Enchente deixou rastro de destruição em Itabuna em 2021
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Os riscos apresentados pelas mudanças climáticas no Brasil podem levar à proliferação de vetores, como o mosquito Aedes aegypti e, em consequência, ao agravamento de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. O alerta é de levantamento na área da saúde feito pela plataforma AdaptaBrasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As projeções indicam também expansão da malária, leishmaniose tegumentar americana e leishmaniose visceral.

O trabalho levou em conta as temperaturas máxima e mínima, a umidade relativa do ar e a precipitação acumulada para associar a ocorrência do vetor, que são os mosquitos transmissores das diferentes doenças em análise. A AdaptaBrasil avalia também a vulnerabilidade e a exposição da população a esses vetores.

“Uma temperatura maior, com uma precipitação maior, pode levar a uma maior proliferação de diferentes mosquitos, insetos que são transmissores dessas doenças, conhecidas como arboviroses”, explicou à Agência Brasil o coordenador científico da plataforma, Jean Ometto. “Normalmente, a gente tem ocorrência maior de dengue e chikungunya no verão”, observou.

Outro elemento analisado na plataforma é o quanto a população está exposta e o quão vulnerável ela é à ocorrência dessas doenças. “A gente percebe que, em determinadas regiões, pode haver um aumento da ocorrência dessas enfermidades e populações mais vulneráveis e expostas ficam mais suscetíveis a adoecerem por essas diferentes doenças”,disse Ometto, acrescentando que a identificação de que regiões poderão ser mais atingidas depende do tipo da doença.

PROBLEMA SOCIAL

O coordenador científico da AdaptaBrasil esclareceu que, normalmente, essas doenças acontecem quando há uma pessoa ou outro organismo animal que possa estar infectado. Em geral, populações mais vulneráveis, que apresentem condições de saúde e habitação mais precárias, tendem a ficar mais suscetíveis a uma ocorrência maior da doença.

“Hoje já é assim. Mas a tendência é que isso se agrave. A gente vê hoje que muitas dessas doenças não são exclusivas de populações menos favorecidas. Mas a ocorrência maior é nessas populações. E isso tende a se agravar”, explicou.

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Suposto ganhador quer receber o dinheiro depois do prazo
Prêmio ficou acumulado para a Mega da Virada
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Moradores de Eunápolis, Juazeiro e Salvador “bateram na trave” no concurso 2669, sorteado na noite de sábado (16), no Espaço de loterias Caixa, em São Paulo. Com acerto de cinco das seis dezenas, cada apostador baiano receberá R$ 36.773,28.  Os números sorteador foram: 04, 07, 16,  35, 46 e 54.

Em todo o país,  houve 64 ganhadores na quina da Mega-Sena.  Na quadra, houve  3.317 acertadores. Dentre os contemplados estão moradores dos municípios de Ibicaraí, Ipiaú, Itabuna, Itapé, Feira de Santana, Porto Seguro, Valença, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.

Como não ouve quem acertasse as seis dezenas no sorteio de sábado, o ganhador ou ganhadores do prêmio principal, que será superior a meio bilhão de reais, só serão conhecidos no dia 31, no concurso da Mega da Virada. A previsão da Caixa é que será sorteado seja de R$ 550 milhões.

PRÊMIO PODE RENDER 49 MILHÕES EM UM ANO NA POUPANÇA

O professor do curso de Ciências Econômicas do Centro Universitário IESB, em Brasília (DF), Riezo Almeida, explica que o milionário da Mega da Virada pode multiplicar o prêmio investindo na poupança. “Ao considerar as condições atuais de mercado, como a taxa básica de juros, um investimento de R$ 550 milhões na poupança pode render, aproximadamente, R$ 50 milhões por ano, o que corresponde a cerca de R$ 4 milhões por mês.”

Mas se você achou que não poderia melhorar, errou! “Em seis meses, o rendimento seria de, aproximadamente, R$ 24,09 milhões e, em um ano, de R$ 49,24 milhões. Em dois anos, o rendimento estimado seria de R$ 102,88 milhões e, em cinco anos, R$ 294,41 milhões”, diz o professor. Partiu fazer uma fezinha?

