A proposta, segundo Julio Caldas, é trazer para o Carnaval de Salvador o debate sobre a valorização da arte de rua e sua capacidade de sensibilização e transformação do ambiente urbano. “Inicialmente, pensei no grafite como uma alternativa para decorar o trio. Quando, em São Paulo, começaram a apagar indiscriminadamente grafites incríveis, tive a certeza de que precisava valorizar ainda mais essa arte aqui na Bahia e, também, divulgar o trabalho de Rildo, que já sofreu esse tipo de perseguição”, explica.
Rildo Moreira de Oliveira, mais conhecido como Rildo Foge, sempre gostou de desenhar. Aos 17 anos, já realizava alguns trabalhos nas ruas, mas foi após uma temporada em São Paulo que começou a desenvolver melhor a sua técnica. “Fiquei um tempo em São Paulo e foi a partir daí que comecei a viajar nesse cenário urbano das artes. Fui caminhando, indo em bancas de revista e me aprofundando”, revela o artista que tem obras grafitadas em Salvador, Eunápolis, Recife, Juazeiro, Juazeiro do Norte, Canavieiras, São Paulo e Ilhéus, sua terra natal.



















