciso e empatar a partida.

BAILA, VINI

O gol mudou o panorama do duelo. Vinícius Júnior fez lance genial. Com um toque na bola, deu uma caneta no adversário, driblou outro e, já dentro da área, bateu com o lado externo do pé direito. Suzuki resvalou na bola, que bateu na trave antes de sair.

A VIRADA

Já nos acréscimos, Bruno Guimarães acertou um passe de ouro para Gabriel Martinelli. Campeão inglês pelo Arsenal, o atacante recebeu na área e bateu no canto esquerdo do bom goleiro japonês.

O Brasil avança para as oitavas de final e joga no próximo domingo (5), às 17h, contra a Costa do Marfim ou a Noruega.

Seleção Brasileira chega à segunda fase com aposta também na defesa || Foto Rafael Ribeiro/CBF
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A fase de mata‑mata da Copa do Mundo Fifa de 2026 continua nesta segunda‑feira (29), com três partidas. O destaque é o confronto entre Brasil e Japão, às 14h (horário de Brasília), em Houston (EUA).

Também jogam Alemanha e Paraguai, às 17h30min, em Boston (EUA); e Holanda e Marrocos, às 22h, em Monterrey (México).

Assim como nos demais confrontos eliminatórios, em caso de empate no tempo regulamentar haverá prorrogação e, se necessário, disputa por pênaltis.

Os vencedores avançam às oitavas de final, enquanto os derrotados deixam a competição.

BRASIL X JAPÃO

O confronto entre Brasil e Japão promete ser de muita disputa pela posse de bola e de jogadas rápidas, protagonizadas pelos jogadores velozes que compõem ambas as equipes.

Dessa forma, a expectativa é de que a seleção brasileira busque exercer seu protagonismo na partida contra uma equipe compacta que aposta na velocidade para explorar espaços.

Com 7 pontos somados durante a fase de grupos (duas vitórias e um empate), o Brasil chega ao mata‑mata após liderar sua chave.

Se, por um lado, o ataque brasileiro tem apresentado eficiência, por outro a defesa tem demonstrado dificuldade em lidar com toques rápidos de equipes adversárias, especialmente em sua intermediária.

Apresentando um futebol organizado taticamente, o Japão tem, na atual Copa, uma das melhores equipes de sua história, com jogadores que conciliam habilidade e velocidade, o que pode representar perigo para os defensores brasileiros.

O Japão avançou para a segunda fase da Copa do Mundo após ficar em segundo lugar em uma chave bastante equilibrada que reunia Holanda e Suécia, contra quem os japoneses empataram nos placares de 2 a 2; e 1 a 1, respectivamente.

A evolução do futebol japonês é cada vez mais perceptível. Prova disso foi a vitória sobre a seleção brasileira, por 2 a 0, na recente partida amistosa, no final do ano passado em Tóquio. Até então, o Brasil nunca havia perdido uma partida para os japoneses. Informações d´Agência Brasil.

Seleção busca 1ª vitória após empate com o Marrocos na estreia || Imagem Cazé TV/Reprodução
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O técnico Carlo Ancelotti encerrou nesta quinta-feira a preparação da seleção brasileira para o confronto contra o Haiti, válido pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. A partida será disputada nesta sexta-feira, às 21h30, na Filadélfia.

No último treino antes do jogo, realizado no CT do New York Red Bulls, em Nova Jersey, os jornalistas acompanharam apenas os 15 minutos iniciais da atividade. O período aberto à imprensa teve aquecimento e a tradicional roda de bobinho, sem qualquer indicação da equipe que deve começar a partida.

A escalação segue indefinida. Durante o treino de quarta-feira, Ancelotti testou uma formação com Danilo na lateral direita, Marquinhos e Léo Pereira na zaga, Douglas Santos na esquerda, além de Fabinho e Bruno Guimarães no meio-campo. No ataque, apareceram Gabriel Martinelli, Vinícius Júnior, Igor Thiago e Luiz Henrique.

A comissão técnica, porém, ainda avalia mudanças. O zagueiro Gabriel Magalhães foi preservado por desgaste físico, enquanto Raphinha se recupera de bolhas nos pés. Em entrevista coletiva, Danilo admitiu que Ancelotti mantém três ou quatro dúvidas para definir a equipe que buscará a primeira vitória do Brasil no Mundial após o empate por 1 a 1 com Marrocos na estreia.

Seleção comemora gol contra Marrocos || Foto Rafael Ribeiro/CBF
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O Haiti se tornará, na sexta-feira (19), o 50º adversário diferente enfrentado pela Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Às 21h30min (de Brasília), o Brasil encara a equipe caribenha, pela segunda rodada da fase de grupos, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, em busca da primeira vitória na competição.

Único país a participar das 23 edições do Mundial, o Brasil já se deparou com seleções de todos os cantos do planeta em 115 partidas no torneio. Ao todo, foram 76 vitórias, 20 empates e 19 derrotas, com 238 gols marcados e 109 sofridos.

Em número de partidas, o maior rival da Seleção no torneio é a Suécia, com sete, nas quais conseguiu cinco vitórias e empatou duas vezes. Em confrontos com os suecos, o Brasil obteve sua maior goleada em Copas (7 a 1 pelo quadrangular final do Mundial de 1950), ganhou sua primeira estrela em 1958 com a vitória por 5 a 2 e garantiu a vaga na final de 1994 com o triunfo por 1 a 0.

Em seguida, estão Espanha, Itália, México e Holanda, adversárias da Seleção Brasileira em cinco jogos de Copa do Mundo. Em quatro jogos, estão Iugoslávia, Polônia, Tchecoslováquia, Inglaterra, França, Chile, Escócia e Argentina. Já Suíça, Costa Rica, Camarões e Croácia encararam o Brasil em três oportunidades.

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