Governador da Bahia participou da assinatura de acordo com a Ambev
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Uma cerveja à base de umbu, da marca Graveteiro, primeira artesanal produzida pela Agricultura Familiar na Bahia, deu um importante passo na distribuição da sua produção. O produto será distribuído para todo o Brasil. A logística para o mercado nacional ocorrerá numa parceria firmada, no sábado (16), entre a Ambev e a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc).

O primeiro lote da cerveja tipo saison com umbu começa a ser distribuído nesta segunda-feira (18), com 8 mil unidades na Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e São Paulo. No começo de 2024, o produto passará a ser comercializado em todo o Brasil.

“Essa é uma cerveja que já está consolidada no mercado, mas que a gente tinha um desafio de dar escala ao produto. Então, buscamos a parceria, para expandir e trazer ainda um sabor mais essencial para o consumidor, mantendo a qualidade que é referência dos nossos produtos”, destacou o coordenador comercial da Coopercuc, Dailson Andrade.

O governador Jerônimo Rodrigues participou da cerimônia que marcou a parceria, e destacou que as duas partes são beneficiadas. “A Ambev está colhendo um produto que as cooperativas vieram trabalhando há muito tempo, apresentando ao mundo um produto agroecológico, que respeita o trabalho decente, que respeita a caatinga, e, por outro lado, a agricultura familiar se beneficia da marca da Ambev para ver o produto circular”, completou Jerônimo.

OUTRAS MARCAS

Assim como a Cerveja de Umbu, da Coopercuc, outras marcas de cerveja artesanal produzidas pela agricultura familiar são apoiadas pelo Governo da Bahia, como é o caso da Cabruca, da Cooperativa de Serviços Sustentáveis (Coopessba), de Ilhéus; da Cerveja de Licuri, da Cooperativa Regional de Agricultores Familiares e Extrativistas da Economia Popular e Solidária (Coopersabor), de Monte Santo.

A relação inclui ainda a Cerveja de Cajá, produzida pela Cooperativa de Produção da Agricultura Familiar de Lagoa de Dentro e Região (Cooperlad), novidade do Território do Sisal para esta 14 edição da Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que acontece no Parque Costa Azul, em Salvador, até este domingo (17). Também foram lançadas as cervejas de Mel da Mata Atlântica e de Goiaba com Maracujá da Caatinga.

Cristiano Matos foi assassinado pelo sogro na noite de sábado (16).
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Moradores da rua Rua 17, no  loteamento Jardim Alamar, na região do bairro Santo Antônio, foram surpreendidos, na noite de sábado (16), com tiros ouvidos do interior da casa do aposentado  Emanuel Fernandes de Araújo, 87 anos. De acordo com a polícia, o idoso foi autor de dois disparos que atingiram o genro Cristiano Rocha de Matos, de 49 anos, e foi preso em  flagrante. Os rumores são de que o sogro não aceitava o relacionamento da filha com Cristiano.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionada, mas Cristiano Matos já estava morto.  O corpo do rapaz foi levado para o Departamento de Polícia Técnica de Itabuna (DPT), onde estava até a manhã deste domingo (17). O corpo do jovem deve ser sepultado no cemitério Campo Santo. Ainda não foram divulgados local de velório e horário do sepultamento.

Cristiano fazendo uma das ações que mais gostava. Cuidar de animais

A morte violenta de Cristiano Matos pelo sogro, uma pessoa com idade já avançada, pegou os amigos do rapaz de surpresa. Ele era uma pessoa pacífica, evangélico, envolvido com as causas sociais, um ferrenho defensor dos animais. ” Não sei o quê levou esse senhor a matar o nosso amigo, mas tenho certeza que ele não cometeu nenhum ato de violência. Não era o perfil de Cristiano Matos provocar embates. Nunca foi violento”, afirma Ailton Santos Silva, amigo de infância.

Pessoa carismática, nascido em Itabuna, Cristiano Matos passou boa parte da infância e adolescência no bairro Lomanto Júnior, onde era muito querido e deixou uma legião de amigos. Em 2020, foi candidato a vereador pelo Partido Social Cristão (PSC), mas não obteve a votação que esperava, não sendo eleito. Ele trabalhou como operador de aparelhos de produção industrial.