Alvo de reclamações de produtores baianos, a importação de cacau da África pelas indústrias moageiras instaladas em Ilhéus, no sul da Bahia, será de audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado, em Salvador, nesta terça-feira (21), às 9h. De acordo com a Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), a entrada das amêndoas no país implica em riscos fitossanitários para a lavoura baiana.
A ANPC reivindica a anulação da Instrução Normativa nº 125 do Ministério da Agricultura, que permite a entrada no Brasil de amêndoas vindas da África sem ser tratadas com Brometo de Metila. Segundo a entidade, essa é a única substância eficaz no combate de pragas quarentenárias.
A audiência foi convocada pelo deputado estadual Hassan Iossef (PP), a pedido de entidades que representam cacauicultores. O debate contará com representantes da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e da Superintendência Federal de Agricultura (SFA/BA), além da presidente da ANPC, Vanuza Barroso, e de produtores do sul da Bahia.



















